sábado, 31 de maio de 2008

Pesquisa Gallup: a pegadinha e a original

A pesquisa verdadeira do Gallup:
clique para ampliar.


Circulou esta semana pela internet uma falsa pesquisa do instituto Gallup sobre o tamanho das torcidas de times brasileiros. A primeira vez que a vi foi na comunidade do CAP no Orkut e fui logo avisando: "não sejam otários, vê se um instituto multinacional como o Gallup manteria uma página gratuita no blogger e publicaria uma arte tosca daquelas?" Fui checar no site verdadeiro da empresa e... nada sobre o assunto.
Enfim, tem gente que caiu nessa. Eu, que sou um reles zé ninguém, vi que era mutretagem. O Juca Kfouri e outros tantos "jornalistas" comeram com farinha e publicaram a tal pesquisa, sem ao menos checar sua veracidade...
Mas, voltando a falar do instituto Gallup - o verdadeiro.
A única pesquisa que o Gallup fez no Brasil sobre tamanho de torcidas foi na década de 80, mais precisamente em 1983. Foi encomendada e publicada pela revista Placar e já mostrava a realidade: a maior torcida do Paraná é, disparado, a do Furacão.
De lá para cá, muita coisa mudou. Menos a predominância da Nação Rubro-Negra no estado. Outras tantas pesquisas foram realizadas e confirmam o que o Gallup já mostrava em 83.
Foi o que revelou, por exemplo, o Ibope em 2004 e a Paraná Pesquisa, em 2005.
Só não vê quem não quer...

Dá pra melhorar

O Atlético é o 18º clube que mais recebeu apostas da Timemania até agora, segundo a Caixa Econômica Federal. É o primeiro entre os paranaenses. Depois, vêm os coxinhas e o Londrina. E o Paraná bem lá embaixo, atrás de potências como Ji-Paraná, Mixto, Bangu e Joinville. Se a galera colaborar, o Furacão pode melhorar. Dá pra passar pelo menos o Sport e o Fortaleza.
Confira o quadro de apostas:
Colocação Time UF Nº de Apostas Percentual
FLAMENGO RJ 2.009.199 8,8%
CORINTHIANS SP 1.569.913 6,9%
PALMEIRAS SP 1.229.205 5,4%
SÃO PAULO SP 1.139.092 5,0%
SANTOS SP 959.294 4,2%
GRÊMIO RS 891.024 3,9%
VASCO DA GAMA RJ 781.650 3,4%
INTERNACIONAL RS 777.619 3,4%
CRUZEIRO MG 664.829 2,9%
10º BOTAFOGO RJ 646.115 2,8%
11º FLUMINENSE RJ 579.077 2,5%
12º ATLÉTICO MG 547.007 2,4%
13º BAHIA BA 486.793 2,1%
14º VITÓRIA BA 308.315 1,4%
15º GOIAS GO 285.561 1,3%
16º FORTALEZA CE 272.352 1,2%
17º SPORT PE 268.911 1,2%
18º ATLÉTICO PR 234.333 1,0%
19º SANTA CRUZ PE 228.347 1,0%
20º TREZE PB 227.313 1,0%
21º CORITIBA PR 223.826 1,0%
22º CEARA CE 210.301 0,9%
23º PONTE PRETA SP 206.921 0,9%
24º BOTAFOGO PB 196.055 0,9%
25º REMO PA 193.676 0,8%
26º LONDRINA PR 192.441 0,8%
27º PAYSANDU PA 192.107 0,8%
28º ABC RN 190.342 0,8%
29º NAUTICO PE 188.336 0,8%
30º RIVER PI 180.684 0,8%

Cerveja: só um copo por torcedor

Nova regra na Baixada: a venda de cerveja vai continuar, mas será liberado apenas um copo por torcedor. A diretoria já mandou até confeccionar os novos copos que serão vendidos na Arena:

Valdívia não encara o Furacão

Informa o Estadão: o departamento médico do Palmeiras anunciou na tarde desta sexta-feira que o meia Valdívia está vetado para a partida do próximo domingo contra o Furacão, no Palestra Itália.
O chilen, que sente dores nas duas coxas, já vinha sendo poupado dos treinos durante a semana e a decisão de não colocá-lo em campo foi para evitar que a contusão se agrave ainda mais.
Além de Valdívia, o time paulista também não poderá contar no jogo com o zagueiro Henrique, que está servindo a seleção brasileira, e com o volante Pierre, suspenso.
Mas não pensem que, com isso, o Atlético terá molezinha.
Mesmo com os desfalques o Palmeiras terá Denilson no meio-campo e o velho conhecido Alex Mineiro no ataque, ao lado de Kléber.
O que pode contar em favor do Furacão é que o Porco joga em casa, mas com uma baita pressão pela vitória. Sabendo explorar os contra-ataques - o que por uns bons anos foi a marca registrada do Rubro-Negro -, é possível voltar com uma vitória de Sampa.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Enfim, um time mais ofensivo

A contusão de Alan Bahia abriu espaço para a entrada de outro volante no time, certo? Errado. Roberto Fernandes deve aproveitar a situação para experimentar uma formação com dois meias ofensivos, domingo, contra o Palmeiras.
O esquema com três zagueiros deve ser mantido. Rhodolfo ainda está sem condições de jogo, e o setor deve ser ocupado por Antônio Carlos, Alex Fraga e Danilo. Na meia, ao lado de Valência, devem jogar Irênio e Netinho (ou Pimba), com a missão de abastecer o ataque, formado por Wallyson e Marcelo Ramos.
Taí, gostei.
No Brasileirão, jogar por um ponto é perda de tempo - mais vale uma vitória e uma derrota do que dois empates. Por isso, vale à pena ser ousado. Além do mais, time que joga retrancado acaba perdendo.
Dentro das opções disponíveis no elenco, acho que Fernandes está fazendo a escolha certa.

Leve quatro, pague um e meio!

E não é que já estamos em junho? E no mês das festas caipiras o Furacão receberá Goiás e os coxinhas na Baixada. Pretende assistir a esses dois jogos? Então corra e associe-se.
Mas quem já garantiu seu lugar na Baixada vai aproveitar mesmo é o mês de julho: são nada menos do que quatro jogos em casa, contra Santos, Internacional, Vasco e Figueirense! Ou seja, assista a quatro jogos por apenas R$ 50! Chega a ser ridículo de tão barato...
Então corra, porque o placar das associações já aponta para 15.832 cadeiras vendidas na Arena.

A vez de Wally

Alex Mineiro e Kleber. Washington e Dagoberto. Dênis Marques e Marcus Aurélio. Na história recente do Atlético, tornou-se comum a formação de duplas de ataque com alto poder de foto, acostumadas não só a marcar gols, mas a fazer golaços inesquecíveis. Isso apenas falando nessa década, sem contar os craques do passado.
Por isso a torcida rubro-negra, acostumado com duplas matadoras, está tão ressabiada com o desempenho dos setor ofensivo. No ano passado, já foi necessário deslocar o meia Ferreira para o ataque, ao lado de Marcelo Ramos - o que acabou por garantir bons resultados.
Este ano, já se tentou de tudo. Mas a dupla ideal ainda não se formou.
Marcelo Ramos é artilheiro e titular. Para jogar com ele, já se testou Willian, Pedro Oldoni, Rogerinho. Wallyson também entrou durante algumas partidas. Já se testou até uma formação com apenas um atacante - com no primeiro Atletiba da final do Paranaense.
Agora, Roberto Fernandes deve lançar Wallyson como titular ao lado de Marcelo Ramos na partida de domingo, contra o Palmeiras. Um desafio e tanto para o garoto de apenas 19 anos. Decisão acertada, na minha opinião. Acho que esse moleque vai engrenar e fazer a torcida sorrir novamente. Mas é preciso ter paciência - um dos motivos de ainda não termos um segundo atacante titular é a falta de seqüência dos jogadores na posição.
Minha teoria é: Marcelo Ramos e Wally titulares; Pedro Oldoni reserva imediato. Rogerinho é mais meia do que atacante e Willian só em caso de urgência.

