quinta-feira, 5 de junho de 2008

Novo setor da Baixada não terá fosso

Área onde será construído o novo setor. Foto: Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo

A Gazeta do Povo desta quinta-feira revela que o novo setor da Baixada - a reta da Brasílio Itiberê, onde será concluído o primeiro anel do estádio - tratá uma inovação em termos de futebol brasileiro: não terá fosso nem grade separando a torcida do campo de jogo. Confira:
Atlético projeta Arena à moda inglesa

André Pugliesi

Anunciadas no site oficial do Atlético na terça-feira, as obras de conclusão do primeiro anel de arquibancadas da Arena ainda estão longe de empolgar. Afinal, por enquanto, há pouco a ser visto. Mesmo assim, o atleticano já pode ter uma certeza: quando concluído o novo setor, ele poderá ficar perto da sua paixão como nunca.

Isso porque, ao contrário do restante do estádio, não haverá o fosso para separar os torcedores do gramado na nova reta, paralela à Rua Brasílio Itiberê. É a principal novidade do segundo período de obras da Arena. A divisão será toda envidraçada e utilizada como um experimento do clube para o futuro. Se der certo, toda a Baixada ficará como os estádios ingleses.

Além disso, o Furacão já decidiu como tratará outras duas questões comumente levantadas pela torcida. Não haverá cobertura no setor e os postes de iluminação permanecerão em seus lugares, incômodo na visão que só será solucionado com a conclusão total do Joaquim Américo.

“Essa parte das obras (primeiro anel) que vamos edificar agora será compatível, seja qual for a destinação do estádio no futuro, à conclusão da fase dois. Se não correríamos o risco de fazer tudo agora para demolir depois”, declara João Augusto Fleury, presidente do Conselho Gestor do Rubro-Negro.

Também contemplados para o momento – no projeto que ampliará a capacidade para 30 mil cadeiras – estão previstos banheiros e bares sob o setor da torcida visitante (entrada pela Rua Madre Maria dos Anjos), bancos de reservas, escadas para os vestiários, dois acessos para o público e instalações elétricas e hidráulicas para a utilização no futuro (cerca de oito salas). Tudo isso previsto para estar pronto antes do término do Campeonato Brasileiro.

“Essa é a previsão inicial, se tudo correr bem”, declara Fleury. Tanto agora, como na última fase, em nenhum momento o Furacão precisará jogar em outro campo.

Pelo discurso do clube, o “correr bem” parece depender mais do clima curitibano do que qualquer outra coisa. Mais até que financeiro, fator normalmente complicador tratando-se de futebol brasileiro. “Vamos construir com dinheiro próprio. Não teremos parceria com ninguém. Já temos tudo planejado, a contratação das empreiteiras, subempreiteiras, o material necessário, etc”, diz o dirigente.

Já quanto ao custo... Trata-se de segredo guardado a sete chaves. “Preferimos não falar em valores, mas não será barato”, diz o presidente. Outra questão pendente é quando, finalmente, a Arena ficará completa (para 41 mil pessoas). Neste caso, depende da indicação de Curitiba como cidade subsede da Copa do Mundo de 2014 – anúncio que deve ocorrer no fim do ano.

Um comentário:

Anônimo disse...

maravilha!!! estadio de primeiro mundo, torcida fanática...só falta melhorar o time, aí ninguem nos segura!!!!!!!!!