segunda-feira, 14 de abril de 2008

A pergunta da semana

"Se realmente a radiofonia esportiva não dá lucro, porque cada vez mais as rádios FM estão explorando o futebol, justo elas que tem um mercado publicitário mais farto e de grande poder de consumo? O valor é caro, a meu ver sim, mas um termo mais justo as rádios se propõe a pagar?"
Juarez Vilella Filho
, em sua coluna na Furacao.com.

3 comentários:

Anônimo disse...

De tudo isto decorrem algumas constatações.

Constatação - Agora já sabemos até a contabilidade das rádios

Constatação - Nosso coronel possui vários seguidores ferrenhos, outros nem tanto, e muitos opositores na sua própria torcida. Os primeiros, instalados na reta da Getúlio, vaiam o time já no começo do segundo tempo, ao mesmo instante em que a 'organizada fanáticos' canta a plenos pulmões o hino do Furacão. (Não sou filiado, mas o que seria da atual torcida do CAP sem esta facção?)

Constatação - Meu atleticanismo está caindo. Logo eu que vi as faixas da Nação Atleticana, ao lado das faixas da Torcida Organizada Guerrilheiros da Baixada, ao Lado da Torcida Organizada Os Fanáticos, numa só união da então amada (e una)torcida atleticana. Enfurecida, ensandecida, maravilhosa. E única. Agora ficamos brigando entre si por cada nova 'arte' da atual diretoria, desfilando argumentos pós e contra, numa tremenda perda de tempo.

E eu que conheci o coronel. Alguém conheceu o coronel ? (não este aí)

Dá a nítida impressão que eramos mais felizes.

Constatação Máxima - Já que o assunto é rádio mesmo, vale a máxima: "Tudo que a antena captar meu coração captura"
__________________________
Profano - sócio ingressista ou bilheterista e extremamente anti coronelista após 2001 - Curitiba.

GUERRILHEIRO DA BAIXADA disse...

Caro Profano

Bons tempos do Coronel* - que a maioria que lê este blog não deve saber mesmo quem é.

Mais uma prova de que os tempos são outros.

Concordo com o seu pensamento, mas vivemos uma outra época.

Sou obrigado a concordar: hoje em dia, qualquer arte da diretoria, mesmo que seja uma medida burocrática que não vai mudar porra alguma na vida dos torcedores, vira uma discussão fenomenal - porém vil. Mas uma vez tiraram o Furacão da Baixada e a torcida, apesar de enfurecida, insandecida, maravilhosa, nem por isso se dividia, nem por isso brigava, nem por isso protestava. Talvez porque o que importava era poder levar ao estádio a maior bandeira, a maior faixa, o maior número de bumbos e os chocalhos de jornal feitos por dias e noites a fio no ginásio.

Éramos mais felizes?

Talvez.

Em alguns anos mais, em outros menos.

Meu atleticanismo era maior? Em algumas épocas mais, em algumas menos. No começo dos anos 90 fiquei sem ir ao estádo por alguns anos... Saco cheio.

Hoje sou sócio e não costumo perder partidas na Baixada, por mais que muitas vezes o time não ajude.

A boa vontade - ou a má vontade - de cada um ajuda a formar o estado de atleticanismo.

Quando o cara está de saco cheio de torcer, não importa em que década está.

Sem tesão, não há solução...


(*) O falecido Coronel foi um torcedor folclórico, que inventou o grito de guerra mais famoso dos estádios brasileiros:
AAAAAAAAAAA-TLÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ-TICOOOOOOOOOOOO !

Sonoro, lento, pausado, assustador, meio etílico. Bem diferente do canto acelerado e descompassado de hoje em dia.....

Anônimo disse...

É isso aí. Eu também sou do tempo daquele vídeo postado aí do lado, do raulzito - 'Eu também vou reclamar'.
E tenho na memória viva a figura do coronel, bradando seu célebre e inesquecível grito, que durava vários segundos. Alcoólatra e lar, era às vezes acolhido junto à torcida organizada para inaugurar o grito de guerra, cantado até hoje nos nosso jogos, embora hoje bem descompassado.

Profano - Curitiba.