segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Identidade Furacão

Em sua coluna de hoje na Tribuna do Paraná, Augusto Mafuz comenta a vitória contra o Londrina e as comparações entre o Atlético atual e o fantástico time de 1949:

Romantismo

Era um vento, mas ainda restava uma força. O que ninguém mais poderia imaginar é que essa força era de um furacão, tornando o Atlético irresistível. Imagino que, agora, Claiton fez o que Cireno fazia em 49: fez um arranjo impossível, descobriu uma bola perdida, e a jogou para o grande Marcelo Ramos, que tal como Jackson do Nascimento fazer o gol.

E, assim, esse Atlético ganhou do Londrina na Baixada: 1 x 0. Foi a sua 10.ª vitória seguida. Falta apenas uma para alcançar a marca do Atlético, de Jackson e Cireno, de 11 vitórias em seqüência.
Só idiotas fazem comparações no futebol.

Elas são impossíveis, em razão de que o tempo que passa vai operando a transformação das pessoas, das coisas, tornando a própria vida mutável.

O futebol, em especial, que passou a depender da força física como única maneira de ocupar espaços durante 90 minutos para ter a posse de bola. Ou será que Cireno teria a força para, àquela altura do jogo de ontem, fazer a jogada que Claiton fez para Jackson marcar o gol que Ramos marcou?
No futebol pouco restou da época romântica.
O gol de Ramos manteve o comovente romantismo atleticano, dessa geração Arena, para o alcance da marca de 49.
O Atlético, de Jackson e C
ireno, ganhou 11 vezes em seqüência. Dizem que foi um espetáculo.
O Atlético, de Claiton e Marcelo Ramos, já ganhou 10. Se ganhar a 11.ª terá escrito a mesma história. Digo que será espetacular. É que o tempo não reprime o alcance das marcas. Essas são dependentes de números, que pelos séculos em razão de sua natureza lógica, são imutáveis.

Mal que pergunto, houve uma história mais bela no Atlético, do que o do time de 2001, campeão do Brasil? Alguém foi mais importante que Alex Mineiro?

E a identidade “Furacão” pertence ao Atlético, e não a um time de determinada época formado por determinadas pessoas, sejam elas Cireno, Claiton, Jackson e Marcelo Ramos.

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