sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Oldoni, médico ou monstro?

O Atlético sempre teve jogadores ao mesmo tempo amados e odiados pela torcida. Agora, é a vez de Pedro Oldoni.
Hoje, li e ouvi de tudo sobre a participação do atacante na partida de ontem, contra o Vasco. Para uns, herói, por ter participado da jogada do primeiro gol e ter marcado o segundo. Para outros, vilão por ter perdido dois gols praticamente feitos.
Oldoni é um jogador realmente, digamos, diferente. Sempre foi meio desengonçado e botinudo, sem muita habilidade com a bola nos pés. Por conta de sua estatura, tem uma imensa dificuldade de se equilibrar. Mas, em todo este período que esteve no Furacão, sempre compensou estas deficiências com gols - botar a gorducha para dentro da meta adversária sempre foi seu grande talento. Mesmo sem ser titular absoluto do time, em todas as temporadas ele está lá, pontuando entre os principais artilheiros rubro-negros - o que acabou por lhe render algumas convocações para a seleção olímpica brasileira.
Me parece que alguém no Atlético notou estas deficiências e começou a trabalhar estes pontos fracos. O resultado é um Pedro Oldoni mais maduro, prendendo bem a bola dos zagueiros, jogando muito bem de costas para o gol adversário e fazendo o trabalho de pivô para os jogadores que estão chegando ao ataque. Ontem, fez novamente este papel de forma muito satisfatória. Conseguiu até gerar sozinho um contra-ataque! Que resultou no seu gol, o gol da virada.
Mas ontem parece que os papéis se inverteram na história do atacante. Se por um lado jogou bem, prendeu a bola e criou jogadas, por outro perdeu dois gols extremamente fáceis de serem feitos. Um de cabeça e outro com os pés, sozinho na cara do goleiro.
OK, ele desperdiçou dois gols. Mas marcou um e praticamente deu outro para o Julio dos Santos. Dá pra dizer que a culpa pelo empate é dele? Quem não se lembra de Kléber, o maior artilheiro da história da Arena. Errava vários gols fáceis, até ir lá e guardar o seu. E sempre guardava. Por isso, era titular absoluto, mesmo quando a torcida ia à loucura com suas titubeadas.
Agora, Geninho parece ter mais opções para escolher a dupla de ataque contra o Sport, domingo. Rafael Moura já cumpriu sua suspensão, Julio César está recuperado e até Joãozinho pode ser liberado pelo DM. E mesmo o Ferreira pode continuar a atuar por ali.
Mas, pra mim, Oldoni deve ser mantido.
Se eu fosse o Geninho, sacaria um volante, botaria o Ferreira na meia ao lado do Julio dos Santos e entraria com Oldoni e Rafael Moura no ataque, com Júlio César ficando como uma boa opção para o segundo tempo.
E você, vota em quem?

A frase

“Demorou, mas o time está pegando o jeito, e acredito que vamos sair dessa situação. Vai ser assim, sofrido, mas se Deus quiser, vamos conseguir”.
Do técnico Geninho, após o empate de ontem contra o Vasco em São Januário.

Ponto precioso

É evidente que, vencendo até os 40 e bolinha do segundo tempo, um empate soa como derrota. Mas mantenho o que eu disse antes da partida: empate em São Januário, na atual situação, significa vitória. Se o Furacão tivesse jogado assim metade das partidas que disputou fora de casa, estaria em situação bem mais confortável na tabela!
Agora, as três rodadas vindouras serão fundamentais: Sport em casa, Figueira fora e Vitória em casa. É preciso fazer no mínimo 7 pontos. No mínimo!
Esse pontinho sofrido contra o Vaishco ainda vai nos salvar do desatre. Podem anotar.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Hoje é dia de tentar uma vitória inédita

O Furacão encara o Vasco esta noite, tentando pela primeira vez vencer em São Januário. Curiosamente, mais uma vez o Atlético vai enfrentar o time cruz-maltino em situação difícil, precisando desesperadamente da vitória. Para conseguir a façanha, o técnico Geninho deve escalar Galatto; Gustavo, Antônio Carlos e Gustavo Lazaretti; Zé Antônio, Alan Bahia, Valencia, Julio dos Santos e Netinho; Ferreira e Pedro Oldoni.
► Leia tudo sobre a partida:

O mais querido é também o mais lembrado

O Clube Atlético Paranaense faturou, mais uma vez, o prêmio Top of Mind do Paraná, como time de futebol do estado mais lembrado pelos paranaenses. A pesquisa é feita anualmente pela revista Amanhã para levantar quais são as marcas mais fortes dos três estados da região Sul. É a 11ª vez (a nona consecutiva) que o Furacão fica em primeiro lugar, em 13 edições da premiação.
O quadro acima mostra uma verdadeira lavada em todas as regiões e classes sociais pesquisadas. Seja classe A, B, C, D ou E; more em Curitiba, na RMC ou no interior: o povão conhece mesmo é o Furacão.
Veja como o site da revista noticiou a premiação:
Vitória fora de campo

O Atlético Paranaense prometeu e cumpriu. Na última edição do Top of Mind, o clube anunciou que faria uma campanha para conseguir uma legião de sócios para a equipe da Arena da Baixada que, na época, tinha apenas 3 mil torcedores fidelizados. Em pouco mais de um ano, o Furacão conseguiu 17 mil novos associados. Para isso, o time criou uma série de estratégias, como oferecer 50% de desconto aos moradores do interior.

Outra inovação foi permitir que o torcedor fizesse sua inscrição via internet. Nem mesmo os maus resultados do time baixam o ânimo dos dirigentes (o clube corre o sério risco de ser rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro).

"Independentemente do momento de campo, o torcedor entendeu que futebol é feito de altos e baixos. Isso, por si só, já é uma vitória", comemora Mauro Holzmann, diretor de marketing do clube. O Furacão tem muito o que celebrar. Pela nona vez consecutiva, foi o vencedor na categoria Time de Futebol no Top of Mind, com 31,8% de lembrança. Sobrou ao eterno rival, o Coritiba, a eterna vice-liderança.

  • Para ver quem foram todos os vencedores do Top of Mind 2008, clique aqui.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Lugar de relíquia...

O Atlético está atrás de torcedores que guardam relíquias relacionadas ao clube. O objetivo é produzir uma reportagem para revista NossoCAP. Segundo o site oficial, mais de 100 torcedores já entraram em contato, com preciosidades como camisas antigas, canecos de chopp das festas promovidas pelo clube no antigo ginásio, ingressos de partidas históricas, etc.
Torcedores atenderam ao chamado do clube e entregaram ingressos históricos...

...camisas oficiais antigas...

... e até um caneco de chopp da festa de aniversário de 49 anos do clube.
Muito interesante, legal mesmo.
Mas o que eu gostaria de saber é quando, afinal, o Atlético terá um museu à altura de sua história, para guardar relíquias como essas. Tenho certeza de que centenas de torcedores se prontificariam a colaborar. Mas um museu de verdade, moderno, multimídia, à altura da Arena. Hoje, o que existe é apenas uma vitrine de troféus lá no CT do Caju, inacessível à maioria dos atleticanos.
Enquanto isso, a Furacao.com descobriu que a torcida do Furacão ocupa um lugar de destaque no recém-inaugurado Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu, na capital paulista. Isso é para poucos, mesmo. Confira:

A frase da semana

"Queria que o Atlético Paranaense permanecesse na Série A. É um time de tradição, não que os outros não sejam. Torço pelo Vasco e pelo Atlético. Não quero que os dois sejam rebaixados".
A inusitada declaração foi dada pelo meia Mádson, o novo "xodó" dos vaishcaínosh, em entrevista ao Globoesporte.com.

