domingo, 30 de março de 2008

Vitória e liderança

O Atlético acaba de vencer o Engenheiro Beltrão por 2 a 1 (gols de Netinho e Marcelo Ramos), na Baixada, e assumiu a primeira colocação do grupo, com nove pontos. O Paraná tem o mesmo número de pontos, mas o Furacão fica na frente pelos critérios de desempate.
Para a última partida desta fase, contra o eliminado Iraty, o técnico Ney Franco não contará com três jogadores: Antônio Carlos, Valencia e Marcelo Ramos receberam o terceiro cartão amarelo e cumprem suspensão automática.

Ao vivo na web

Não pôde ir ao jogo de hoje, como eu? Ou mora fora de Curitiba? pois o Atlético está transmitindo a partida ao vivo na web. Com uma ótima qualidade, por sinal.
Para assistir, clique aqui.

Contrato com a Kyocera não será renovado

O contrato de patrocínio com a japonesa Kyocera, tanto para os uniformes quanto para os naming rights da Arena, encerra-se amanhã e não será renovado. A revelação foi feita pelo o presidente do Conselho Deliberativo do CAP, Mário Celso Petraglia, em entrevista à Gazeta do Povo deste domingo. Segundo ele, o clube está negociando com outras empresas, mas ainda não há nada concreto.
"Temos um contrato com a Kyocera de três anos com opção de renovação por mais três anos. Encerram-se os primeiros três anos no dia 31 de março, nós fizemos uma proposta a eles de ampliação de contrato e de valores, não chegamos a um encontro de interesses e encerraremos o nosso relacionamento. Tanto com o nome da Arena quanto na exposição em nossa camisa. Temos várias conversas, negociações em andamento. Os valores no Brasil cresceram muito, temos grandes clubes vendendo a sua camisa por US$ 10 milhões por ano. Então estamos buscando um parceiro, não nestes níveis, que são absurdos, mas nos níveis que entendemos que valemos hoje", disse Petraglia ao jornal.
Petraglia falou também sobre outros assuntos. E disse que não vê uma divisão na história do clube entre "Antes de Petraglia" e "Depois de Petraglia". "Não vejo essa dicotomia, essa divisão da história do clube, como uma fratura, antes e depois de 1995. Está tudo escrito nesses 84 anos. O clube é extremamente agradecido por todos. O Atlético não tem dono. É de seus sócios. Acabamos de reconhecer agora a geração de 1949, fizemos uma homenagem por conta do recorde, então temos os nossos momentos. O momento da Retaguarda Atleticana também está gravado na história", afirmou. O jornal havia publicado uma reportagem sobre a Retaguarda Atleticana no último dia 26, quando o CAP completou 84 anos.

sábado, 29 de março de 2008

Musas

Daqui a pouco começa o Brasileirão 2008. Será que o Globoesporte.com vai lançar novamente o concurso das musas de cada clube? Tomara!
Pra matar a saudade, segue aí uma foto da atleticaníssima Roberta Salles, a musa do Furacão no ano passado.
Já estou até pensando em copiar a idéia e criar o concurso "Musa Guerrilheira", o que acham???

Globo oferece R$ 450 mi pelo Brasileirão

Notícia tirada do blog Um olhar crônico desportivo:
O valor da proposta da Globo para o pacote de direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro para o período 2009/2011 ficou em 450 milhões de reais.
O clube dos Treze vai apresentar uma contraproposta, tentando ganhar mais um pouco, e é grande a possibilidade - que interessa muito à Globo - da ESPN Brasil transmitir os jogos de um dia da semana, talvez concorrendo com o SporTV, talvez não, isso ainda será discutido.
Apenas lembrando que esse interesse político da Globo está ligado ao falatório sobre "monopólio" - que não é o caso - e exclusividade - que é o caso da Globo com relação às transmissões de futebol.
Como no sinal aberto já há a transmissão feita pela Bandeirantes, formalizando a inexistência de mopólio ou exclusividade (mesmo que transmitindo o mesmo jogo, por força contratual), passaríamos a ter a mesma situação no sinal fechado.

O time do coração dos paranaenses

Reportagem publicada pela Gazeta do Povo deste sábado mostra que o Atlético é o time mais apostado entre os paranaenses na Timemania - a recém-criada loteria criada para ajudar os clubes de futebol do país (clique na imagem para ampliar). .
Após um mês da nova loteria, o Furacão é o primeiro paranaense mais votado na lista do "clube do coração", mas apenas no modesto 18.º lugar no ranking nacional. Foram 77.067 apostas no rubro-negro nestes quatro primeiros sorteios. O segundo colocado no estado é o Coritiba, na vigésima colocação. O Paraná Clube é apenas o 40º mais apostado.
O resultado já era esperado, pois apenas confirma qual é a maior torcida do estado
De maneira geral, porém, a arrecadação da Timemania está abaixo do previsto pelos clubes.
Ainda segundo a matéria, o Atlético é o clube paranaense com a menor dívida junto à União - cerca de R$ 1 milhão. Com base na arrecadação da loteria, a dívida pode ser quitada em menos de um ano.

Clique aqui para ler a reportagem completa.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Dez atleticanas também na web

O recém-lançado livro Dez atleticanas e uma fanática ganhou um site, onde você conhecer melhor a obra e a autora, ver as fotos do lançamento, dicas de onde comprar e posts sobre o Atlético.
Para conferir, clique aqui.

A capa do dia

Sem balinha, o tal do Cristian teve que chupar outra coisa...

quinta-feira, 27 de março de 2008

Alan, o vingador

Alan Bahia foi, de novo, o autor do gol atleticano. Pela segunda partida consecutiva.
Aliás, ele gosta de deixar sua marca contra os parasitas - principalmente no estádio da RFFSA.
Quero ver o que os críticos de Alan vão escrever amanhã nos jornais. Ele pode não ser um jogador de técnica refinada. Pode ter tido seus problemas com a gandaia. Mas é um bom volante, e nunca desonrou a camisa rubro-negra. Sempre a vestiu com raça.
E isso pra mim conta, e muito.
Mas na próxima partida contra o Beltrão, no domingo, Alan não joga. Levou o terceiro cartão amarelo e cumpre suspensão automática.

Deu a lógica

Favela chique também tem salão de festas. E foi lá, no salão do estádio da RFFSA, que o Atlético venceu mais uma vez um de seus maiores fregueses (1 a 0, gol de Alan Bahia), vingou a derrota do primeiro turno na Baixada e assumiu a segunda colocação do grupo A do Campeonato Paranaense.
Já os parasitas, com a derrota, caíram para o terceiro lugar - fora da zona de classificação à semifinal.

Agora o Furacão tem duas partidas em casa: recebe o líder Engenheiro Beltrão no domingo e, depois, encerra a fase contra o Iraty, também na Baixada.
Depois do péssimo começo, quem diria, tudo leva a crer que o Atlético vai terminar na primeira colocação do grupo. Basta não repetir os mesmos erros que cometeu contra o Corinthians-AL.

Dia de clássico

A apresentação da partida de logo mais no estádio da RFFSA, pela reportagem da Gazeta do Povo:

Diferenças agitam o clássico
Paraná e Atlético disputam hoje à noite um clássico completo. Rivalidade? É claro que tem. Polêmica fora das quatro linhas? Tem de sobra. E o que é melhor, quando as duas equipes pisarem o gramado da Vila Capanema, às 20h30, estará em jogo, praticamente, uma vaga para as semifinais do Campeonato Paranaense.