Paranaenses querem a volta da Copa Sul

Está na Gazeta do Povo desta sexta-feira:
Clubes querem a volta de competição entre clubes do Sul do país

Uma das principais ambições da recém-criada Associação dos Clubes Profissionais do Paraná (Futpar) começa a tomar corpo. O presidente da entidade, Joel Malucelli, apresentou ontem ao presidente da Federação Paranaense de Futebol, Hélio Cury, os planos para resgatar a partir do ano que vem a Copa Sul – que agregaria representantes do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Competição similar foi realizada em 1999, antes de absorver times mineiros e ser chamada de Sul-Minas nos anos seguintes. Em 2003, ela e os demais torneios regionais foram extintos por pressão das federações estaduais.

“Mas, desta vez, a organização seria das próprias federações, não de ligas independentes”, afirmou Malucelli, que vê no projeto uma forma de diminuir as desigualdades, comerciais e técnicas, em relação a São Paulo e Rio de Janeiro. “Penso que o Paulista já é um campeonato forte, a televisão disponibiliza um bom dinheiro por ele. O Carioca também. Além disso, achamos que os clubes daqui entrariam mais bem preparados no Brasileiro.”

Segundo Cury, a proposta será cuidadosamente estudada. “Terei uma reunião com o Amilton Stival (vice-presidente da FPF) para fazer uma análise de tudo o que abrange o tema. Depois, entraremos em contato com as federações gaúcha e catarinense”, contou.

O problema seria o esvaziamento dos estaduais. “Não caberia todo mundo. Então temos de ver quais clubes se sentiriam prejudicados”, acrescentou Cury, lembrando que atualmente 16 compõe a Primeira Divisão paranaense.

A mesma observação foi feita pelo presidente da Federação Catarinense, Delfim de Pádua Peixoto Filho, apesar de se dizer simpático à idéia. “Acho excelente, desde que com verba da televisão. Agora temos de ver a questão do calendário. Não sei se o Campeonato Paranaense está desvalorizado, mas o nosso é muito valorizado e não pretendemos esvaziá-lo”, discursou.

Mais valorizado ainda é o Gauchão. Somente este ano, Grêmio e Internacional receberam R$ 4,5 milhões. “Para logo, ficaria difícil. Tenho o contrato com a tevê (por mais três anos) e precisamos cumprir”, explicou o presidente da Federação Gaúcha, Francisco Novelletto Neto, que só se mostrou suscetível à idéia ao ouvir o valor que a Futpar acredita valer a Copa Sul: R$ 20 milhões. “Estou aberto para conversar, como sempre. Mas sou realista, se não der certo na nossa visão, não deu”.

Segundo Malucellli, seriam cinco ou seis vagas por estado na Copa Sul e a coincidência de datas com os estaduais seria inevitável. “Os clubes teriam de usar um segundo time, quem sabe uma equipe de juniores melhorada”, observou.

De acordo com a idéia inicial, os três estados teriam o mesmo número de clubes rebaixados no torneio (um ou dois). A classificação para o ano seguinte se daria pelos estaduais ou outras competições, como a Copa Paraná. Já as vagas na Copa do Brasil viriam através do novo torneio.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Novo esquema

Segundo a Tribuna do Paraná desta quinta, o técnico Roberto Fernandes pode adotar um novo sistema tático para a partida de domingo, contra o Palmeiras:
Atlético muda para o jogo de domingo

Um novo Atlético pode entrar em campo no próximo domingo, para enfrentar o Palmeiras. O técnico Roberto Fernandes não gostou nada do rendimento da equipe no empate com o Atlético-MG e já avisou que pretende mexer na estrutura tática do Furacão.

Pela primeira vez nos últimos nove meses, o time da Baixada pode abandonar o esquema com três zagueiros e atuar no 4-4-2. Hoje, Fernandes comanda o primeiro treinamento coletivo da semana no CT do Caju e irá testar a nova formação.

Antônio Carlos, que está recuperado da torção no tornozelo esquerdo, formará a dupla de zaga com Danilo. Nas laterais, seguem Nei e Piauí. Wallyson deve ser o companheiro de ataque de Marcelo Ramos.

As principais dúvidas ficam para o meio-campo. Com Alan Bahia suspenso, Zé Antônio, Roberto e Léo Medeiros disputam uma posição de volante, ao lado de Valencia. Na armação, Choco, Pimba, Irênio e Kaio são as opções para atuar junto com Netinho.

Se a formação der certo no treino de hoje, e for confirmada para domingo, será a primeira vez em nove meses que o Atlético começará uma partida sem a linha defensiva de três zagueiros. O último jogo que o time atuou no 4-4-2 foi no dia 30 de agosto de 2007, quando perdeu para o Santos por 3 a 1.

15.798

Número de cadeiras compradas na Baixada até esta quarta-feira.
Corra e pegue a sua, ou vai ficar de fora no restante do Brasileirão e na Sul-Americnaa.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Sexo ou futebol?

O Peçanha, colaborador e conselheiro do Blog, envia-nos esta notícia que ele viu no Globosporte.com:

Europeus preferem ver futebol do que fazer sexo
A metade dos europeus fãs do futebol prefere assistir a uma partida importante a manter relações sexuais, afirma um estudo do instituto britânico Sirc (Social Issues Research Centre) encomendado pelo grupo japonês Canon, patrocinador da Eurocopa 2008.

A bola rolando em campo tem a preferência de 72% espanhóis, de 67% noruegueses, 64% holandeses, 62% alemães, 61% britânicos, 54% suíços, segundo a sondagem.

Em revanche, apenas 17% dos torcedores portugueses declaram que preferem "ver a partida", seguidos de 25% dos italianos, 27% dos franceses e 30% dos belgas, revela a pesquisa realizada com 2000 adeptos do esporte.

Para 60% dos torcedores europeus, o futebol é "como uma religião", de acordo com o estudo.
Peçanha filosofa:
- Considerado que você perde umas duas horas para assistir a uma partida, e que restam outras 22 horas do dia para fazer sexo, concordo com a opinião dos espanhóis, noruegueses e alemães!
Mas aponta exceções:
- A não ser que aquela vizinha que você está de olho há meses bata a campainha do teu apê para pedir uma xícara de açúcar bem na hora do apito inicial!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Castigo para a favela

E os parasitas, hein? Há um ano atrás estavam cantando de galo, tentando criar um certo grau de competitividade com o Atlético. Hoje estão na zona de rebaixamento da segundona, com dois pontos em quatro rodadas. E olha que os três times que estão atrás na tabela têm um jogo a menos. Um castigo bem merecido pra favelada de Nello, Mirindas e companhia ltda.
Realmente, a campanha publicitária dos caras faz sentido mesmo! Uma vez favela, sempre favela...

Das arábias

A última piadinha do Fórum Furacao.com:
O que Petraglia foi fazer, afinal, no mundo árabe?
( ) Comprar areia para terminar a Arena;
( ) Buscar um camelo para jogar na lateral-esquerda;
( ) Comprar uns narguilles pra torcida fazer fumaça nos jogos;
( ) Adquirir alguns souvenirs para vender no "lujinha" da Umbro.

Mais um que não prestava por aqui...

