terça-feira, 4 de novembro de 2008

Novo estatuto é aprovado

O Conselho Deliberativo do Atlético aprovou na noite desta segunda-feira as alterações no estatuto do clube. As mais significativas são a mudança do tempo de gestão do próprio conselho e da diretoria de dois para três anos e o prazo mínimo de associação para participar das assembléias ordinárias de um para três anos.
Para a próxima eleição, em dezembro, vale ainda a regra antiga: com um ano de vínculo o associado já poderá participar e votar - ou ser votado, se participar de alguma chapa.
Participaram da assembléia os antigos conselheiros e os novos, que tomaram posse na própria reunião. No total, eram quase 300 atleticanos.
As mudanças no estatuto foram aprovadas por maioria absoulta - apenas dois conselheiros votaram contra.
Trocando em miúdos: os novos conselheiros que tomaram posse participam de um mandato-tampão de apenas um mês, pois no dia 8 de dezembro haverá eleição para a formação de um novo Conselho Deliberativo. Para esta eleição, quaisquer associados há mais de um ano, até o dia da assembléia, poderão lançar uma chapa (com no mínimo 150 associados).
A chapa vencedora formará o novo Conselho Deliberativo, com mandato de três anos, e dentre seus integrantes serão escolhidos, posteriormente, em nova reunião, os membros do Conselho Administrativo.
Atual presidente do Conselho Deliberativo, Mário Celso Petraglia adiantou que não se canditará novamente ao cargo.
Mas ficou aberta a possibilidade de o atual conselho formar uma chapa de situação para concorrer na eleição de dezembro.
Relembrando: quaisquer associados do clube há mais de um ano podem se unir e formar uma chapa de oposição - mas as chapas precisam ser compostas por no mínimo 150 associados há mais de um ano.
Não sabemos precisar o número exato, mas estimamos que pelo entre 3 a 4 mil atleticanos sejam sócios há mais de um ano e estejam aptos a participar de alguma chapa.
Basta querer e se mobilizar.
A Copa em foco
A segunda parte da assembléia, conta um conselheiro que participou da reunião, tratou de assuntos relativos à Copa de 2014.
Para Petraglia, chegou a hora de cobrar não só mais empenho das autoridades, mas também comprometimento com a conclusão da Baixada dentro das normas exigigas pela Fifa. A teoria é: se outros estados gastarão 200 a 300 milhões de reais para construir novos estádios, o investimento nas obras de conclusão da Arena serão bem menores - o estádio já está 70% concluído, enquanto que em outras praças nem ao menos o projeto arquitetônico foi contratado.
Segundo o presidente do Conselho, chegou a hora do governo do estado e da prefeitura da capital assumirem uma contrapartida para concluir a Arena dentro de todas as normas exigidas pela Fifa.
Um dos arquitetos responsável pelo projeto de conclusão da Baixada, do escritório Vigliecca & Associados, mostrou detalhes do projeto preparado dentro de todas as normas da Fifa, impressionando a todos os presentes. E adiantou: para se adequar a todas as exigências da entidade máxima do futebol, será necessário desapropriar alguns imóveis ao redor do estádio e utilizar o espaço da praça Afonso Botelho durante o Mundial.

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