quarta-feira, 30 de abril de 2008

Povão rubro-negro segue se associando

A noite fria não impede que centenas de atleticanos continuem a formar fila para se tornar sócios do Clube Atlético Paranaense.
O atendimento àqueles que já pegaram senha deve ir pelo menos até as duas horas da madruga.
E o Furacão deve comemorar o Dia do Trabalho com 13.500 a 14 mil sócios.
E você, tá esperando o quê?

O recado

"Quando a Arena fica lotada, com o apoio da torcida, é quase impossível perdermos. Se as coisas estiverem difíceis, é importante que a torcida continue apoiando. Assim, com certeza o time será mais forte e poderá reverter esse placar. A nossa torcida é fundamental. Com a união do nosso estádio lotado, com a força de nossa torcida, com os atletas ligados, seremos campeões."
Do ídolo Ferreira, direto de Dubai, em entrevista à Tribuna do Paraná.

SI, SE PUEDE !!!

Em 1997 os coxinhas venciam por 2 a 0, e em pouco mais de 45 minutos o Furacão enfiou 5 na sacola deles, com dois gols de Jorginho "Pé Murcho" e tudo o mais!


Agora, temos um jogo todo pela frente.
Vamo que dá!
FORÇA FURACÃO! ESTAMOS COM VOCÊ!

Força de uma Nação

Em menos de uma semana, dois mil novos associados.
Já são quase 12 mil sócios - número que será batido nesta quarta.
Na verdade, o clube fala em cerca de 8 mil sócios, porque muitos dos titulares compraram cadeiras para seus filhos, esposas, etc... Mas estes "dependentes" são também, porque não, sócios do CAP. Pelo menos sentem-se assim. Meu pai é meu dependente, mas apresenta-se orgulhosamente como um "sócio do Atlético".
Ou seja: já são 12 mil sócios, mesmo após a derrota no Atletiba.
Acho que, até o fim do ano, com o Brasileirão e a Sul-Americana chegando, a meta de 20 mil sócios será alcançada.
A propósito, vale a pena citar o trecho da coluna de Augusto Mafuz desta quarta, na Tribuna, sobre o tema:
Vitória
Ouço, ainda, críticas a Mário Celso Petraglia porque o Atlético não aceitou a proposta da televisão. Antes, o defendia; mas, agora, me obrigo a exaltá-lo.
Ontem, o número do “Sócio Furacão” bateu em 11 mil. Fiquemos aí, desprezando o que será vendido até domingo. Use-se o be-a-bá da aritmética: 11 mil x R$ 50 = R$ 550 mil por mês. A televisão ofereceu R$ 500 mil por todo o campeonato e por cinco anos.
O que se vê e se ouve, agora, são inimigos históricos do Atlético e do Petraglia. Usam microfones para fazer um discurso populista, sob o argumento de que, com o estádio lotado, a imagem poderia ser liberada para a televisão.
O atual comando do Coritiba tem a mesma opinião de valorizar o sócio. Só que chegou tarde.

Ramos fora

O TJD suspendeu o atacante Marcelo Ramos por uma partida, devido à confusão em que ele se envolveu com um jogador do Toledo. O Atlético deve entrar nesta quarta-feira com recurso pedindo o adiamento da suspensão. Mas, a princípio, Ramos não joga o Atletiba de domingo.
Pelo jeito, teremos um time bem diferente em campo para esta decisão.
Gabriel Pimba, que sumiu do jogo, pode dar lugar a Irênio.
Pelo bom futebol que mostrou na primeira partida, no pouco tempo em que esteve em campo, Rogerinho deve ganhar um lugar no time.
E, no lugar de Ramos, o escolhido deve ser Willian ou Pedro Oldoni.
Meu palpite: Vinícius, Danilo, Rhodolfo e Antônio Carlos; Ney, Valencia, Alan, Irênio (Pimba) e Netinho; Rogerinho e Pedro Oldoni (Willian).

Que time você escalaria?

terça-feira, 29 de abril de 2008

OH, MEU PAI !

Há lugares imantados por uma força superior e a Baixada é um desses. Nós acreditamos nisso! Bendita a declividade do terreno onde nosso estádio foi implantado, deu lugar a um Caldeirão que ultrapassa a própria definição que dele encontramos: "O caldeirão é um recipiente de metal, utilizado principalmente para o preparo de caldos de doces e frutas, mas também para os cozimentos mágicos e demoníacos: daí as caldeiras do diabo e os caldeirões de feiticeiras de nossas lendas". É na Baixada que cozinhamos nossos adversários e a nossa paixão!
Extraído do livro Dez Atleticanas e uma fanática.

Domingo é dia de cozinhar porco no Caldeirão do Diabo!
FORÇA, FURACÃO! ESTAMOS COM VOCÊ!

Pré-clássico: mande os coxinhas de volta pro chiqueiro!

Essa coxarada nojenta conseguiu ganhar a primeira partida e agora quer botar a cabeça pra fora do chiqueiro... Não permita!!! Mande os suínos de volta para a lama, onde gostam de chafurdar!

Vamos com o que temos, e vamo com tudo!

Não, Ferreira não vai descer no gramado da Baixada no domingo, trazido dos céus pelas bexigas de Aderli, o padre voador.
Lenda.
Nós vamos é de Rogerinho, Pedro Oldoni, Netinho ou quem quer que seja.
E vamos pra cima, porcarada!

Cosedi alerta sobre fragilidade do parapeito do "Tremendão"

A Gazeta do Povo desta teça-feira informa que, no fim do ano passado, a Comissão de Segurança de Edificações e Imóveis (Cosedi) já havia detectado problemas com a estrutura dos parapeitos do Estádio Tremendão – que acabaram arrancados por vândalos no jogo de domingo.
“Foi pedido em decorrência daquele caso da Fonte Nova (queda de torcedores com o desabamento de um pedaço da arquibancada). Comentamos com eles que a situação teria de ser analisada. Encaminharam então um laudo técnico de estabilidade, dizendo que fizeram a vistoria e as recuperações necessárias”, afirmou o coordenador do órgão, Hermes Peyerl.
Porém ele recomendou que as grades sejam ainda mais reforçadas. “Mesmo que se queira arrancar deliberadamente, como aconteceu, teriam de resistir”, opinou.
Ou seja: só arrancando tudo, porque tá tudo podre, e construindo de novo...

segunda-feira, 28 de abril de 2008

A maior carreata da cidade

Pintou uma idéia excelente na comunidade do CAP no Orkut. A galera quer ir até o CT do Caju no domingo, lá pela hora do almoço, e depois sair em carreata, "escoltando" o ônibus dos jogadores até a Baixada.
Vamos mostrar do que a torcida do Atlético é capaz!
Vamos mostrar aos jogadores que acreditamos neles e que esperamos que joguem como se fosse o último jogo de suas vidas.
Vamos pintar a cidade de vermelho e preto.
Vamos empurrar o time até o 90º minuto de partida.
O que acham da idéia?

Só no fim, porcarada! Vamos à luta!

Rubro-negro não se acovarda. Rubro-negro encara. Eu vou querer a minha chance. E você?

Meus inimigos tentam sempre me ver mal,

Mas minha força é como o fogo do Sol
Pois quando pensam que eu já estou vencido

A minha força desconhece o perigo
Mas enquanto o Sol puder brilhar

Eu vou querer a minha chance de gritar
Pois se eles querem meu sangue

Verão o meu sangue só no fim.
E se eles querem meu corpo
Só se eu estiver morto, só assim
E eu vou lutar pra ter as coisas que eu desejo

Não sei do medo, amor, pra mim não tem preço
Serei mais livre quando não for mais que osso,

Do que vivendo com a corda no pescoço
Mas enquanto o Sol no céu estiver
Eu vou fechar meus olhor quando quiser
Pois se eles querem meu sangue
Terão o meu sangue só no fim
E se eles querem meu corpo
Só se eu estiver morto, só assim!

FORÇA FURACÃO! ESTAMOS COM VOCÊ!

A frase

"O futebol é o campo do possível e do impossível. E, para os atleticanos, o impossível não existe".
Antônia Schwinden, autora de Dez atleticanas e uma fanática, em artigo publicado na Gazeta do Povo desta segunda.

É campeão?

