quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Respondendo às perguntas

A enxurrada de questionamentos feitos pela torcida atleticana após a confirmação da saída de Claiton para o futebol japonês fez com que o presidente do Conselho Deliberativo, Mário Celso Petraglia, os respondesse em forma de entrevista ao site oficial.
Destaco duas respostas:
Por que não pudemos manter todos os jogadores que iniciaram o campeonato?

Petraglia -
Há uma crise financeira no futebol brasileiro. Para integrar o grupo de elite fora do eixo Rio-São Paulo exige-se dos clubes um elevado comprometimento de recursos, sempre acima de sua capacidade de receita. A manutenção da estrutura patrimonial, administrativa e técnica em nosso clube é extremamente cara para os padrões locais. Não abrimos mão da qualidade, e por isso o CAP promove seus jogadores proporcionando infra-estrutura, alto grau de profissionalização e tratamento médico de ponta. O resultado desse elevado índice técnico de nossos jogadores os projeta de modo a serem cobiçados por times de todo o mundo. Foram os casos de Ferreira e Claiton, dois importantes jogadores do CAP em 2007 e queridos da torcida atleticana.
Por que justamente Ferreira e Claiton?

Petraglia -
Não foi de nossa vontade liberar o Ferreira para o Al-Shabab (Emirados Árabes Unidos) para um empréstimo de quatro meses correndo o risco que não mais volte para o CAP. Nem agora era nossa intenção liberarmos o Claiton - jogador que não nos pertence e que veio sob a condição de ser liberado caso ocorresse qualquer proposta do Exterior para ele. Houve a proposta e ele vai para o Consadole Sapporo (Japão). Nos dois casos, os jogadores receberam propostas em valores absurdos para jogarem fora do Brasil. Era impossível cobrirmos as propostas.

Petraglia garantiu, ainda, que Marcelo Ramos está garantido até o final da temporada.
Pra mim, assunto encerrado.
Para ler a íntegra da entrevista, clique aqui.

O Atlético ensinou João a gostar de futebol

Meus amigos*, estou lendo o ótimo livro João Saldanha – Uma Vida em Jogo, do jornalista André Iki Siqueira, que conta a história de um dos mais brilhantes jornalistas esportivos do país, cronista e comentarista, além de técnico em algumas poucas ocasiões – não um técnico qualquer, mas o que montou a base da seleção de 1970. Creio que sejam desnecessárias maiores apresentações sobre o mestre.
Pois vejam só, justamente na página 49 o livro conta a passagem de João, o “João sem Medo”, por Curitiba, ainda criança. E conta como, graças ao Atlético, Saldanha tornou-se um fã do futebol:
Morar em Curitiba afastou o menino de uma de suas fascinações: os cavalos. Mas o aproximou de um objeto que ele jamais esqueceria e ao qual estaria ligado até o final da vida: a bola. De cara, uma atração irresistível.
- Tinha a rua Iguaçu, que vai lá pelos lados de Água Negra. Eu morava em cima; a casa está lá até hoje, pertence à família Rocha Dutra. É uma casa grande, bonita. Os fundos dessa casa já davam para o território do Atlético, que estava começando nessa época. E era pelada – o dia inteiro era racha, o tempo todo. No campo tinha um brejozinho, e um pedacinho de um campo, uns 30 ou 40 metros. Os moleques da rua jogavam ali, e eu ficava lá, lógico.
Um dia, João resolveu conhecer o campo do Atlético. Passou a ir lá todos os dias.
- Fui lá ver como era e acabei escalado no Filhotes do Atlético. Dois caras tomavam conta: um da família Urtigas, tradicional, e outro de nome Nicanor. Engraçada a mentalidade perfeita deles: fora o goleiro, ninguém tinha posição. Só vi isso em 1969, na Alemanha. Se aos dezoito, dezenove anos a gente não sabe o que vai ser da vida, imagina se guri sabe a posição em que vai jogar?
Após ter vestido a camisa e defendido o clube paranaense, João adotou o esporte.
- Passei a torcer pelo Atlético e a gostar de futebol.
* * *
(*)
"Meus amigos..." Era assim que João Saldanha começava suas crônicas esportivas na Rádio Globo e seus artigos publicados em jornais de todo o país.
PS: João Saldanha foi líder estudantil e membro do Partido Comunista Brasileiro. Quanta diferença para os comunistas de hoje em dia...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Janca que se esperte!