É, possivelmente, o encontro mais atraente entre rubro-negros e paranistas que o Durival Britto já recebeu. E começou na Arena, no confronto do primeiro turno desta segunda fase, vitória do Tricolor por 1 a 0. Tudo porque um torcedor atleticano
arremessou uma bala (doce), a guloseima acertou o meia Cristian do Paraná e o episódio foi parar no Tribunal de Justiça Desportiva.
De quebra, o TJD ainda julgou (em reunião que varou a madrugada de quarta-feira) e suspendeu o árbitro da partida, Maurício Batista dos Santos (60 dias) e o presidente do Conselho Deliberativo do Furacão, Mário Celso Petraglia (30), por ter chamado o juiz de “ladrão” no intervalo.
Aspectos extra-campo suficientes para esquentar o embate, certo? Sim, mas tem mais.
E só poderia vir da arbitragem. Héber Roberto Lopes foi sorteado para mediar o clássico e o Atlético não demorou a se pronunciar: “Uma escolha infeliz”, disse o diretor de futebol do clube. Já o Paraná foi em sentido oposto. O presidente Aurival Correa cravou: “Excelente”.
Mesmo assim, nada disso enfraquece duelo. Pressionados pelo Engenheiro Beltrão, líder do grupo com seis pontos e que recebe o Iraty (três) em casa, a dupla não pode nem pensar em per
der. O Tricolor tem os mesmos seis pontos, e está em situação um pouco melhor.
Já o Rubro-Negro, com apenas três, em caso de insucesso praticamente dá adeus ao Estadual.
“A vitória é obrigação deles, porque já têm uma derrota para nós dentro da casa deles e agora têm de buscar fora os pontos que perderam”, declarou o atacante Joélson. Autor do gol na Arena. Ele é dúvida, em virtude de dores musculares na coxa direita.
Poupado dos treinos na semana, Joélson participou do último coletivo, ontem pela manhã. Mas, caso fique de fora, o técnico Paulo Bonamigo deve escalar Fábio Luís.
Responsabilidade maior que, ao contrário do que normalmente acontece, o Furacão não renega. “Pelo tropeço que tivemos contra o Engenheiro Beltrão, toda partida nossa passou a ser decisiva. Essa é mais uma. E da mesma forma que o Paraná foi em nossa casa e ganhou, temos todas as condições de ir na Vila Capanema e vencer também”, afirmou o técnico Ney Franco.
* * * * * * *
Em Curitiba

Paraná x Atlético
Paraná

Fabiano Heves; Daniel Marques, João Paulo e Luis Henrique (Nem); Araújo, Goiano, Jumar, Giuliano, Cristian e Éverton (Daniel Cruz); Fábio Luís (Joelson). Técnico: Paulo Bonamigo.

Atlético

Vinícius; Rhodolfo, Antônio Carlos e Danilo (Willian); Nei, Valencia, Alan Bahia, Netinho, Gabriel Pimba e Piauí; Marcelo Ramos. Técnico: Ney Franco
Local:
Estádio da Rede Ferroviária Federal. Horário: 20h30. Árbitro: Héber Roberto Lopes. Auxs.: Francisco Aurélio do Prado e Aparecido Donizetti Santana.


Retrospecto atleticano
Apesar de os jogadores do Paraná exaltarem o fato de o jogo contra o Atlético ser em seus domínios como uma vantagem no clássico de hoje, o retrospecto é favorável ao visitante: nos seis confrontos entre os dois times na Vila Capanema, o Tricolor perdeu quatro, empatou um (no último encontro, por 2 a 2, válido pelo Brasileiro de 2007) e venceu apenas um.
A única vitória dos donos da casa – um 4 a 1 no Campeonato Paranaense de 2002 – ainda teve um gosto amargo para os paranistas: foi o segundo jogo da final e, como o Furacão havia vencido a primeira partida (por 6 a 1), os tricolores tiveram de ver o Rubro-Negro comemorar o título na Vila.

Dia de clássico (II)

A apresentação da partida de hoje no estádio da RFFSA, pela reportagem da Tribuna do Paraná:

É pra derrubar a gralha

Matar um leão por dia. O velho ditado representa o que tem sido o cotidiano do Atlético desde o péssimo início de segunda fase do Estadual quando a cada jogo tem que demonstrar muita superação em campo. E para o clássico de logo mais às 20h30, na Vila Capanema, não será diferente, apenas mudará o animal a ser abatido. Hoje à noite o objetivo do Furacão é derrubar a Gralha Azul do alto da tabela e assim manter-se vivo na disputa por uma das vagas à semifinal do Estadual.

Para tanto, o Atlético aposta na mesma formação que venceu o Iraty, no domingo passado, e que devolveu a esperança de classificação no CT do Caju. As novidades estão no banco e são boas opções para mudar o panorama do jogo. Os reforços Zé Antônio, Léo Medeiros e Rogerinho dão mais qualidade ao técnico Ney Franco para mexer na equipe.

Revanche

O clássico é uma revanche e ganha muito mais importância do que se possa imaginar. Em caso de vitória, o Atlético ganha a posição do Paraná, no saldo de gols, e volta, inclusive, a sonhar com o primeiro lugar do grupo. Uma derrota cairia como um balde de água fria e praticamente limitaria o Furacão a depender de outras combinações para respirar na competição.

Sobre a revanche, o meia Netinho disse que é “coisa do futebol” e é salutar desde que fique restrita ao gramado. “Perdemos em casa então tem um gostinho de vingança, mas dentro de campo. Jogando bom futebol. O nosso objetivo é conseguir a vitória e devolver o resultado para o Paraná. Ficamos muito chateados com a derrota dentro da Arena e do jeito que aconteceu”, explicou o meia.

Raça

O ala Piauí não quis levar para o lado explícito do revanchismo, mas em suas palavras fica clara a conotação. “Não da pra falar em revanche para não motivar o outro lado. Temos que pensar é no Atlético que precisa da vitória. Mas clássico tem aquele gostinho”, disse. O jogador ressaltou a necessidade de o time demonstrar muita garra pois a partida pode definir o futuro do Rubro-Negro no campeonato. “Cada um tem que se empenhar e lutar até o final. Jogar com raça para mostrar a verdadeira cara do Atlético”, finalizou.


Rivalidade à flor da pele

Eles concentram 70% dos títulos estaduais das duas últimas décadas. Protagonizam clássico com retrospecto bastante equilibrado. E cada vez se suportam menos. Paraná e Atlético fazem esta noite mais uma partida decisiva, o que vem se tornando constante neste século.

Desde a fundação do Tricolor, em dezembro de 1989, houve 18 edições do Estadual - sete delas vencidas pelos paranistas e seis pelos atleticanos. O Coritiba, outro grande da capital, teve apenas três conquistas neste período. A estatística dos duelos pelo Campeonato Paranaense reforça a equiparidade: 15 vitórias do Atlético e 14 do Paraná.

No cômputo geral dos clássicos, o Atlético tem vantagem maior: 27 triunfos contra 21 do vizinho. Mas, se excluídas as quatro vitórias rubro-negras em jogos de pequena importância (duas pela Copa Sesquicentenário, em 2003, uma pela Copa 100 Anos, em 2006, e outra num amistoso em 2000), a superioridade “real” cai para apenas duas vitórias.

Se nos primeiros 10 anos de confrontos houve poucos jogos decisivos, o panorama mudou a partir de 2001. Naquele ano, o Furacão conquistou o Estadual com três empates na final contra o Tricolor. Em 2002, nova decisão, com duas goleadas: 6 x 1 para o Atlético e 4 x 1 para o Paraná, e o Rubro-Negro era tricampeão paranaense. Em 2006 fizeram o primeiro clássico paranaense em competição internacional, e o Furacão novamente despachou o adversário, pela Copa Sul-Americana. No ano passado, pela semifinal do Estadual, uma inédita vitória na Arena colocou o Paraná na decisão.

Além dos mata-matas, uma série de duelos memoráveis marcou os últimos anos do clássico. E nem sempre o mais badalado venceu. Os paranistas enlouqueceram quando o desacreditado time de 2003 enfiou 3 x 0 no rival, com direito a pênalti perdido por Marquinhos, pelo Brasileirão. Os rubro-negros se orgulham da aula de futebol nos 4 x 0, com direito a gol de placa de Denis Marques, no mesmo Brasileiro em que o Paraná chegou à Libertadores, em 2006.

Paralelamente, várias provocações, divergências políticas e polêmicas extracampo que tiveram como último capítulo a bala na cabeça de Cristian, há duas rodadas só reforçaram a crescente rivalidade entre os clubes dos extremos da Rua Engenheiros Rebouças.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Novo uniforme vem aí

Além das camisas da "Coleção Torcedor", a Umbro deve lançar um novo modelo para o uniforme oficial do Atlético no dia 17 de abril. A informação é do site Máquina do Esporte, especializado em negócios e marketing esportivo.

A gralha gay

A gralha gay, novo mascote do time da favela, reclama das condições do puxadinho:
"Mas que droga esses postes aqui no estádio da RFFSA, não consigo ver o jogo!"

Não havia comentado isso aqui ainda, mas vem cá: que coisa mais ridícula a tal da gralinha do Paraná hein? Parece mais um personagem de Vila Sésamo. Só que homossexual. Me contaram que, na última partida no estádio da Rede Ferroviária, o tal mascote desceu de cima do viaduto por uma corda... e, quando aterrissou no gramdo do puxadinho, levou aquele pacote... kkkkkk... Diversão de parasita favelado é assim mesmo, meio tosca.
Amanhã vamos lá, dar uma sova na gralha gay de pernas finas. Só não vão jogar pipoca pra gralinha, porque ela é capaz de se jogar no chão fingindo que foi violentamente agredida e o Atlético pode ser denunciado junto à Sociedade Protetora dos Animais.