A Tribuna e a Gazeta de hoje estampam: os coxas já se consagram campeões.
Será?
Capa da Furacao.com desta segunda. Clique para ampliar.

Tirando o link

O final da transmissão de ontem na rádio Banda B foi tão patética que estou tirando o link para a rádio deste blog. A choradeira de Fernando Cesar, Valmir Gomes e Dionísio Filho pedindo para que as rádios, além de transmitirem jogos de graça, recebam também, gratuitamente, placas de publicidade no estádio, "como acontece no Beira Rio", foi uma das coisas mais ridículas que já ouvi.
Até porque tenho certeza que as rádios Guaíba e Gaúcha - rádios de verdade, potências empresariais do sul - pagam sua própria publicidade. Sem choro.

domingo, 27 de abril de 2008

Palco de decisão?

Brincadeira à parte, isso não é palco para uma decisão de campeonato de primeira divisão. Veja as fotos enviadas por um torcedor para o Blog da Baixada:
A ferragem está desprendendo das paredes do pinga-mijo.
Ainda bem que o CAP não marcou um gol, porque se um torcedor
pulasse pra comemorar era capaz de abrir a cabeça nesse troço.

Essa coisa nojenta aí é o banheiro do chiqueiro. Menor do que o banheiro
do barraco que divido com minha nega e mais imundo que o lixão da Caximba.

Pode isso?

Taí a foto da Gazeta do Povo Online mostrando quem incitou a violência, jogando pó químico na torcida adversária.
Agora eu pergunto: como pode um imbecil desses entrar com uma arma dessas na arquibancada?
Eu mesmo respondo: quando um ex-chefe de torcida organizada chamado Porks, gordo feito um leitão e burro feito um asno, é o diretor de marketing do clube, pode-se esperar de tudo.
Foi aí que começou toda a confusão.

Comportamento reprovável e despreparo total

Sejamos imparciais.
Tá certo que o estádio tá caindo aos pedaços. Mas nada justifica a atitude de alguns imbecis, que primeiro, arrebentaram uma grade de separação entre as torcidas; depois, arrebentaram uma barra de ferro e arremessaram contra a torcida dos coxas.
Deveriam ter sido presos.
Como sempre, não foram. E continuarão a promover balbúrdias nos próximos jogos.
A atitude foi reprovável, obviamente.
Mas os fatos que a antecederam, e nela resultaram, também o são:
1) Como pode, numa final de campeonato de primeira divisão, uma torcida entrar com extintor ou sel-lá-o-quê no estádio, e deixarem jogar pó nos adversários?
2) Inexiste um esquema de segurança no estádio Tremendão. Além de extintores, foi incontável o número de bombas arremessadas pelos coxas na torcida do Atlético. Sem falar em copos de cerveja, sinalizadores e papel higiênico, sem que houvesse qualquer reprimenda por parte de seguranças ou da polícia militar. Na Baixada, uma bala sete belos vira capa de jornal. E sobre as bombas que jogaram na torcida do Atlético, alguém da imprensa vai falar alguma coisa?
3) É um absurdo que a divisão entre as torcidas seja feita dessa forma, com três ou quatro guardinhas e seguranças, e uma grade caindo aos pedaços. No terceiro anel, nem isso havia, e os coxas que lá estavam jogavam porcarias sobre a torcida do CAP durante todo o jogo;
4) Os atleticanos passaram o primeiro tempo todo reclamando para os PMs pela atitude dos coxas, que jogavam de tudo sobre a torcida rubro-negra. Que, é claro, arremessava tudo de volta para o outro lado. E os PMs ali, olhando com cara de bunda e tomando banho de cerveja. Calados. Só resolveram entrar em ação quando os caras arrebentaram um portão - que estava fechado com um cadeadinho daqueles de diário de menina.
Nada disso, repito, justifica a atitude dos vândalos. Nada.
Mas tudo isso somado expõe o relaxo da diretoria dos coxas quanto à segurança; o precário estado do estádio Tremendão; e, principalmente, a falta de preparo da PM.
Não interessa se era coxa ou atleticano: se os primeiros imbecis que tivessem arremassado um copo para o "lado de lá" tivessem sido presos, nada disso teria acontecido.
Mas a nossa polícia parece só saber agir depois que a situação já fugiu do controle...

Merecido

O time dos coxas é fraco, mas o do Atlético não apresentou perigo algum, em momento algum do jogo, e mereceu a derrota.
Ainda por cima, em duas falhas - uma de Valência e outra de Rhodolfo - entregou de bandeja dois gols para os coxinhas.
Sem laterais e com Gabriel Pimba bem marcado, os atacantes do Atlético não tiveram nenhuma - isso mesmo, nenhuma - oportunidade de gol.
Aliás, "os atacantes" não - "o" atacante. Na maior parte da partida, o Atlético jogou apenas com Marcelo Ramos de centro-avante.
Ficou mais difícil, mas nada é impossível para o Furacão.
Daqui a pouco, comento o despreparo do policiamento, o desleixo do time anfitrião quanto à segurança no estádio, as bombas que foram arremessadas à vontade nas arquibancadas e o vandalismo de imbecis infiltrados na torcida atleticana.

Vamos invadir!

É hoje, moçada!
Daqui a pouco, seguiremos ao pinga-mijo para ver o Furacão decidir mais um campeonato.
Sem faixa, bandeira ou bumbo, vamos empurrar o time na base do gogó!
Os Fanáticos saem em caminhada da Baixada, às 14 horas.
Vamos invadir o chiqueirão como nos velhos tempos!

Relembre os últimos Atletibas no chiqueirão

Hoje é dia de rever o salão de festas. O Furacão venceu os últimos três Atletibas no Esgouto Pereira. No total, já são mais de três anos sem derrota para a coxarada.
Relembre como foram os dois últimos clássicos na casa do inimigo, em 2005 e em 2008:


sábado, 26 de abril de 2008

Wally fora da final

O Atletiba é só amanhã, mas uma certeza a gente já tem: o atacante Wallyson certamente não será o herói da primeira partida da decisão. Ele sequer foi relacionado pelo técnico Ney Franco para a concentração. Por outro lado, o atacante Pedro Oldoni está na relação e pode ser a grande surpresa do clássico.
Confira os convocados por Ney para o jogão:
Goleiros
: Galatto e Vinícius; Zagueiros: Alex Fraga, Antônio Carlos, Danilo e Rhodolfo; Laterais: Michel, Nei e Piauí; Volantes: Alan Bahia, Chico, Léo Medeiros, Renan e Valencia; Meias: Gabriel, Irênio e Netinho; Atacantes: Marcelo Ramos, Pedro Oldoni, Rogerinho e Willian.

A coxarada já está se borrando???

Não é que leio agora no Jornal do Estado que os coxinhas pediram ao TJD a suspensão preventiva do Marcelo Ramos? Ou seja, os porquinhos queriam que o artilheiro ficasse de fora das finais, mesmo sem ter sido julgado.
É pra rir?
É óbvio que o tribunal negou o pedido.
Mas uma coisa fica bem clara: a coxarada já está se borrando nas calças.

Futebol sem cerveja: quanta burrice e hipocrisia

Queremos beber nossa cervejinha em paz! Se liga, CBF!