E não é que a Traffic comprou 50% dos direitos do meia Evandro, que estava emprestado ao Goiás? Por R$ 2 milhões.
Ainda jovem, Evandro chegou a ser convocado várias vezes para as categorias de base da Seleção Brasileira. A melhor fase dele no Furacão foi em 2005, quando destacou-se no time que foi vice-campeão das Américas.
Depois, caiu de produção, perdeu espaço e prestígio entre os treinadores e alternava altos e baixos no Atlético. Ano passado, perdeu um dente na Batalha do Olímpico e no returno vingou-se do Grêmio, na Baixada, fazendo uma bela jogada pelo lado direito que resultou no golaço de Michel - aquele famoso lance do "Olé". Mesmo assim, acabou sendo queimado pela exigente torcida.
Será que será mais um jogador que sai daqui corrido e vai fazer sucesso em outras bandas?

Fahel liberado

Segundo a Gazeta do Povo de hoje, o Atlético não será denunciado por ter escalado o volante Fahel e o jogador deve deve ficar à disposição e Roberto Fernandes:
Procuradoria descarta denúncia e Fahel deve ser liberado

Cheio de preocupações dentro de campo, fora dele o Atlético pode respirar aliviado. Se já eram pequenas, agora são mínimas as chances de o caso Fahel render alguma punição ao clube. O procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça (STJD), Paulo Schmitt, não oferecerá denúncia no tribunal sobre a questão.

Assim sendo, restará então apenas aguardar a decisão final do presidente do órgão, Rubens Approbato Machado, que não deve seguir rumo diferente. Procurado pela reportagem, Approbato preferiu aguardar o recebimento do parecer de Schmitt para pronunciar-se a respeito.

Com o provável arquivamento, Leandro Fahel poderá até ser escalado pelo Furacão. O jogador fez a sua estréia no Brasileiro contra o Ipatinga, na primeira rodada, mas com o imbróglio, foi afastado da equipe e não participou das partidas diante do São Paulo e do Atlético-MG.

“A CBF fez o registro do atleta em cumprimento a uma determinação judicial. Dessa forma, o STJD não tem elementos para oferecer a denúncia. Vou fazer isso até amanhã (hoje) ou quarta-feira”, disse Schmitt, que, entretanto, não descarta um novo pronunciamento da Confederação de Futebol (CBF).

Análise de caso

Vindo de um clube do exterior, o Beira-Mar-POR, Fahel “furou” a janela de inscrições para transferências internacionais (que abrirá novamente somente em agosto) graças a uma liminar obtida na 49ª Vara Cível do Rio de Janeiro. Procedimento que foi reprovado em parecer de Valed Perry, assessor jurídico da CBF. “Se a entidade quiser tomar algum tipo de providência, ou a Fifa, é outro problema”, afirmou Schmitt. Esse desfecho pode motivar o Rubro-Negro a buscar solução semelhante para as situações do meia Júlio César (Santa Clara-POR) e dos atacantes Joãozinho (ex-Monarcas Morelia-MEX) e Abdullah Al Kamali, (ex-Al-Wasl-EAU), impedidos de atuar em virtude da janela.

“Vamos analisar os termos do pronunciamento do STJD. E vamos estudar, para vermos se é possível corrigir essa janela e possibilitar que mais pessoas possam trabalhar”, declarou Domingos Moro, advogado do Atlético, e responsável pela manifestação do clube no caso Fahel.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Oba! Começou o Musas do Brasileirão 2008

O concurso Musas do Brasileirão, do site Globoesporte.com, está de volta. Desta vez, com novas regras. Primeiro, que a garota tem que ser torcedora de verdade, daquelas que não perde jogo. No ano passado, uma das únicas que amavam seu time de verdade era a rubro-negra Roberta Salles. As representantes dos outros times eram, em sua maioria, modelos aproveitando uma chance para aparecer na mídia.
Bem, este ano qualquer torcedora pode participar: basta se inscrever no site e enviar uma foto. A fase de inscrições vai até 3 de agosto, quando serão selecionadas 3 garotas de cada time. A escolha será feitas por jurados do Globoesporte.com, Esporte Espetacular e Caldeirão do Huck. Responsa.
A partir daí, em agosto, as torcidas de cada clube poderão votar numa das três classificadas para decidir quem será sua musa.
Por enquanto, dá pra acessar o site e dar uma xeretada no perfil das candidatas. Difícil é achar as candidatas do seu time de coração, porque os perfis estão todos misturados.
Por sorte, achei uma candidata atleticana - belíssima, por sinal. Chama-se Márcia Magalhães. Seguem algumas fotos abaixo:



Para ver seu mais fotos dela e seu perfil no concurso, clique aqui.

Nem Chico, nem Alan

Contra o Palmeiras, domingo, no Parque Antarctica.
Alan Bahia fora, suspenso.
Chico fora, contundido.
Fahel, por via das dúvidas, segue fora.
Em compensação, voltam Rhodolfo e Antônio Carlos para a zaga.
Quem deve formar a meiuca ao lado de Valência e Netinho?
Zé Antônio? Léo Medeiros?
Ou mesmo jogando fora o CAP deve se atrever a jogar com apenas um volante e dois meias?
Palpite!

Ferreira vem aí

Ferreirinha: de malas prontas para voltar.
A boa nova do ano: segundo acaba de informar o repórter Osmar Antônio, da Rádio Banda B, o Al Shabab não fez o depósito para comprar em definitivo os direitos sobre Ferreira. Com isso, o colombiano já teria comprado as passagens para retornar a Curitiba no dia 3 de junho e cumprir seu contrato com o Atlético.
Pode ser que, financeiramente, a negociação fosse uma boa. Mas vendo o marasmo técnico que está sendo apresentado pelo time, não poderia ter melhor notícia.
Se realmente a informação for correta e ele voltar nesta data, já deve vestir a camisa rubro-negra no jogo do dia 8, na Baixada, Contra o Goiás - espero que, como ele tem contrato com o Furacão, não precise esperar pela "janela" de agosto para entrar em campo.
Mas ainda não conto com o ovo antes da galinha botar: só acredito, mesmo, quando a diretoria confirmar.
A solução para a lateral está em casa?
Também segundo informações de Osmar Antônio, o técnico Roberto Fernandes vai promover o lateral-esquerdo Alex Sandro (foto), de 17 anos, para o time profissional. O treinador viu o jovem ala atuar nas categorias de base e já notou que ele tem talento e potencial.
Tomara que resolva! Boa sorte ao garoto.

domingo, 25 de maio de 2008

Um algo a mais

O que falta, afinal, nesse time do Atlético?
A torcida reclama que está muito ruim. Concordo.
E acho que o Roberto Fernandes não consegue consertar só com o que tem em mãos.
Na lateral-esquerda, por exemplo. Ficou claro quer Piauí não deve ter uma nova chance tão cedo. E Michel já teve todas as oportunidades que podia receber.
Mas a maior carência está na meia-cancha. Alan Bahia, volante, tem se destacado mais do que o Netinho - o meia-armador da equipe.
Esse é o ponto. Falta um cara que desequilibre. Você pega o elenco de 9 entre 10 times do Brasileirão e identifica, em cada um deles, esse "cara", um jogador que resolve a parada mesmo quando a coisa tá ruim, um jogador que leva os adversários a se preocupar.
E qual é o jogador do Atlético que preocupa os adversários?
Nenhum.
Se Ferreira voltar, ele pode ser essa figura. Se não voltar... é preciso achar alguém assim, com urgência.
No ataque, parece que com o novo treinador Wallyson vai se firmar entre os titulares. Boto fé nesse guri. Não fui ao jogo hoje, mas o gol de Marcelo Ramos saiu de um cruzamento dele, após uma arrancada pela direita. Espero que se firme e corresponda às expectativas, porque de decepções a gente já tá de saco cheio!