Pior ataque X pior defesa

Se o Atlético tem o ataque menos eficiente do Brasileirão, um alento para a partida de amanhã é que vai encarar o time com a pior defesa da competição.
O Furacão balançou as redes adversárias por apenas 30 vezes.
Mas o Vasco já sofreu nada menos do que 62 gols no campeonato.
E, se o Rubro-Negro ainda não achou a dupla de zaga ideal - seja por ineficiência, cartões ou contusões -, a zaga sempre foi o "calcanhar de Aquiles" do time cruz-maltino este ano, o que resultou numa troca incessante de jogadores da posição. Em todo o campeonato, sete zagueiros já foram testados no setor. Sem conseguir, porém, fechar a porta aberta para os atacantes adversários.
Sejam quem forem os atacantes amanhã, esta será uma oportunidade de ouro para melhorar o aproveitamento de gols do Furacão. E, quem sabe, quebrar o tabu de nunca ter vencido em São Januário.
  • E aí? Você acredita numa vitória amanhã? Opine!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Alberto Valentim do Carmo Neto, um atleticano

Peçanha, colaborador e conselheiro deste blog, teve a oportunidade de assistir, pela primeira vez, a uma partida nos camarotes VIP da Baixada. E nos envia e-mail contando como foi:

"A visão do campo que se tem do camarote VIP da Baixada, ali no setor Madre Maria, é simplesmente sensacional. Eu achava que qualquer lugar da Arena é bom para ver o jogo. Mas ali, é excelente!
Outra coisa bacana é que você fica ao lado de alguns ídolos. Jackson, do Furacão de 1949, estava ali, trajando rubro-negro dos pés à cabeça. Paulo Rink também estava na área. E o Kamali, senhores! Abdulah Al Kamali faz questão de assistir aos jogos do time principal ali no setor VIP.
Mas tive oportunidade de me sentar próximo a um jogador que estava fora da partida por contusão: o lateral Alberto.
Que ele é um atleta identificado com o rubro-negro eu já sabia. Mas não que ele é um atleticano doente, que não pára de gritar nem um só minuto, num senta-e-levanta inerente aos torcedores mais fanáticos:
Vamos pra frente, #@%&*@‼ Chuta, chuta no gol! CHUTA! Ataque do Cruzeiro... Meu cacete... CACETE! Tira essa m#@%§ daí!!!! Pra fora! Vá chutar a bunda de uma vaca‼ Vamos lá, Pedro Oldoni! Raça, Gustavo! Marca, marca! Isso! RAÇA PORRA! Não desiste, #♂@%&*$@‼
Até a explosão do gol e um forte abraço no garoto que estava a seu lado provavelmente seu filho.
Logo que o juiz terminou a partida, olhei para o lado e Alberto tinha saído dali. Já estava lá no campo, na boca do túnel, cumprimentando e abraçando os jogadores pela dificílima vitória.
Alberto, o lateral, é um bom jogador, um ídolo da torcida.
Alberto Valentim do Carmo Neto
é um atleticano fanático."

São Geninho

Coluna de Augusto Mafuz, hoje, na Tribuna:
Candidato a Santo
Vista sob a emoção, a vitória do Atlético sobre o Cruzeiro foi simplesmente espetacular. É que ela não pode ser dissociada das circunstâncias anteriores ao jogo. Uma em especial: para colocar um onze em campo, o treinador Geninho se obrigou a fazer pregas no time. Improvisou Rodriguinho de lateral, descobriu uns tais de Rafael Santos e Geilson perdidos num dos cantos do imenso CT do Caju. E se não bastasse pregas, obrigou-se a fazer remendos com as contusões imediatas no jogo de Geilson e Renan.
E tudo isso para jogar e jogando sem poder sequer empatar com o poderoso Cruzeiro.
Vista sob a técnica, a vitória do Atlético sobre o Cruzeiro foi simplesmente soberba. É que alcançado pela humildade de Geninho, o time se superou para fazer o gol (Rafael Moura), e depois, jogou o que parecia impossível jogar a essa altura com esse desespero de rebaixamento.
O Atlético, que já havia jogado bem na derrota para o Inter, voltou a jogar bem nesta vitória contra o Cruzeiro. E aos poucos, mesmo com pregas e remendos, Geninho vai atacando os intermediáveis buracos do time, um em especial: a defesa central está melhor distribuída, e ganhou em qualidade com Gustavo Lazareti. Pena que Rafael Moura é um irresponsável, pois para cada gol que faz ele provoca mil aborrecimentos com o gênio incontrolável.
Escolham o melhor da vitória entre Antônio Carlos, Valencia e Ferreira. Eu fico com quem está sofrendo na carne este drama rubro-negro: Geninho. Armou o time, enfrentou a saída de Geilson e Renan com naturalidade, manteve-o no ataque depois do gol, o que permitiu que o Atlético terminasse o jogo sem nenhum trauma.

sábado, 25 de outubro de 2008

Que sufoco!

Foi difícil, foi sofrido, mas o Atlético voltou a vencer. Com um gol chorado do polêmico Rafael Moura, o resultado foi importantíssimo na luta contra o rebaixamento. O Atlético ainda não saiu da ZR, mas diminiu a diferença de pontos para três concorrentes diretos: Náutico, Portuguesa e Figueirense. Mais importante que o placar, foi a atitude: o Furacão voltou a jogar com raça. E com raça, vai!
Além do mais, os desfalques na zaga, que eram motivo de grande preocupação, acabaram resultando em uma partida excelente de Rafael Santos e Gustavo Lazaretti. Gratas surpresas, que serão importantes no restante do campeonato.
Ferreira correu como nunca e jogou com muita garra, mas perdeu um gol inacreditável.
E Rafel Moura novamente deu uma no cravo e outra na ferradura: marcou o gol salvador do jogo, mas depois acabou sendo expulso novamente e, quando se dirigia aos vestiários ainda bateu boca com alguns torcedores mais exaltados. É também uma peça importante na reta final do Brasileirão, mas precisa botar a cabeça no lugar.
♦♦♦
O calvário continua, e a próxima parada é em São Januário, contra o Vasco, quinta-feira. Um empate será um grande resultado. Porque, contando com esta partida, as quatro próximas rodadas serão fundamentais para o Rubro-Negro sair do atoleiro: Vasco (fora); Sport (casa), Figueira (fora) e Vitória (casa). Ou seja, dois concorrentes ao rebaixamento e os dois times nordestinos que não têm mais grandes aspirações na competição. Depois deste jogo no Rio, o Furacão tem que buscar três vitórias seguidas.
Troféu
ZIQUITA
Gustavo Lazaretti, Rafael Santos, São Galatto e Gabriel Pimba, o "motorzinho" dos contra-ataques no segundo tempo.


Troféu
TIÃO MACALÉ
Rodriguinho, lento e desligado...

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Manifesto pela bera nossa de cada jogo!!

Tinha que começar por nós, atleticanos. A torcida rubro-negra iniciará amanhã, na partida contra o Cruzeiro, um abaixo-assinado contra a proibição da venda de cerveja nos estádios. Segue o e-mail que foi encaminhado ao blog pela Associação dos Lojistas da Arena:
"Os lojistas da Arena da Baixada começarão neste sábado (25/10), na partida contra o Cruzeiro, uma campanha através de um abaixo-assinado no intuito de através deste sejam tomadas providências pelas autoridades competentes diante da situação de flagrante inconstitucionalidade que foi ocasionada pela edição da Resolução da Presidência da CBF que proibiu a venda e consumo de bebidas alcoólicas no interior dos estádios de futebol.
A intenção é posteriormente propagar o abaixo-assinado para outras torcidas e conseguir cada vez mais um maior número de adesões!
Portanto, ao chegar a Arena no sábado, os torcedores poderão encontrar o abaixo-assinado em qualquer uma das lojas situadas no interior do estádio, bem como na Lanchonete Prajá situada em frente à praça.
Todos os torcedores estão convidados a colaborar com esta campanha. Participe!"

Onde é que eu assino?????

Bravos Fanáticos

31 anos de festa nas arquibancadas e incentivo ao Furacão.
O Blog da Baixada parabeniza Os Fanáticos pelos 31 anos de vida completados hoje.
A festa será na sede da torcida, a partir das 20 horas.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Homenagem para um mito

Sob os olhares atônitos dos bocas-negras, Ziquita salta para
comemorar seu quarto gol: partida transformou o atacante em herói.