Só me faltava essa. Querem mesmo acabar com o futebol.
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais da Justiça (CNPG), Marfan Vieira, assinaram um "acordo" que proíbe, a partir de agora, a venda de bebidas alcoólicas nos estádios brasileiros em competições organizadas pela CBF. A medida faz parte do Termo de Adendo ao Protocolo de Intenções, assinado pelas entidades em 2007, "que busca prevenir a violência em estádios".
Quanta burrice. Quanta demagocia.
Tá certo que acabar de vez com a violência no futebol é uma meta a ser atingida. Agora, pergunto: há algum único estudo que mostre esta relação entre o consumo de cerveja dentro do estádio a violência? Principalmente aqui em Curitiba? Em dezenas, talvez centenas, de jogos realizados no estado do Paraná no ano passado, em campeonatos regionais e brasileiros de todas as divisões, além dos amadores, em quantos ocorreram problemas de violência, ainda mais ligados à venda de bebida alcoólica? NENHUM!
Nove entre 10 camaradas que eu conheço bebem cerveja no estádio - e nenhum deles sai tacando pedra em ônibus por causa disso. É um absurdo que pessoas de bem sejam obrigadas a passar horas sem poder tomar uma gelada "em nome da paz".
É uma medida paliativa. Não adianta, quem quer beber pra ficar "lôco", vai encher a cara de tubo antes de ir ao estádio; quem quiser se drogar fará o mesmo; e ainda tem os que querem brigar simplesmente por serem imbecis, sem precisar de nenhum "aditivo". E mais: a maioria absoluta das brigas de torcidas ocorrem fora dos estádios, e não nas arquibancadas.
Sejamos coerentes. Os bebedores de cerveja "do bem" agradecem.
Além disso, não sei qual é, exatamente, a validade jurídica desse "acordo". Não é uma lei. Esse protocolo assinado pode realmente proibir os clubes, instituições privadas, de vender cerveja em seus estádios particulares? E como fica o direito adquirido dos donos de bares dentro dos estádios, cujo contrato de aluguel certamente prevê a venda de cerveja? Algum advogado aí pode me dizer se não há como recorrer contra essa medida arbitrária?
Enquanto isso, mostre sua indignação junto à CBF. Mande um e-mail para lá e bote a boca no trombone! O contato é comunicacao@cbffutebol.com.br.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Atleticanos no exílio

Pelos becos, esquinas, padarias, botecos, casas lotéricas, estações-tubo, consultórios, filas e linhas de montagem; nos jornais, igrejas, nos terreiros, (na internet, é claro) em toda a cidade só se fala no clássico.
Ocorre que alguns atleticanos, cada um com seus motivos, não podem presenciar este clima aqui, de corpo presente. Estão longe, exilados, espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Só é que o mundo é grande, mas não é dois. Onde quer que se vá, leva-se junto o coração rubro-negro:
André Carvalho, o “Boi”, conta como é ser atleticano em Miami:
A vida de atleticano no exílio é muito difícil... A Banda B geralmente fora do ar... Nenhum jogo do Atlético na TV... Raros momentos no youtube uma semana depois do jogo...
Mas a vida do atleticano no exílio é muito boa... Comemorar vitória, mesmo que sozinho, tendo tempo de ler os blogs suínos querendo trazer o GG de volta não tem preço...
A vida de atleticano no exílio me faz enxergar quem entende de futebol... Além do Ney Franco... Por exemplo, o Pimba era um zero à esquerda para a maioria dos escribas até um ou dois jogos atrás... mas um ou outro Sicupira da vida já sabia que ele é um craque desde o começo...
A vida de atleticano no exílio me proporciona momentos inesquecíveis, como a vitória sobre o Chivas, o 6x4 no Vasco... jogos que tive o prazer de ver em rápidas passagens por CWB... Como aproveitei estes jogos, cada minutinho... Dêem valor a cada minuto de qualquer jogo do Furacão!
Aos que me conhecem, prometo acender três cigarros juntos no domingo, quando começar o jogo... que vai ser 3x2 pro Furacão.
Oxalá a banda B funcione
!!

Mathias Landthaler, é turismólogo. Torcedor fanático do Furacão desde 1998, quando morou em Ctba. Ele nos escreve de Mannheim, Alemanha, em esporranto (a língua babélica que os gringos aprendem com as prostitutas brasileiras). O Blog manteve a grafia original:
Atleticooo...Atleticooo...das beste Team der Welt! Atletico manda no mundo! Mannheim em Alemanha vai torcer para Atletico pra ser campeao da Parana!
Jorge Cardoso de Oliveira, geólogo, está em Umea, na Suécia, perto de onde o vento faz a curva. Ele lembra um clássico dos Fanáticos:
“De Curitiba
a Terra Roxa
F.D.P é quem
torce para o Coxa ”
Vamos ganhar os dois jogos e parabéns pelo Blog.
Vão lá e depois me contem como é que foi.
E em todo canto do mundo que se preze tem um atleticano. E atleticano no exílio que se preza manda o seu recado aqui. Alguns já mandaram os seus. Se você é rubro-negro e está fora da cidade, escreva pra nós: guerrilheiros.da.baixada@hotmail.com.
Hasta la victoria, siempre!

Netinho no banco?

Segundo o repórter Osmar Antonio, da rádio Banda B, o técnico Ney Franco vai manter o esquema 3-5-2 e Michel pode ser o titular da ala esquerda.
O meio-de-campo ficaria com volantes - Alan Bahia e Valencia - e Gabriel Pimba na criação.
Com isso, três jogadores disputariam uma vaga no ataque, ao lado de Marcelo Ramos: Netinho, Rogerinho e Willian.
Concordo com o esquema e com a utilização de dois atacantes.
Mas duvido que Ney Franco deixe Netinho no banco para manter Michel como titular.
Por mim, manteria Netinho na ala e Willian no ataque.
Mas Ney sabe o que faz. Vamos esperar para ver.

A frase da semana

"Pouco nos importa se será liberada bateria no pinga mijo ou não, pois somos infinitamente superiores e, como sempre, vamos vencer na garganta e na raça!"
Da Torcida Os Fanáticos, em comunicado no seu site.

Boicote quem difama o Atlético


Está circulando na internet uma corrente sugerindo um boicote da Nação Atleticana à rádio Transamérica. Os motivos são vários: da falta de imparcialidade da equipe esportiva da emissora à falta de compromisso com a verdade quando o assunto é o Furacão. Além do mais, trata-se de uma das emissoras que mais lucra com transmissões desportivas - incluindo, aí, os jogos do Atlético.
Por isso, o Blog da Baixada apóia: Mude de estação, boicote a Transamérica!

Um ou dois atacantes?

O técnico Ney Franco não abriu para a imprensa qual será a escalação do Furacão para o clássico deste domingo, no estádio Erasmo Carlos, o "Tremendão". Mas já avisou que o time não vai mudar muito em relação as últimas apresentações. “Pode mudar uma peça ou outra. Estamos numa final de campeonato e não é momento de inventar. Por mais que tenha recebido críticas é uma equipe que tá dando resultado no Paranaense. Tem o ataque mais positivo e a melhor defesa do futebol brasileiro atualmente”, disse à reportagem da Tribuna.
Pelas declarações, acredita-se que o Rubro-Negro tenha duas opções para iniciar o Atletiba. Ambas com a permanência dos três zagueiros e dois volantes, já que o sistema defensivo é o diferencial da equipe. Assim as mudanças acontecem na ala-esquerda, o que reflete em alterações no meio-campo e ataque.
Até o momento nenhum jogador conseguiu se firmar no lado esquerdo. As opções na posição são Piauí e Michel e a improvisação de Netinho. Com a utilização de um ala de ofício, o esquema de jogo é o 3-6-1, com apenas Marcelo Ramos na frente. No meio-campo, além dos dois alas e dois volantes, Netinho e Pimba se revezam na armação e na chegada ao ataque.
Com o deslocamento de Netinho para a esquerda e a retirada do ala de ofício, abre-se uma vaga no ataque e o esquema é alterado para o 3-5-2. Assim Marcelo Ramos ganha um companheiro de frente. Os atletas que brigam por essa posição são Willian, Wallyson e Rogerinho, com certa vantagem para o primeiro.
Creio que jogar um clássico com apenas um atacante é chamar o adversário para cima. Eu fico com a segunda opção - embora os três atacantes que disputem a vaga não tenham se firmado ainda como titulares.
Mas o guerrilheiro aqui é um eterno sonhador. Ainda acho que Wallyson vai entrar e acabar com o jogo.
E você, quem escalaria? Palpite!

A pergunta do ano

Heber Lopes, protagonista de "Cônicos e Cômicos", vai
apitar o Atletiba de domingo: incompetência ou má-fé?


Como é que podem escalar, para uma decisão de campeonato, um árbitro que é vetado há anos por um dos finalistas? Veja bem, não é uma birra de momento, uma retaliação devido a uma má jornada recente ou algo assim. Heber Roberto Lopes é non grato pela torcida e pela diretoria do Atlético desde a década passada, devido a falhas grotescas cometidas contra o Furacão - e boa parte delas em Atletibas.
Ou seja, a escalação dele para apitar a final é pedir para colocar em risco a decisão, causando polêmica desnecessária e acirrando os ânimos. Ou foi incompetência cega ou má-fé escancarada.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

A vantagem dos coxinhas sobre o Palmeiras...