O site do Globo informa que o contrato do atacante Leandro Amaral com o Fluminense foi anulado na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj). O caso é bem parecido com o do lateral-direito Jancarlos, vinculado ao Atlético. Leandro tinha vínculo com o Vasco, mas conseguiu uma liminar na Justiça do Trabalho para poder atuar por outro clube, alegando que o contrato foi prorrogado sem o seu consentimento - apesar da prorrogação automática estar prevista numa cláusula.
Agora o Vasco conseguiu derrubar a liminar e Leandro está sem condição de jogo. E o Fluminense, se quiser contar com o jogador, terá que pagar a multa contratual.

Decisão será na Arena

Como eu previ num dos posts abaixo, o Atlético vai decidir em casa a vaga ára a próxima fase da Copa do Brasil. O empate em 1 a 1 contra o Corinthians-AL era esperado (pelo menos por mim, já que a maioria da torcida dava como favas contadas a classificação antecipada) e não deixa de ser um bom resultado. Agora, basta um empate sem gols ou vitória simples na Baixada - mas, aí sim, jogando em casa, acredito num placar mais elástico.
Se bem que eu já disse: na Copa do Brasil jogar bonito não adianta nada. O que vale é se classificar.

Dupla de ataque

Na Copa do Brasil, um torneio do tipo "mata-mata", a importância de cada gol marcado é elevada à décima potência. Jogar bonito não é importante; marcar gols é fundamental.
Um golzinho fora de casa pode representar, muitas vezes, a classificação. Nesta primeira fase, balançar a rede adversária duas vezes fora de casa garante a classificação antecipada.
Nas duas últimas partidas, sem Marcelo Ramos, Pedro Oldoni jogou e marcou.
E agora, com a volta de Marcelo, como Ney Franco escalará o ataque rubro-negro contra o Corinthians, em Maceió? Manterá Willian, um jogador de velocidade e um pouco mais habilidoso, ou escolherá Pedro Oldoni, um verdadeiro avante artilheiro?
Os jornais de hoje dão como certa a escalação de Willian. Mas é óbvio que Oldoni entrará se o gol demorar a sair.
E não será surpresa se Oldoni, em breve, ganhar a posição de titular. Principalmente se vier a ser, novamente, o salvador da Pátria.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Mais uma pro currículo

O cancelamento de um evento que mobilizou nada menos do que 202 municípios, na véspera de sua realização, ainda vai dar muita dor de cabeça para o presidente da Paraná Esportes, o comunista Ricardo Gomyde - aquele mesmo que indicou o Pinheirão como estádio paranaense apto a receber a Copa do Mundo de 2014.

O seminário, que seria realizado no mesmo dia em que houve a reunião do governo paranaense com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para tratar da Copa em Curitiba, foi utilizado por Gomyde como desculpa para justificar sua ausência na reunião no Rio de Janeiro.
Ontem, durante a “Escola de Governo” comandada pelo governador Roberto Requião, estudantes distribuíram um panfleto acusando Gomyde de descaso e mostrando gastos injustificados na Paraná Esporte. A informação foi divulgada pela rádio CBN, que estava cobrindo ao vivo a “Escolinha”.
Segundo o blog Jogando Limpo, “o evento em Foz do Iguaçu foi cancelado sem qualquer justificativa, apesar da Paraná Esporte já ter pago todos os gastos - pelo que deu entender da reportagem da CBN, algo em torno de R$ 6 mil. Não é muito, mas é dinheiro nosso.”
O site lembra também que Gomyde não estava na “Escolinha”, apesar do governador Requião exigir expressamente que todos os secretários e diretores de autarquias estejam presentes em todas as reuniões. Até mesmo o secretário da Comunicação Airton Pissetti, que se licenciou do cargo, estava lá. Mas Gomyde gazeou.
Já o blog da jornalista Luciana Pombo diz que os estudantes que entregaram os panfletos “prometem que vão denunciar como o neocomunista conseguiu os 62,1 mil votos das últimas eleições...”
Só para lembrar: Gomyde, além de presidente da Paraná Esportes, é também diretor dos coxas - ocupação que tem tomado todo o seu tempo, apesar do emprego público e do salário pago com dinheiro dos contribuintes. Não bastasse, está lançando hoje, oficialmente, sua candidatura à Prefeitura de Curitiba pelo PCdoB.
É mole?