Vale tudo

E o glorioso TJD absolveu o rato-ator Cristian, aquele que promoveu um teatro grego e se debateu no chão como um maricas após ter sido atingido por uma balinha Freegels.
Ou seja, instituiu-se o vale-tudo nas partidas de futebol no estado do Paraná. Vale dissimular, fazer cera, cavar pênalti na cara dura, simular contusões, jogar a torcida contra o árbitro, fingir-se de morto e até se debater no chão como uma ratazana com epilepsia. Para o tribunal, essas não são atitudes antidesportivas.

Feliz Dia do Atlético!

Hoje não é apenas o aniversário do clube mais amado do Paraná. É também, oficialmente, o Dia Estadual do Clube Atlético Paranaense (clique na imagem para ampliar).
Comemore, torcedor. Vista a camisa rubro-negra. Pendure sua bandeira na janela. Afinal, você é um privilegiado.
Parabéns a todos os atleticanos!

Um só sangue na veia

O Atlético surgiu no dia 26 de março de 1924, fruto da fusão entre o Internacional, de camisa alvinegra, e o América, de uniforme rubro.

O que nem todos sabem é que se tratavam de dois clubes irmãos, literalmente.
O Internacional Foot-Ball Club foi fundado em 1912, mais precisamente em 22 de maio, por Joaquim Américo Guimarães - seu primeiro presidente. Em 1914, Américo iniciou e concluiu o estádio do clube, no Água Verde - a primeira versão da Baixada.
O clube foi atraindo cada vez mais simpatizantes e praticantes do esporte. O que levou um grupo de atletas e associados que não tinha chance no time principal a criar um braço independente e fundar, em 24 de maio de 1914, o América Foot-Ball Club. Seu primeiro presidente foi Augusto do Rego Barros.
O Internacional foi campeão estadual em 1915; o América conquistou o título em 1917.
Em 1923 começaram as tratativas entre as duas diretorias para voltar a ser um único clube.Um ano depois, os dirigentes acertam os detalhes, como nome e cor da camisa - que levaria o vermelho do América e o preto do Internacional.
No dia 21 de março foi elaborado o primeiro documento alusivo à fusão. E logo no dia 26, foi eleita a diretoria do Club Athetico Paranaense.
Como contam Heriberto IvanMachado e Valério Hoerner Junior no livro Atlético, a paixão de um povo:
"A cidade reagiu com extremo entusiasmo. Nas ruas, era do que se falava. O Café do Commercio, mais do que nunca, aglutinava curiosos, participantes. Iniciava-se em Curitiba a verdadeira cartolagem.
Em matéria de futebol, nada havia mexido tanto com a população do que essa corajosa iniciativa. De mais a mais, ficava tudo meio em casa: o América originara-se do Internacional e o que se juntavam eram grupos homogêneos, parcelas d'uma mesma elite. Dentro do Atlético não se discutiam raças, credos e ideais. Não eram imigrantes que se fechavam como em atitude de autodefesa, regime semi-aberto para a integração. Era a elite satisfeita, usufrutária a rigor do trabalho e das glórias dos antepassados. Uma tradição viva e pujante (...)
Nascia ali uma força estranha, vigorosa, êmulo de sentimentos alucinantes, digna de paixões inexplicáveis".

terça-feira, 25 de março de 2008

Umbro lança Coleção Torcedor

Aproveitando o aniversário de 84 anos do CAP, a Umbro lança nesta quarta-feira a "Coleção Torcedor". São camisas com material diferenciado das camisas de jogo, feitas com algodão pré-lavado. Pelo que foi divulgado no site oficial, um modelo tem um estilo retrô, embora mantenhas as atuais listas verticais, e outro, em preto, é mais moderno.
Os modelos estarão expostos hoje na Baixada, durante evento comemorativo à data. Entre 14 e 16 horas, os sócios que comparecerem à Arena participarão de uma espécie de "caça ao tesouro": serão dezenas de brindes e vales-presente espalhados poelos quatro cantos do estádio.
Veja como ficaram as novas camisas:

E aí, o que achou?

Impressionante!

É a lista de erros cometidos pelo árbitro Heber Roberto Lopes contra o Atlético, de acordo com levantamento da Furacao.com. São pelo menos 15 "equívocos", entre cartões amarelos mal aplicados, expulsões maldosas e pênaltis não marcados. Para conferir a lista, clique aqui.

Algo não cheira bem

Odeio reclamar por antecipação, ainda mais sobre arbitragem. Mas Heber Roberto Lopes volta a apitar um clássico decisivo para o Atlético. E a FPF o escalou para o jogo, mesmo sabendo que ele estava vetado pelo rubro-negro e que ele apita uma partida hoje, pela Libertadores, na Argentina.
A torcida atleticana não admitirá ver o time ser "assaltado" novamente num jogo decisivo.
Estaremos de olho.

domingo, 23 de março de 2008

Boa nova

Acabo de chegar do domingão de Páscoa com a família e, finalmente, tenho uma boa notícia para comentar: o Atlético voltou a vencer. Assim como no encerramento do primeiro turno, o Furacão foi a Irati e bateu a equipe local pelo placar mínimo.
O herói da tarde foi Alan Bahia, autor do gol da vitória. Não assisti ao jogo e nem ouvi na rádio. Vi alguns lances nos programas noturnos e ouvi os comentários dos repórteres e narradores que lá estiveram. Segundo o pessoal da Banda B/CNT, Alan foi realmente um dos melhores em campo, juntamente com Pimba. Na zaga, o destaque, contaram, foi Danilo.
Pelo pouco que pude ver na seleção dos melhores momentos, realmente eles foram os principais destaques. O que leva a crer que Ney Franco deve manter esta formação para a partida de quinta-feira, contra o Paraná, no puxadinho da RFFSA.
Pimba, garoto ainda, mostrou versatilidade, deslocou-se para os lados do campo e armou as principais jogadas de ataque do rubro-negro. Não se omitiu nem sumiu do jogo - como vinha acontecendo freqüentemente com o Irênio. Foi o autor da assistência para o belo gol de Alan e ainda deu um passe açucarado para o próprio Irênio, que havia entrado no segundo tempo, driblar o goleiro e chutar na trave.
Não se trata de endeusar o guri, nem de esperar que ele jogue como um Rivaldo em todas as partidas. Mas futebol é assim: quem está melhor, joga. Ney apostou em Pimba e se deu bem.
A situação na tabela ainda é desconfortável.
Na próxima rodada, o Engenheiro Beltrão recebe o Iraty e a lógica aponta para uma vitória do time da casa, que iria assim a 9 pontos.
Apesar disso, um empate no estádio da Rede Ferroviária não significa o fim da linha para o Furacão, que logo em seguida recebe o próprio Beltrão e encerra a fase contra o Iraty, também na Baixada. Se somar 7 pontos nestas três partidas, o rubro-negro chega a 10 e se classifica.
Mas, matemática à parte, o negócio é garantir uma vitória já na quinta, contra o time da segunda divisão, e administrar as duas rodadas finais. Portanto, todos ao puxadinho - que, aliás, nos traz boas recordações das últimas partidas por lá.

Pimba e Wally podem jogar contra o Iraty

Matérias da Tribuna do Paraná e da Gazeta do Povo deste domingo dão conta de que o garoto Gabriel "Pimba", de 17 anos, pode ganhar um lugar no time titular para a partida desta tarde, contra o Iraty. Entraria no lugar do experiente, mas ainda pouco convincente, Irênio.
E, no banco, pela primeira vez neste campeonato o jovem Wallyson, o "Possesso", de 20 anos, ficará à disposição do técnico Ney Franco.
Como trata-se de jogo decisivo, não sei se Ney sacará mesmo Irênio do time. É difícil a decisão do treinador: optar por colocar um moleque com a 10 justamente num a partida de vida ou morte...
Mas é aquela velha história: craque não tem idade. Ontem eu estava assistindo a uma entrevista de Paulo César Caju no programa de Juka Kfouri, na ESPN Brasil. E ele contava como começou a carreira de profissional no Botafogo: "Foi numa final de campeonato contra o América., com 140 mil pessoas no Maracanã. Eu tinha 16 anos. E fiz os 3 gols do Bota, que ficou com a taça". Mudei de canal, e no SporTV estava passando um programa sobre o início de carreira de grandes craques. Rivaldo, aos 18, era titular do Santa Cruz. Kaká, aos 17, estreou no São Paulo.
Pois é... Ney Franco acompanha nos treinamentos essa garotada que subiu para os profissionais. Ele é quem sabe se o Pimba tem ou não bola para ser o 10 do Furacão. Não dá pra deixar de colocar o guri pensando, antecipadamente, que ele pode sentir a responmsa e "afinar". E, se Wallyson estiver totalmente recuperado da lesão que o deixou no DM por alguns meses, deve entrar também na partida, nem que seja no segundo tempo.
Afinal, craque não tem idade.