... é que no Esgouto Pereira ninguém precisa jogar gás no vestiário dos visitantes.
O cheiro natural do "pinga-mijo" já é insuportável para qualquer atleta ou torcedor.
Conseguiu ingresso para ir ao chiqueirão? Reze para não precisar ir ao "banheiro"...
Estudo do
Sindicato Nacional da Arquitetura e da Engenharia sobre os estádios brasileiros
aponta que o estádio tem "mictórios com layout inadequado, apenas um lavatório e
"FORTE ODOR". Coisa de porco, mesmo.

Marolla, exclusivo: "Tem que dar Atlético"

Marola, nos anos 80, com seu tradicional uniforme
branco-e-preto. De Jaú (SP), ele falou com o Blog da Baixada

Se você é um jovem atleticano talvez não tenha passado por isso. Mas se você é da geração deste guerrilheiro aqui provavelmente tenha, ao jogar no gol numa pelada qualquer, realizado uma defesa milagrosa, uma ponte inacreditável ou defendido um pênalti decisivo e então pôde gritar: "Marolla !!! Marolla !!! Que defesa espetacular de Marolla..."
Da melhor estirpe dos goleiros rubro-negros, Fiodermundo Marolla Jr. manteve a tradição e foi grande. Honrou a camisa rubro-negra. Era dono de um estilo sóbrio e contido. Não um goleiro fanfarrão e acrobático. Era da escola italiana, seguro e discreto. Um daqueles goleiros que até falham, mas falham nas vitórias. E com muito carisma, sorte e liderança. Em 5 an
os de Atlético vestiu três faixas de campeão. No Campeonato Brasileiro de 1988, quando todos os jogos que terminavam empatados eram decididos em cobranças de pênaltis, Marolla, com sua camisa branca e preta (tinha também a amarela e preta e a cinza e preta) foi o maior pegador de "penais" do ano. Um goleiro que, acima de tudo, tinha estrela e foi protagonista dos históricos Atletibas de 1990.
Marolla hoje em dia tem uma escolinha para formação de pequenos grandes goleiros em Jaú, no interior de São Paulo. Também trabalha individualmente com goleiros que querem manter ou aprimorar a forma. Uma espécie de personal trainner dos três paus. Enquanto estuda convites para voltar a trabalhar no futebol profissional (como preparador de goleiros) Marolla promete usar a sua estrela de campeão neste domingo. Será mais um torcedor-guerrilheiro do Furacão nestas finais.

Com exclusividade, o Blog da Baixada conversou com Marolla, por telefone, nesta semana decisiva. Confira os principais trechos da entrevista:

ATLETIBA

"É o grande jogo do futebol paranaense. O time que ganha fica por cima e o que perde fica numa situação difícil. Na nossa época, quando o time perdia era a hora de fazer uma limpeza no plantel. Tinha que se preparar melhor senão a coisa era feia (risos) Mas eu acho que ganhei mais do que perdi."

FINAIS DE 1990

"Os dois jogos foram muito marcantes. Para mim, principalmente, ficou marcado o segundo jogo. O Atlético saiu na frente e eles empataram. Aí eu acabei errando, falhei no segundo gol. A gente tinha saído na frente e eles viraram. No segundo tempo a gente fez uma grande pressão e, no finalzinho, o Berg fez aquele gol contra. Aquele gol que até hoje não da pra entender..."

O HISTÓRICO GOL CONTRA DE BERG

"A gente bateu um lateral e só eles tocaram na bola até que ela entrou. E nós fomos campeões. Foi só quando aquela bola entrou que eu consegui ficar tranqüilo. Ali eu vi que a gente seria campeão. Eu sei que eles entraram na justiça pra depois, mas acho que não deu em nada. Foi um jogo que marcou bastante."

A FESTA

"Foi uma loucura na cidade inteira.Teve desfile, carro aberto e tudo o mais. Depois nós fizemos uma grande festa. O Assis tinha voltado a jogar, depois de um tempo parado, e ele era bom pra comandar as festas. E aquela foi das grandes."

EX-COMPANHEIROS

"Dos meus companheiros do Atlético ainda falo com o Nivaldo, com o Nenê. De vez em quando com o Assis, o Renato Sá, com o Detti, com o pessoal mais antigo. Mas ali daquela turma de 90 também. A gente fala com o Gilberto Costa, o Carlinhos..."

Em 1986. Em pé: Orlando Fumaça, Paulo Marcos, Bruno,
Détti, Haroldo e Marolla; agachados: Nivaldo, Roberto Cavalo,
Agnaldo, Mauro Madureira e Renato Sá.

TÍTULOS

"O titulo de 90 foi muito marcante, mas o de 88 também. Lembro que o Nelsinho Batista tinha caído com a Ponte Preta e teve a chance de reaparecer sendo campeão com a gente no Atlético. Ele deslanchou na carreira a partir do titulo e aquele time revelou grandes jogadores. Também é inesquecível o titulo de 85, quando nós tínhamos um timaço. E sempre ganhando os Atletibas."

ATLÉTICO, ONTEM E HOJE

"Ah, o Atlético mudou tudo. Pra nós que treinávamos no Joaquim Américo abandonado, não tinha vestiário, não tinha água quente. Hoje em dia, meu Deus do céu, é um outro clube. A gente acompanha de longe e fica feliz por isso."

DECISÃO 2008

"Tem que dar Atlético. Eu gostaria de assistir, mas não vai dar. Mas vou torcer bastante. A última que eu fui a Curitiba faz uns dois anos, e foi pra ver um jogo do Atlético. Tô precisando aparecer por aí. Este ano, eu acho que eu vou conseguir ir aí fazer uma visita..."

Ingressos esgotados!

As últimas informações recebidas por este Blog dão conta que já foram vendidos, em tempo recorde, todos os ingressos para a torcida Rubro-Negra para o primeiro jogo da final, domingo, no "Tremendão".

O bicho, com sempre, vai pegar!
Galera rubro-negra vai invadir o chiqueirão!

Alan Bahia, um trunfo rubro-negro

A Gazeta do Povo de hoje publica uma matéria sobre a importância de Alan Bahiapara o Furacão nestas finais. Neste campeonato, ele já marcou gols em clássicos contra os parasitas e contra os coxinhas. Confira:
Com 12 Atletibas no currículo, Alan Bahia volta a sorrir e vira peça-chave na Baixada

Alan Bahia: marcador implacável e agora carrasco nos clássicos.
Alan Bahia contraria, no Atlético, uma característica do futebol. Para a torcida, normalmente o jogador que mais aparece é o atacante, por dar a ela o prazer do gol, ou o goleiro, por impedir a turma do outro lado da arquibancada de fazer a festa. Volante de poucos atributos ofensivos, o jogador baiano se destaca pelo poder de marcação e por surpreender os arqueiros adversários em momentos importantes.

Neste Estadual, por exemplo, fez gol em dois clássicos, contra Paraná (1 a 0) e Coritiba (2 a 0). Ainda garantiu três pontos fundamentais na segunda fase, contra o Iraty, recuperando o time de um início cambaleante. Esses dois ingredientes fazem dele um dos atletas mais identificados do atual elenco com a massa rubro-negra.

Desde 2001 no clube, Alan Bahia já viu sua carreira subir e descer algumas vezes. No ano passado, um drama pessoal interferiu no seu desempenho em campo. O time ainda digeria a polêmica derrota para o Grêmio – com direito até a rosto fraturado de Alex Mineiro – quando o volante se envolveu em acidente de carro em Curitiba, no dia 29 de julho. Na batida, perdeu seu melhor amigo, o jogador Alex Miranda. Por muito tempo, não voltou também a encontrar o bom futebol. Afastou-se rapidamente de uma posição entre os 11 considerados titulares.

Veio 2008 e as chances ressurgiram aos poucos. Primeiro, com a contusão de Valencia; depois, com a venda de Claiton. O baiano aproveitou. Convenceu o técnico Ney Franco de que estava pronto para assumir a camisa 7. “Sempre tive empenho, mesmo quando não estava como titular. Sabia que essa hora chegaria, estou vivendo um bom momento. Nada melhor do que coroar essa volta por cima com o título do Paranaense”, comenta.