Joel, um grande atleticano

Acabo de ver uma reportagem no programa Balanço Esportivo, da CNT, com o atacante Joel (foto), carrasco dos coxas e herói do bicampeonato paranaense de 1983.
Joel se emocionou ao lembrar das dificuldades de início de carreira, quando tinha que ir treinar a pé porque seus pais não tinham dinheiro para o ônibus, e comentou um episódio do qual eu não me lembrava: uma briga que ele teve com o técnico Nelsinho Batista quando retornou ao clube, em 1988, e que acabou selando o seu afastamento definitivo do Furacão. Mesmo com a mágoa, Joel cravou: "Apesar de tudo, é o time que eu amo, sempre foi".
Grande Joel, você está pra sempre na galeria dos Heróis Rubro-Negros!
Aliás, fica aqui uma sugestão ao pessoal da Diretoria de Relacionamento do CAP: os craques do passado que moram em Curitiba deveriam ser agraciados com um título de Sócio-Furacão. Além de terem feito por merecer, o contato desses ídolos com os torcedores da nova geração é extremamente importante para que nosso passado e nossos feitos sejam sempre reverenciados.
Poderia até reuni-los num camarote, mas seria bacana mesmo é se eles ficassem nas cadeiras, junto com o povão atleticano.

Mais um empate na Baixada

O Furacão desperdiçou a segunda chance de conquistar uma vitória na Arena neste Brasileirão. Na estréia do treinador Roberto Fernandes, ficou apenas no empate (1 a 1) com o Atlético-MG - mesmo placar da semana passada, contra o São Paulo.
O péssimo resultado serviu ao menos para manter o rubro-Negro na quinta colocação do campeonato. Incrível: com um início péssimo desses, e o time conseguiu permanecer no topo da tabela, muito graças à vitória na primeira rodada sobre o lanterna Ipatinga.
Na próxima rodada, domingo que vem, uma pedreira: o Palmeiras, no Parque Antarctica.

Há 14 anos...

Direto do Túnel do Tempo:
Ingresso para a reinauguração do Joaquim Américo (clique para ampliar), na gestão de José Carlos Farinhaque, em 22 de maio de 1994.
Postado no Fórum Furacao.com pelo usuário Rômulo Silva.
O Atlético venceu o Flamengo por 1 a 0, numa tarde memorável.
Eu estava lá!

O dia certo para a Parada Gay

Peçanha, colaborador e conselheiro deste blog, faz uma observação interessante: não é mera coincidência o fato da Parada Gay de São Paulo ser realizada no mesmo dia do jogo entre bambis e paquitas...

Peçanha só ficou com uma dúvida...
- Considerado, será que a a CBF, sabendo antecipadamente da Parada Gay, marcou o jogo entre bambis e paquitas para o mesmo dia, em respeito à preferência das duas torcidas; ou será que os organizadores da Parada Gay, já sabendo do calendário do Brasileirão, resolveram fazer o evento no mesmo dia do jogo para homenagear os coleguinhas bambis e paquitas?
Quem aí sabe o segredo de Tostines?

sexta-feira, 23 de maio de 2008

A vez de Chico

O técnico Roberto Fernandes mal chegou e já impôes uma mudança ao time que enfrentará o Atlético-MG, no domingo. Ele deve tirar um dos três zagueiros e promover o volante Chico, recém-promovido ao profissional, entre os titulares. Segundo a Furacao.com, Rogerinho também pode ganhar uma oportunidade de entrar jogando:

Um time ofensivo, porém equilibrado. Essa é a proposta do técnico Roberto Fernandes para o time do Atlético que enfrenta no próximo domingo o Atlético-MG, às 18h10, na Arena da Baixada. O treinador, um adepto do esquema 4-4-2, irá colocar em campo um Atlético que pode alternar com facilidade do esquema com três defensores para o estilo 4-4-2. Para isso, o volante Chico se transformará numa peça-chave no time atleticano, entrando na equipe do lugar de Leandro Bambu. Além dele, outras possíveis alterações no time são as entradas do lateral-esquerda Piauí e do atacante Rogerinho, nos lugares de Léo Medeiros e Pedro Oldoni, respectivamente.
Segundo Roberto Fernandes, a opção por Chico é para dar uma maior flexibilidade no time em campo. “Essa é a grande charada, ter uma equipe flexível com variação de jogadas, num time menos previsível, para surpreender o adversário”, afirmou. O treinador explicou que Chico irá atuar mais pelo lado esquerdo do campo, auxiliando também no meio-de-campo. "Eu diminui um homem na zaga para ter um jogador mais adiantado. Entra no time um volante canhoto, para criar uma ofensividade no lado esquerdo", disse.

Com essas modificações, o Furacão deve entrar em campo com a seguinte formação: Vinícius; Alex Fraga, Danilo e Chico; Nei, Valencia, Alan Bahia, Netinho e Piauí; Marcelo Ramos e Rogerinho.
E aí, o que achou? Opine!

É sexta-feira! Sorria!

Divirta-se com duas tirinhas dos Piratas do Tietê:

Bolão do Brasileirão

Reproduzo e-mail recebido pelo blog:
A torcida atleticana pode participar de uma disputa interessante no Campeonato Brasileiro deste ano. As emoções de cada rodada ganham uma dose a mais de empolgação com a disputa do “Bolão Brasileirão 2008 Mosaico Furacão”. Além de participar da brincadeira e concorrer a prêmios, você estará ajudando a Comissão de Mosaicos a planejar outras coreografias nos principais jogos do Furacão nesta temporada.
Para participar é muito simples. Basta fazer o depósito de R$ 10,00 (dez reais) na conta do Mosaico (Banco Itaú Agência 4011 - Poupança 60023-8/500, em nome de Luiz Francisco de Souza) e depois enviar para a comissão os dados para o cadastro (Nome Completo, CPF próprio, Data de Nascimento, E-mail, Dados do Comprovante de Depósito). Após isso, você receberá por e-mail uma planilha do Bolão e estará participando da brincadeira. Além dos palpites dos jogos do Atlético, os participantes também vão apostar nos classificados para a Libertadores, rebaixados, lanterna, campeão e artilheiro.

Os três melhores colocados ganharão, ao final do Campeonato Brasileiro, respectivamente: uma camisa oficial do Clube Atlético Paranaense (autografada por atletas do elenco do Atlético), um calção oficial do CAP (ou no caso de uma premiada, uma camiseta da linha torcedor Capwoman) e uma camiseta do Mosaico furacão.

Faça logo a sua inscrição e participe do Bolão Brasileirão 2008 Mosaico Furacão. Os pontos começam a ser contabilizados a partir da quinta rodada do Brasileiro, quando o Atlético enfrenta o Goiás, na Arena da Baixada.

Mais informações e o regulamento completo no site www.mosaicofuracao.com.br.

Sicupa 64

Neste mês de maio, Barcímio Sicupira completou 64 anos de vida.
O "Craque da 8" foi o maior artilheiro da história do CAP, tendo marcado 154 gols nos 8 anos que envergou a camisa rubro-negra.
Por isso, o pessoal do Orkut sugere uma bandeira em homenagem a ele - o modelo acima é apenas uma das sugestões apresentadas. Agora que a entrada das bandeiras está liberada na Baixada, é mesmo uma boa idéia.

Povão quer reforços

A maioria da torcida rubro-negra parece não depositar muitas expectativas no novo treinador do time, Roberto Fernandes. De acordo com resultado parcial de enquete feita no site oficial do clube, embora apenas 10% dos votantes tenham reprovado sua contratação, a maioria - 51,/88% - acha que o Furacão precisa mesmo é de um elenco mais qualificado.