Dentro de 12 dias, em 5 de novembro, completar-se-ão 30 anos da partida mais emocionante e inacreditável da história do futebol paranaense. Naquela tarde de sábado, um homem saiu do lugar-comum inerente à grande maioria dos jogadores e transformou-se em herói, ganhando um lugar de destaque na história do Atlético. Seu nome: Ziquita.
Um jogo. Em um único jogo, o centro-avante deixou de ser apenas "mais um" jogador de futebol e tornou-se um mito.
A partida era contra o Colorado, pelo Campeonato Paranaense de 1978. Em plena Baixada, o time de Vila Capanema humilhava o Furacão: 4 a 0, placar que persistiu até os 30 minutos do segundo tempo. O resto da história creio que todos já conhecem. Ziquita marcou um, dois, três, quatro gols em 13 minutos. E ainda meteu uma cabeçada no travessão.
Diz o dicionário que lendas são narrativas de eventos históricos cuja autenticidade não se pode provar. Ziquita é a exceção. É a própria "lenda viva", e com autenticidade comprovada.
No próximo dia 2 de novembro o Atlético recebe o Sport, pelo Brasileirão.
Independente de qualquer situação difícil que o time esteja vivendo, ainda dá tempo de
buscar o grande Ziquita lá em Governador Valadares, onde vive atualmente, e preparar uma bela homenagem, - com direito a tarde de autógrafos, volta olímpica no gramado e pontapé inicial da partida.
Se tem algo que eu gostaria de ter visto, na minha vida, era esta partida entre Atlético e Colorado.
Espero pelo menos
poder ver o mesmo Ziquita, na mesma Baixada, 30 anos depois.
Quem sabe também a presença de "São Ziquita" - como os jornais o chamaram na época - faça o inacreditável acontecer novamente e nos salve da degola.

Resgate Atleticano

O Povão Rubro-Negro é forte e tem fé!
Torcidas organizadas, Comissão de Mosaicos, sites, blogs, atleticanos anônimos de todos os cantos da cidade. Toda a Nação Rubro-Negra, enfim, está convidada: sábado é dia do Resgate Atleticano.
A partir das 16h45, os torcedores do Furacão vão dar um abraço no estádio Joaquim Américo, num ato simbólico que representará o resgate do amor incondicional ao clube mais querido do futebol paranaense. A regra é só uma: vestir vermelho e preto da cabeça aos pés.

Categorias de base têm novo coordenador

Do Globoesporte:

Ex-técnico do Ipatinga assume categorias de base do Furacão

Nesta quinta-feira, a diretoria do Atlético confirmou o acerto com o novo coordenar das categorias de base do clube. Trata-se de Ricardo Drubscky, que dirigiu o Ipatinga neste Brasileirão e também geriu o departamento de futebol de clubes como Cruzeiro, América e Atlétioco-MG.

- Gostei muito do convite para assumir a coordenação da categoria de formação do Atlético Paranaense. Eu não tinha mais a intenção de atuar em formação, mas eu fiquei entusiasmado por conta do que representa o Clube Atlético Paranaense em termos de formação. O meu objetivo principal será o de formação, de busca por profissionais de nível top no futebol brasileiro - declara, em entrevista ao site oficial do Furacão.

No Brasileirão, o Furacão está em 18º com 28 pontos, amargando a zona do rebaixamento. Para o vice-presidente de futebol do clube, Marcos Malucelli, o Atlético-PR está vacilando na formação de jogadores:

- A idéia é trabalhar na formação de atletas, porque estamos falhando na formação. Não adianta apenas ganharmos títulos ou sermos campeões da Copa Tribuna, por exemplo. Temos que revelar atletas - ponderou Malucelli.

Tudo ou nada

Se até a última rodada os resultados estavam ajudando o Atlético, a situação agora complicou-se de vez. A rodada foi aberta ontem com uma vitória do Vasco sobre o Goiás, em pleno Serra Dourada - com isso, o time cruz-maltino passou Furacão, que ocupa momentaneamente a penúltima colocação, com o mesmo número de pontos (28) que o lanterna Ipatinga. Ipatinga, aliás, que joga em casa com o Botafogo em crise e, muito provavelmente, somará mais 3 pontos.
Ou seja: o Atlético terá que partir para o tudo ou nada contra o Cruzeiro, amanhã, na Baixada. Só a vitória mantém o Furacão vivo na luta por fugir da degola.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Operação Kamikaze

"Precisamos urgentemente de pontos. Temos que partir para cima do Cruzeiro, mesmo sabendo que será perigoso".
A frase do técnico Geninho mostra qual vai ser a estratégia do Atlético nas próximas partidas, começando pela de sábado contra o Cruzeiro, na Baixada: atacar, atacar e atacar. Não resta mesmo muita opção... Se as vitórias não começarem a ser uma rotina neste final de campeonato, adeus Série A.
O que não pode é o time partir pra cima como se fosse um bando de loucos kamikazes - os soldados japoneses que promoveram ataques suicidas no final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
É claro, Geninho deve estar atento: a última partida em casa, contra o Fluminense, mostrou que não basta ir para cima do adversário; a defesa precisa estar atenta o tempo todo, compacta e bem protegida pelos volantes para evitar contra-ataques fatais - ainda mais contra um time rápido como o da Raposa.
Senão, pode ir tudo por água abaixo.
Cerca de 4 mil kamikazes se lançaram com seus aviões sobre navios yankees. Até o Enola Gay mandar a "Little Boy" sobre Hiroshima e acabar de vez com a brincadeira.
Ou seja: atacaram, atacaram, atacaram, morreram e ainda perderam a guerra.
Não é isso que queremos.
O negócio é atacar bastante, mas se defender igualmente bem e, principalmente, sobreviver para saborear a vitória.
♦♦♦
PS.: Conta a história que cada soldado kamikaze bebia saquê com a família antes de partir para o último ataque. Graças à CBF, não podemos nem tomar uma mísera e inofensiva cervejinha para acompanhar as batalhas suicidas do Furacão... Lamentável!

Já ganhou!



Saiu o novo ensaio de Ariane Machado, a Musa do Furacão 2008. Para ver mais fotos, clique aqui.

Os 100 maiores rubro-negros

Gabiru e Cocito: entre os 100 maiores jogadores atleticanos da história?
A pedido da Gazeta do Povo, jornalistas e ex-atletas paranaenses elegeram os 100 melhores jogadores da história do futebol paranaense. Entre os atleticanos, foram classificados:
1º Zé Roberto
3º Sicupira
6º Caju
7º Alex Mineiro
11º Kleberson
12º Jackson
13º Assis
15º Djalma Santos
23º Kléber
24º Alfredo Gottardi
25º Nilson Borges
26º Roberto Costa
36º Washington Coração Valente
38º Sano
40º Nivaldo
43º Paulo Rink
54º Reginaldo
60º Washington
61º Cireno
64º Kelly
68º Augusto
75º Heraldo
86º Nem
87º Paulo Miranda
92º David Ferreira
95º Jadson
96º Neno
97º Carlinhos Sabiá
100º Lucas
Tiveram também passagem pelo Furacão:

19º Miltinho
39º Pachequinho
46º Edinho Baiano
56º Didi
72º Jatobá
Realmente, grandes ídolos estão representando o Furacão na lista. Mas faltam muitos Rubro-Negros aí. Cito alguns: Marolla, Valdir, Renato Sá, Lino, Cristóvão, Détti... E o meia André, Andrezinho, campeão de 1990, lembram-se dele? E o guerreiro Cocito, campeão brasileiro e vice-campeão da América. E Marcão, onde está? Outros campeões brasileiros, como Adriano Gabiru e o lateral Fabiano, poderiam fazer parte da relação, não acham? E se Nem está na relação, Gustavão também merecia estar. E Flávio, apesar do fim de carreira decadente, foi um dos maiores papões de títulos do nosso futebol, defendendo as cores rubro-negras...
E você, quem colocaria nesta lista? Quem são 100 maiores jogadores da história do Atlético?