Para conseguir o objetivo de levantar o troféu do Estadual, Alan Bahia promete ser uma ajuda e tanto. Vestindo a camisa vermelha e preta, ele já enfrentou o maior rival do Furacão 12 vezes. Pretende colocar essa experiência em campo no domingo, mas descarta qualquer fórmula mágica para o duelo.

“Não tem segredo para vencer um clássico. O que tem é trabalho, uma semana toda de trabalho duro. São jogadores de qualidade dos dois lados. Não podemos é bobear nesse primeiro jogo (no Couto Pereira), que é muito importante”, opina o jogador de 25 anos.

A hora é de tira-teima para Alan Bahia, que festejou o título sobre o rival em 2005, um ano depois de amargar o vice dentro da Baixada.

Projeta-se contra o poço do fedor eterno!

A campanha está de volta.
Você quer ir ao Atletiba no estádio Erasmo Carlos, o "Tremendão", também conhecido pelo carinhoso apelido de "Pinga-Mijo", mas teme ser sufocado pelo infernal odor de urina? Pois seus problemas acabaram! Faça uma vaquinha com seus amigos e compre uma caixa de máscaras cirúrgicas (cerca de R$ 10,00, com 50 unidades, nas melhores casas do ramo - apenas vinte centavos cada máscara) e projeta seu nariz daquele poço de fedor eterno que é o Esgoto Pereira!
Vamos todos mascarados ao esgotão nessa final!

No Atletiba do 1º turno, no Pinga-Mijo, a galera se protegeu
e evitou pegar qualquer tipo de contaminação. Previna-se!

Uma pausa na decisão...

Só pra comentar... e os favelados hein? Ficaram sem calendário...

"A gente é pobre, mas em compensação
a gente se fode pra cacete!"

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Sabe por que os coxinhas querem tanto ser campeões?

Pra que a ENCOXAÇÃO role solta!!!! Querem mais uma destas comemorações regadas a libertinagem e pederastia!!!
Mas este ano não vai dar não, paquitas pederastas!

Parabéns pra nós!

O Blog da Baixada completou um ano de vida neste mês de abril. Como sou daqueles que esquece o até o próprio aniversário de casamento, ano após ano, a data já estava me passando batida. E o blog, bom ou ruim, ainda continua "no ar" graças à grande Nação: só este ano, já foram 75 mil visitas!
Valeu, pessoal, e parabéns pra nós!

3.400 guerreiros no Tremendão

Segundo informações divulgadas pela rádio Banda B, a torcida atleticana terá uma carga de 3.400 ingressos para o primeiro jogo da final, no estádio Erasmo Carlos, o "Tremendão".
As vendas começam nesta quinta, ao meio dia, exclusivamente nas bilheterias da Arena. O ingresso custa R$ 20 e será aceito apenas pagamento em dinheiro.
E uma coisa é certa: vão esgotar rapidinho.
Portanto corra para garantir o seu lugar em mais um Atletiba decisivo.
E, se você for um dos sortudos que conseguir, prepare-se: enfrentar aquela pocilga fétida não é pra qualquer um. Confira:
Infiltrações na pocilga justificam o famoso apelido de "Pinga-Mijo"...

Rachaduras e vigas expostas no Tremendão: "A, E, I, essa porra vai cair!"

Que respeito ao Estatuto do Torcedor, hein?
Portanto, proteja-se: encare o desafio, mas não se esqueça
de levar um bom equipamento de segurança!


terça-feira, 22 de abril de 2008

Meus Atletibas decisivos - III

Ano: 1998.
O Furacão já tinha em sua esquadra alguns jogadores que viriam a ser campeões brasileiros em 2001, como Flávio, Gustavo e Adriano Gabiru.
Tinha, também, outros destaques. O lateral esquerdo Dedé, o zagueiro Wilson, o meia Paulo Miranda e o atacante Warley - que havia sido dispensado pelos coxas algum tempo antes.
Mas, naqueles três inesquecíveis Atletibas finais, ninguém se destacou mais do que o meia Nélio, contratado junto ao Flamengo.
As finais foram realizadas em três jogos. Por ter a melhor campanha, o Atlético tinha a vantagem de dois mandos de campo. O primeiro jogo foi no estádio Erasmo Carlos - o "Tremendão". Tenho duas lembranças inesquecíveis dessa partida. A primeira foi uma bomba que os suínos arremessaram contra a massa rubro-negra e que estourou bem perto do meu pé. Lembro que eu estava usando bermuda e o artefato "depilou" a minha perna direita. Chamuscou tudo quanto é pêlo. Por sorte, nada grave. Mas Nélio me vingou. Ele marcou o gol que garantiu o empate, num chute de fora da área. Esta é a segunda lembrança. Fui embora "depilado", mas rindo à toa.
As duas partidas decisivas, no Pinheirão, foram épicas.
Estádio lotadaço - só vi mais gente naquele lugar numa partida contra o Paraná "Favela" Clube com os portões abertos (se não me engano foi pelo mesmo campeonato estadual, alguém aí se recorda?).
O Furacão, treinado por Abel Braga e empurrado pela fanática torcida, meteu 4 a 1. Goleou os coxinhas, em plena final!
O primeiro gol foi do Gabiru.
O segundo, um gol daqueles que só se vê uma vez na vida: Nélio marcou um gol olímpico... rasteiro! Inacreditável! E ainda comemorou, para o regozijo da massa rubro-negra, mandando os coxas calarem a boca! Grande Nélio! Inesquecível Nélio!

Nélio manda um cala-a-boca para
a
coxarada: não tem preço.

Luizinho Neto (esse gostava de marcar gols contra os coxinhas) e Alex fecharam o placar.
Na terceira partida da grande decisão, a Nação Rubro-Negra superlotou o Pinheirão. Foram 44.475 pagantes - recorde de público no estádio. Já sem lugar nas arquibancadas, o povão começou a escalar o Pinheirão pelo lado de fora e fizeram do telhado uma nova arquibancada. Corriam pra lá e pra cá naquele teto de zinco, fazendo um barulho dos diabos.
Aos 35 minutos, um susto: pênalti para os coxinhas. O goleiro Régis quis dar uma de Rogério Ceni e cobrou pra fora. Logo após, o lateral Dedé enfia uma patada numa cobrança de falta a abre o placar para o Furacão.
No segundo tempo, o zagueirão Wilson, após cobrança de falta, enfia a cabeça na bola e a manda para o fundo das redes.
Os coxinhas ainda fizeram um golzinho de honra.
Esperei a volta olímpica e saí, a pé, comemorando pela Victor Ferreira do Amaral.

  • Quer relembrar como foi esta terceira partida? Então assista ao vídeo abaixo:

A frase do dia

"Eu não saio daqui para ir para o coxinha, só saio do Avaí se eu for para um time grande que dê espaço para projetar o meu nome no futebol nacional".
Do atacante Vandinho, ex-favela e atualmente no Avaí, de Florianópolis, em entrevista ao Diário Catarinense sobre o interesse dos coxinhas na sua contratação. Nenhuma novidade no que ele disse, mas visto assim, escrachado na imprensa de outro estado, não deixa de ser engraçado.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Conhece a teu inimigo

Logo após o golpe de 64 a palavra “gloriosa” era usada com ironia pelos adversários quando se referiam ao novo regime. Os verdes milicos, porém, logo assumiram a sério o rótulo. Em suas festinhas de milico tomavam cuba-libre e se gabavam da “revolução gloriosa”. Coisa semelhante aconteceu com os verdes torcedores do Palmeiras. De tanto serem chamados de porcos por aí, resolveram assumir . Hoje em dia se orgulham de toda sua porcandade. Na mesma linha nossos próximos adversários amam ser chamados pelo apelido pejorativo com que eram sacaneados nos anos 40. Até não admitem que se os chame de outra coisa, em que pese o representante deles na imprensa seja exceção e ainda prefira “glorioso” (uma coisa meio de milico, no fim das contas). O outro caso semelhante é o dos gays. Um eufemismo cafageste de efeminado que foi assumido por quem, de fato, era. Desses trapos, como diria o Paulo Francis, alguns fazem bandeiras .