Para votar na enquete, clique aqui.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Kamali põe o Furacão na mídia

O jovem Abdullah Al Kamali chega ao Atlético, a princípio, apenas para um estágio no time junior.
De qualquer maneira, a vinda do emirático colocou o Furacão na mídia internacional - afinal, será o primeiro clube brasileirto a dar oportunidade para um atleta do mundo árabe.
Uma rápida busca na internet e você pode encontrar a notícia em site dos mais importantes jornais esportivos do mundo, como a Gazzetta dello Sport, da Itália. Assim como no Yahoo Sports, no jornal inglês The National ou no site norte-americano 7 Days.
É como observou Ayrton Baptista Junior no Blog Craques e Caneladas:
"Em menos de 24 horas, o
Google acusa 80 citações (em português) sobre a vinda de um um júnior asiático para um time brasileiro. Quando este noticiário chegar ao Al Wasl, os árabes vão perceber a capacidade midiática do Furacão. E faltará pouco para que a parceria fortaleça o cofre da Arena da Baixada."
E arremata:
"Quando transformar em gols a vocação que tem para negócios e marketing, o clube-empresa Atlético Paranaense será campeão do mundo
".

Felipão ou Givanildo?

Da coluna de Augusto Mafuz desta quinta-feira, na Tribuna do Paraná:
"Roberto Fernandes foi apresentado como novo técnico do Atlético. Mostrou que gosta de falar e se impor por teorias, embora todas as que tenha desfilado até agora sejam convencionais, portanto, vulgares. Diz, sem nenhum constrangimento, de que está mais para Felipão. Não conheço alguém que lembre o gaúcho tenha dado certo. A espécie começou e vai terminar no próprio Luiz Felipe. Fernandes não estaria mais para Givanildo?"
Só o tempo dirá.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

A rodada dos "ex"

Na terça, Jorge Henrique deu a vitória ao Botafogo. Na quarta, Washington fez gols dois pelo Fluminense e Durval marcou um pelo Sport - o zagueiro, aliás, já havia marcado um golaço semana passada, contra o Inter.
Destes, apenas o Coração Valente saiu daqui com alguma consideração por parte da torcida. Os outros dois foram praticamente escorraçados.
Jorge Henrique é titular absoluto do técnico Cuca. Durval, de tão bem que está no clube pernambucano, foi eleito como zagueiro do melhor Sport de todos os tempos.
Há outros casos por aí.
Será que eram tão ruins assim quando passaram pelo Furacão? Ou era apenas uma má-fase inexplicável? Ou seria mesmo a torcida rubro-negra, que à primeira má-impressão queima os jogadores que não caem no seu gosto? Apenas coisas do futebol?

A frase do dia

"Pra mim, treino é jogo, e jogo é guerra!"
Roberto Fernandes, novo técnico do Atlético, mostrando seu cartão de visitas.

Não adianta apressar o camelo...

O Atlético explicou melhor a contratação do atacante Abdullah Al-Kamali. Segundo o presidente João Augusto Fleury, ele vem para jogar, a princípio, no time junior. Mas a negociação, explica, abre mercado para uma parceria maior com o mundo árabe.
Mundo, aliás, interessante, instigante e fascinante.
Alguns antigos provérbios árabes, inclusive, cabem como uma luva para nós, torcedores, dirigentes e para o próprio clube. Quer alguns exemplos? Aí vão:

"Não adianta querer apressar o camelo"
O camelo tem seu ritmo próprio, inalterável; a vida (os empreendimentos, os projetos etc) também. É preciso aceitar a realidade como ela é, encarar os fatos com naturalidade. A paródia cabe bem ao Atlético de hoje: não adianta espernear, bradar, se revoltar, querer queimar etapas mesmo sem que haja recursos para isso. O clube seguirá seu planejamento e o caminho para se chegar ao topo é longo, mas gratificante.
"A brasa amanhece cinza"

Acalme-se, a raiva passa. Com o tempo você verá as coisas mais serenamente. Portanto, antes de criticar um técnico ou um jogador recém-contratado, só porque você não gostou do nome, espere pra ver se ele realmente não presta ou se é você quem estava prejulgando.
"Eu não tenho medo do
alif, mas do que vem depois!"
Aplica-se a inúmeras situações em que alguém se recusa a começar algo por temer o rumo que aquilo terá. Responde-se: "Eu não tenho medo do alif, mas do que vem depois" ante certas insistências: "Vamos lá, um copinho só...", ou "Você não poderia se encarregar, neste ano, de organizar o almoço de reencontro da nossa turma de formatura?", ou "Por que você não aceita ser síndico de nosso prédio?" etc. A sentença, na verdade, foi originada de um caso real, que se tornou proverbial. Um garoto, recém-enviado à escola (e bem ciente das longas horas de lições de casa a que estavam submetidos seus irmãos mais velhos), recusava-se terminantemente a aprender a ler. Por mais ameaças e castigos que sofresse, continuava resistindo a pronunciar o alif (a primeira letra do alfabeto). O professor comunica o fato ao pai que, após infrutíferas surras, dirige-se docemente ao menino: "Meu filho, por que essa teimosia? O alif não vai te fazer nenhum mal, por que você tem medo do alif?" Ao que o garoto respondeu: "Eu não tenho medo do alif, eu tenho medo é do que vem depois..."
Esse provérbio parece sair da boca alguns torcedores que estão comentando a contratação do Abdulah: "Eu não tenho medo do Kamali, mas do que vem depois!"

"Vender e arrepender-se é melhor

do que não vender e se arrepender"
Esse deve ser o provérbio predileto do Petraglia!

Furacão das Arábias

Deu na Furacao.com:
"Foi desvendado o motivo da ida do Presidente do Conselho Deliberativo do Atlético para Dubai. Segundo o repórter Gustavo Marques, da rádio Globo/CBN, Petraglia foi fechar a contratação do atacante Abdullah Al-Kamali, de 18 anos. A negociação foi anunciada nesta terça-feira, em uma entrevista coletiva no famoso hotel Burj Al-Arab. O evento com a presença do presidente Mario Celso Petraglia, e inclusive o jogador já vestia a camisa 10 do Atlético."

O Blog da Baixada foi conferir. E a história não é nenhum conto das Mil e uma noites, não! o negócio é quente mesmo! A Gazeta do Povo também já confirmou.
Olha o Abdulah aí:

Comentem!

Estilo Felipão

O novo comandante do Furacão, Roberto Fernandes: "o melhor esquema tático é o que vence".
Em entrevista à Gazeta
do Povo, o novo técnico do Atlético, Roberto Fernandes, fala um pouco de sua carreira e do trabalho que pretende fazer no Furacão. Ele elogiou a estrutura do clube, lembrou sua passagem pelo Londrina e avisou: "Estou mais pra Felipão do que pra Parreira", mostrando que manterá o estilo linha-dura. E não só com os jogadores, mas também com a imprensa. Perguntado sobre o acerto de salário, cutucou: "Acho que isto é algo para ficar interno. Só no futebol se fala disso, ninguém procura saber quanto ganha a Hebe Camargo, o Chitãozinho e Xororó..."
Confira a entrevista:
“Estou mais pra Felipão”, diz Fernandes

André Pugliesi

Novo técnico do Atlético, a ser anunciado oficialmente hoje à tarde, o pernambucano Roberto Fernandes, de 37 anos, diz estar mais para Luiz Felipe Scolari do que para Carlos Alberto Parreira. Como Ney Franco (demitido na segunda-feira à noite) lembra mais o tetra do que o pentacampeão com a seleção brasileira, fica fácil concluir que a mudança no comando técnico do Rubro-Negro inaugura um novo tempo na Baixada. Alteração que não deverá resumir-se ao comportamento do comandante. A primeira promessa do ex-técnico do Náutico é recuperar a força ofensiva do Furacão. Fernandes traz o preparador físico Guilherme Bergamo para o clube – com isso, Walter Grasmann também foi dispensado. Assim como o auxiliar Luís Muller.

