sábado, 18 de outubro de 2008

Por um milagre

Coluna de Augusto Mafuz, hoje, na Tribuna do Paraná:
Jogo sem lógica

O futebol não tem lógica, dizia-se antigamente, para resumir que tudo era possível. Mas dizia-se, também, que futebol é 11 contra 11, partindo de um equilíbrio ou de uma igualdade.

O futebol mudou tanto que esses princípios de arquibancada não suportaram. O futebol adotou a lógica como referência para as previsões e, em vez de 11 contra 11, o futebol passou a ser 11 para cada lado, ganhando, em tese, o 11 melhor.

Não é sofisma ou jogo de palavras. Mas não tem como teorizar sobre o que espera pelo Atlético, hoje, no Beira-Rio, contra o Internacional. Arriscar palpites fora da lógica e de que os gaúchos formam um 11 melhor, seria aumentar a ilusão, que ainda carrega do torcedor atleticano.

No entanto, o time escalado por Geninho tem uma coisa que o Atlético não teve até agora: saúde, inclusive física, para alcançar a superação. Não concordo que o time esteja desfalcado. Desfalques mesmo são Valencia e Rafael Moura, porque com Alberto, Fernando, Kelly, Joãozinho e Júlio César, o time não pode contar. E, em forma, Gustavo Lazzaretti é melhor que Rhodolfo.

Talvez Geninho tenha sido obrigado a escalar o time que alcance o milagre. Às vezes, é preciso renovar os deuses.

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