Meus Atletibas decisivos - II (o ano de Dirceu Carrasco e Berg Eterno)

Dirceu "Carrasco" (na foto, já como técnico de futebol): média de um gol
por partida contra os coxas, inclusive nas duas partidas decisivas.
Ser campeão em cima dos coxinhas é sempre inesquecível, tenho todas essas vitórias vivas na memória. Mas os dois Atletibas finais de 1990... ah, esses foram os melhores de todos, sem dúvida.
O Atlético tinha um time razoável, com alguns remanescentes do título de 88, como Carlinhos Sabiá, Marolla, Odemílson, Cacau e Serginho. Mas fez um segundo turno péssimo, que deixou a torcida ressabiada. Para o hexagonal final, o presidente José Carlos Farinhaque trouxe um reforço de peso: Gilberto Costa, o "canhão". Além disso, o técnico Zé Duarte, o "vovô", assumiu o comando do time.
Deu resultado: o Furacão ficou em primeiro lugar e levou para a final contra os coxas a vantagem de jogar por dois empates.
Os coxinhas, por sua vez, tinham um time superior tecnicamente, principalmente na meia-cancha, que tinha nomes como Hélcio, Tostão, Serginho, além do bom ataque formado por Moreno e Pachequinho.
Não me perguntem o motivo, mas as duas partidas da decisão foram realizadas no Couto Pereira (na época, o Atlético mandava seus jogos no inacabado Pinheirão).
E, apesar de eu ter citado acima tantos craques, os protagonistas das finais foram outros - um de cada lado.
Naquela temporada, disputava a vaga no comando do ataque do rubro-negro um jogador limitado mas voluntarioso, cheio de disposição e raça. No começo do campeonato, Dirceu não era unanimidade entre a torcida. Mas ganhou a simpatia ao judiar dos coxas: em dois Atletibas na primeira fase, marcou um gol em cada um. A boa fase rendeu a ele o apelido de "Schilatti", o desconhecido atacante da Itália que desandou a marcar gols na Copa do Mundo daquele ano.
Mas seu grande momento ainda estava por vir.
Dia 1º de agosto, noite fria de quarta-feira. Os coxas dominaram a partida de cabo a rabo e venciam por 1 a 0. Mas, aos 44 minutos do segundo tempo, o imponderável acontece. O goleiro Gérson inexplicavelmente pega a bola com a mão fora da área, próximo à linha de fundo. Falta, daquelas que parecem um "mini-escanteio". Eu já havia descido as escadas do chiqueirão e me dirigia ao portão de saída, mas, ao ouvir o lance no radinho, voltei. Me amontoei com a galera ali, no primeiro anel. Engraçado, parece que a gente sabia que o gol ia sair. Não deu outra. Gilberto Costa colocou com maestria a bola na cabela de Dirceu: 1 a 1. Vantagem mantida, e o atacante já começava a ganhar um outro apelido. Era o "Carrasco dos coxas".
Enfim, chega o domingão. Os últimos 90 minutos de jogo definiriam o campeão.
Mal começa a partida, Carlinhos arranca pela direita e cruza na área. Sempre ele, o Carrasco Dirceu salta à frente e acerta em cheio a cabeçada no contrapé do goleiro: 1 a 0 para o Furacão. A partir daí, os coxas partiram com tudo pra cima e conseguiram empatar com Pachequinho. No último lance do primeiro tempo, a catástrofe. O escanteio cobrado na área do Furacão tinha como endereço certo as mãos do goleiro Marolla, na pequena área. Não é que ele se atrapalhou todo, largou a pelota nos pés do zagueiro Berg, dos coxas, que encheu o pé: 2 a 1.
A torcida rubro-negra gelou. Um gol besta desses, numa final de campeonato, na casa do adversário, poderia pôr tudo a perder.
E, de fato, no segundo tempo o Furacão pressionava de maneira estabanada, pressionado pela necessidade de marcar um gol de qualquer jeito, e esbarrava na tranqüilidade dos defensores coxas.
Até que, de repente, surge novamente ele, o imponderável.
O gol de empate do Furacão foi um gol totalmente trabalhado... pelos próprios coxas! O lance foi assim: Odemílson cobrou o lateral na área. Os zagueiros do coxa trocaram um, dois passes de cabeça e, no terceiro, o zagueiro Berg, assustado, tentou colocar a bola para escanteio. Acabou encobrindo o goleiro Gérson e fazendo o gol do título.
Nunca vi uma comemoração como aquela. Nem mesmo a gente acreditava no que tinha acontecido.
E o zagueiro Berg entrou para sempre na história... é de jogadores como esse que os coxas precisam! Berg Eterno!
Quem estava lá, sabe do que estou falando. Quem não estava, assista ao vídeo abaixo. Ele fala muito mais do que eu consegui narrar neste post.


domingo, 20 de abril de 2008

Meus Atletibas decisivos - I

O Atlético já disputou o título estadual contra o Coritiba em 12 oportunidades. Saiu campeão em sete delas. Mas, nesse aspecto, a minha geração é privilegiadíssisma. Dos anos 80 para cá, pude presenciar seis finais de campeonato contra os coxas. O Furacão venceu nada menos do que cinco delas. Isso sem contar o clássico decisivo pela Seletiva da Libertadores, em 1999.
Então, às vésperas de mais uma decisão, vou relembrar um pouco destas partidas históricas aqui no blog.
O time campeão de 1983 transformou o Couto Pereira num salão de festas.
Em 1983 eu era um piazote de nove anos. No ano anterior, eu já havia perdido a oportunidade de assistir a decisão entre Atlético x Colorado, no Couto Pereira - que terminou numa goleada de 4 a 1 que nos garantiu o título. Desta vez, não deixaria passar.
O Atlético já tinha vencido a primeira partida dos coxas por 1 a 0, gol de Joel. No segundo jogo, um empate bastava.
Era minha primeira final de campeonato. Adrenalina tomando conta geral. Era pequeno, lembro-me de pouca coisa. Como a ida ao estádio no Corcel II dos meus primos mais velhos. Da festa fenomenal feita por aquelas torcidas organizadas, das quais imediatamente virei fã: Os Fanáticos, Nação e, principalmente, a Guerrilheiros da Baixada.
Meu ídolo daquele time era o goleiro Rafael - substituto de Roberto Costa, meu ídolo anterior, que havia sido vendido para o Vasco. Mas eu curtia muito o Détti, o Ivair e o Renato Sá.
Lembro-me que, ingênuo e tolo, cantei "É isso aí" quando a torcida estava gritando "É Ivair!"...
Lembro-me do gol de Joel, de cabeça, e a explosão da massa rubro-negra.
Lembro-me do apito final e nós, de volta ao Corcel II, fazendo buzinaço pela cidade e provocando os coxinhas.
Eu mal sabia que iria comemorar tantas outras vezes um título de campeão em cima dos coxas... 1983 foi só o começo.

E você, esteve neste jogo?

Que venham os porquinhos!

No primeiro turno os coxinhas, que recém tinham saído do buraco da segunda divisão e estavam se achando os bons da boca, davam como certa a vitória contra o Furacão. Resultado: levaram uma sova em pleno chiqueirão. Agora, a história se repete: como ganharam duas partidas dos favelados, já estão vestindo a faixa antecipadamente.
Pois então, amigos, vamos nos preparar para o clássico, mandando os coxinhas porcos de volta para o buraco.
Mande ver!

Atletiba na final: alegria do povo

O Atlético perdeu por 1 a 0 para o Porco do Oeste, em Toledo, e graças à melhor campanha na competição ficou com a vaga na final do campeonato. Agora, vai enfrentar outro o porco, o da capital: os coxas ganharam dos parasitas por 2 a 0, no puxadinho da RFFSA, e também são finalistas.
Emoção à vista: vem aí mais um Atletiba decisivo, para a alegria do povão.
Desde que comecei a torcer pelo Furacão, ainda piazote, presenciei várias finais entre os dois maiores rivais do estado - a primeira em 1983. Comemorei o título na grande maioria delas.
Logo volto a falar sobre isso.

Transmissão de Toledo x CAP na íntegra

A Rádio Mais está transmitindo na íntegra a partida entre Toledo x Atlético, que está no intervalo e segue com placar fechado.
Para ouvir a narração do jogo, acesse o site oficial do CAP.

sábado, 19 de abril de 2008

Vida nova

Michel volta a ser titular

Para a partida decisiva contra o Toledo, no Oeste do estado, o técnico Ney Franco vai sacar o atacante Willian, adiantar Netinho e promover a volta do contestado Michel à lateral-esquerda.
Particularmente, não gosto de times que jogam na defensiva, para arrancar um empate. Abrir mão de um atacante é convidar o adversário a atacá-lo.
Principalmente para dar lugar a um jogador limitado e inconstante como Michel, ainda mais na fogueira de uma partida decisiva.
E você, o que acha? Palpite!

