domingo, 13 de abril de 2008

Atlético lidera movimento por liga de clubes no Paraná

O único clube do Paraná que pode se isentar de qualquer participação no atual estado de penúria do campeonato regional e da própria Federação Paranaense de Futebol é o Atlético. Já há algumas temporadas a diretoria do Furacão se mostra contra as absurdas fórmulas impostas ao campeonato estadual. Este ano, o Atlético sequer participou do arbitral que decidiu os rumos da competição. Mas chegou a impugnar judicialmente a primeira versão de fórmula para o torneio, sugerida pela FPF e aceita pelos clubes - ela desrespeitava o Estatuto do Torcedor.
Todos os demais clubes - Coritiba e Paraná entre eles - foram coniventes, mesmo durante a "Era Onaireves Moura" - quando até mesmo os quero-queros do Pinheirão sabiam que o futebol paranaense estava afundando num mar de corrupção e incompetência.
Agora, é o Rubro-Negro quem novamente toma a frente para tentar dar um basta à situação e valorizar o futebol profissional do Paraná. Por iniciativa do Atlético, os 24 clubes profissionais do estado foram convidados a participoar de uma reunião nesta segunda-feira para deliberar sobre temas de interesse comum.
Entre os assuntos colocados em pauta pela diretoria do CAP, destaca-se a "criação e registro de uma nova entidade para representação dos clubes profissionais, nos moldes do Clube dos 13 e da FBA, para negociações técnicas e comerciais dos clubes em conjunto, assim como ações políticas e mercadológicas". Segundo o convite emitido pelo clube, a reunião de amanhã já poderia fundar a entidade e eleger seu primeiro presidente. Nada mais justo. A FPF divide hoje as atenções do futebol profissional com o amador. Até mesmo na eleição da endidade as ligas amadoras têm mais peso do que os clubes profissionais. Um absurdo que precisa ser revisto.
Mas não é só. O encontro vai tratar também de um calendário de médio prazo, para os próximos quatro anos; renovação da arbitragem paranaense; reeleição dos membros do TJD; renegociação do contrato com a TV e indicação de nomes para a diretoria da chapa que for eleita na FPF.
Segundo matéria publicada pela Gazeta do Povo no sábado, os presidentes do Londrina, Peter Silva, e do J. Malucelli, Joel Malucelli, são entusiastas da idéia.
A reportagem não ouviu a opinião dos presidentes de Paraná e Coritiba.
Mas é de se esperar que, agora, estes clubes - com suas novas diretorias que assumiram este ano - admitam que estavam remando contra a maré há anos apenas para ficar contra a posição sempre defendida pelo Rubro-Negro e encampem esta idéia de tomar de verdade as rédeas do futebol paranaense.
O resultado desta reunião será de importância fundamental para o futuro do futebol estadual. Ou os clube se unem em prol de seus interesses, ou ficam eternamente à mercê de fórmulas mirabolantes e das mixarias oferecidas pelas emissoras de TV.
Por exemplo: se os três clubes da capital marcarem uma posição conjunta em favor de uma fórmula mais simples e justa para o campeonato do próximo ano, duvido que a competição seja tão medonha com foi neste ano e nos anteriores - quando só o CAP mostrou-se contrário e coxas e parasitas disseram "amém".
O mesmo vale para o dinheiro da TV. E, quem sabe, para uma futura cobrança conjunta dos direitos de transmissão das rádios.
Tudo isso parece ser fácil de entender, não é mesmo? Mas ontem ouvi uma entrevista do presidente do Paraná, Aurival Correia, que me lembrou os áureos tempos do "Fessor Miranda". Ao ser questionado sobre a intenção do Atlético de cobrar pelas transmissões de rádio, Correia saiu-se com esta pérola: "Se eles cobram R$ 15 mil, vamos cobrar R$ 20 mil, porque ainda estamos na Copa do Brasil"... Uma declaração triste, enfadonha, infantil, que mostra qual é o grau de profissionalismo de nossos dirigentes. Ele pode até ser contra a idéia - se ele quer doar gratuitamente os direitos do Paraná, o problema é dele e do clube -, mas o cargo que ocupa exige que trate de temas deste tipo com a seriedade que eles merecem. São atitudes como esta que me deixam com esta dúvida: os clubes paranaenses querem mesmo ser tratados com profissionais ou preferem se manter na seara do amadorismo?
Parece que esta é uma última tentativa.
Se o Paraná e o Coxa embarcarem junto nesta, só têm a ganhar. Se quiserem ficar contra só para não admitir que o Atlético está novamente à frente deles, então que continuem remando contra a maré e regredindo, ano após ano.

Um comentário:

Fabio disse...

Concordo Plenamente com que voce disse, o futebol paranaense não tem emoção alguma, essa formula de disputa e ridicula, jogar um turno inteiro, depois entra numa fase de grupos com times de baixa qualidade tecnica não tem graça, não atrai torcedor, e muito menos dinheiro pros clubes,e so trás prejuizo. Tem que ser fortalecido o futebol paranaense com pessoas de capacidade, e profissionalismo, para que possa haver investimentos, patriocinios, ao campeonato sendo assim os clube tanto da capital quanto do inteiror ganhar mais. Mas eu duvido que alguem vai contra a FPF, tem muita gente que nao quer larga a teta, mas e bom saber que nosso clube sempre foi oposto a isso, mostra que estamos anos luz na frente dos demais "rivais".