sábado, 22 de março de 2008

Perdendo a cabeça

O Atlético é conhecido Brasil afora por motivos diversos. Arena, CT, o fanatismo da torcida e... as mulheres que freqüentam a Baixada. Pode notar: jogo na Baixada transmitido pela TV bate todos os recordes nacionais de closes na mulherada.
E não é mesmo brincadeira: apesar do mau futebol apresentado pelo time, dos gols perdidos, da ausência de vitórias, esse é o verdadeiro motivo que leva os atleticanos a perder a cabeça. Foi o que aconteceu com um amigo meu, o Valtinho.
A partida era contra a Adap de Campo Mourão, pelas quartas-de-final do campeonato estadual de 2006. Mês de março, calor insuportável.
Casado havia 7 anos, Valtinho saía pouco de casa. Não reclamava do casamento, nem da patroa. Mas vivia numa monotonia conjugal que beirava o tédio. Só ganhava o “alvará” para ir à Baixada. E, lá, enlouquecia.
Naquela tarde, postou-se numa cadeira da reta da Getúlio. Por sorte, muita sorte, ao lado de uma morena fenomenal. De short e camisa rubro-negra. Sandália, pezinhos de fora. Lindos.
O Atlético precisava vencer para se classificar. Final de jogo, 2 a 1 para a Adap. Furacão eliminado.
Triste, Valtinho olhou para o lado. A morenaça o fitou.
PUTA QUE PARIU!
Esse grito de protesto, seco, cortante, saindo da boca daquele mulherão, foi demais para o pobre publicitário. Um baque. Um choque.
Ele a convidou para sair. Deixaram o estádio e foram direto jantar. Com a lábia de Valtinho, pouco tempo depois estavam no motel. Uma noite alucinante.
Valtinho apaixonou-se. Pediu o divórcio. Saiu de casa. Alugou um kitnet. Só tinha um porém: naquela noite de domingo, a morena não quis deixar nenhum número de telefone, endereço ou qualquer pista sobre ela.
Nos encontramos no próximo jogo, no mesmo local.
Valtinho até hoje freqüenta aquela mesma cadeira na reta da Getúlio, atrás do banco dos visitantes.
Mas a morena nunca mais apareceu.
Dizem que é apenas uma torcedora casual. E que só queria, também, sexo casual.
Agora, jogo após jogo, Valtinho olha para os lados incessantemente para, em vão, tentar encontrá-la. E lamenta baixinho, para só ele mesmo ouvir:
Puta que pariu! Puta-que-pariu...

6 comentários:

Anônimo disse...

Show, Guerrilheiro. A mulherada na Baixada realmente é sensacional.

Sabine Klimt disse...

ahhh agora que sou sócia sempre dou o número e a fila da minha cadeira, fica mais fácil...hahaha!

gerenciabrinkare disse...

Texto bom, procure ler David Coimbra, colunista da ZH, tem um belo texto e serve como exemplo a ser seguido.
Ele é um pouco mais pausado, com ritmo certo, sem o nervossismo ou a correria q teu texto imprime!
Mas vc esta num bom caminho. Continue!

GUERRILHEIRO DA BAIXADA disse...

Hehe valeu... O David é um craque, eu sou só um quebrador de bola...

Inclusive tem um link para o blog dele na coluna aí da direita.

Abs!

Anônimo disse...

hahahaha
mto bom



jair

Geraldo disse...

Huhahauhauhauhah acho que já sentei ao lado dessa gostosa