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Nos jornais

Anúncio sobre os novos uniformes do Furacão.

Cury é eleito na Federação. Cresce a importância da liga de clubes

O atual presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Hélio Cury, foi eleito para um novo mandato frente à entidade. Recebeu 64 votos, contra 15 do secretário-chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro.
Ruim por um lado, bom por outro. Explico.
Bom porque Iatauro e a turma que mama nas tetas do erário - em sua chapa são nada menos do que nove funcionários do governo do estadual, começando pelo candidato a vice Ricardo Gomyde, presidente (???) da Paraná Esporte e diretor dos coxas - levou uma sova nas urnas. Prenúncio de outras derrotas eleitorais neste ano? É o que parece...
Ruim porque Cury é o candidato das ligas amadoras. Esse é o seu "curral eleitoral". Foi eleito graças a elas. Nós últimos meses, bajulou-as. Trouxe a Curitiba presidentes de ligas minúsculas de tudo quanto é canto do estado. Sabe Deus o que prometeu. Recentemente, anunciou a extinção da cobrança de taxas do futebol amador de Curitiba. Ou seja: aproveitou-se de que o estatuto da entidade dá a essas ligas e clubes amadores a mesma força eleitoral do que os clubes profissionais e tirou todo o proveito possível disso.
Ou seja: torna-se ainda mais urgente e necessária a criação da liga profissional do estado - iniciativa que, mais uma vez, partiu do Atlético.
Pior do que está, não pode ficar.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Estão aí as novas camisas

Estão aí as camisas da coleção 2008 da Umbro (fotos: Furacao.com e site do CAP). Bonitas e modernas. Só não curti o patrocínio da HDI com fundo branco: deveria ser com as letras brancas sobre o próprio tecido. Já a camisa número 2, preta com listas finas em vermelho, é a mais legal da série. E tradicional camisa reserva branca agora ficou bem diferente e interessante com as listas em vermelho na horizontal, com contornos em preto.
E aí, o que acharam?

PriceWaterhouse oferece serviços para garantir a Copa em Curitiba

Enquanto o poder público se move a passos de cágado para garantir que Curitiba seja uma das sub-sedes da Copa 2014, a iniciativa privada já está de olho no evento e acredita que a capital paranaense receberá o Mundial. Hoje, a Price Waterhouse Coopers, uma consultoria multinacional, publicou anúncio de página inteira na Gazeta do Povo (clique para ampliar) oferecendo seus serviços para que a cidade garanta o seu lugar no maior evento esportivo do planeta. "A Price é a organização mundial que reúne competências e experiências globais, regionais e locais para conduzir processos deste tipo e atingir o sucesso e a excelência desejados", diz o texto.
Não é só a Price, há várias empresas deste tipo que podem ser úteis para trabalhar em parceria com o intuito de trazer a Copa para cá.
Mas talvez o governo do estado ache que a secretaria do Ricardo Gomyde dê conta do recado.

Chicanas


Modelos desfilam na Semana de Moda do México.
Arriba!

Novas camisas serão conhecidas hoje

A Umbro e o Atlético apresentam na noite de hoje os novos uniformes do clube. Tão logo tenhamos as fotos, postaremos aqui.

terça-feira, 15 de abril de 2008

A tese que prevalecerá

Em sua coluna desta terça-feira na Tribuna do Paraná, o jornalista e advogado Augusto Mafuz comenta a cobrança pelas transmissões de rádio dos jogos do CAP:

Bolsa Família

Um jogo de futebol assemelha-se a um espetáculo artístico. Os direitos que dele decorrem são protegidos pela Lei Pelé, Lei de Direito Autoral, e principalmente da Constituição Federal.

Fixe apenas na Lei Pelé que trata especificamente dos direitos de transmissão de um evento desportivo. No artigo 42, dispõe: “Às entidades de prática desportiva pertence o direito de negociar, autorizar e proibir a fixação, a transmissão ou retransmissão de imagem de espetáculo ou eventos desportivos de que participem”. O conceito de imagem ao qual se refere a lei, não se resume na exposição visual do jogo como ocorre na televisão. Imagem é, também, transposição ao consumidor dos fatos de um jogo através de uma narração.

Os direitos dos clubes, portanto, de taxar a transmissão de um jogo pelo rádio, decorrem da lei, seja qual for a interpretação que se dê. As emissoras de rádio são obrigadas a pagar ECAD mensalmente, um valor a título de direito autoral. A questão do direito dos clubes não autoriza mais discussão: esgota-se na própria lei.

Na prática é uma discussão vazia, pois todas as rádios de Curitiba já pagaram ao Atlético para transmitir jogos da Arena. O pagamento foi na forma de permuta de espaços publicitários.

O que está se reprimindo por aqui não é o direito em si, mas o ato inusitado, com aparência de antipático, e supostamente contrário ao interesse social de um eventual desemprego de radialistas.

A repreensão pelo aspecto social é muito simplista. O Atlético não é o governo do PT, e nem Petraglia é o Lula para criar uma espécie de “Bolsa Família” para os radialistas.

O pecado do Atlético, talvez, tenha sido o de mexer com a falta de estrutura das rádios de Curitiba, em especial, de seus departamentos esportivos. À exceção da Rádio Banda B, o que se tem é o falso profissionalismo, do qual se aproveitam as empresas para conseguir pontos na audiência, e em conseqüência aumentar o faturamento. As grandes redes dissociam as suas obrigações das obrigações contraídas pela praça. Por isso, a maioria dos radialistas, quando ganha diretamente, ganha um salário que ofende a dignidade humana.

A proposta do Atlético pode até ser objeto de discussão judicial. Mas sua tese, por ser baseada unicamente na lei, um dia vai prevalecer. E, então, os radialistas irão agradecer esse ato, pois terão com certeza um rádio com estrutura profissional, que não irá se negar a pagar um salário que não despreze a dignidade humana.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

A pergunta da semana

"Se realmente a radiofonia esportiva não dá lucro, porque cada vez mais as rádios FM estão explorando o futebol, justo elas que tem um mercado publicitário mais farto e de grande poder de consumo? O valor é caro, a meu ver sim, mas um termo mais justo as rádios se propõe a pagar?"
Juarez Vilella Filho
, em sua coluna na Furacao.com.

domingo, 13 de abril de 2008

Haja paciência

Até que eu estava gostando do programinha quer a turma da Banda B está comandando nas noites de domingo na CNT. Pelo menos é muito melhor que o outro, medonho, do Canal 21.
Mas agorinha há pouco, o tal do Valmir Gomes, valendo-se de toda a sua sapiência corporativista, me saiu com a seguinte pérola: "Estão querendo calar a voz dos narradores esportivos no rádio brasileiro!" - obviamente referindo-se à proposta do Atlético de cobrar pelas transmissões de rádio dos jogos do Furacão.
Santa ignorância! Será que ele não entendeu nada mesmo???
E ainda tem gente que vai no embalo de comentários como esse...