Após a campanha de recuperação do Náutico no Brasileiro de 2007, você era sempre cotado para substituir treinadores demitidos. O que pesou para finalmente deixar Recife?
O fato de o Atlético ter saído daquele campo do “todo mundo quer” para uma proposta oficial. Além disso, uma oportunidade de trabalho excelente.

No começo do ano, o seu nome chegou a ser especulado para dirigir o Coritiba. Aconteceu o contato?
Houve uma sondagem e, naquele momento, entendi que devia continuar o trabalho no Náutico.

Como ocorreu o acerto com o Rubro-Negro?
O Nivaldo (Gomes), procurador que tem ligação com o Atlético, fez o contato ontem à noite (segunda-feira), fomos conversando, ficou uma situação pré-acordada e fiquei de acertar com o Náutico.

E a multa rescisória? Especula-se que o valor é de R$ 300 mil...
Não confirmo o valor, e foi um ponto que eu tratei com o Náutico.

Sobre o salário, o que foi acertado?
Foi uma conversa boa e acho que isto é algo para ficar interno. Só no futebol se fala disso, ninguém procura saber quanto ganha a Hebe Camargo, o Chitãozinho e Xororó...

Você enxerga a vinda para o Furacão como um salto na carreira?
É a oportunidade de trabalhar em uma das melhores estruturas da América, talvez a melhor. Espero ter o mesmo sucesso no clube que tive em outras oportunidades.

Como foi a sua primeira passagem pelo Paraná, dirigindo o Londrina, em 2003?
Foi muito boa. O clube estava há mais de 10 anos sem chegar às finais do Paranaense e conseguimos ir à semifinal. Eliminamos o Atlético que tinha Adriano, Dagoberto e o Ilan. Na seqüência, ficamos de fora da decisão com dois empates diante do Coritiba. Depois, no Brasileiro da Série B, faltaram quatro pontos para a classificação.

Como você define o seu estilo?
Cada treinador tem a sua metodologia e sua filosofia. Eu tenho o meu próprio estilo. Agora, se você me perguntar se eu estou mais para o Felipão, Bernardinho, do que para o Parreira, digo que estou mais para Felipão.

O Ney Franco armava o Atlético quase sempre no esquema 3—5–2. Você já pensa nisso?
Eu acho que é cedo. Mas o melhor esquema tático é o que vence. Sou um treinador que tenho vitórias na minha carreira, não sou de empate. Evidente que eu vou procurar, com equilíbrio, ter um Atlético que seja agressivo dentro da Arena.

Quem você conhece do elenco?
O Danilo (zagueiro) eu conheço desde a época do Paulista (de Jundiaí), o Netinho, que já passou pelo Náutico, jogamos contra algumas vezes, o Marcelo Ramos, entre outros. Tem muita gente boa por aí.

Pretende indicar contratações?
O Atlético tem um elenco competitivo. Agora, é claro que em início de temporada não dá para se falar em elenco fechado.

terça-feira, 20 de maio de 2008

A frase do ano

"Melhor gastar em bebida do que em remédio"
"Seo" Pedro Arruda
(foto), 79 anos, e que há 49 freqüenta o Bar do Beti, em Pato Branco, para degustar uma branquinha.

Ferreira pode voltar

O repórter Osmar Antônio, setorista do Atlético na rádio Banda B, confirmou há pouco que o presidente do Conselho Deliberativo, Mário Celso Petraglia, está mesmo em Dubai para tratar da situação do meia Ferreira. Segundo o repórter, o Al Shabab tem a preferência para comprar os direitos do colombiano, por seis milhões de dólares. Cascalho gordo. Mas, na opinião do Osmar, é "muito difícil" que os árabes depositem essa bufunfa. Ou seja, Petraglia pode mesmo voltar com Ferreirinha na bagagem.
Na edição de hoje da Gazeta do Povo, o jornal aposta suas fichas que os árabes devem ficar com o jogador.
Sei que esse dinheiro pode ser importante para acelerar as obras de conclusão da Arena.
Mas, diante do que o time vem apresentando em campo, torço para que Ferreira volte.
O fim dessa novela só saberemos dentro de alguns dias.

Fernandes a caminho

Segundo a Furacao.com, Roberto Fernandes, atual técnico do Náutico, deve ser o substituto de Ney Franco no Atlético.
Treinador da nova geração, está no comando do Timbu desde 2006.
De acordo com o Blog do Torcedor, de Recife, a vinda dele para o Furacão já está consumada:
Roberto Fernandes está indo para o Atlético-PR

Justamente quando a torcida do Náutico estava empolgada com as duas vitórias consecutivas no início do Brasileirão, eis que surge a notícia da saída do técnico Roberto Fernandes dos Aflitos.

Desta vez não é boato. O treinador aceitou a proposta do Atlético-PR e deve comandar a equipe no Brasileiro no lugar de Ney Franco, que foi demitido do cargo no último final de semana.

Neste momento, Fernandes está conversando com a diretoria do Náutico. Os dirigentes, certamente, devem tentar convencê-lo a permanecer no clube. Mas, para isso, será preciso de muitos cifrões. Atualmente, Roberto recebe um salário em torno de R$ 80 mil.

Para mim, a saída de Roberto Fernandes desfalca seriamente o Náutico. Embora eu tenha algumas restrições a sua filosofia de trabalho (no que diz respeito as suas "invenções" táticas), Roberto Fernandes era a alma do time alvirrubro.

Roberto Fernandes está no rol dos técnicos mais promissores do futebol brasileiro. E sua ida para o Furacão neste momento é um grande desafio profissional.

  • E aí, o que você acha? Opine!

Ferreira deve ficar no mundo árabe

A Gazeta do Povo desta terça informa que o o presidente do Conselho Deliberativo do Rubro-Negro, Mário Celso Petraglia, está em Dubai para acertar a situação do meia Ferreira, emprestado ao Al-Shabab até o dia 10 de junho.
Segundo o jornal, tudo indica que o dirigente deve negociar definitivamente o colombiano com o clube árabe.

Mas ainda há a chance de que volte com Ferreirinha na bagagem.

Oremos!

Como pode?

Enquanto torcedores, cartolas, poder público, todos enfim buscam uma solução para o fim da violência no futebol, somos obrigados a nos deparar com uma imbecilidade destas.
Um cidadão chamado "Porks", na verdade Osvaldo Dietrich, gerente de Marketing dos coxas - sim, aquele mesmo que comandou a palhaçada de jogar pó químico na torcida rubro-negra no primeiro atletiba decisivo - agora está defendendo publicamente o vandalismo e a violência!
Num site de torcedores, enquanto todos lamentavam o ocorrido em Florianópolis - os coxas vândalos tentaram invadir a sede de uma torcida do Figueirense e promoveram o maior quebra-quebra - o dito diretor escreve que é "hipocrisia" defender a paz e que, se lá estivesse, "teria agido da mesma maneira" (que os vândalos).
Em site de torcedores, diretor dos coxas defende o vandalismo (clique para ampliar).
Agora, pergunto: pode um cidadão desses ser gerente de um clube de futebol profissional? Pode um ignóbil continuar a comandar molecagens como a de jogar pó químico na torcida visitante? Como pode?
* A dica foi enviada ao blog pelo internauta Zé Béthio.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Vida de técnico

