sábado, 6 de dezembro de 2008

Esquecimento

Coluna de Augusto Mafuz publicada hoje na Tribuna do Paraná:
Quando um fato volta ocorrer depois de um longo tempo, envolve-nos, que esquecemos de coisas, talvez, mais importantes. Discutiu-se o comum, e esqueceu-se do principal. Discutiu-se a eleição para presidente do Atlético, e esqueceu-se do jogo contra o Flamengo, que para o bem ou para o mal, será histórico.
Quando trato da eleição como fato comum é porque não imagino outro resultado senão a eleição de Marcos Malucelli para presidente. Só com Marcos, Enio Fornéa Júnior voltará, juntando-se a Petraglia para finalizar a Arena.
Não me passa pela cabeça que o sócio faça sobrepor qualquer outro projeto sobre a finalização da obra. É como se largasse o clube queda-livre para o abismo, sem lhe dar a chance de ser outra vez salvo.
Escrevi sobre eleição e esqueci de perguntar a Geninho: no lugar de Ferreira, jogará Kelly ou Julio dos Santos? Conhecendo o treinador, sei que ele irá concluir por Kelly, como opção imediata. Mas Julio dos Santos, que deveria ter jogado em Recife, que deveria ser a opção imediata do banco, poderia ser prático, na medida em que o Atlético vai precisar de o mínimo de prudência, para não correr risco maior no grande jogo. Prudência no sentido de não fazer correr tanto a bola.
Mas deve jogar Kelly. A responsabilidade é tanta, e logo no momento em que Ferreira estava voltando a velha forma, que a opção por Kelly ou Julio dos Santos passa a ser irrelevante.
Defesa

Exaltei o ato de oposição de Fanaya e José Henrique de Faria. Entendi-o como grandioso, por ter devolvido o debate sobre o que interessa ao Atlético. Mas, revelando-se inconseqüentes, estragaram a nobreza do ato, porque em vez de debaterem o que é importante para o clube, passaram a querer impor a candidatura através do uso de mentiras para atingir a honra de pessoas.
Faria e Fanaya, com a intenção manifesta de ofensa, quiseram associar a atuação de Dudu Malucelli como agente de futebol. Dudu é filho de Marcos, que será presidente. É um jovem talentoso, que no berço ganhou as virtudes dos pais, que poucos da sua geração conseguem manter nesse início de vida profissional.
O que é traumático é sair em defesa de um menino como Dudu, em razão de insinuações de pessoas que a idade não conseguiu dar responsabilidade.

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