quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Um exemplo a ser seguido?

Do Valor Econômico:
França quer clubes operando como empresas

O governo da França quer impor critérios econômicos na gestão dos clubes de futebol, estimando que é mais fácil fazer gols e ganhar torneios quando as equipes têm uma sólida base econômica.
A idéia do governo do presidente Nicolas Sarkozy surge em meio à crise financeira global, que confirmou a fragilidade das grandes equipes européias bastante endividadas e alvos fáceis para investidores estrangeiros.
O secretário de Estado de prospecção econômica, Eric Besson, preparou um plano de 163 páginas visando uma rápida transformação dos clubes de futebol profissional para "empresas de espetáculo que a competição econômica e esportiva exige".
A reforma do futebol francês implica controle de gestão dos clubes, encorajar a construção de estádios privados e fazer na prática os times agirem como empresa. A nova regulamentação, que deverá estar pronta em março de 2009, prevê a sanção de clubes endividados, impedindo-os de contratar novos jogadores, por exemplo. Haverá limite nos gastos, teto no salários e de atletas contratados. Nos últimos dez anos, houve uma inflação salarial de mais de 250% na Inglaterra e de 100% na França, argumenta o governo francês.
Para a equipe do agitado presidente Sarkozy, os fracos resultados das equipes francesas nas disputas européias devem-se a um modelo econômico dominado pelos direitos de transmissão da televisão e pouco dinamismo comercial.
O novo modelo prevê clubes menos "teledependentes", isto é, que dependam menos da receita obtida com a venda dos direitos de transmissão dos jogos a redes de televisão. Esse tipo de receita representa mais da metade dos seus ganhos atualmente. Também haverá "critérios de equipamentos", que deverão definir, por exemplo, a capacidade mínima dos estádios para a primeira divisão, para atrair mais torcedores.
A nova regulamentação deve proteger "clubes formadores". A França insiste numa proposta de time formado por seis jogadores nacionais e apenas cinco estrangeiros, contemplando a "exceção esportiva" em matéria de emprego, o que está longe de agradar a Comissão Européia.
Na Europa, são as equipes alemãs as que melhor se beneficiam de um equilíbrio entre os ganhos com bilheteria, direitos de TV e promoção comercial. Isso, porém, não se traduz, em geral, em melhor desempenho esportivo.
Na Inglaterra, os clubes da primeira divisão tiveram 2,3 bilhões de euros de receita global no último campeonato. Mas os clubes estão endividados em 3,7 bilhões de euros. Um terço dessa dívida está nas mãos de quatro clubes: Manchester United, Arsenal, Chelsea e Liverpool.
Além disso, alguns investidores estrangeiros, como Malcolm Glazer, do Manchester United, passa por dificuldades em meio à crise financeira global.
Já o sheik Mansour Bin Ayed Al Nahyan, de Dubai, gastou quase US$ 330 milhões na compra do Manchester City, o time de Robinho, e demonstra apetite por outras aquisições na Europa. O futebol italiano, até agora, conteve a presença estrangeira graças a investimentos de empresários como Silvio Berlusconi, no Milan, e da família Agnelli, no Juventus, e também a renda dos direitos vendidos à TV. Na Espanha o campeonato é um dos melhores do mundo, mas 11 clubes profissionais estão em estado falimentar. As equipes que participam do campeonato têm dívida acumulada de 2,8 bilhões de euros, além de 600 milhões de euros de impostos a pagar.

2 comentários:

Anônimo disse...

paquita detectede

GUERRILHEIRO DA BAIXADA disse...

uhauhauhaauhauh já era