domingo, 14 de dezembro de 2008

Sentimento real

Entrevista publicada hoje na Gazeta do Povo:
Logo após anunciar oficialmente a sua permanência no comando do Atlético, na quinta-feira passada, na Arena, Geninho foi sabatinado pelos colunistas da Gazeta do Povo. Entre outras coisas, o novo “Messias” rubro-negro revelou parte das agruras da campanha do time para se livrar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. “As dificuldades foram muitos grandes”, afirmou ele, que não nega o carinho especial pelo Furacão. “O relacionamento que eu tenho com a torcida do Atlético eu não tenho com nenhuma outra torcida”, disse ele. Um dos principais cabos eleitorais de Marcos Malucelli, o novo presidente do clube, Geninho deve se tornar sócio do Rubro-Negro na próxima temporada. Seria a materialização da união.
Acompanhe abaixo os principais trechos da entrevista.
Carneiro Neto: Geninho, este elenco foi o mais danificado fisicamente que você já recebeu na carreira?

Foi o elenco com mais jogadores no departamento médico, sem dúvida. As dificuldades todas que eu encontrei agora no Atlético superaram todas com as quais eu já tinha convivido.
CN: qual o porcentual do grupo atual você aconselharia à diretoria a manter para o ano que vem?

Na faixa de 70% eu acho que pode permanecer. Parte dos jogadores estavam muito pressionados, por isso não conseguiam render. Com o suporte de alguns atletas de qualidade essa equipe pode render bem mais, tenho certeza.
Véio Gagá: que tipo de química há entre você e a torcida do Atlético?

Não sei. Talvez a torcida do Atlético veja em mim alguém que trabalha com amor, trabalha com amor às coisas e às cores do Atlético. Não me vêem como um profissional que vem aqui apenas para receber o salário. Se deu certo, deu certo, se não deu, arruma as malas e vai embora. Eu transmito para a torcida um sentimento real, um carinho muito grande pelo Atlético.
Linhares Jr.: muitos dos gols do Atlético neste período de recuperação dentro do Campeonato Brasileiro saíram em jogadas de bola parada, após cobranças do Netinho. Qual a importância do Netinho na recuperação do time?

Muito grande. Nós tínhamos dificuldade, pela própria característica dos jogadores, de entrar com bola trabalhada, com drible. Então a bola parada foi fundamental. Como o time tinha a zaga alta e atacantes com bom cabeceio, trabalhei em cima das qualidades.
LJ: parte da torcida do Atlético acredita que se você tivesse chegado antes o clube poderia até brigar por uma vaga na Libertadores. Concorda com quem pensa dessa maneira?

Eu teria mais tempo para trabalhar. Agora é difícil afirmar que brigaria pela Libertadores. O time teve uma recuperação fantástica, uma recuperação que ninguém acreditava. A maioria das pessoas apostava na queda do Atlético. O nosso porcentual nesta reta final nos daria a classificação, mas as situações e as cobranças seriam diferentes. Uma coisa é certa: existia a possibilidade de se fazer uma campanha diferente da que fizemos.
Dionísio Filho: você foi contratado para livrar o Atlético do rebaixamento. Em algum momento pensou na classificação à Copa Sul-Americana ou a vaga pode ser considerada como um bônus?

Os números até nos apresentavam esta expectativa, mas vou ser sincero: nunca fiz planos de Sul-Americana. Eu tirei a Sul-Americana da cabeça dos jogadores para que não houvesse divisão de objetivos. A nossa meta era livrar do rebaixamento, o que viesse a mais, tudo bem. Com dois objetivos, a atenção seria desviada e o foco não seria mais o mesmo.
DF: Caso você receba uma proposta financeira superior, aceitaria deixar o Atlético?

Difícil, muito difícil. Atingi um status profissional e uma idade que o se sentir bem, ser bem tratado, trabalhar onde você é bem recebido e com alegria, tem um peso muito grande.
Tiago Recchia: o messias da torcida atleticana vai levar de novo seu povo à Terra Prometida, ou seja, a um novo título nacional?

A gente começa todos os campeonatos com essa ambição, mas a caminhada é longa, difícil. Com pontos corridos ficou mais difícil ainda. É igual uma maratona, tem de manter regularidade. Toda equipe que já foi campeã se credencia para repetir o feito.
TR: qual foi o primeiro time pelo qual se apaixonou quando criança? Continua com ele ou trocou pelo Atlético?

O meu time de criança era o Botafogo de Ribeirão Preto. Eu morava quase ao lado do estádio, era torcedor de arquibancada. Foi lá que eu comecei minha vida na bola, no infantil (era goleiro). Foram oito anos de Botafogo e mais duas passagens como treinador. Agora tenho um carinho muito grande pelo Atlético Paranaense. O relacionamento que eu tenho com a torcida do Atlético eu não tenho com nenhuma outra torcida.

7 comentários:

Bruno disse...

KKKKKKKKKKKKKKK!!
Véio Gagá foi ótima guerrilha!!

Geninho é o cara!!Ele sabe q no furacão é e sempre será idolatrado!!

Gibtrebor disse...

Já q os diretores do Furacão querem pegar de modelo o futebol Europeu....que comecem com o técnico...faz contrato de 5 anos com o Geninho...Pq capacidade e amor ao clube ele tem.

Cleverson disse...

Finalmente estamos comecando bem uma nova temporada... agora, ja estou pensando no final da mesma... sera que tambem vai ser boa?? Espero que sim!

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

coxinha com medo sera???
fazer oque, acho que a demora pra eles anunciarem o treinador deve ser pq eles estao negociando com o mourinho, ou felipao, sem contar que ja comecaram a construir o super pinga mijo seculo 21... coitados, como sonhao esses 100 time 100 torcida 100 nada

terminamos o ano sonhando com a permanencia dos jogadores de valor, a dispensa dos mancos, a permanencia de geninho, ate agora tudo certo, mas precisamos de boas coisas dentro de campo...

srn

Nikolas P.

Anônimo disse...

SEM-TENÁRIO MAIS LIXO DO BRASIL DEPOIS DO SEU ALIADO atletico-mg ......LÓGICO.......EHHEHEHEE BOKAO

GUERRILHEIRO DA BAIXADA disse...

◘◘◘ PAQUITA DETECTED ◘◘◘