Que fase!

O Atlético não conseguindo se sair bem nem em torneio amistoso. Ontem à noite, o time B - que contava com anguns titulares recentes do Furacão, como Viáfara, Michel e Roberto - perdeu para o Dallas FC em Frisco (EUA). Com isso, os norte-americanos ficaram com a taça do II Desafio Brasil-Estados Unidos (conquistado pelo CAP no ano passado).
No segundo gol dos americanos, o rubro-negro ainda teve dois jogadores expulsos por reclamação (ou até por agressão, já que empurraram o árbitro): Michel e Eduardo Salles.
Destaque para a transmissão ao vivo da partida pela web, no site do Dallas. É este know-how que o Atlético está tentando implantar em seu site oficial. Difícil vai ser convencer os times daqui a ceder seus direitos de imagem... O Paraná Clube, numa demonstração de civilidade por parte de sua diretoria, autorizou a transmissão do clássico no domingo passado.

sábado, 22 de março de 2008

Perdendo a cabeça

O Atlético é conhecido Brasil afora por motivos diversos. Arena, CT, o fanatismo da torcida e... as mulheres que freqüentam a Baixada. Pode notar: jogo na Baixada transmitido pela TV bate todos os recordes nacionais de closes na mulherada.
E não é mesmo brincadeira: apesar do mau futebol apresentado pelo time, dos gols perdidos, da ausência de vitórias, esse é o verdadeiro motivo que leva os atleticanos a perder a cabeça. Foi o que aconteceu com um amigo meu, o Valtinho.
A partida era contra a Adap de Campo Mourão, pelas quartas-de-final do campeonato estadual de 2006. Mês de março, calor insuportável.
Casado havia 7 anos, Valtinho saía pouco de casa. Não reclamava do casamento, nem da patroa. Mas vivia numa monotonia conjugal que beirava o tédio. Só ganhava o “alvará” para ir à Baixada. E, lá, enlouquecia.
Naquela tarde, postou-se numa cadeira da reta da Getúlio. Por sorte, muita sorte, ao lado de uma morena fenomenal. De short e camisa rubro-negra. Sandália, pezinhos de fora. Lindos.
O Atlético precisava vencer para se classificar. Final de jogo, 2 a 1 para a Adap. Furacão eliminado.
Triste, Valtinho olhou para o lado. A morenaça o fitou.
PUTA QUE PARIU!
Esse grito de protesto, seco, cortante, saindo da boca daquele mulherão, foi demais para o pobre publicitário. Um baque. Um choque.
Ele a convidou para sair. Deixaram o estádio e foram direto jantar. Com a lábia de Valtinho, pouco tempo depois estavam no motel. Uma noite alucinante.
Valtinho apaixonou-se. Pediu o divórcio. Saiu de casa. Alugou um kitnet. Só tinha um porém: naquela noite de domingo, a morena não quis deixar nenhum número de telefone, endereço ou qualquer pista sobre ela.
Nos encontramos no próximo jogo, no mesmo local.
Valtinho até hoje freqüenta aquela mesma cadeira na reta da Getúlio, atrás do banco dos visitantes.
Mas a morena nunca mais apareceu.
Dizem que é apenas uma torcedora casual. E que só queria, também, sexo casual.
Agora, jogo após jogo, Valtinho olha para os lados incessantemente para, em vão, tentar encontrá-la. E lamenta baixinho, para só ele mesmo ouvir:
Puta que pariu! Puta-que-pariu...

sexta-feira, 21 de março de 2008

Procura-se

Os Fanáticos colocaram em seu site a foto do torcedor aloprado que jogou uma bala de leite Kids no cocoruto do rato-ator Cristian (imagem acima). "Juntamente com os investigadores de polícia analisamos as imagens de segurança do CAP e as divulgadas pela TV, na intenção de identificar o torcedor que arremessou o objeto. Este 'torcedor' não faz parte de nosso quadro associativo e ninguém presente conseguiu identificá-lo", diz a nota da torcida.
Reportagem da Tribuna do Paraná deste sábado, a apresentação do torcedor seria importante na defesa do clube - que foi denunciado e será julgado pelo TJD na próxima terça-feira. O advogado do Atlético, Marcos Malucelli, lembra que o torcedor pode se apresentar espontaneamente, pois o clube dará toda a assistência jurídica necessária.
Se for homem, o cara se apresenta. Se não se apresentar, é só mais um rato como o Cristian.
Muito embora fique evidente que, mesmo sem a apresentação do sujeito, o Atlético deve ser absolvido ou no máximo receber uma multa simbólica. Seria ridículo e absurdo julgar que, por causa de uma balinha chupada, o clube "deixa de tomar providências capazes de reprimir desordens em sua praça de desportos". Grande desordem.
Já no julgamento do ratão Cristian espera-se maior rigor, já que o atorzinho de segunda catega se encaixa perfeitamente na descrição do artigo 258, pelo qual foi denunciado: "assumir atitude contrária à moral desportiva em relação a componente de sua representação, representação adversária ou de espectador". Realmente, esse sujeito que já foi flagrado arremessando latões de lixo no saguão do aeroporto não tem nem idéia do que seja moral. Gancho nele.
E tudo por causa de uma bala chupada. Ainda acho que o único que agiu certo nessa confusão toda foi o árbitro, que nem ao menos considerou essa patuscada na súmula. É muita tempestade pra um copo d'água.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Rogerinho de volta

A Furacao.com informa: o meia Rogerinho, que estava emprestado ao Fortaleza, volta ao Atlético na próxima semana.
Desde o início do ano no futebol cearense, o jogador disputou 17 partidas pelo Fortaleza e marcou oito gols. Tornou-se ídolo da torcida e foi apontado como um dos destaques do campeonato estadual.
Em sua despedida do tricolor, ontem, entrou no segundo tempo na partida contra o Corinthians pela Copa do Brasil e teve uma atuação apenas razoável.

Rato denunciado

A Gazeta do Povo desta quinta informa: Ator - Cristian foi denunciado pelo suposto teatro que armou no clássico contra o Atlético. Após ser atingido por uma bala, o meia desabou no gramado. Ele foi enquadrado no artigo 258 – “assumir atitude contrária à disciplina ou à moral desportiva”. Cabe suspensão de uma a dez partidas.
Do episódio da “bala sete belos”, o fato mais grave e merecedor de punição foi justamente a farsa provocada pelo jogador parasita, que debateu-se no chão feito um rato, como se tivesse sido atingido por uma tijolada. Merece pegar um bom gancho.
Mas engraçado mesmo é ver a nota do jornal falar num
“suposto” teatro feito pelo jogador. Suposto? Como suposto? Será que eles não viram a cena protagonizada pelo ator-rato? Engraçada essa imprensa. Contra o Atlético sempre é fato. Contra os demais, ou a favor do Atlético, é sempre suposição.
Por outro lado, o Atlético também vai a julgamento graças ao bolha que jogou a bala chupada no gramado. Pelo tamanho
do “risco” provocado pelo artefato, uma balinha, o clube deve ser absolvido. Alás, no jogo do primeiro turno, os torcedores parasitas arremessaram vários copos no gramado e o clube nem multa precisou pagar.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Reforços chegando

Confirmados: Allison (atacante, ex-Corinthians), Zé Antônio (ex-Atlético-MG, estava no futebol sueco) e Erivelton (lateral-direito, ex-Iguaçu) e Léo Medeiros (volante, Flamengo). Sondado: James Thomas (atacante, Portmore United e Seleção da Jamaica).
Comentem.
* Atualizado à 01h54 do dia 20/03.

terça-feira, 18 de março de 2008

A roda gira

"Kléber Pereira queremos, mas é o mesmo cara que aqui no Atlético era mandado para o inferno. Engraçado que fora daqui, tudo e todos ganham valor. É aquele ditado da grama do vizinho."
Juliano Ribas, em sua coluna no site oficial do CAP.
Concordo com o Juliano - e recomendo a leitura de sua coluna.
Aliás, me lembro bem dos tempos em que a torcida xingava o atacante Ilan em tudo quanto é partida na Baixada. Pegaram no pé do jovem avante até não poder mais. Engraçado é que, quando depois que ele foi para a França, os mesmos torcedores protestaram contra a diretoria e gritavam em coro "Ilan! Ilan! Ilan!". Quando estava aqui, não prestava. Depois que se foi, era o máximo. Sim, ele era bom, mas depois dele vieram outros tantos bons avantes. A roda continua a girar.