Lendo o noticiário da noite, vejo na Furacao.com dois dados interessantes: Ney Franco deixa Atlético com um aproveitamento de 66% - nada mau - e já chegou a ter, no final do ano passado, 95% de aprovação entre a torcida rubro-negra.
Realmente, o mineirinho se sobressaiu ao tirar o time do abismo no Brasileirão de 2007 e conseguir uma invencibilidade de 9 partidas no Caldeirão, que garantiu a classificação à Copa Sul-Americana. Este ano, de lambuja, levou o Atlético a bater o recorde de vitórias do Furacão de 1949.
Mas vida de treinador é assim.
O vento pode virar de lado de uma hora pra outra, sem aviso prévio.
As saídas de Ferreira e Claiton colaboram bastante para a queda de rendimento do time, é claro. Mas o principal problema, mais ainda do que a ausência destes dois jogadores, foi que a partir de então Ney Franco se perdeu. O time não mais encontrou um padrão de jogo; não se sabe até hoje quem é o meio-de-campo titular; Marcelo Ramos aguarda até agora que um companheiro de ataque jogue pelo menos duas partidas seguidas.
Algumas escolhas de Ney também foram fundamentais para que caísse no conceito da galera. Como, por exemplo, escalar o até então afastado Michel para ser titular no primeiro jogo da decisão contra os coxas. Ninguém entendeu aquilo.
Pegou mal também a indicação de vários jogadores originários de Minas Gerais - a "Turma da Inconfidência". Até agora, nenhum deles convenceu.
E, por último, a "mineirice generalizada" que tomou conta do time, que ultimamente tem disputado as partidas com mesma a vontade de um matuto pitando um fumo sentado na porta de casa. Falta brio, vibração.
Resumindo, foi isso tudo que resultou na queda de Ney.
Não digo que fez um mal trabalho. No cômputo geral, sai do clube com mais prós do que contras.
Infelizmente, o futebol não perdoa os contras.

Ney Franco fora!

O site oficial do CAP acaba de anunciar: Ney Franco não é mais o técnico do Furacão. Segundo a notícia, o desligamento deveu-se a critérios de desempenho, pela eliminação precoce na Copa do Brasil e pela perda do título estadual. O site cita, ainda, o "desempenho no Brasileirão" - embora o time tenha conseguido um empate e uma vitória em duas rodadas.
Cheiro de Geninho no ar?

Um legítimo camisa 10

O elenco do Atlético tem algumas carências, mas o que mais sinto falta é de um camisa 10 típico, aquele que acerta o meio-campo, de toque refinado, que põe a bola no chão, lança, tabela, parte pro drible e deixa os atacantes na cara do gol.
Não acho o Netinho um mau jogador, ao contrário. É bom. Mas falta-lhe este "algo mais", típico dos camisas 10.
Irênio, de quem eu esperava muito, ainda não mostrou ser este jogador.
Não sei se o Atlético vai contratar alguém.
Mas o empréstimo de Ferreirinha aos Emirados Árabes está prestes a acabar - se não me engano, dura apenas mais umas duas semanas. E Kelly, aquele do quadrado mágico, já se recuperou clinicamente de uma cirurgia e, embora sem contrato com o Furacão, começou a fazer treinos físicos no CT do Caju.
Pra mim, qualquer um dos dois poderia ser o 10 do Rubro-Negro.
Melhor ainda se for o Kelly com a 10 e o Ferreira no ataque, ao lado do Marcelo Ramos.
Nem que, para isso, Netinho volte a se sacrificar na ala-esquerda.
Por enquanto, tudo isso não passa de mera especulação deste Guerrilheiro.
Mas seria bom se virasse realidade.

E a culpa é da cerveja?

Vândalos promovem quebra-quebra em Floripa: punição é para quem tem que ser punido!
Domingo à tarde, Florianópolis: confusão promovida por imbecis da torcida organizada dos coxas resultou em quebra-quebra, transformando a região do Estreito num palco de guerra. Muito antes do jogo e fora do estádio.
Caros cartolas da CBF e senhores do Ministério Público e do Judiciário, vamos punir e banir do futebol quem tem que ser banido.
Os cidadãos de bem que tomam sua cerveja tranqüilamente dentro estádio não podem pagar pela imbecilidade dos marginais. Sem falar que os conflitos, como aconteceu novamente ontem, acontecem fora das praças esportivas.
O pior é que os vândalos são detidos e logo em seguida soltos, continuando a promover quebra-quebra jogo após jogo.
O que se espera é que a justiça e os cartolas ajam com rigor contra estes idiotas. E que deixem o povão beber sua cervejinha sem incomodar ninguém!

A frase do dia

"Como o limite absorve todas as virtudes, é lógico que, além dele, explodem os defeitos. E o principal do Atlético, e que não foi de ontem, e que já vem há tempo, e que, portanto, está velho, foi a falta de um bom jogador no meio campo. Nem diria que faltou um craque, que é matéria raríssima; nem exigente para dizer que faltou um grande jogador, que é matéria rara. Mas um jogador que tenha inteligência para ver e dar dinâmica ao jogo, com colocações e passes."
Augusto Mafuz, em sua coluna de hoje na Tribuna do Paraná.

domingo, 18 de maio de 2008

Mais uma rubro-negra

Recebi agorinha esta mensagem do rubro-negro Nikolas Popa:
Infelizmente não vencemos os bambis, mas esta semana foi muito boa pra mim, minha primeira filha nasceu, se chama Bárbara, e pela foto pode ver que é mais uma atleticana, se puder colocar a foto em seu blog, ficaria muito feliz e agradecido. Fotos tiradas ainda no hospital, com poucas horas de vida, Barbara, rubro-negra de nascimento mesmo!!!
Papai Nikolas e mamãe Denise...
Muito obrigado, "Guerrilheiro"...
Nikolas Popa
Taí Nikolas, a foto da Bárbara, a mais nova atleticana. Parabéns em nome de toda a Nação atleticana! Que seja bem-vinda!
* Quer publicar sua foto no Blog da Baixada? Envie para guerrilheiros.da.baixada@hotmail.com

Era pra ganhar...

O Atlético ficou só no empate contra os bambis reservas. Um péssimo resultado, para quem almejava conseguir 100% dos pontos em casa e enfrentou um time "B".
De bom, apenas a consistência da zaga rubro-negra, mesmo com ausência de Antônios Carlos e Rhodolfo.
De resto, tá bem difícil. O Atlético conseguiu tomar sufuco deste limitadíssimo São Paulo. E se no setor ofensivo os titulares já não estão dando conta do recado, as opções no banco de reservas mostram-se ineficazes, jogo após jogo.
Do jeito que tá, tá feio.
Mesmo assim, o Atlético fechou a rodada na quinta colocação - bem melhor do que estava no início de campeonatos anteriores.

Corra!

O site oficial do CAP informa: os Sócios-Furacão já ocupam 14.589 cadeiras na Baixada.
Logo, quem titubear ficará sem lugar para ver os jogos do Atlético.
Corra! Associe-se!

sábado, 17 de maio de 2008

O time contra os bambis

Os jornais de hoje divergem sobre o time que o técnico Ney Franco colocará em campo para encarar os bambis, amanhã, na Baixada.
O certo é que os zagueiros Rhodolfo e Antônio Carlos, contundidos, estão de fora.
O que é bem preocupante, pois a zaga tem sido o ponto forte do Furacão e o ataque do São Paulo, mesmo com os reservas, é perigoso. A princípio, Borges e Aloísio devem formar a dupla de frente bambina - embora alguns veículos tenham divulgado que o ex-atleticano também "afinou" e não vem a Curitiba.
Para substiutuir os zagueiros titulares, a Gazeta do Povo aposta que Ney Franco escolherá outros dois zagueiros: Alex Fraga e Leandro Bambu. O resto do time seria o mesmo que encarou o Ipatinga.
Já a Tribuna do Paraná garante Alex na zaga, mas especula que o time passará a jogar no 4-4-2, com a entrada de Kaio na meia-cancha, ao lado de Netinho.
A outra dfúvida é no ataque. Willian foi o titular na semana passada, mas Pedro Oldoni ou Rogerinho, que já estão à disposição, devem compor a dupla ao lado de Marcelo Ramos.
Assim, o Atlético deve jogar com:
Vinícius; Danilo, Alex e Bambu; Nei, Valencia, Alan Bahia, Netinho e Léo Medeiros; Marcelo Ramos e Pedro Oldoni.
Ou:
Vinícius; Nei, Danilo, Alex e Léo Medeiros; Valencia, Alan Bahia, Kaio e Netinho; Marcelo Ramos e Pedro Oldoni.
Qual destas formações você prefere?