A temporada começa amanhã

O ano começa pra valer nesta quarta-feira para o Atlético. A primeira fase do Campeonato Paranaense serviu, na verdade, como preparativo. E muito melhor fazer uma pré-temporada disputando partidas pra valer do que correndo em volta de um lago num hotel ou infurnado num CT.
Neste aspecto, o início do ano foi bastante positivo. De quebra, o Furacão ainda deu graça ao estadual, batendo o recorde de vitórias de 1949.
Mas agora isso tudo ficou para trás. Amanhã, o Furacão estréia na Copa do Brasil, a competição mais importante do semestre. No calor de Alagoas, contra o desconhecido Corinthians, e sem Ferreira e Claiton, dois dos principais destaques da pré-temporada.
Como o time vai se comportar? Difícil prever. Só vendo. De bom, a volta do artilheiro Marcelo Ramos, a forte zaga que estará completa e a presença de Valencia na cabeça-de-área. Por outro lado, Ferreira e Claiton ainda não têm substitutos à altura. Willian pode ser um bom atacante, mas longe de ser craque. Seria, eu diria, um ótimo banco para o Brasileirão. Na meia-cancha, Valencia e Alan Bahia cumprem a mesma função. Nenhum dos dois tem a mobilidade e a versatilidade de Claiton. No esquema 3-5-2, o segundo volante não pode ser um jogador limitado no aspecto ofensivo. Só garra não basta.
Com esta formação atual, o time vai depender muito do desempenho de Irênio e do apoio de Netinho e Nei pelas laterais.
Acho que a vaga será decidida no jogo de volta, em Curitiba.

A frase

O torcedor vai chiar sempre, eles querem sempre o melhor. Eu também. Não estou feliz que o Claiton não fique. Mas como se segura? Eu não sou mágico. E é uma questão da vontade do jogador
Mário Celso Petraglia, em entrevista à Gazeta do Povo, sobre a saída de Claiton rumo ao Japão.
Comentem!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Mais violência. Agora em SC

Pelo jeito, foi-se o tempo em que podíamos considerar o futebol catarinense como pacato. Pois foi no estado vizinho que aconteceu a última cena de selvageria num estádio de futebol.
O ocorrido deu-se no Heriberto Hülse, em Criciúma, durante a partida entre Criciúma e Avaí. E quem pagou pelo comportamento dos vândalos, como sempre, foi um torcedor pacato que não tinha nada a ver com a confusão.
O aposentado Ivo Costa, de 62 anos, torcedor do Criciúma, tentou livrar-se de uma bomba lançada pela torcida do Avaí que foi parar justamente onde ele estava. O artefato explodiu em sua mão - que mais tarde, no hospital, precisou ser amputada. A partir daí, a torcida do Tigre "contra-atacou" com pedras, paus e copos, e entrou em confronto com a polícia. Muitos torcedores ficaram feridos.
Lá, como aqui, a polícia militar está sendo acusada de não estar preparada para agir no caso de confrontos deste porte.
Lá, como já aconteceu em outras ocasiões, em outros estados, a Federação Catarinense de Futebol (FCF) vetou a presença de torcidas organizadas em partidas na casa dos adversários (Medida, aliás, inócua. Como impedir torcedores organizados de entrar no estádio? Proibir a entrada de camisetas, faixas e bandeiras não significa que os vândalos estarão banidos do futebol).
Decisões e debates que sempre vêm à tona após tragédias.
Ninguém discute medidas preventivas. Não há um fórum permanente de monitoramento e acompanhamento da situação.
Resta-nos esperar para ver onde acontecerá a próxima barbárie.