Nova dupla

Depois de Taílson e Geílson, vem aí a nova dupla de ataque do Furacão: Wallyson e Allison.

A maldição

Matéria de hoje no Jornal do Estado lembra o trauma causado no Atlético pelas eliminações na Copa do Brasil. Confira:
Trauma na Copa do Brasil afunda o Atlético

Silvio Rauth Filho
Ser eliminado da Copa do Brasil tem custado caro ao Atlético. E não se trata da premiação de R$ 1,8 mihão acumulada pelo campeão da competição. Em 2006, 2007 e 2008, as desclassificações na Baixada deram início a fases conturbadas para a equipe.

Em 2008, o time do técnico Ney Franco empolgava a torcida até bater de frente com o Corinthians Alagoano, logo na primeira fase da Copa do Brasil. Depois da eliminação em casa, nos pênaltis, os resultados despencaram. A equipe conseguiu vencer, com muito sacrifício, o Iraty, por 1 a 0. Depois, perdeu fora de casa para o Engenheiro Beltrão, por 1 a 0, e na Baixada para o Paraná, por 1 a 0.

Em 2007, o Atlético chegou até as quartas-de-final da Copa do Brasil e animava sua torcida com a possibilidade do título nacional. Após um empate em 1 a 1 no Maracanã, se classificaria até com um 0 a 0. No entanto, perdeu por 1 a 0 na Baixada.

O resultado deu início à derrocada do técnico Vadão no clube. O Atlético até venceu o jogo seguinte em casa – 2 a 1 sobre o Internacional, pelo Brasileirão —, mas enfrentou vaias pelo péssimo futebol apresentado. Em seguida, vieram duas derrotas na Baixada — 0 a 1 para o Santos e 0 a 3 para o Goiás, resultados que derrubaram Vadão. Antonio Lopes assumiu e a má fase permaneceu. Nos dois jogos seguintes na Baixada, foram dois empates 1 a 1 com o Fluminense e 1 a 1 com o Náutico. Após altos e baixos, o Atlético terminou o campeonato na 12ª posição.

Em 2006, a eliminação para o Volta Redonda, na segunda fase da Copa do Brasil, também atordoou o Atlético. O time deu adeus à competição após perder fora de casa, por 2 a 1, com o interino Leandro Niehues, e empatar em casa, por 0 a 0, na estréia de Givanildo Oliveira, quando precisava de uma vitória simples. Nos três jogos seguintes na Baixada, todos pelo Brasileirão, o time sofreu três derrotas — 1 a 2 para o Fluminense, 1 a 2 para o Internacional e 2 a 3 para o Goiás. A má fase continuou, Givanildo caiu, Vadão chegou e o time terminou o nacional em 13º lugar.
Curiosamente, os melhores anos do Atlético desde 2001, ano do título nacional, foram 2004 e 2005 — nestes dois últimos, o time não disputou a Copa do Brasil. Em 2004, foi vice-campeão nacional. Em 2005, vice-campeão da Libertadores e 6º colocado do Brasileiro.

Em 2003, o time foi eliminado na Copa do Brasil na segunda fase, pelo Sport, e terminou o Brasileirão em 12º lugar. Em 2002, também não disputou a Copa e acabou como vice-campeão da Sul-Minas, perdendo a final para o Cruzeiro. No Brasileirão, ficou na 14ª colocação. Em 2001, o time foi até as quartas da Copa do Brasil e, meses depois, sagrou-se campeão brasileiro.

segunda-feira, 17 de março de 2008

O rato

Interessante o artigo publicado pelo editor da Folha Online sobre o comportamento de alguns jogadores de futebol. O que me fez lembrar de uma situação ocorrida na partida entre Atlético x parasitas. Leia o texto:

O último homem de pé

EDUARDO VIEIRA DA COSTA
Editor de Esporte da Folha Online

O goleiro Marcos é de um tipo que não existe mais no futebol. Ou que talvez nunca tenha existido. O tipo honesto. Tão honesto que pode ser confundido com ingênuo. Isso para aqueles que consideram ingenuidade não tirar proveito de qualquer situação a qualquer custo.

O arqueiro palmeirense levou uma verdadeira "voadora" do atacante Malaquias, uma entrada com a sola da chuteira em sua barriga, no jogo contra o Bragantino. Logo em seguida, acabou agredindo o rival e sendo expulso. Mas quero ir por partes para destacar o que acho realmente relevante em todo o incidente.

O lance pode ser muito discutido (e, sim, ele já foi exaustivamente debatido), mas o que mais me chamou a atenção foi o fato de Marcos ter permanecido em pé após o choque.

Pouco depois, nos programas de mesa redonda da vida, não foram poucos os que defenderam que o goleiro devia ter caído. De fato, se tivesse feito isso, Marcos por conseqüência não teria sido expulso, já que não chutaria o rival caído. E também não haveria o pênalti. E seria possível até o juiz ter dado falta para o Palmeiras e expulsado Malaquias.

Mas ir ao chão naquele momento implicaria uma coisa que parece bastante difícil para um jogador como Marcos: fingir. Ele poderia cair e rolar no chão por longos minutos, mas estaria simulando, apesar de realmente ter sido atingido em cheio pelas travas da chuteira do rival.

É a velha história da malandragem do futebol. Todo mundo tem que ser muito esperto e levar vantagem sobre os outros. Se não fizer isso é porque é ingênuo, porque não conhece o mundo do futebol.

Mas Marcos conhece muito bem o mundo do futebol. É campeão da Libertadores, campeão Mundial. E, além de ser um excelente goleiro, ele é também uma pessoa diferente.

Diferente, por exemplo, de outro grande goleiro brasileiro, Dida. Recentemente, o goleiro do Milan foi tocado (de leve, bem de leve) no rosto por um torcedor do Celtic, em jogo da Copa dos Campeões, e desabou no chão como se tivesse sido esmurrado pelo Maguila -- não antes de ter tentado correr atrás do "agressor", o que tornou a cena ainda mais patética.

É claro que não dá para julgar o Dida por uma atitude como essa, impensada, no calor do jogo. Mas dá para perceber qual é o padrão de atitude da maior parte dos jogadores hoje em dia, em contraste com a postura do Marcos.

O fato de o palmeirense ter chutado Malaquias logo em seguida é condenável, mas é necessário ressaltar que não dá nem mesmo para definir o ato como um chute de fato. Foi mais um "empurrão com o pé". Mas isso não impediu Malaquias, este sim, de levar as mãos dramaticamente ao rosto, como se tivesse sido atingido ali pelo goleiro -- o que claramente não aconteceu.

No dia seguinte, em diversas entrevistas, Marcos reconheceu o erro de ter "partido para cima" do atacante, admitiu que não devia ter feito aquilo. Mas negou tentativa de agressão. Mesmo assim, provavelmente será julgado pelo STJD. Malaquias, não. Nem pela agressão e nem pela simulação.

Talvez o honesto seja mesmo o ingênuo. Talvez Marcos seja o último homem em pé.

* * *

Domingo, na Baixada, a impressão geral foi de que a malandragem saiu vencedora. O malandrão Cristian, meia parasita, se deu bem. Fez um teatro, desconcentrou os atleticanos e, logo na seqüência, saiu o gol. Levando em conta apenas o resultado imediato, realmente ele atingiu o seu propósito.

Mas, na verdade, o que levou Cristian a se jogar no chão feito um bebê chorão não foi uma “bala” atirada da arquibancada, como ele alegou, nem um copo, nem um papel. Nem mesmo a sua propensa malandragem.

O que levou Cristian ao chão foi a covardia, vestida de dissimulação. Tal qual um jogador que se joga na área para “cavar” um pênalti, Cristian tentou jogar a torcida contra o árbitro e por isso deveria ter sido punido.

