segunda-feira, 17 de março de 2008

O rato

Interessante o artigo publicado pelo editor da Folha Online sobre o comportamento de alguns jogadores de futebol. O que me fez lembrar de uma situação ocorrida na partida entre Atlético x parasitas. Leia o texto:

O último homem de pé

EDUARDO VIEIRA DA COSTA
Editor de Esporte da Folha Online

O goleiro Marcos é de um tipo que não existe mais no futebol. Ou que talvez nunca tenha existido. O tipo honesto. Tão honesto que pode ser confundido com ingênuo. Isso para aqueles que consideram ingenuidade não tirar proveito de qualquer situação a qualquer custo.

O arqueiro palmeirense levou uma verdadeira "voadora" do atacante Malaquias, uma entrada com a sola da chuteira em sua barriga, no jogo contra o Bragantino. Logo em seguida, acabou agredindo o rival e sendo expulso. Mas quero ir por partes para destacar o que acho realmente relevante em todo o incidente.

O lance pode ser muito discutido (e, sim, ele já foi exaustivamente debatido), mas o que mais me chamou a atenção foi o fato de Marcos ter permanecido em pé após o choque.

Pouco depois, nos programas de mesa redonda da vida, não foram poucos os que defenderam que o goleiro devia ter caído. De fato, se tivesse feito isso, Marcos por conseqüência não teria sido expulso, já que não chutaria o rival caído. E também não haveria o pênalti. E seria possível até o juiz ter dado falta para o Palmeiras e expulsado Malaquias.

Mas ir ao chão naquele momento implicaria uma coisa que parece bastante difícil para um jogador como Marcos: fingir. Ele poderia cair e rolar no chão por longos minutos, mas estaria simulando, apesar de realmente ter sido atingido em cheio pelas travas da chuteira do rival.

É a velha história da malandragem do futebol. Todo mundo tem que ser muito esperto e levar vantagem sobre os outros. Se não fizer isso é porque é ingênuo, porque não conhece o mundo do futebol.

Mas Marcos conhece muito bem o mundo do futebol. É campeão da Libertadores, campeão Mundial. E, além de ser um excelente goleiro, ele é também uma pessoa diferente.

Diferente, por exemplo, de outro grande goleiro brasileiro, Dida. Recentemente, o goleiro do Milan foi tocado (de leve, bem de leve) no rosto por um torcedor do Celtic, em jogo da Copa dos Campeões, e desabou no chão como se tivesse sido esmurrado pelo Maguila -- não antes de ter tentado correr atrás do "agressor", o que tornou a cena ainda mais patética.

É claro que não dá para julgar o Dida por uma atitude como essa, impensada, no calor do jogo. Mas dá para perceber qual é o padrão de atitude da maior parte dos jogadores hoje em dia, em contraste com a postura do Marcos.

O fato de o palmeirense ter chutado Malaquias logo em seguida é condenável, mas é necessário ressaltar que não dá nem mesmo para definir o ato como um chute de fato. Foi mais um "empurrão com o pé". Mas isso não impediu Malaquias, este sim, de levar as mãos dramaticamente ao rosto, como se tivesse sido atingido ali pelo goleiro -- o que claramente não aconteceu.

No dia seguinte, em diversas entrevistas, Marcos reconheceu o erro de ter "partido para cima" do atacante, admitiu que não devia ter feito aquilo. Mas negou tentativa de agressão. Mesmo assim, provavelmente será julgado pelo STJD. Malaquias, não. Nem pela agressão e nem pela simulação.

Talvez o honesto seja mesmo o ingênuo. Talvez Marcos seja o último homem em pé.

* * *

Domingo, na Baixada, a impressão geral foi de que a malandragem saiu vencedora. O malandrão Cristian, meia parasita, se deu bem. Fez um teatro, desconcentrou os atleticanos e, logo na seqüência, saiu o gol. Levando em conta apenas o resultado imediato, realmente ele atingiu o seu propósito.