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Geninho deve ser mantido para 2009

O diretor de Futebol do CAP, Marcops Malucelli, revelou hoje que Geninho deve ser mantido como treinador para a próxima temporada. É o que informa reportagem da Gazeta Press:
Atlético-PR esquece Sul-Americana e foca em fugir do rebaixamento

Gazeta Press

São Paulo (SP) - A situação do Atlético-PR no Campeonato Brasileiro é das mais desconfortáveis. Passadas 30 rodadas da competição, o time é apenas o 18º colocado, somando somente 28 pontos e correndo sério risco de retornar para a Série B, da qual subiu em 1995 como campeão. A própria diretoria do Furacão já admite que a prioridade do clube para 2008 não é obter vaga na Copa Sul-Americana, e sim, permanecer na Série A. É o que reconhece Marcos Augusto Malucelli, vice-presidente de futebol do clube, ciente da complicada situação rubro-negra no Brasileirão.

- O foco é sair do rebaixamento. Esta é a nossa realidade. Não é hora de pensar em Sul-americana. Temos que pensar em não cair - explicou Malucelli, em evento realizado nesta segunda-feira em São Paulo.

- Nós já temos o pensamento para o ano que vem. O planejamento envolve a permanência na Série A. Mas primeiro precisamos não cair - completou.

Parte do planejamento atleticano para o ano que vem envolve a comissão técnica do clube. Por enquanto, a idéia é manter Geninho à frente da equipe, independente da queda ou da permanência na Série A. Mas Malucelli desconversa, e afirma que ainda não dá uma definição a respeito do caso.

- A parte da comissão técnica, nós vamos deixar mais pra frente. Mas, a princípio, o Geninho será mantido - adiantou o dirigente, que assumiu o cargo há pouco mais de um mês.

De fato, as chances de conseguir uma vaga na Copa Sul-Americana de 2009 são cada vez menores para o Atlético-PR. Com seus 28 pontos, o time está a oito do Santos, 13º colocado e o último dentre os virtuais classificados para a competição continental do ano que vem. De quebra, a tabela ainda reserva ao Furacão confrontos contra Cruzeiro, Vitória e Flamengo todos, porém, em Curitiba.

Quase realidade

1997

2008

Construir o melhor estádio do país não é pra qualquer um. Nem brincadeira de criança. Tem um monte de clube por aí pensando que é só pronunciar a palavra mágica e... zás!!! Surge uma nova arena, moderna e confortável. A Velha Baixada foi abaixo há 11 anos. Agora, a Arena está em vias de ser concluída. Um orgulho para toda a Nação Atleticana. A ansiedade é grande, mas vai valer à pena esperar. Como valeu à pena quando o Joaquim Américo foi abaixo (foto acima).

Como diria o velho colunista: "Quem viver, verá!"

A estréia de Geninho

Coluna de Augusto Mafuz, hoje, na Tribuna:
Esperança

Para a derrota, não existe consolo. Mais ainda se a derrota tornou-se um elemento indissociável da vida de um time. O Atlético Paranaense voltou a perder. Foi sábado, no Beira-Rio, para o Internacional - 2 a 1.

Mas, para as derrotas, mesmo que sejam previsíveis e de rotina, existem explicações. Nas anteriores, o Atlético perdeu porque jogou mal; em Porto Alegre, perdeu porque neste campeonato é inferior em tudo aos colorados. Foi aquele jogo regido pela lógica, em que o time com melhores jogadores ganha.

Mas, no mais, mesmo na mesmice, vem a novidade, diria Guimarães Rosa. O Atlético precisa dissociar o jogo de uma derrota como essa, em que o adversário é manifestamente superior. Aí, vai encontrar uma pontinha de esperança: o que está quase perdido, não pode ser jogado fora.

Jogou surpreendentemente bem no Beira-Rio. Foi a estréia de Geninho. A defesa expandiu-se pelo setor, com Gustavo Lazaretti cobrindo os lados, Bahia e Chico combatendo para ter a bola, ao invés de simplesmente marcar, permitindo que o excelente Julio dos Santos prendesse a bola e o Inter no seu campo, permitindo um rigoroso equilíbrio no 1.º tempo. O gol de Nilmar não foi produto da superioridade do Inter em campo, mas da qualidade de Alex que o lançou.

E o 2.º tempo não foi diferente. O Inter jogava ao natural, portanto, superior. O Atlético continuou jogando bem, dentro do limite do seu time, que era alcançado no momento mais importante do jogo, que é o do gol. Geílson e Pedro Oldoni não sabem fazer gols. O gol de Ferreira serviu para mostrar que, às vezes, as diferenças entre o limite pela natureza e o limite pela superação, não são tão extraordinárias.

Mais e mais desfalques...

Do UOL Esporte:
Não bastasse a derrota pora 2 a 1 para o Internacional, no último sábado, que o manteve na zona de rebaixamento do Brasileiro, o Atlético-PR retornou de Porto Alegre com mais quatro desfalques.
O zagueiro Gustavo, os volantes Chico e Alan Bahia e lateral e volante Zé Antônio estão fora da partida. Os três primeiros levaram o terceiro cartão amarelo e não enfrentam o Cruzeiro, no próximo sábado, na Arena da Baixada. Já Zé Antônio foi expulso no Beira-Rio e cumpre a suspensão automática.
As baixas dos quatro engrossam a lista de jogadores que devem ficar de fora, diante do time mineiro. Na partida contra o Inter, o técnico Geninho já não pode contar com nove atletas. Seis deles ficaram em Curitiba por estarem machucados: os laterais Alberto e Renan, o meia Kelly, o volante Fernando, o zagueiro Rhodolfo e o atacante Júlio César.

Não atuaram também o volante Valência e o atacante Rafael Moura, por suspensão. Estes devem retornar contra o Cruzeiro.

sábado, 18 de outubro de 2008

Sucumbiu. De novo...

O verbo do dia é:
sucumbir
su.cum.bir
(lat succumbere) vti e vint 1 Cair sob o peso de; abater-se, curvar-se, vergar; desanimar: Sucumbir ao peso de uma carga. Sucumbir ao peso de um revés. "Por que... eu me entregava, eu sucumbia? Uma terra boa me daria energia, coragem" (José Lins do Rego). vti e vint 2 Não agüentar mais; deixar-se vencer; ceder: Sucumbir à superioridade do inimigo. Sucumbir à tentação, à dor, às ameaças. "Teodomiro sucumbira por fim" (Alex. Herculano). vti e vint 3 Morrer, perecer: "Juliana sucumbe a um aneurisma" (Machado de Assis, ap Laud. Freire). Vários combatentes sucumbiram. vint 4 Ser abolido, suprimido; cessar de existir.
O Atlético é, definitivamente, um time que sucumbe. Sucumbe ao clima adverso na casa do adversário; sucumbe à menor pressão do rival; sucumbe à arbitragem capciosa; sucumbe à própria falta de alternativas... Sucumbe.
Não foi a pior partida do Furacão neste campeonato. Mas sucumbiu, de novo. Dois a um, e a coisa ainda ficou ainda mais preta.
A situação continua a mesma: o Furacão segue na zona de rebaixamento e precisa vencer todas as partidas em casa e pelo menos uma fora, de preferência contra Vasco ou Náutico.
O calvário ainda é longo. Próxima parada: Baixada, contra o Cruzeiro.