Na bola, o Atlético não mereceu mesmo vencer.

Mas perder como homem, em pé, às vezes vale mais do que ganhar como um rato, debatendo-se no chão pateticamente para dar a falsa impressão de ter sofrido uma agressão.

O rato Cristian venceu a primeira batalha. Vamos ver se no jogo de volta sua malandragem será suficiente.

A vida dos outros

Em sua coluna de hoje na Tribuna do Paraná, Augusto Mafuz comenta o mau momento vivido pelo time do Atlético:

"Existe sobra de argumentos para a vitória do Paraná (1 a 0) na Arena. Foi mais organizado: Bonamigo atendeu o princípio elementar num jogo de iguais, que é o de dotar o meio campo com o máximo de jogadores. O Atlético desorganizado, com Ney Franco paternal com o seu eleito Irênio, só foi chutões diretos, da defesa ao ataque, como se fosse um time treinado na fazenda.

Foi mais sério: comandado por Nem, o tricolor foi à exaustão, pareciam lutar por ideal, enquanto o Atlético foi um time passivo e desequilibrado, parecendo consciente do seu frágil comando.

Foi mais time-time: as suas poucas individualidades foram excepcionais. A torcida do Atlético deve ter se perguntado: por que o grandioso CT do Caju nunca revelou dois meninos como Éverton e Giuliano?

Todos são argumentos acadêmicos. E por isso, nenhum supera esse que apresento: para ganhar desse Atlético projetado (ou não foi projetado?) por Petraglia, basta jogar. Bastar fazer o elementar, pronto. Jogou, ganhou.

Saindo da Baixada, vou ao Cristal ver o filme alemão “A vida dos outros”. Talvez, foi o que salvou essa coluna. Temeroso de ficar indiferente aos meus valores a essa altura da vida, perguntei-me: Será que vale a pena? Será que adianta continuar mostrando, como faço há cinco anos, desde maio de 2002, de que usa-se a aparência física, o discurso ilude?

É o clube de melhor estádio, melhor administração gerencial, melhor estrutura física em todos os segmentos e, de melhor centro de treinamentos do Brasil. No entanto não é auto-sustentável para formar e manter um time durante uma temporada; para revelar jogadores como regra e não eventualidade, pelo gasto prodigioso, e por isso, extraordinário que pratica. Será que a vida dos outros embora mais humilde, não é mais feliz?

Antes de fraquejar e desistir, lembrei do filme, que se passa em Berlim, um pouco antes da queda do Muro. Recebe-se um choque no fígado, toma-se uma lição de vida, que nos obriga a revisar posições, defender valores, ao mostrar o quanto o sistema, qualquer que seja, ilude e mente, mesmo sob o pretexto de amor à causa. Resolvi recuar. Vou continuar, só que com uma esperança.

Na coletiva de sexta-feira, Petraglia prometeu (está gravado) que o Atlético seria campeão do estadual."

domingo, 16 de março de 2008

E o freguês venceu...

O Atlético fez um bom primeiro tempo e um péssimo segundo tempo, levou um gol besta e acabou perdendo em casa para o próprio freguês.
Netinho foi o melhor em campo. Valência voltou à velha forma e mostrou-se novamente um intrépido marcador na cabeça-de-área e Ney foi bem pela direita. A decepção ficou novamente por conta de Irênio. Que, aliás, saiu vaiado de campo quando foi substituído. Fica evidente que, sem um camisa 10 que crie jogadas, que dê assistências, que arremate a gol, o rubro-negro fica cada vez mais refém das bolas paradas.
Ressalte-se que os parasitas da segundona não foram merecedores da vitória: poucas bolas chegaram à meta de Vinícius. Mas o Furacão, pelo pouco que criou no segundo tempo, também não merecia melhor sorte na partida.

Agora só resta vencer o Iraty, em Irati, para continuar na luta por uma vaga na semi-final. Se não ganhar esta, pode preparar uma nova pré-temporada de dois meses no CT, esperando pelo Brasileirão.

Dia de show

Esta tarde o Furacão recebe os grandes fregueses parasitas na Baixada. Você lembra como foram os últimos jogos contra o time da RFFSA na Arena? Duas vitórias por 2 a 1.
Este ano, no primeiro turno do Paranaense, Netinho deu um show, foi o melhor em campo, marcou um gol de falta e deu a tradidional cambalhota. O carrasco dos favelados Marcelo Ramos abriu o placar:

Ano passado, pelo Brasileirão, o show verdadeiro foi da torcida rubro-negra. Marcelo Ramos não perdoou, e marcou os dois gols do Furacão:

A torcida atleticana homenageou os visitantes do time da RFFSA, o que voltará a se repetir hoje:

E não se esqueça também de gritar:

Daqui a pouco, portanto, todos à Baixada para ver mais uma festa em cima dois parasitas.
E se, depois do jogo, os favelas botarem a culpa pela derrota no juiz, nos bandeirinhas, no clima, no fessor Miranda, no cacete a quatro, não discuta. Afinal, o freguês sempre tem razão...

sábado, 15 de março de 2008

Noite de gala

Terça-feira passada não teve jogo do Furacão. Mas foi uma verdadeira noite de atleticanismo.
No quarto andar da Baixada, onde está a maquete do estádio, centenas de rubro-negros de todas as idades se confraternizaram. Quem proporcionou isso foi a escritora Antônia Schwinden. Era o lançamento de seu livro, Dez atleticanas e uma fanática.
A fila para pegar um autógrafo da autora manteve-se durante a noite toda. As famílias e amigos das atleticanas-personagens estavam lá, orgulhosos. Mas não só. Torcedores da velha e da nova guarda trocavam idéias sobre tudo o que envolve essa paixão comum. Mulheres finamente vestidas de rubro-negro. Alguns coxas-brancas amigos da autora que também estiveram por lá embasbacaram-se com o estádio, com a maquete, com o livro da Antônia e, é claro, com as atleticanas presentes. Impagável. Noite de gala.
Confira algumas fotos do evento, gentilmente cedidas ao Blog pela fotógrafa Liza Caprilhone:

A autora com as personagens do livro.
Fila para autógrafos.

O vereador Mário Celso e a primeira-dama da capital, Fernanda Richa.

Mães e filhos rubro-negros estiveram no evento.

Antônia com a galera atleticana.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Todos à Baixada para receber a "freguesada"

Domingão é dia de lotar a Baixada; afinal nossos maiores fregueses estarão lá e merecem receber aquele tratamento vip de sempre.
Já vi atleticano dizendo que não vai ao jogo e até propondo um "boicote". Tudo porque o rubro-negro perdeu uma partida. Balela! Atleticano de verdade não pensa assim.
Sete mil e poucos sócios (só o número de associados já é maior do que toda a torcida que cabe numa kombi) já têm presença garantida. Outros milhares de fanáticos começam a garantir seu lugar desde hoje. Afinal, jogo em casa contra os favelados é sinônimo de felicidade garantida.
Engraçado mesmo é ver uns parasitas reclamando da Baixada. Das cadeiras, dos banheiros, das lanchonetes, do tratamento recebido pela PM e pelos seguranças, dos postes de iluminação, de tudo! Mandam seus jogos num puxadinho debaixo do viaduto e têm a cara-de-pau de falar da arena, desavergonhadamente...
Sobre o rigor das revistas e a ação da PM, é inevitável lembrar que os favelas já destruíram um banheiro da Arena e que, na última partida entre os dois clubes no estádio, um favelado idiota entrou com uma bomba e acabou preso. É evidente que precisa reforçar a segurança contra os vândalos. Ou queriam ser recebidos por misses no lugar dos PMs? Sempre defendi revistas severas nas torcidas - mesmo na do Furacão. Pena que alguns bolhas não pensam assim.
Sobre a infra-estrutura do estádio, coloco aqui embaixo, para refrescar a memória do pequeno blogueiro favelado e reclamão, as fotos do puxadinho da vila tiradas pelo Sinaenco (Sindicato Nacional de Arquitetura e Engenharia) para aquele famoso estudo sobre os estádios brasileiros. Vendo o estado do banheiro dos caras e a visibilidade do gramado naquela pocilga, dá mesmo vontade de rir ao ouvir estas críticas dos parasitas à Baixada.
Confira as fotos e veja o que nos espera na partida do returno:
Pompa, luxo e conforto nos banheiros no estádio da RFFSA...
A excelente vista do campo de jogo no estádio da RFFSA...