Vidente

Nosso principal pedido à direção não foi a contratação de ninguém. E, sim, a manutenção do elenco. Aliás, esse é o nosso problema no futebol brasileiro: manter o elenco por um bom tempo. A gente até torce para que nenhum jogador se destaque tanto. Porque vai sempre aparecer algum clube de fora para levá-lo embora.
Do técnico Ney Franco, em entrevista concedida no sábado para o Blog do Mauro Betting.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

A vida segue, mesmo sem o Predador

Proposta irrecusável de clube japonês deve tirar Claiton do Furacão.
Mais um titular deve deixar o Atlético. E justamente o Predador Claiton, capitão da equipe, atleta que se identificou como poucos com a camisa rubro-negra e com sua apaixonada torcida.
A proposta, contou Claiton às rádios, vem de um clube japonês, o Sapporo. Que, certamente, está oferecendo um salário infinitamente superior ao que o Atlético pode pagar.
O negócio ainda não esta 100% fechado. Mas não adianta alimentar esperanças: no futebol atual, quem tem mais, chora menos. E o Atlético ainda está a anos-luz, financeiramente, de qualquer clube europeu, árabe ou japonês. Mesmo na competição "doméstica" por jogadores, a balança pende para os times do eixo Rio-SP. Infelizmente.
Efeito emediato à saída de Claiton, se concretizada, é a reação da torcida. Alguns já começam a falar em desistir de se associar ao CAP por causa da saída do Claiton. Não digo que ninguém possa lamentar, ou reclamar, ou protestar. Agora, vincular uma coisa à outra é burrice, é ser torcedor de ocasião. Aliás, é não enxergar o óbvio: o Atlético precisa de um número minimamente consistente de sócios para impedir que isso se repita no futuro. E se, no meio do trajeto, a cada jogador que for embora os torcedores desistirem de ser sócios, o clube nunca atingirá um patamar que o permita cobrir propostas de japoneses, ucranianos ou mesmo de paulistas.
Não seja Sócio-Ferreira, Sócio-Alex ou Sócio-Claiton. Seja Sócio-Furacão.

Parou no Jota

A série de vitórias consecutivas do Furacão 2008 foi quebrada há pouco, no estádio Janguito Malucelli. O Atlético, que não sabia o que era perder pontos há 12 rodadas neste estadual, apenas empatou com o J.; Malucelli, por 1 a 1. O resultado, porém, mantém a invencibilidade do Rubro-Negro.
Quem salvou o time de uma derrota foi o atacante Pedro Oldoni. Aliás, nas duas últimas partidas, sem Marcelo Ramos (contundido), apenas Oldoni marcou.

E Petraglia se deu ao trabalho...

Novamente o tal do site "Futebolpr" apronta das suas, publicando notícias inverídicas e sem ouvir o outro lado, dando um coice no jornalismo que se propõe a fazer. O pior é que, desta vez, o presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, Mário Celso Petraglia, se deu ao trabalho de responder à maledicente "reportagem".
"Infelizmente tivemos a infelicidade de lermos (sic) a matéria assinada por esta redação sobre a visita do Governo Paranaense à CBF. As razões da nossa tristeza prendem-se aos fatos e afirmações veiculadas sobre vínculos políticos, competições, brigas, futuras eleições e rivalidades criadas de forma fantasiosa no texto, sabe-se lá com que tipo de propósito! Espero que não tenha sido apenas para denegrir ou destruir. Com desagrado me vejo citado como o futuro coordenador de campanha de candidata à Prefeitura Municipal de Curitiba nas eleições deste ano. Quero deixar claro que não existe nenhum fundamento nesta afirmação e que me surpreendo a ler a notícia considerada por mim como leviana"
, disse Petraglia em nota publicada no site oficial do CAP.
Se Petraglia me permite, vai uma dica: não alimente o ego destes medíocres. Que, aliás, já tiveram a cara-de-pau de aproveitar sua carta para levantar a bandeira da "independência e da democracia".
Existe uma diferença bárbara entre ser imprensa marrom e fazer jornalismo democrático e independente. Isto os bolhas deste site não sabem, e não saberão nunca. Porque estão com os dois pés fincados no primeiro grupo e de lá não querem sair.