Falta um homem-gol

Concordo que o time pode estar mais "inteiro" para a partida de hoje (post abaixo), mas um fato me faz crer que será muito difícil o Atlético vencer o Inter. Não é só pelo colorado ter melhores jogadores, nem por ser o Atlético um visitante sofrível neste Brasileirão. O problema é não termos nenhum jogador de finalização no time, nenhum "homem-gol". Vejamos os atacantes: Geílson se movimenta bem, mas não é finalizador. E Ferreira... nem me lembro quando foi a última vez que ele marcou um gol. Acho que contra os coxas, ainda pelo Paranaense.
O atacante do Furacão que mais marcou neste Brasileiro ainda é Pedro Oldoni, com 5 gols. Isso que ele jogou em poucas partidas.
Não sei quantos gols Oldoni já teria marcado se tivesse sido dada a ele a oportunidade de ser definitivamente o camisa 9 do time, com uma seqüência de 12, 13, 15 jogos. Ao invés disso, o Atlético foi experimentando tentativas frustradas, uma atrás da outra, com jogadores que disputam uma partida e ficam várias fora, como Joãozinho e Julio Cesar, ou mesmo com fracassados como Anderson Aquino.
Entre os meias, nenhum dos que jogarão hoje mostrou, até agora, ter nas finalizações um ponto forte. Netinho, talvez, nas bolas paradas. Julio dos Santos não marcou nenhum ainda.
Aí, vê-se que quem mais marca gols dos que estarão em campo, logo mais, é o volante Alan Bahia - artilheiro do time no Brasileirão, com 6 gols marcados. O que é motivo mais que suficiente para levantar dúvidas sobre uma possível vitória no Beira-Rio...
Espero queimar a língua e que algum jogador bote a bola na rede do Inter hoje - 1 a 0 é goleada.
Mas quem? Quem????? Quem?????????????????????

Por um milagre

Coluna de Augusto Mafuz, hoje, na Tribuna do Paraná:
Jogo sem lógica

O futebol não tem lógica, dizia-se antigamente, para resumir que tudo era possível. Mas dizia-se, também, que futebol é 11 contra 11, partindo de um equilíbrio ou de uma igualdade.

O futebol mudou tanto que esses princípios de arquibancada não suportaram. O futebol adotou a lógica como referência para as previsões e, em vez de 11 contra 11, o futebol passou a ser 11 para cada lado, ganhando, em tese, o 11 melhor.

Não é sofisma ou jogo de palavras. Mas não tem como teorizar sobre o que espera pelo Atlético, hoje, no Beira-Rio, contra o Internacional. Arriscar palpites fora da lógica e de que os gaúchos formam um 11 melhor, seria aumentar a ilusão, que ainda carrega do torcedor atleticano.

No entanto, o time escalado por Geninho tem uma coisa que o Atlético não teve até agora: saúde, inclusive física, para alcançar a superação. Não concordo que o time esteja desfalcado. Desfalques mesmo são Valencia e Rafael Moura, porque com Alberto, Fernando, Kelly, Joãozinho e Júlio César, o time não pode contar. E, em forma, Gustavo Lazzaretti é melhor que Rhodolfo.

Talvez Geninho tenha sido obrigado a escalar o time que alcance o milagre. Às vezes, é preciso renovar os deuses.

Copa mais perto de Curitiba e da Baixada

Da Gazeta do Povo:
"Primeira impressão" ajuda Curitiba

Falta muito pouco para Curitiba ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Ao menos em infra-estrutura. Essa é a primeira análise da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib).

Quatro representantes da consultoria contratada pela CBF e o Ministério dos Esportes para analisar e orientar as cidades que disputam a indicação para receber jogos do Mundial no Brasil estiveram ontem na capital paranaense. E, mesmo com menos de um dia de visita, a impressão deixada foi boa.

Em uma hipotética situação, se a Copa fosse realizada no mês que vem, Curitiba, tecnicamente, estaria em vantagem em relação às outras 17 concorrentes. “Faltaria pouco a se fazer, com toda a sinceridade”, afirmou Ralph Lima Terra, vice-presidente da Abdib, à Gazeta do Povo. “A primeira impressão que fica é muito boa. Acho que Curitiba tem todas as chances (de sediar a Copa). Não vejo nada aqui que não se possa resolver com investimentos”, ressaltou ele.

A avaliação preliminar encheu de otimismo a comitiva local. Já há quem declare publicamente que a intenção a partir de agora é convencer a Fifa a marcar jogos de maior importância na Arena. Garantir ao menos um duelo das quartas-de-final, quando apenas as oito melhores seleções seguem no torneio, passou a ser o objeto de desejo do grupo.

“Estamos realmente muito otimistas”, relatou o secretário estadual de Turismo, Celso Caron. “Não queremos ser somente uma sede, pensamos em trazer os principais jogos para cá. Nossa cidade é melhor do que as outras, então por que nos encobrirmos? O curitibano não sabe que tem a melhor capital do Brasil?”, acrescentou o presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, Mário Celso Petraglia, que trabalha ainda para a instalação na capital do centro de mídia do Mundial.

Bairrismo à parte, o município ainda precisa avançar. Pouco, mas precisa. O único problema que salta aos olhos do analista da Abdib é a questão aérea, apontado como o maior defeito de Curitiba. “O aeroporto é um ponto fundamental. Não pode fechar dia nenhum em uma Copa do Mundo”, afirmou Terra, durante a reunião ocorrida no Palácio das Araucárias, sede provisória do governo do estado, ontem pela manhã.

O consultor sugeriu que fosse seguido o exemplo de Londres, que, mesmo com um clima pior que o da capital paranaense, instalou em seu aeroporto equipamentos modernos que o deixam sempre funcionando, não importando a condição climática.

Comandante da comissão local, o vice-governador Orlando Pessuti ouviu tudo em silêncio. Depois mostrou um vídeo com as belezas da cidade (pontos turísticos, miscigenação, transporte coletivo etc.) e saiu da sala com o discurso pronto: “Nosso aeroporto tem de funcionar 24 horas por dia. Já existe equipamentos para isso”, cobrou, avisando que irá tomar providência para que o problema seja resolvido em um curto espaço de tempo.

Mas ele pretende ir mais além. Quer fazer com que o turista que chegue via aeroporto Afonso Pena não tenha uma primeira impressão negativa da cidade. Pessuti sonha em recuperar a área à margem do Rio Iguaçu, no limite com São José dos Pinhais, hoje ocupada por favelas. “Podemos fazer com que aquela região, que atualmente está degradada, se transforme em uma área ambiental, totalmente revitalizada.”

O outro empecilho, ligado à falta unidade política do estado, reclamação antiga do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, também parece superado. Ontem, o discurso de todas as pessoas envolvidas na candidatura paranaense parecia afinado, indicando que os rachas internos acabaram. “Estamos todos marchando juntos. Cada vez eu me convenço mais de que a Copa será no Paraná”, fechou Pessuti.

A avaliação
  • Segurança – A avaliação é de que Curitiba é uma cidade segura, capaz de oferecer aos turistas tranqüilidade e conforto. A medida recente do governo estadual, que aumentou o valor destinado ao setor, também conta pontos a favor da capital paranaense.
  • Mobilidade urbana – De acordo com o vice-presidente da Abdib, Ralph Lima Terra, a facilidade que o turista tem para se movimentar pela cidade é o grande ponto positivo da candidatura paranaense. O projeto do metrô, que deve começar a sair do papel em 2009, agradou ao grupo.
  • Transportes – É o setor mais crítico de Curitiba. Terra cobrou investimento para que o aeroporto Afonso Pena fique “aberto 24 horas por dia” durante o Mundial.
  • Hotelaria – a cidade tem aproximadamente 18 mil leitos disponíveis, número que atende às exigências da Fifa. Só falta os empresários do setor se comprometerem a deixar todas as vagas à disposição do Mundial.
  • Saúde – A proximidade da Arena a hospitais e postos de saúde conta a favor.
  • Comunicações – O setor recebeu elogios no relatório preliminar da Fifa.
  • EstádioA Baixada é o estádio que está mais próximo de se adequar as exigências da Fifa. O fato de ser a única Arena, em formato retangular, entre as 18 concorrentes agradou à entidade.
  • Política – As rixas parecem ter sido deixadas de lado.
Pessuti garante indicação da Arena

“De nossa parte isso está encerrado.” A afirmação do vice-governador do Paraná, Orlando Pessuti, é sobre o local indicado pelo estado para a realização dos jogos da Copa do Mundo de 2014 – caso Curitiba seja confirmada como uma das sedes da competição. E não deixa dúvidas: será a Arena da Baixada, estádio de propriedade do Atlético.