Mudanças à vista

Pelas declarações do técnico Ney Franco às rádios após o treinamento de hoje de manhã no CT do Caju, o time do Atlético pode ter mudanças para enfrentar o Paraná, domingo, na Baixada. Pode sobrar para Willian ou Irênio. Talvez até para os dois. Pimba pode ser uma surpresa na meia. E não duvide se Michel voltar à lateral-esquerda para que Netinho possa ser deslocado à meia-cancha.
No domingo, saberemos.

Um retorno e uma estréia

Da Gazeta do Povo Online:
Furacão perde amistoso, mas ganha opções
O Atlético disputou nesta quinta-feira um amistoso internacional contra a Jamaica, em São José dos Pinhais, no estádio do Pinhão. O resultado (2 a 1 para os jamaicanos) não foi o mais importante para os atleticanos. A boa nova foram o retorno do meia Tiago Henrique (que veio do ACP em 2007, mas que sofreu uma lesão e passou por uma cirurgia) e a estréia do atacante Wallyson.
Destaque pelo Paranavaí no título Paranaense conquistado pelo time em 2007, Tiago foi contratado pelo Atlético e vinha agradando a comissão técnica. Mas, após a lesão, ficou por mais de seis meses em recuperação.
Já Wallyson disputou a Série C pelo ABC, de Natal, e virou ídolo da equipe nordestina. Foi cobiçado por vários clubes e voltou ao Atlético, que era dono do seu passe. Contudo, no início da temporada, sentiu uma lesão e ficou mais de um mês em tratamento. (ELK)

quinta-feira, 13 de março de 2008

O Possesso em campo, finalmente

Após um longo e cansativo tratamento de uma lesão no púbis, o jovem atacante Wallyson (foto) finalmente entra em campo, nesta tarde, no amistoso do time B do CAP contra a seleção da Jamaica, no estádio do Xingu, em São José dos Pinhais.
Isso se a partida for realizada, com essa chuvarada...
Pelo ABC de Natal, clube que o revelou, Wallyson barbarizou. Sua velocidade e seus dribles ligeiros que deixavam zonzos os adversários lhe renderam o apelido de "possesso". Graças a seus gols, o ABC conseguiu subir para a série B no Campeonato Brasileiro do ano passado. Para ver alguns lances do "possesso" Wallyson, clique aqui.

Tomara que, após esta longa recuperação, o garoto continue "endemoninhado". Chega do óbvio. Basta às jogadas previsíveis. Estamos precisando, mais do que nunca, de alguém que se diferencie neste time do Atlético. E com urgência...

quarta-feira, 12 de março de 2008

Nas livrarias

A partir de amanhã, quinta-feira, o livro Dez atleticanas e uma fanática estará disponível nos seguintes pontos de venda:
  • Revistaria Bom Jesus - Rua Jaime Balão, 201 - Hugo Lange. Fone: (41) 3264.7662.
Em breve na Arena Store.

Sinal amarelo

Primeira partida da segunda fase, primeira partida que vale alguma coisa nesse campeonato, e primeira derrota do Atlético na competição. Para o Engenheiro Beltrão. Um a zero, com gol de bicicleta.
Difícil comentar uma partida que mal ouvi na rádio. Mas, segundo os comentaristas que estavam lá, o Furacão foi dominado taticamente pelo Beltrão no segundo tempo. E, individualmente, as atuações apagadas de Willian e Irênio colaboraram para o péssimo resultado.
Agora fica a obrigação de vencer a favela, domingo, na Baixada. Qualquer outro resultado acende o sinal vermelho.

Hora de Irênio mostrar a que veio

O Atlético recomeça sua caminhada rumo ao título às 15h30 de hoje, frente ao Engenheiro Beltrão, no interior do estado. E conta com a volta dos laterais titulares, Ney e Netinho. Estrear com vitória é fundamental, já que o próximo jogo é contra o Paraná e clássico é clássico... Mas o que a torcida espera, mesmo, é que Irênio finalmente mostre que tem futebol para ser o titular da camisa 10 e ajude o time a chegar à meta adversária. Até agora, foi pouco eficiente. E, num esquema com três zagueiros e dois volantes, um meia que faça gols e que coloque os atacantes na cara do gol é fundamental.
Vamos ver (ou melhor, ouvir no radinho) como ele se sai hoje.

Coincidência

Jancarlos saiu fugido do Atlético e, assim com o Dagoberto e Aloísio, foi parar no Morumbi. Coincidência, não?

terça-feira, 11 de março de 2008

Dez atleticanas... será lançado hoje, na Baixada

O livro Dez atleticanas e uma fanática, de Antônia Schwinden, será lançado hoje, a partir das 18h30, no 4º andar da Arena (no salão onde está exposta a maquete do estádio).
A propósito, já comentei aqui sobre a obra mas não falei quem são as 10 torcedoras escolhidas por Antônia. São elas: Tatiana Lupion Torres, Fabiana Cini Guarinello, Regina Célia Perri Cecato, Valeria Werzditzki, Desirre Salgado, Maria da Luz Mussurunga (Dona Luzita), Elaine Lemos (Minhoca), Luciana Nemer, Gessy Cardoso de Souza e Roberta de Oliveira Borges Consenza.
Para saber mais sobre o livro, clique aqui.
Apareçam!

segunda-feira, 10 de março de 2008

Preliminar especial

Após a partida contra o Cianorte, quando o Atlético bateu o recorde de vitórias do Furacão de 1949, alguns torcerdores que vivem fora de Curitiba pediram para postar aqui a revista Preliminar especial, "retrô", que foi distribuída na Baixada.
Pois a edição histórica já está no site oficial do CAP, em PDF. Para acessar, clique aqui.

Parabéns ao torcedor

Até janeiro, o Atlético tinha pouco mais de três mil sócios. Hoje, com o lançamento das novas modalidades de associação, o número mais que dobrou: os associados já passam de sete mil - como adiantou este blog no sábado. Com "bug" no sistema e tudo o mais.
O torcedor está de parabéns. Espero que até o início do Brasileirão a marca dos 10 mil já tenha sido superada.
Pra quem ainda está na dúvida, lembro que vale a pena. Mesmo em março, apesar de estarmos no dia 10, quem se associar estará no lucro. O Furacão joga duas partidas em casa: contra o Paraná (dia 16) e contra o Engenheiro Beltrão (dia 30). Com ingressos avulsos, o torcedor pagará R$ 60 para assistir aos dois jogos. Com o pacote, pagará apenas R$ 50 (R$ 25 para menores de 18 anos).
Em abril, logo no dia 5 ou 6, nova partida em casa ainda por esta segunda fase, contra o Iraty. E, na seqüência, certamente um jogo na Baixada pela semifinal. Já é lucro. Se estivermos na final do Paranaense - e esta é a expectativa -, a vantagem é ainda maior, sem contar que o sócio não precisará enfrentar filas para assistir à decisão.
No último post sobre o assunto, algumas pessoas que vivem longe de Curitiba lamentaram não poder fazer a adesão pela internet. Prometo para breve novas informações sobre o "sócio ausente".

domingo, 9 de março de 2008

Pra valer

Depois de dois meses de total inutilidade, o Campeonato Paranaense começa pra valer nesta semana. São dois quadrangulares. De cada um deles, classificam-se dois semi-finalistas. A chave do Atlético tem Iraty, Paraná Clube e Engenheiro Beltrão. No outro, estão Coritiba, Malucelli, Toledo e Adap Galo.
A fase começa já na quarta-feira, e o Furacão enfrenta o Engenheiro, fora de casa.
Convenhamos, num grupo destes não basta se classificar. Tem que ficar em primeiro.

Parada dura

Não bastasse a eliminação na Copa do Brasil, a próxima partida do Atlético pelo campeonato estadual é uma das mais difíceis deste primeiro turno. O Iraty, em terceiro na tabela, está invicto em casa, onde marcou 14 gols e sofreu apenas dois.
Já o Atlético joga sem seus laterais titulares - Netinho e Ney cumprem suspensão. Na direita, Roberto e Pimba disputam a vaga. Na esquerda, Ney Franco decidirá entre Michel ou Piauí.
Pelo jeito, será um domingão "daqueles"...
O jogo do Furacão por si só, de nada vale. O rubro-negro já garantiu a primeira colocação e o Iraty não pode ser alcançado pelo quarto colocado. Mas a rodada decidirá os grupos da próxima fase. O Atlético enfrentará o quarto, o sexto e o oitavo colocados.

sábado, 8 de março de 2008

Sete mil

Em pleno sabadão, continuou grande a procura por novos planos Sócio-Furacão, na Baixada. A expectativa é que nos próximos dias o clube atinja a marca de 7 mil associados. O número pode ser alcançado já neste domingo - o Espaço Sócio Furacão estará aberto das 10 às 16 horas.
Corra, pois pelo jeito logo a reta da Getúlio Vargas estará totalmente ocupada pelos sócios.
Maiores informações: (41) 2105.5682 ou socio.furacao@atleticopr.com.br.

