terça-feira, 25 de novembro de 2008

Três anos depois, Galatto revê palco da consagração

Da Gazeta do Povo desta terça:

Se o jogo com o Náutico, no próximo domingo, no Recife, tem tu-do para ser uma verdadeira guerra pela fuga do rebaixamento, o Atlético não poderia estar melhor armado. Afinal, tem vestindo a sua camisa 1, Galatto, o goleiro que virou sinônimo da “Batalha dos Aflitos”.

Porém, curiosamente, o que se espera dele agora é justamente o contrário do que o imortalizou, atuando pelo Grêmio, no estádio do Alvirrubro pernambucano – documentado no filme Inacreditável – A Batalha dos Aflitos. “Estamos todos torcendo para que ele nem apareça, não precise fazer nada e o Atlético conquiste a vitória”, revela João Galatto, 62 anos, pai do atleta.

Em 2005, já no finalzinho da partida, Galatto defendeu um pênalti fundamental para a ascensão do Tricolor à Primeira Divisão. Cobrança de Ademar mandada com as pernas para escanteio que terminou, um minuto depois, no gol da classificação, marcado por Anderson após puxada de contra-ataque.

Ele já voltou ao palco da consagração, no ano passado, mas na reserva de Saja. “Foi uma sensação gostosa, tenho muitas recordações boas. Caminhei até a trave em que tudo aconteceu. Mas agora vai ser diferente. Jogando é outra coisa”, afirma o goleiro, que tem contrato com o Rubro-Negro até 31 de dezembro de 2011.

Com todo mundo torcendo pa-ra que não se reprise o desespero de quase três anos (completados amanhã), e Galatto titular, a única coisa que os atleticanos desejam repetição é a tranqüilidade demonstrada pelo jogador, que lhe valeu o apelido de Homem de Gelo.

Característica que ficou evidente no histórico lance da marca fatal. Quando Ademar partiu para a batida – depois de mais de 15 minutos de confusão entre os gremistas e o árbitro Djalma Beltrami, que deixou os gaúchos com apenas sete jogadores –, Galatto encostou-se ao lateral e disse: “Deus te abençoe”.

Em meio à tensão quase insuportável, o gesto calmo, completamente inesperado, desnorteou o oponente. “Quem me conhece, sabe que eu sou assim, é o meu estilo, mas sei gritar também. Estava muito concentrado, pois sabia que tinha mais tempo ainda. Espero que isso ajude mais uma vez”, afirma o arqueiro do Furacão, que antes havia visto Bruno Carvalho chutar um pênalti na trave para o Timbu, na etapa inicial.

“A mãe dele (Ivanira) até brinca às vezes, fala ‘menino, fica aí parado, quieto, não diz nada’. Meu filho sempre teve essa personalidade e isso é bom para goleiro”, conta João. No domingo, ele passará por uma pequena cirurgia na perna, o que não o impedirá de ficar na torcida. “Se não der para assistir na tevê, vou dar uma secadinha no rádio.”

2 comentários:

Anônimo disse...

"Furacão vai a Recife tentando se recuperar da goleada do ano passado
Em 2007, Rubro-Negro foi derrotado por 5 a 0 nos Aflitos pelo Timbu"

Olha a manchete que esta na grobo.com, e alguem sabe explicar o que uma coisa tem haver com a outra?

Anônimo disse...

"Furacão se prepara para encarar “inferno” no palco de vexame em 2007"

E a gazeta do povo (c/ minuscula mesmo)então, só quero ver se no ano que vem quando o cocôxa for jogar contra o flamerda se a manchete vai ser parecida.