Atlético lidera movimento por liga de clubes no Paraná

O único clube do Paraná que pode se isentar de qualquer participação no atual estado de penúria do campeonato regional e da própria Federação Paranaense de Futebol é o Atlético. Já há algumas temporadas a diretoria do Furacão se mostra contra as absurdas fórmulas impostas ao campeonato estadual. Este ano, o Atlético sequer participou do arbitral que decidiu os rumos da competição. Mas chegou a impugnar judicialmente a primeira versão de fórmula para o torneio, sugerida pela FPF e aceita pelos clubes - ela desrespeitava o Estatuto do Torcedor.
Todos os demais clubes - Coritiba e Paraná entre eles - foram coniventes, mesmo durante a "Era Onaireves Moura" - quando até mesmo os quero-queros do Pinheirão sabiam que o futebol paranaense estava afundando num mar de corrupção e incompetência.
Agora, é o Rubro-Negro quem novamente toma a frente para tentar dar um basta à situação e valorizar o futebol profissional do Paraná. Por iniciativa do Atlético, os 24 clubes profissionais do estado foram convidados a participoar de uma reunião nesta segunda-feira para deliberar sobre temas de interesse comum.
Entre os assuntos colocados em pauta pela diretoria do CAP, destaca-se a "criação e registro de uma nova entidade para representação dos clubes profissionais, nos moldes do Clube dos 13 e da FBA, para negociações técnicas e comerciais dos clubes em conjunto, assim como ações políticas e mercadológicas". Segundo o convite emitido pelo clube, a reunião de amanhã já poderia fundar a entidade e eleger seu primeiro presidente. Nada mais justo. A FPF divide hoje as atenções do futebol profissional com o amador. Até mesmo na eleição da endidade as ligas amadoras têm mais peso do que os clubes profissionais. Um absurdo que precisa ser revisto.
Mas não é só. O encontro vai tratar também de um calendário de médio prazo, para os próximos quatro anos; renovação da arbitragem paranaense; reeleição dos membros do TJD; renegociação do contrato com a TV e indicação de nomes para a diretoria da chapa que for eleita na FPF.
Segundo matéria publicada pela Gazeta do Povo no sábado, os presidentes do Londrina, Peter Silva, e do J. Malucelli, Joel Malucelli, são entusiastas da idéia.
A reportagem não ouviu a opinião dos presidentes de Paraná e Coritiba.
Mas é de se esperar que, agora, estes clubes - com suas novas diretorias que assumiram este ano - admitam que estavam remando contra a maré há anos apenas para ficar contra a posição sempre defendida pelo Rubro-Negro e encampem esta idéia de tomar de verdade as rédeas do futebol paranaense.
O resultado desta reunião será de importância fundamental para o futuro do futebol estadual. Ou os clube se unem em prol de seus interesses, ou ficam eternamente à mercê de fórmulas mirabolantes e das mixarias oferecidas pelas emissoras de TV.
Por exemplo: se os três clubes da capital marcarem uma posição conjunta em favor de uma fórmula mais simples e justa para o campeonato do próximo ano, duvido que a competição seja tão medonha com foi neste ano e nos anteriores - quando só o CAP mostrou-se contrário e coxas e parasitas disseram "amém".
O mesmo vale para o dinheiro da TV. E, quem sabe, para uma futura cobrança conjunta dos direitos de transmissão das rádios.
Tudo isso parece ser fácil de entender, não é mesmo? Mas ontem ouvi uma entrevista do presidente do Paraná, Aurival Correia, que me lembrou os áureos tempos do "Fessor Miranda". Ao ser questionado sobre a intenção do Atlético de cobrar pelas transmissões de rádio, Correia saiu-se com esta pérola: "Se eles cobram R$ 15 mil, vamos cobrar R$ 20 mil, porque ainda estamos na Copa do Brasil"... Uma declaração triste, enfadonha, infantil, que mostra qual é o grau de profissionalismo de nossos dirigentes. Ele pode até ser contra a idéia - se ele quer doar gratuitamente os direitos do Paraná, o problema é dele e do clube -, mas o cargo que ocupa exige que trate de temas deste tipo com a seriedade que eles merecem. São atitudes como esta que me deixam com esta dúvida: os clubes paranaenses querem mesmo ser tratados com profissionais ou preferem se manter na seara do amadorismo?
Parece que esta é uma última tentativa.
Se o Paraná e o Coxa embarcarem junto nesta, só têm a ganhar. Se quiserem ficar contra só para não admitir que o Atlético está novamente à frente deles, então que continuem remando contra a maré e regredindo, ano após ano.

sábado, 12 de abril de 2008

Solução para um antigo problema

Dentre vários bons jogadores do Toledo, dois me chamaram mais a atenção: o lateral direito, Murilo, e principalmente o lateral esquerdo, Guaru. O camisa 6 tomou conta do pedaço, lançou-se ao ataque com muita qualidade, tem um bom passe e um ótimo domínio de bola. Seria uma ótima contratação para um setor que transformou-se na verdadeira "asa negra" do Furacão.
Pena que, segundo o blog Craques e Caneladas, Guaru está quase acertado com o Paraná Clube. Mas como ainda está na fase do "quase" e não assinou nada, dá tempo de entrar no páreo. Aliás, o jogador com certeza preferiria disputar a primeira divisão pelo Furacão da Baixada do que a segundona pelos parasitas do estádio da RFFSA.
Já o Murilo é do Atlético e está emprestado ao TWC até o dia 30. Depois, volta para o CT do Caju.
Vamos lá, diretoria! Confiem no bom olho do Guerrilheiro e tragam o Guaru para o Brasileirão!

Valeu (só) pela vitória...

Mesmo jogando mal, o Atlético venceu a primeira partida da semi-final contra o Toledo Colônia Work pelo placar mínimo e ficou bem perto de se classificar à final. Como fez a melhor campanha na competição, pode até perder por um gol de diferença em Toledo que fica com a vaga. O gol do Furacão foi marcado por Valência, logo aos 35 segundos de jogo.
Saí da Baixada com a impressão de que o Atlético fez uma partida pior do que a última, quando empatou sem gols com o Iraty. Méritos do Porco do Oeste, um time muito bom, que chegou a pressionar o rubro-negro durante quase todo o segundo tempo. Eu não havia visto, ainda, o goleiro Vinícius trabalhar tanto.
Pelo lado do Atlético, faltou criatividade para furar a retranca do TCW. Quando o melhor em campo é um volante - Valência - é porque a coisa foi feia mesmo. Netinho não rendeu bem na ala, e o jovem Pimba, marcado, foi pouco efetivo. Fora o lance do gol, houve apenas duas chances de ampliar o placar - uma com Pimba e outra com Alan Bahia.
Agora, será uma verdadeira batalha pela vaga. O Toledo não perdeu nenhuma partida em casa neste campeonato. Na verdade, venceu quase todas - empatou apenas uma. E o Atlético ainda pode perder Marcelo Ramos, que se envolveu em uma confusão no final do jogo e deu um soco num jogador do Porco. Se o juiz colocou na súmula, certamente o atacante será punido. Se não for esta semana, contra o Toledo, será em uma das partidas da final.
De qualquer maneira, com ou sem Marcelo Ramos, o Atlético precisará jogar muito mais bola se quiser chegar à final e ser campeão.

Quase 10.000

Faltam 400 cadeiras para o Atlético atingir a marca de 10.000 lugares adquiridos pelos Sócios-Furacão.
Vencendo o Toledo, logo mais, a marca será atingida rapidamente - pois os novos sócios já garantem um lugar para assistir à final do estadual, sem precisar encarar filas de ingressos, cambistas, etc.
E, com o início do Brasileirão, as vendas devem disparar de vez. Em maio o Furacão já tem três partidas em casa.

E você, tá esperando o quê?
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Missão do dia: matar o porco

Se o Atlético quiser ir às finais do Paranaense, tem a obrigação de arrancar uma boa vitória hoje, às 16 horas, contra o Toledo - o "porco" do Oeste. Porque a segunda partida, em Toledo, será uma pedreira - o time não perdeu um jogo sequer em seu estádio neste campeonato.
Por isso, todos à Baixada logo mais.

Valor a ser cobrado das rádios pode ser revisado

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo deste sábado, o Atlético pode revisar o valor a ser cobrado das rádios pela transmissão das partidas. Segundo o diretor jurídico do clube, Marcos Malucelli, o valor de R$ 15 mil é um "teto", que pode ser revisado. "Não estamos proibindo as rádios de transmitir os jogos. Eles também estão recebendo de seus anunciantes e devem pagar uma parte ao clube, que é o detentor da marca do Atlético", afirmou Malucelli ao jornal.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Nova camisa nº 2 será preta e a nº 3, branca com listas horizontais

A Umbro apresentará na próxima quinta, dia 17, os novos uniformes do Furacão. Os uniformes nº 2 e nº 3 passarão por grandes mudanças.
O nº 2 será preto com listras bem finas em vermelho e terá na barra um selo comemorativo à quebra do recorde de vitórias consecutivas conquistadas no campeonato estadual deste ano.
Mudança maior ainda sofrerá a nova camisa número 3. Até agora ela era preta, com duas faixas verticais do lado esquerdo. Agora será branca, com três faixas vermelhas horizontais e detalhes em preto.
No mesmo dia, será reinaugurada a nova Arena Store na Baixada.