E as obras começaram



Começaram nesta sexta-feira as obras para a "fase 1" da ampliação da Arena da Baixada. Pelo que pode ser ver das fotos, um novo muro deve ser construído para separar a construção do estacionamento com acesso pela Brasílio Itiberê. Logo devem começar as escavações.
Associe-se! Ajude a finalizar o mais moderno estádio do país!

[off] Lôco é pôco

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Dez atleticanas: compre na web

Atenção, internautas e vidrados em e-commerce: o livro Dez atleticanas e uma fanática agora já pode ser comprado também pela web. Está à disposição nos sites Livros de Futebol (em promoção por R$ 36) e das Livrarias Curitiba (R$ 40).
Para quem ainda não leu a obra, segue mais um trechinho - desta vez retirado do capítulo "De boca cheia", que trata dos palavrões nos estádios de futebol:
No jogo contra o Grêmio Foot-ball Porto Alegrense (31 de outubro/07), um dos seus jogadores ouviu dos mais de 20 mil torcedores atleticanos - incluindo "famílias, mulheres e crianças" - durante aproximadamente cinco minutos um coro ritmado e uníssono de "vá-toma-no-cu" - que o Dicionário de Palavrão e Termos Afins, de Mário Souto Maior, traz assim grafado: "Vai-tomar-no-cu!".
Neste time de torcedoras, há controvérsias. Valéria é das que xingam: "Como é que você vai assistir a um jogo de futebol sem falar um palavrão? Não tem como, você acaba xingando. É o juiz, é o técnico do outro time, é o jogador, aquela estrelinha do outro clube, como é que você não vai xingar? Não agüenta, não agüenta... Até minha mãe, que nunca fala palavrão, num jogo desses, ficou tão louca que mandou ver um. Quase engasguei. Eu brinco que o jogo é também uma espécie de terapia. Tinha uma época que eu andava bem estressada, ia pro jogo e botava tudo pra fora, berrava, xingava. Me fazia muito bem."

As bisavós deste livro - Dona Luzita e Dona Gessy - xingam, e muito. Para Dona Gessy, é simples: "Não tenho esse negócio de preconceito de não falar palavrão. E, quem tem, está errado se vai lá, porque sabe que tem palavrão. Eu grito, xingo mesmo. Ainda mais quando o juiz rouba, daí eu fico louca!"

Não é pra qualquer um

Quá-quá-quá, tem gente que ainda acredita que dinheiro cai do céu.
Eis que a empresa encarregada de construir a "nova arena" do Grêmio porto-alegrense, a TBZ, está sendo investigada pelo Ministério Público Português pela emissão de cheques sem fundo e dar calote em outras empresas e pessoas físicas. O próprio Grêmio já havia caído no conto da ISL, assim como o Flamengo. E o Corinthians com a MSI e a Hicks Muse.
Eu sei é que, quando começaram a falar em Copa no Brasil, todo mundo apresentou um projetinho, fazendo a festa dos escritórios de arquitetura. Grêmio, Parmera, Figueira, Flamengo, Vitória, Vasco, Corinthians - todo mundo, agora, quer ter sua "arena". Até os coxas, junto com o Onaireves, quiseram ressuscitar o Pinheirão - e o tal do Gionédis ainda fez toda a mídia paranaense de trouxa ao garantir que já tinha até acertado com um parceiro misterioso disposto a investir uns R$ 500 milhões no elefante branco (e tem muito jornalista que engoliu com farinha essa piada!).
Na prática, sabemos que a coisa não funciona bem assim.
O dinheiro não cai mesmo do céu e um projeto feito de hora pra outra por um escritório de arquitetura está bem longe de sair do papel e tornar-se realidade.
Na raça, mesmo, o único clube que conheço que teve a coragem de pôr um estádio abaixo e levantar uma Arena foi o Furacão.
Por isso, associe-se ao Atlético. Orgulhe-se de ajudar a concluir o estádio mais moderno do país. Erguido por atleticanos, feito para os atleticanos.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Sem poesia...

O pior é que domingo, na Baixada, vai ser bem assim...
No estádio, sem minha latinha

Ivan Moraes Filho, do blog Bodega

Era uma noite de quarta-feira como muitas outras. Mais uma vez, vestia a camisa rubro-negra do Sport. Mais uma vez, chegava à Ilha do Retiro várias horas antes do início da partida. A gente fica sempre por ali, na sede do clube, tomando uns goles de cerveja e fazendo a resenha pré-jogo. Quem vai jogar, quem não vai. Como será o esquema tático, quanto será o jogo. Quem é o juiz?

Ontem, porém, o assunto era outro.

“Vai vender cerveja lá dentro?” era pergunta constante. Afinal de contas, poucos dias antes a Confederação Brasileira de Futebol determinou que em partidas de campeonatos nacionais seria proibida a venda de bebidas alcoólicas dentro dos estádios. Mesmo sabendo dessa tragédia, a gente fazia que não acreditava. Que isso devia ser coisa lá de São Paulo, Rio de Janeiro. Enfim, a gente acha que só pode acontecer com os outros.

Dito e feito. Subindo as escadas que dão acesso às cadeiras, o bar vazio denunciava a norma em vigor.

Mas a gente não quer acreditar no que vê.

“Me dê uma cerveja por favor”, insisto com a notinha de dois reais entre o indicador e o médio.

“Como, se tá proibido?”

Tava mesmo. Salvo quem entrou com alguma coisa entocada na roupa ou na bolsa, a maior parte dos mais de 31 mil torcedores sofreu a seco.

O jogo em que Sport se classificou heroicamente para a semifinal da Copa do Brasil foi tenso, com reviravoltas, expulsões, gols no finalzinho. Imagine isso sem nem um golinho de cerveja. Imagine gritos de gols sem aqueles respingos clássicos de cerveja nem-tão-gelada, tão característicos dos momentos decisivos.

Não. Sem cerveja o futebol não fica chato e o espetáculo continua fantástico. Mas não há como negar: perde um pouco a poesia.

Isso tudo sem falar no prejuízo causado ao clube, aos concessionários dos bares do estádio, aos gasozeiros que contam com o dinheiro da birita pra garantir o leite da garotada.

Não, não está certo.

Curioso saber que não se trata de uma lei. É ‘apenas’ uma determinação da CBF, entidade máxima da cartolagem nacional. O problema é que aqui os clubes têm mais medo da CBF do que da polícia. Até porque a polícia não tira pontos do time nem interdita estádio.

O argumento dos engravatados é de que, com menos goró no quengo, os torcedores mais arengueiros vão se comportar melhor. Esqueceram de dizer a eles que o Brasil é grande e que aqui em Pernambuco, por exemplo, a violência maior acontece fora dos estádios e não dentro deles.

A verdade é que alguém precisa fazer alguma coisa para acabar com essa insanidade. Ouvi falar (mas não achei na Internet) que já tem clube ganhando na justiça o direito de vender o gagau-nosso-de-cada-jogo.

Onde estão os departamentos jurídicos numa hora dessas?