“A coisa vai muito além da vontade de um ou de outro. O momento para pleitear o estádio era em maio do ano passado. Isso já passou. Agora estamos às voltas com outra fase”, disse Pessuti, fechando a porta “aberta a outros filiados” por Hélio Cury, presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF).

Ele cita ter outras prioridades no planejamento do Comitê Executivo Local criado para tratar do assunto (por decreto do governador Roberto Requião, no dia 22 de setembro). A primeira providência é definir a consultoria que irá ajudar os governos estadual e municipal a preencher a documentação necessária. O anúncio da contratação deverá ocorrer na semana que vem. As concorrentes são a Price WaterHouse e Coopers, Siemens, Ernest & Young e Deloitte. “Sozinhos não íamos ter condições de organizar todos os documentos necessários”, afirmou ele.

Bem-humorado, Pessuti brincou ainda com a possibilidade de mudar o estádio indicado pelo governo. “Imagina que eu concorra ao governo estadual e ganhe. Como sou de Ivaiporã, o Ivaiporã Atlético Clube vai resolver pleitear o local da Copa? Não dá”, disse o vice-governador. “Qualquer decisão agora terá de passar pela CBF.”

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Gustavo Lazzaretti, Dos Santos e Geílson saem jogando

Do Lancepress e da Gazeta Press:

O Atlético terá seis mudanças em relação a equipe que perdeu para o Fluminense no jogo deste sábado, contra o Internacional, às 18h20 (de Brasília), no Beira Rio. Isso porque o técnico Geninho barrou Márcio Azevedo e não terá os suspensos Rafael Moura e Valencia, e os lesionados Alberto, Kelly e Joãozinho.

Com isso, o treinador adotará o esquema 3-5-2, tendo a estréia do zagueiro Gustavo Lazzaretti que jogará ao lado de Gustavo e Antônio Carlos. Zé Antônio, volante de origem, será improvisado na ala-direita e Netinho, meia-armador, na ala-esquerda. A grande novidade será a presença de Julio dos Santos na armação das jogadas para Ferreira e Geílson, que atuarão no ataque.

O Furacão entrará em campo com Galatto; Gustavo, Antônio Carlos e Gustavo Lazzaretti; Zé Antônio, Chico, Alan Bahia, Júlio dos Santos e Netinho; Ferreira e Geílson.

Geílson quer agarrar oportunidade

O atacante espera corresponder a confiança do treinador para tirar o Furacão da zona de rebaixamento.

- É uma fase, um momento pelo qual o ataque e o Atlético estão passando. Então vamos procurar treinar e trabalhar ao máximo. Fazer trabalhos de finalização para quando aparecer a oportunidade, poder concluir em gol - avaliou o jogador, que promete superar os obstáculo com raça. - Eu tenho que entrar com garra e força de vontade e passar isso para os demais jogadores - afirmou.

Geílson estava treinando em separado quando foi resgatado pelo técnico Geninho, que sofre com lesões de seus atacantes, além de suspensões e falta de pontaria. O grande problema desta vez será a falta de entrosamento, já que o comandante rubro-negro foi obrigado a mexer em metade da equipe.

  • E aí? Dá para encarar o Inter em pleno Beira-Rio? Opine!

Mais um desfalque

Não bastassem as ausências de Julio César, Joãozinho, Kelly, Alberto, Fernando, Valencia e Rafael Moura, o jovem Renan também está fora da partida de amanhã, contra o Internacional, em Porto Alegre.
Por outro lado, o colorado, que já não poderia contaria com Ricardo Lopes e Índio, ficará também sem o volante Magrão, contundido. Ele será substituído pelo jovem Andrezinho - um jogador bastante criticado pela torcida do Saci. Mas, apesar dos desfalques, os gaúchos contam com o retorno de jogadores importantes, como Gustavo Nery, D'Alessandro e Alex.

A frase do dia

"Nós estamos mal há dois ou três anos. O presidente Fleury e o Petraglia sabem disso, e independentemente do que eles possam pensar, eu penso assim. Temos que rever completamente o futebol. Há um hiato muito grande entre o que podemos produzir e o que estamos produzindo".
Do diretor de Futebol, Marcos Malucelli, em entrevista publicada hoje pela Gazeta do Povo.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Dia decisivo para a Copa em Curitiba

Curitiba viverá amanhã um dia decisivo na disputa com outras cidades brasileiras para ser confirmada como uma das sub-sedes da Copa de 2014. Representantes da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústria de Base (Abdib) estarão aqui para conhecer e analisar a infra-estrutura da capital e as condições da Arena da Baixada.
A entidade foi a indicada pela CBF para fazer um relatório, a ser entregue à Fifa, sobre as reais condições de cada cidade pré-candidata.
Aqui, terão a confirmação de que Curitiba está bem mais adiantada que outras concorrentes no que diz respeito a cobertura energética, de água e esgoto, rede hoteleira, logística, ecologia e transporte. Encontrarão um trânsito caótico, mas logo verão que a situação está assim justamente por conta de obras na malha viária que melhorarão o sistema de transporte coletivo e o tráfego de veículos.
Detalhe interessante é que os representantes da associação passarão a maior parte da visita a Curitiba na Baixada: chegam ao estádio às 12h30 e ficam lá até às 16 horas, quando partem do gramado para um vôo panorâmico de helicóptero sobre a cidade. O que mostra que as condições da Arena e seu projeto de conclusão serão fundamentais na provável indicação da cidade - e que a hipótese de se indicar um outro estádio, mesmo na remotíssima possibilidade de que seja erguido por aqui um estádio mais moderno que a Arena, está praticamente descartada.
Jogo de interesses

Aliás, o presidente da Federação Paranaense de Futebol, Hélio "Rolim de Moura" Cury - o único que não quis dar como certa a indicação da Baixada para o Mundial - foi defenestrado do comitê que receberá a comitiva da Abdib.
Uma história que circula nos bastidores do futebol paranaense mostra um pouco do jogo de interesses que está por trás da vinda da Copa a Curitiba e explica porque Cury foi afastado do comitê.
O Coritiba está namorando a W-Torre, uma megaconstrutora que está preparando a construção de várias arenas pelo Brasil - a primeira delas será a do Palmeiras, no Parque Antarctica (isso se o cenário econômico mundial colaborar e se houver algum investidor interessado em dividir o investimento) para tentar construir um novo estádio, já que o Couto "Tremendão" Pereira está condenado. Pois bem. A empresa até teria interesse em um projeto desses aqui no Paraná, desde que fosse certo que este novo estádio sediasse a Copa do Mundo, o que facilitaria muito a captação de recursos de investidores. É aí que entra o sr. Cury: ele foi a única maneira (e uma última tentativa desesperada) que os coxas encontraram para tentar brecar a confirmação da Baixada como estádio paranaense para abrigar os jogos do Mundial.
O posicionamento de Cury não desagradou apenas ao Atlético, mas também ao governo do estado, que já havia indicado a Baixada à Fifa de forma oficial.
Resultado: o presidente da FPF está fora do comitê e amanhã a Baixada receberá o aval da Abdib como estádio curitibano apto a receber a Copa de 2014.
Bem, essa foi a história que ouvi. Se é verídica, não sei. Mas que faz bastante sentido, isso faz.
E, se for mesmo verdade, significa que, uma vez confirmada a indicação da Baixada, a W-Torre dará uma banana aos coxinhas, que terão de remendar sozinhos o estádio Erasmo Carlos.

De novo a gauchada...

Fui procurar no site da RBS alguma notícia sobre nosso rival de sábado e me deparei com a seguinte reportagem: "Tradicionalistas criticam influência gay nos CTGs". Depois a gauchada reclama que a gente tira sarro. Mas não é só brincadeira não, é papo sério!
Ainda acho que a pederastia é mais acentuada para os lados do Olímpico do que pelas bandas do Beira-Rio.
Mas, depois de ler esta matéria, não boto a mão no fogo por gremista ou colorado algum! Barbaridade, tchê!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Concentração antecipada

Do UOL Esporte:
Num esforço para melhorar o rendimento do time no Brasileiro, a comissão técnica do Atlético-PR decidiu trancar os jogadores no CT do Caju, durante os dias que antecedem a viagem para Porto Alegre, onde enfrenta o Internacional, no próximo sábado, às 18h20.