Inimigo íntimo

Niehues: desta vez, do "lado de lá" da trincheira.
No comando do J. Malucelli, na partida de logo mais contra o Furacão, estará um velho conhecido dos rubro-negros. Leandro Niehues foi o técnico dos juniores do Atlético por mais de 3 anos, entre 2004 e 2007, e conquistou uma batelada de títulos: foi tricampeão paranaense, campeão da Copa Saprissa e campeão da Taça BH. A Gazeta do Povo deste domingo entrevistou Leandro e o zagueiro Rhodolfo, "ex-pupilo" do treinador no CAP. Confira:
Leandro evita clima de nostalgia

Por três anos e meio, o gramado do CT do Caju foi o "escritório" de Leandro Niehues. No comando do time sub-20, ele levou o Rubro-Negro a dois títulos estaduais, ao inédito bicampeonato da Dallas Cup, à conquista da Copa BH e à primeira semifinal de Copa São Paulo da sua história, além de lapidar algumas das mais recentes revelações da Baixada, como Guilherme, Rhodolfo e Pedro Oldoni. Hoje, será a primeira vez que ele enfrentará o ex-clube. Sentimento especial? O treinador de 34 anos garante que não.
"Não tem nenhum tipo de sentimento especial, nada de nostalgia. É mais um jogo. Difícil. Mas apenas mais um jogo. O único sentimento é o de dever cumprido, por saber que alguns jogadores que foram revelados no Atlético trabalharam comigo", comenta.
O reencontro pode assumir um caráter especial se o Jotinha ganhar. Afinal, estará do outro lado o time que venceu as 12 partidas que disputou no Estadual, maior seqüência da história do Campeonato Paranaense. Um combustível e tanto para os jogadores do J. Malucelli.
"Em nenhum momento tocamos neste assunto, mas é natural que na preleção se lembre disso. Até porque, da mesma forma que o mundo inteiro está falando do feito do Atlético, o mundo inteiro vai saber quem quebrou essa seqüência", afirma.
Niehues mantém duas dúvidas para o jogo de hoje. Na defesa, entre Leonardo e Tiago, e no ataque, entre Daniel e Rodrigo Batata.
Além do treinador, o lateral-esquerdo Rodrigo Crasso também irá enfrentar pela primeira vez o clube que o revelou.
Rhodolfo revê técnico que o lançou

O jogo de hoje à tarde marcará um encontro entre o “criador” e a “criatura” no gramado do Ecoestádio Janguito Malucelli. Foi o técnico do J. Malucelli, Leandro Niehues, o responsável pela ascensão ao time profissional de um dos destaques atuais do Atlético, o zagueiro Rhodolfo. Foram quase quatro anos de trabalho conjunto nas categorias de base do Furacão. Tempo que fez nascer uma admiração mútua.
“O Rhodolfo é extremamente profissional e eu não tinha dúvidas de que, como a gente diz no meio do futebol, seria um zagueiro de time grande. O caminho dele é Atlético e depois a Europa”, diz Niehues.
O ex-pupilo não fica atrás. Também é só elogios ao antigo professor. “Foi um técnico que me ajudou muito, que me deu uns toques importantes para eu chegar ao profissional. Tenho muito a agradecer”.
Relação que também servirá em campo, na parte prática. Porém, neste caso, para um tentar vencer o outro. Se o Jotinha poderá explorar, eventualmente, um ponto fraco do jovem defensor, Rhodolfo já passou as dicas para Ney Franco.
“Ele conhece mais da metade do nosso time, mas vamos superar isso. Sei que é um técnico de muita pegada, não deixa o time amolecer em nenhum minuto e gosta de jogar no contra-ataque”, revela Rhodolfo, que retorna ao time para reconquistar ritmo de jogo e, assim, estrear em plena forma na Copa do Brasil, quarta-feira.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Humor

Charge do Pancho, hoje, na Gazeta do Povo.

Você sabia?

Essa vai para inaugurar aquela manjadíssima seção "Você Sabia" aqui no blog... Achei a informação xeretando pela internet (aliás, procurando por algo que não tinha nada a ver com esse assunto).
Bom... eu, pelo menos, não sabia que quando os Pixies vieram tocar em Curitiba, em 2004, o guitarrista Joey Santiago e o baterista David Lovering foram visitar a Baixada. Almoçaram na Napolitana e deram uma circulada pelo estádio, conhecendo as arquibancadas, camarotes e até o gramado, onde tiraram diversas fotos. Os músicos, é claro, levaram umas camisas do Furacão como lembrança para Boston.
Em homenagem aos Pixies atleticanos, um vídeo da banda na Jukebox aí ao lado.

Tempos modernos...

