terça-feira, 18 de março de 2008

A maldição

Matéria de hoje no Jornal do Estado lembra o trauma causado no Atlético pelas eliminações na Copa do Brasil. Confira:
Trauma na Copa do Brasil afunda o Atlético

Silvio Rauth Filho
Ser eliminado da Copa do Brasil tem custado caro ao Atlético. E não se trata da premiação de R$ 1,8 mihão acumulada pelo campeão da competição. Em 2006, 2007 e 2008, as desclassificações na Baixada deram início a fases conturbadas para a equipe.

Em 2008, o time do técnico Ney Franco empolgava a torcida até bater de frente com o Corinthians Alagoano, logo na primeira fase da Copa do Brasil. Depois da eliminação em casa, nos pênaltis, os resultados despencaram. A equipe conseguiu vencer, com muito sacrifício, o Iraty, por 1 a 0. Depois, perdeu fora de casa para o Engenheiro Beltrão, por 1 a 0, e na Baixada para o Paraná, por 1 a 0.

Em 2007, o Atlético chegou até as quartas-de-final da Copa do Brasil e animava sua torcida com a possibilidade do título nacional. Após um empate em 1 a 1 no Maracanã, se classificaria até com um 0 a 0. No entanto, perdeu por 1 a 0 na Baixada.

O resultado deu início à derrocada do técnico Vadão no clube. O Atlético até venceu o jogo seguinte em casa – 2 a 1 sobre o Internacional, pelo Brasileirão —, mas enfrentou vaias pelo péssimo futebol apresentado. Em seguida, vieram duas derrotas na Baixada — 0 a 1 para o Santos e 0 a 3 para o Goiás, resultados que derrubaram Vadão. Antonio Lopes assumiu e a má fase permaneceu. Nos dois jogos seguintes na Baixada, foram dois empates 1 a 1 com o Fluminense e 1 a 1 com o Náutico. Após altos e baixos, o Atlético terminou o campeonato na 12ª posição.

Em 2006, a eliminação para o Volta Redonda, na segunda fase da Copa do Brasil, também atordoou o Atlético. O time deu adeus à competição após perder fora de casa, por 2 a 1, com o interino Leandro Niehues, e empatar em casa, por 0 a 0, na estréia de Givanildo Oliveira, quando precisava de uma vitória simples. Nos três jogos seguintes na Baixada, todos pelo Brasileirão, o time sofreu três derrotas — 1 a 2 para o Fluminense, 1 a 2 para o Internacional e 2 a 3 para o Goiás. A má fase continuou, Givanildo caiu, Vadão chegou e o time terminou o nacional em 13º lugar.
Curiosamente, os melhores anos do Atlético desde 2001, ano do título nacional, foram 2004 e 2005 — nestes dois últimos, o time não disputou a Copa do Brasil. Em 2004, foi vice-campeão nacional. Em 2005, vice-campeão da Libertadores e 6º colocado do Brasileiro.

Em 2003, o time foi eliminado na Copa do Brasil na segunda fase, pelo Sport, e terminou o Brasileirão em 12º lugar. Em 2002, também não disputou a Copa e acabou como vice-campeão da Sul-Minas, perdendo a final para o Cruzeiro. No Brasileirão, ficou na 14ª colocação. Em 2001, o time foi até as quartas da Copa do Brasil e, meses depois, sagrou-se campeão brasileiro.

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