O clube anunciou a decisão de antecipar a concentração, que começa nesta quarta-feira e prossegue até sexta-feira. Neste dia, pela manhã, o time realiza um último treinamento e, à tarde, segue em viagem para capital gaúcha.

Para o técnico Geninho, o período maior de concentração fará com que os jogadores mantenham o "foco" no campeonato. "O emocional é importante nessa fase. Temos que ter um grupo motivado e focado para solucionar os problemas que nós temos. Vamos trabalhar muito forte nesses dias. Temos que nos cobrar e mostrar que todos podem melhorar", disse ele ao site oficial do clube.

Além de manter os jogadores mobilizados, Geninho terá que resolver os problemas causados pelos inúmeros desfalques que desfiguraram o time. Nesta quarta-feira, o treinador começou a esboçar a equipe, encaminhando os substitutos para ausências certas, como a do zagueiro Rhodolfo, que está lesionado, e as do volante Valência e do atacante Rafael Moura, suspensos.

Na zaga, Gustavo deve ser mantido e Alan Bahia entra na vaga de Valência. No ataque, a surpresa pode ser Geílson, reintegrado na semana passada ao elenco principal, após ficar um tempo treinando em separado.

Embora ainda sejam considerados dúvidas, o lateral-direito Alberto e o atacante Joãozinho também devem desfalcar o time. Os prováveis substitutos são Renan e Pedro Oldoni.

Titular absoluta



Saiu o novo ensaio de Ariane Machado, a Musa do Furacão, no site Globoesporte.com. Ela concorre ao título de Musa do Brasileirão 2008. Para ver mais fotos dela, clique aqui.

Ainda sobre o G4(5)

O blog do jornalista Juca Kfouri também afirma que o Atlético está bem próximo de entrar no G4, grupo formado por Botafogo, Corinthians, Flamengo e São Paulo. Segundo Juca, uma reunião nos próximos dias pode selar a entrada do Furacão no grupo, que passaria a se chamar G5. Confira:
G4 vira G5

O Atlético Paranaense procurou o G4 (Botafogo, Corinthians, Flamengo e São Paulo) e quer aderir.

Está disposto a esquecer o passado de relações turbulentas com o São Paulo, por acreditar que só o G4 pode enfrentar a pirataria nos produtos esportivos e fazer um trabalho consistente em torno das arenas.
O Furacão disse, na aproximação, que sabe que não pode almejar quotas como Flamengo, Corinthians e São Paulo.
Veremos o que dará numa reunião marcada para os próximos dias entre os cinco.
Quem sabe aí esteja, de novo, uma semente da Liga Brasileira dos Clubes de Futebol.

Praga de ex é fogo!

Dizem que não há pior inimigo do que ex-mulher. Pois este ano, não há pior inimigo para nós, atleticanos, do que os ex-jogadores do próprio Furacão, muitos deles que foram ídolos por aqui, e que agora estão pegando pesado contra nós. Alex Mineiro marcou gol contra o Furacão. Kléber marcou gol contra o Furacão. Washington marcou gols contra o Furacão. Jorge Henrique marcou contra o Furacão. Até Ramon marcou contra o Furacão.
Agora, leio que Gustavo Nery, do Internacional, sentiu dores musculares nos treinos e pode ficar de fora do jogo de sábado. Sabem que é seu substituto imediato? Marcão! Outro "ex".
Seria um mal presságio? Pelo menos esse não é atacante...

Novos Embaixadores são da RMC

O Atlético empossou dois novos Embaixadores oficiais fora de Curitiba. Rogério Bassa responderá por São José dos Pinhais e Rosa Gralak será a embaixadora em São Mateus do Sul.
No início do mês, o clube já tinha anunciado os nomes de seus primeiros representantes no interior: Diogo Santos, de Guarapuava, e Ronei Basso, de Cascavel.
Os contatos dos embaixadores são os seguintes:

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Desfalcados X Reforçados

Dos jornais Gazeta do Povo e Zero Hora:

O técnico Geninho terá muitos problemas para escalar o time que vai a Porto Alegre enfrentar o Internacional neste sábado, às 18h20, no Beira-Rio. Praticamente uma equipe completa pode desfalcar o Furacão. Oficialmente, o lateral-direito Alberto, o zagueiro Rhodolfo, o volante Fernando, o meia Kelly e os atacantes Joãozinho e Júlio César estão entregues ao departamento médico e dificilmente algum deles será aproveitado na próxima rodada. Além destes, Geninho ainda não poderá contar com o volante Valencia e o atacante Rafael Moura, ambos suspensos pelo terceiro amarelo. Quem também não está garantido é Netinho, que sentiu dores musculares nos treinos da semana passada e no jogo contra o Fluminense. Fechando a lista de ausências está o zagueiro Danilo, que deixou a concentração antes da partida de sábado e pegou um gancho de uma semana.

Por outro lado, o Inter terá três importantes reforços para o duelo de sábado. O treinador Tite poderá contar com Alex, retornando da Seleção Brasileira, além de D'Alessandro e Gustavo Nery, que cumpriram, contra o Goiás, suspensão pelo terceiro cartão amarelo. Mas o comandante colorado não poderá contar com Índio e Ricardo Lopes. O zagueiro levou o terceiro amarelo na partida no Serra Dourada, sábado, enquanto o lateral-direito foi expulso, na mesma partida.
A provável escalação do Inter: Lauro; Ângelo, Danny Morais, Bolívar e Gustavo Nery; Edinho, Magrão, Ramon (Andrezinho) e D'Alessandro; Alex e Nilmar (é de se lamentar a ausência do goleiro Clemer...).
Já a do Atlético... nem Geninho sabe ainda...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Com o Atlético, sempre

Os Fanáticos já estão fazendo as reservas para quem quiser viajar a Porto Alegre para acompanhar o Furacão contra o Internacional, no próximo sábado, dia 18, às 18h20. Sócios da torcida pagam R$ 70; não sócios pagam R$ 85. O ingresso é à parte, e custa R$ 25. Mais informações pelos fones 3332.5984 e 9628.6901.

Danilo pega apenas um gancho

Reunião no CT do Caju, hoje à tarde, definiu o futuro de Danilo no Atlético. Ao contrário do que o próprio jogador e o diretor de Fuebol Marcos Malucelli haviam falado, o zagueiro ainda poderá defender o rubro-negro: o clube decidiu puni-lo apenas com uma suspensão de uma semana. Na próxima segunda-feira, após o "gancho", Danilo se reapresentará ao clube.
Resta saber se Geninho o perdoará. Após a derrota para o Fluminense, o técnico foi taxativo: "Comigo, ele não joga mais".
  • E você, o que acha? Danilo deve ter mais uma chance? Opine!

domingo, 12 de outubro de 2008

Malucelli: "Danilo não joga mais no Atlético"

Danilo não joga mais no Atlético, com ou sem Geninho no comando do time. Quem afirma é o diretor de Futebol do Atlético, Marcos Malucelli, que acaba de explicar a pendenga com o zagueiro no programa esportivo da CNT.
Na noite de sexta-feira, véspera da partida, o empresário do atleta, Márcio Rivelino, entrou em contato com a direção do clube dizendo que o jogador não ficaria no banco de reservas. Malucelli telefonou ao cidadão para lembrá-lo que quem escala o time é o Geninho. Já no sábado, por volta de meio-dia, Danilo ligou ao diretor de futebol para avisar que estava deixando a concentração e que não iria acompanhar o elenco até a Baixada. "Já falei com o Márcio (Rivelino) e estou indo para casa", teria afirmado o zagueiro, na versão de Malucelli.
Ou seja, já não basta a situação difícil em que o time se encontra no campeonato, vem um empresário de jogador querer impor uma condição de titular ao atleta! E o jogador , irresponsavelmente, embarca na onda de seu procurador e abandona o barco poucas horas antes da partida!
Em entrevista concedida ontem à rádio Banda B, Danilo disse estar ciente que tomou "uma atitude errada, não profissional", e alegou estar passando por problemas particulares. "Mas em nenhum momento, durante a semana, ele queixou-se de qualquer problema", rebateu Malucelli. Estranhamente, o problema "particular" só apareceu após uma conversa entre Danilo e o tal do Rivelino.
O empresário, aliás, deve estar em Curitiba nesta segunda-feira para uma reunião com a direção do clube que definirá o futuro do jogador. "Por nós ele vai embora hoje mesmo. É só depositar o valor de sua multa rescisória. Queremos jogadores que queiram jogar no Atlético", finalizou Malucelli.