Mas, na verdade, o que levou Cristian a se jogar no chão feito um bebê chorão não foi uma “bala” atirada da arquibancada, como ele alegou, nem um copo, nem um papel. Nem mesmo a sua propensa malandragem.

O que levou Cristian ao chão foi a covardia, vestida de dissimulação. Tal qual um jogador que se joga na área para “cavar” um pênalti, Cristian tentou jogar a torcida contra o árbitro e por isso deveria ter sido punido.

Na bola, o Atlético não mereceu mesmo vencer.

Mas perder como homem, em pé, às vezes vale mais do que ganhar como um rato, debatendo-se no chão pateticamente para dar a falsa impressão de ter sofrido uma agressão.

O rato Cristian venceu a primeira batalha. Vamos ver se no jogo de volta sua malandragem será suficiente.

8 comentários:

Anônimo disse...

A cena foi patética. Mais patético ainda foi ouvir os parasitas dizendo: "nossa, jogaram uma bala de revólver nele!"

Ah, peloamordedeus! Quem perderia tempo de "jogar" uma bala naquele idiota? E tem gente que acredita na história!

marcos disse...

Caso vcs não se lembrem, o mesmo Cristian foi um dos envolvidos no incidente do aeroporto que os jogadores do chiqueirão foram cercados pela torcida e o dito cujo apareceu numa imagem trocando socos e jogando uma lata de lixo nos agressores, mas sempre protegido pelas seguranças do aeroporto e do seu antigo clube. Criado no coxa e jogando no paranito,vão esperar o que desse indivíduo. O que ele fez na baixada é coisa típica de jogador de time pequeno como o que ele joga e que ele já jogou.

Claudio disse...

Concordo plenamente com todo o contexto. Porém temos que levar em conta um detalhe: o jogador foi mesmo atingido. Não sei bem se por uma bala ou um pedaço de isopor, mas foi atingido! A imagem da RPC mostrou isso claramente, e dá até prá ver a cara do infeliz no momento em que arremessa o objeto. Era prá tanto? Não, não era! Mas era tudo que o catimbeiro necessitava prá armar seu "cirquinho". E o palhaço que atirou o objeto não pode ficar impune. Não porque atingiu o fanfarrão, mas sim pela irresponsabilidade de seu ato, que atrapalhou o Atlético quando estava num bom momento!
Depois não querem ser chamados de vandalos. Mas vão ao estádio prá isso?!

unk disse...

Hahahahaha, existem seres mais pateticos que voces, atleticanos, que acham desculpas em tudo e nunca assumem nada?

rio demais a suas custas =D

Anônimo disse...

Acaso o ser aí de cima não tenha entendido o contexto, não venha aqui escrever besteira. Aprenda a INTERPRETAR textos antes de distribuir coisas "non-sense".

Quem vai rir de vc no final seremos nós.

Anônimo disse...

vtnc mano que imagem rpc eu tava atras foi gatarrrrrrrroooooo GATARRO CUSPE DE CERVEJA QUE O FDP TOMOU ..........BANDO DE BURRO RPC ANTI- ATLETICO ATE PARECE QUE NAO SABEM DISTO PQ NAO VENDEMOS NOSSA IMAGEM POR 500 MIL UM LIXO PERTO DO EIXO RIO SAMPA...FLWW RAFAEL BOKAO

Anônimo disse...

AH E MAIS PARA PARASITAS QUE VEM AQUI PERDER TEMPO COMENTANDO ESQUEÇAM SABEMOS DE NOSSA SUPERIORIDADE ......TIME DA VALETA.........

GUERRILHEIRO DA BAIXADA disse...

Uma bala, um papel de bala, daqui a pouco até um papel picado que voe pra dentro do gramado da Baixada vai ser motivo para quer um babaca se atire no gramado, e a "imprensa" ainda tem coragem de cogitar qualquer tipo de punição e criticar o árbitro por não citar essa palhaçada na súmula. O árbitro errou sim, ao não punir o jogador por fazer um teatro e tentar induzir o árbitro a acreditar que eler foi "barbaramente" agredido.