Dia da Mulher

Antônia, uma atleticana guerreira.
Ainda sobre o livro Dez atleticanas e uma fanática, algumas considerações. A atleticaníssima Antônia Schwinden teve idéia, foi lá e fez acontecer. Além de nove meses de trabalho intenso - concepção, pesquisa, entrevistas, texto e acabamento - bancou tudo do próprio bolso. Apesar da obra estar sendo lançada nas dependências do Atlético, é bom que se frise, não houve subsídio algum por parte do clube ou de qualquer empresa ou entidade. Antônia arcou com tudo - fotógrafos, designers, impressão e o fino acabamento.
Não o fez por grana - se vender todos os exemplares desta primeira edição, ela conseguirá apenas "empatar" o que investiu. Fê-lo movida apenas pela paixão que nutre pelo Furacão e pela realização deste sonho.
Por isto, neste Dia da Mulher, as homenagens do Blog a esta guerreira, Antônia Schwinden, e a todas as atleticanas do mundo.

Dez atleticanas...

Como explicar o fascínio pela combinação do vermelho e preto? Não se assuste, passa longe de mim a idéia de trazer alguns dos incontáveis significados e usos das duas cores, mesmo porque são também incontáveis as linhas/orientações que pretendem interpretá-las. Mas vou arriscar uma incursão pela mitologia grega, plena de sugestões de interpretação do nosso imaginário. Orfeu canta a noite, "mãe dos deuses e dos homens, origem de todas as coisas criadas", e esse preto da noite "reveste o ventre do mundo, onde, na grande escuridão geradora, opera o vermelho do fogo e do sangue, símbolo da força vital". Resultado: uma operação/combinação que envolve as entranhas...
Tal é o caso de Dona Gessy, há mais de cinqüenta anos magnetizada pelas cores rubro-negras. Ela nasceu em Guarapuava e quando casou veio morar em Curitiba - sorte das sortes, bem pertinho da Baixada. "Por influência de tudo, acho que nasci atleticana: lá no interior meu pai já era atleticano, eu adoro o vermelho e o preto e morei 32 anos perto da Baixada. Tinha um barranco, era só terra ali, mas era nossa arquibancada. A gente levava banquinho, pipoca, água e bandeira. Não perdíamos um jogo, meu marido, eu e meus três filhos, domingo era sagrado para nós".
Dona Gessy tem sete filhos, 10 netos, 10 bisnetos e, com o orgulho de uma matriarca do futebol, contabiliza: "entre 27 pessoas na família, apenas quatro coxas e um paranista". Ambas comemoramos essa "goleada" e ela continuou: "Eu tenho muiita saudade daquela Baixada. Inclusive, eu tenho as pedrinhas da Velha Baixada, guardo ali na pratileirinha do meu quarto os pedacinhos, a lembrança. Uma saudade mesmo porque ali era o amor pelo time, os jogadores jogavam por amor, pela camisa do Atlético. Hoje são poucos os que jogam assim. Mas eu continuo apaixonada pelo futebol, pelo Atlético, uma coisa que não sei explicar. Você viu, né? Meu quarto, meu banheiro, é tudo vermelho e preto".

Trecho do livro Dez atleticanas e uma fanática, que Antonia Schwinden lança nesta terça-feira, dia 11, na Baixada.
Imperdível.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Associe-se!

Mesmo após o fiasco da eliminação na Copa do Brasil, foi boa a procura por planos Sócio-Furacão nesta sexta-feira, quando recomeçaram as vendas para os torcedores. Mais de 1500 rubro-negros se associaram, número próximo da meta diária estabelecida pelo clube.
Como alguém citou no Fórum Furacao.com, "é na derrota mais dolorida que o atleticano se fortalece cada vez mais".
Faça a sua parte você também. Associe-se.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Humilhação suprema

Cair fora da Copa do Brasil logo na primeira fase não é fácil. Perder a vaga para o Corinthians de Alagoas, então, nem se fala. Ser eliminado precocemente por um time desconhecido não é humilhante. Acontece. Mas da forma como foi, e em plena Arena, isso sim é uma "humilhação suprema", como diria aquele narrador gaúcho.
Não é que o Atlético tenha jogado mal: o Atlético simplesmente não jogou. O time alagoano dominou a partida taticamente, e ainda por cima teve muito mais disposição, vontade, pegada. Justiça seja feita: o Corinthians merecia ter vencido a partida e se classificado sem precisar da disputa de pênaltis - que só serviu para tornar ainda mais angustiante a noite desta quinta-feira.
Confesso que a saída de Ferreira, Jancarlos e Claiton do time não me preocupava. Mas descobri que eu estava redondamente enganado. Com os três no time, o Atlético não só jogava bem como impunha respeito. Muito diferente do que se viu hoje.
Mais triste é ver que a tabela da Copa do Brasil vislumbrava um caminho relativamente fácil até as finais. Paranavaí, Juventude e Vasco seriam os próximos adversários, pela lógica. Uma ótima oportunidade de brigar por mais uma classificação à Libertadores. Mas esse torneio maldito nos reservou novamente uma surpresa desagradável.
A nós, sobrou a desesperança. Restaram agora apenas as migalhas do campeonato estadual. É tudo o que temos para os próximos dois meses.
Resta esperar que um time decente seja montado para o Brasileirão.

Devagar, quase parando

Esta semana o Blog da Baixada está como o time do Atlético: devagar, quase parando.
Vou tentar voltar a ser mais assíduo.
E espero que o rubro-negro volte a jogar bola.

terça-feira, 4 de março de 2008

Um capitão discreto. E eficiente

A Gazeta do Povo desta terça destaca o novo capitão do Rubro-Negro, o zagueiro-artilheiro Antônio Carlos:
O papel de capitão no Atlético está sob nova direção. E a torcida rubro-negra pode, em princípio, estranhar um pouco a nova administração, de responsabilidade do zagueiro Antônio Carlos. Isso porque encerrou-se o tempo dos gritos e gestos espalhafatosos de Claiton. Agora, a liderança oficial em campo será exercida pelo jogador da mesma forma como com a bola nos pés: com extrema discrição. “Eu nunca fui de gritar, chamar a atenção, prefiro conversar com calma, no canto. Não vou mudar por causa disso”.
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Sim, quinta tem rodada dupla

Confirmado: 18h00 - Atlético x Dallas; 20h30 - Atlético x Corinthians-AL.

sábado, 1 de março de 2008

Quinta tem rodada dupla?

Os norte-americanos do Dallas FC (foto) desembarcaram hoje no Afonso Pena e já rumaram ao CT do Caju, onde realizarão uma pré-temporada. As informações são do site oficial do CAP.
Segundo o site, o time de Ricardinho e André Rocha joga contra o Atlético no dia 6 de março, quinta-feira - mesmo dia do confronto contra o Corinthians-AL pela Copa do Brasil.
O que dá a entender que teremos mais uma rodada dupla na Baixada.

Desta vez, creio, da forma certa: o amistoso como preliminar e a partida por um torneio oficial como atração principal.

A programação das duas partidas ainda não foi anunciada pelo clube.

Apenas um preparativo

A primeira fase do Campeonato Paranaense, com esta fórmula esdrúxula, é um verdadeiro convite ao torcedor não ir aos jogos do seu time. O Atlético, graças ao objetivo de bater o recorde de vitórias do Furacão de 49, deu graça à competição e até tornou esta fase inicial importante e interessante para a torcida rubro-negra.
Agora, batido o recorde, e garantido o primeiro lugar ao Atlético, o estadual volta a se arrastar.
A partida deste domingo, contra o Toledo, assim como a próxima, contra o Iraty, não valem absolutamente nada em termos de tabela. Mas terá um aspecto importante: servirão como preparativo para a Copa do Brasil. Já definitivamente sem Claiton, amanhã é dia de testar novas formações e de dar uma nova chance aos garotos da base. Enfim, é dia de acertar o time para passar por cima do Corinthians-AL na quinta-feira.
É o que todos esperamos.
Eu, como sempre, estarei na Baixada.