Petraglia escreve à torcida

O site oficial do CAP traz neste domingo uma carta de Mario Celso Petraglia à Nação atleticana. Confira:
Não


Não vamos cair para a segunda divisão.
Não seremos rebaixados.
Não vão nos desvalorizar. Conhecemos nosso valor.

Nossa estirpe é forjada na luta.
Por isso, digo não!
Não àqueles que dão como certa a nossa derrocada.

Não aos velhacos que refestelam-se com nossas dificuldades escondidos em cabines de imprensa.
Não à inveja e ao provincianismo.
Não ao complexo de vira-latas.

O verdadeiro atleticano nunca se sente inferiorizado. Onde quer que estejamos sempre podemos contar com essa energia que nos faz gigantes.

Que faz a nossa torcida a maior e mais participativa do estado. São mais de vinte mil colaboradores e mais de um milhão de fanáticos que erguem nosso pavilhão ao alto até o fim da batalha, nunca o pano branco da capitulação.

Render-se, esta a verdadeira vergonha.

Eu digo não!

Temos a nossa boa e velha raça. Em todos os jogos, até o fim desse campeonato, até o fim da minha vida, estarei ao lado do nosso Atlético Paranaense, essa força colossal que nos arrebata.

Vamos virar esse jogo!
Vamos fazer a diferença, como sempre fizemos.

Os deuses do futebol não vão mais nos prejudicar, porque Deus só há um, e Ele ajuda quem trabalha.
E nós trabalhamos.
Ah! como nós trabalhamos.

Como me doei, como você, valoroso torcedor atleticano se doou.
Quanto sacrifício. Quanta abnegação. Quantas noites sem sono.
O quanto construímos, o quanto enfrentamos, o quanto desafiamos.
E o quanto vencemos!

Não merecemos este destino que querem nos impingir. Um clube de gente correta, de bem, que cumpre seus compromissos em dia, que respeita as pessoas, que respeita os trabalhadores, não merece a queda. Somos maiores que a queda.

Colocamos o futebol do Paraná no mapa. Inovamos dentro do anacronismo do futebol brasileiro. Ganhamos inimigos. Muitos admiradores. E mais de um milhão de amigos.

Não à queda!
Não ao atraso!

Não a tudo aquilo que sempre lutamos contra: a mesmice e a mediocridade.

As coisas não saíram como esperávamos. Mas não vou chorar pelo que está derramado. Nunca perco a minha confiança. Ela é tudo o que tenho, junto à minha família e meus ideais.

Eu digo sim ao trabalho.
Digo sim à raça forte do nosso povo.
Eu digo sim, podemos sair dessa.
Eu digo sim, nós vamos!

Jogo a jogo.

Ninguém nesse mundo vai poder dizer que não lutamos até as últimas forças. Podem ser grandes as adversidades, mas nunca, jamais, serão maiores do que um coração Rubro-negro.

Obrigado, torcedor atleticano.
Mario Celso Petraglia
♦♦♦
Jogar a toalha enquanto a guerra ainda não terminou, a torcida atleticana realmente não vai. Mas não foram os deuses do futebol que mandaram o Ney Franco e o Marcelo Ramos embora e montaram esse time medonho que aí está...

Bem que a galera avisou... há muito tempo

"Um jogador mostra que não está ligando para o grupo e não está ligando pra ninguém. Não está escrito em nenhum lugar que ele tem que ser titular. O jogador está pensando só nele e não no Atlético. Comigo ele não joga mais no Atlético."
Do técnico Geninho sobre o zagueiro Danilo, que abandonou a concentração antes da partida com o Fluminense por ter perdido a posição de titular. Além de ser um jogador fraquinho, mostrou ser mau caráter. Que suma! Mas, antes, cobrem uma boa multa de seu polpudo salário.

sábado, 11 de outubro de 2008

Melancólico

O Atlético relutou para entrar na zona de rebaixamento por várias rodadas, mais graças à incompetência de seus adversários diretos do que por méritos próprios, mas hoje sucumbiu. Perdeu para o Fluminense por 3 a 1, ressucitando o time carioca e mergulhando de vez na ZR - de onde não sei se terá forças para sair.
A partida foi um retrato do que o Furacão fez nesse brasileiro: nada. Uma zaga vulnerável e um ataque inoperante. Ex-atletas que se contundem com uma facilidade incrível fazem parte do nosso plantel e são a esperança de salvação da lavoura. A garotada da casa é colocada na fogueira, e acaba se queimando junto com os medalhões. Assim, fica difícil.
O calvário ainda será longo. Próxima parada: Porto Alegre, estádio Beira Rio.
Troféu
ZIQUITA
Para a torcida, principalmente Os Fanáticos; para o colombiano Valencia, um leão na meia cancha; e para o jovem Chico, um prata-da-casa que não tem culpa de ter sido ser lançado no profissional justamente no ano em que esta rebarada está aí.
Troféu
TIÃO MACALÉ
Joãozinho, Kelly, Alberto, Gustavo, Netinho, Márcio Azevedo, Rafael Moura, Rafael Moura e Rafael Moura.

Em busca da vitória

Daqui a pouco o Atlético entra em campo, na Baixada, para uma partida decisiva contra o Fluminense. Os ingressos avulsos já estão esgotados desde ontem, e a expectativa é que os sócios compareçam em massa também, apesar do mau tempo, para empurrar o Furacão. Pelas escalações, o jogo promete ser aberto:
Ciente que uma vitória deixará o Furacão mais longe da zona de rebaixamento, o técnico Geninho deixa de lado o esquema com três zagueiros e aposta na ofensivisdade do 4-4-2. "Faço a opção por dois zagueiros colocando mais um meia para ter uma opção maior de chegada ao ataque. Assim encostaremos mais gente nos atacantes para que possamos conseguir essa vitória que é muito importante", comentou.
Desta forma, o meio-campo será formado por Valencia, Chico, Kelly e Netinho. Os dois últimos serão os responsáveis pela criação de jogadas da equipe.
"São dois jogadores que trabalham bem a bola, chegam bem de trás e arrematam bem de fora da área. A idéia é fazer com que esses dois jogadores encostem no Joãozinho e no Rafael Moura, para ter um volume maior em cima do adversário", avalia Geninho.

Com apenas dois zagueiros, é natural que o sistema defensivo fique um pouco desguarnecido, tendo que contar com o apoio incondicional dos volantes. No entanto, o fato não preocupa o comadante do Rubro-Negro paranaense: "Nós temos um confronto direto e na nossa casa, que pode ser um jogo decisivo. Uma vitória nos dá uma margem maior da parte de trás da tabela. Então temos que aproveitar a torcida do nosso lado e o fato de estar jogando na Arena para fazer o resultado. Mesmo um pouco exposto, a idéia é boa", conclui.
* Com informações e imagens do Globoesporte.com.

O povão é rubro-negro


Pode notar: se há algum movimento popular na cidade, seja em que região for, sempre vai ter alguns atleticanos na muvuca. A foto acima é da capa da Gazeta do Povo deste sábado e mostra moradores da Vila das Torres, que fecharam a avenida por conta da violência na região. Tá lá: um, dois, três atleticanos.
Nosso povão é forte. E, graças a ele, o Atlético tem a maior torcida do estado. O povão não pode ser esquecido, jamais.