segunda-feira, 27 de outubro de 2008

São Geninho

Coluna de Augusto Mafuz, hoje, na Tribuna:
Candidato a Santo
Vista sob a emoção, a vitória do Atlético sobre o Cruzeiro foi simplesmente espetacular. É que ela não pode ser dissociada das circunstâncias anteriores ao jogo. Uma em especial: para colocar um onze em campo, o treinador Geninho se obrigou a fazer pregas no time. Improvisou Rodriguinho de lateral, descobriu uns tais de Rafael Santos e Geilson perdidos num dos cantos do imenso CT do Caju. E se não bastasse pregas, obrigou-se a fazer remendos com as contusões imediatas no jogo de Geilson e Renan.
E tudo isso para jogar e jogando sem poder sequer empatar com o poderoso Cruzeiro.
Vista sob a técnica, a vitória do Atlético sobre o Cruzeiro foi simplesmente soberba. É que alcançado pela humildade de Geninho, o time se superou para fazer o gol (Rafael Moura), e depois, jogou o que parecia impossível jogar a essa altura com esse desespero de rebaixamento.
O Atlético, que já havia jogado bem na derrota para o Inter, voltou a jogar bem nesta vitória contra o Cruzeiro. E aos poucos, mesmo com pregas e remendos, Geninho vai atacando os intermediáveis buracos do time, um em especial: a defesa central está melhor distribuída, e ganhou em qualidade com Gustavo Lazareti. Pena que Rafael Moura é um irresponsável, pois para cada gol que faz ele provoca mil aborrecimentos com o gênio incontrolável.
Escolham o melhor da vitória entre Antônio Carlos, Valencia e Ferreira. Eu fico com quem está sofrendo na carne este drama rubro-negro: Geninho. Armou o time, enfrentou a saída de Geilson e Renan com naturalidade, manteve-o no ataque depois do gol, o que permitiu que o Atlético terminasse o jogo sem nenhum trauma.

Um comentário:

Saulo Milleri Biral disse...

Olha, a vitória foi realmente espetacular e muito importante para o time pegar mais confiança nessa reta final, mas não acho o Geninho o melhor da vitória. Ele teve sim a sua contribuição, mas foi mais dos jogadores que se esforçaram bastante para conseguir essa grande vitória.