O Atlético lançou um moderno plano de sócios e... deu pau no "sistema". Na quinta-feira, uma pane travou todo o "sistema" do Detran e das delegacias de polícia de Curitiba, que está fora do ar até agora.
Bons tempos em que ninguém dependia de "sistema" para ser sócio do Furacão ou para fazer um Boletim de Ocorrência.
Só precisava mesmo era tirar um 3x4 na Foto Brasil...

Ingressos ainda à venda para o jogo de domingo

Pelo que haviam informado alguns veículos de comunicação, eu tinha entendido que os ingressos para a torcida do Atlético assistir à partida de domingo contra o J.Malu estariam à venda somente ontem (sexta), na Baixada. Mas, segundo os jornais de hoje, os bilhetes para a torcidas atleticana continuam à venda durante todo o sábado (9h às 18h) e, se ainda sobrar algum, até mesmo no domingo, a partir das 9 horas - mas somente nas bilheterias do Ecoestádio "Barranquito" Malucelli.
Aliás, falando nisso, o Atlético lembra em seu site oficial: eventuais atos de indisciplina da torcida atleticana, mesmo como visitante, poderão acarretar punição do Furacão na Justiça Desportiva, com perda de mando de campo e multa. "Assim, colabore com a Polícia Militar e com a segurança particular do Estádio, denunciando atos de vandalismo, arremesso de objetos ou invasão de campo, e incentivando todos os seus amigos atleticanos a manter uma conduta vibrante mas disciplinada durante o jogo contra o J. Malucelli", diz a nota do site.
Portanto, não seja inconseqüente. Saboreie com moderação.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Encontro de bambas


O vídeo acima, feito pelo marketing do Atlético, mostra como foi o encontro de gerações de craques na Baixada.
E, pra quem não viu, vale a pena ver a reportagem do Bom Dia Brasil sobre a partida histórica. E a narração do jornalista Tadeu Schmidt: "Atlético líder, recordista, 100%, vence todas, perfeito, imbatível, tá com tudo, arrebentando 1, Cianorte 0." Para assistir, clique aqui.

Só uma idéia...

Para quem porventura não estiver satisfeito em jogar no Atlético, fica a sugestão. Que tal se transferir para o "grande" Flamengo? Clique aqui e veja como o quanto é bom jogar por lá.
O pior é que um clube como esse, que não paga salários e tampouco seus impostos, será o maior beneficiado com a tal da Timemania.
Volto ao assunto.

Trintão por um lugar no barranco

Parece brincadeira, mas não é. O J. Malucelli vai cobrar trinta reais - mesmo valor cobrado pelo Atlético para jogos no estádio mais moderno e confortável do país - pelo ingresso para a partida de domingo, no estádio Janguito Malucelli. Detalhe: lá não existem arquibancadas, mas apenas assentos de plástico instalados sobre o barranco que ficava ao lado do antigo campo de treinamento no Malutrom (foto acima).

Mas tudo bem, faço minhas as palavras do grande atleticano Juarez Villela Filho, em sua coluna na Furacao.com:
"Aconteça o que acontecer, estaremos lá mais uma vez, batendo outro recorde de público em mais um estádio Paraná afora, apesar dos R$ 30 que o time do Jota pretende cobrar! É que tem torcida que não fica só no bate papo e atrás de computador dizendo que é a torcida que nunca abandona. A nação atleticana, a torcida mais apaixonada desses trópicos, não abandona mesmo!
"

Homenagem

O Atlético publicou um belo anúncio nos principais jornais da cidade para comemorar o feito histórico do time. O título: "Ontem, a história de uma paixão ficou mais forte".
Aliás, parabéns ao pessoal do Marketing: a edição histórica da revista Preliminar distribuída ontem na Baixada, em estilo retrô, estava muito legal.

A frase

Eu, particularmente, não esperava que seria assim. As luzes apagadas, aquela festa e o hino. Chegou a arrepiar. Os jogadores de 49 torcendo para gente. É uma coisa que marca. Ficamos balançados só em falar. Sem palavras mesmo. Não sabíamos o quanto esse recorde significava para a torcida. Todos estavam falando dessa marca agora, mas quando chegamos não esperávamos isso. Agora temos que comemorar, mas sempre com os pés no chão
Claiton, o Predador, após a partida de ontem, em entrevista à Gazeta do Povo.

Noite feliz

Encontro de gerações: os jogadores de 1949 e de
2008 se reuniram no gramado da Baixada.

Cheguei em cima da hora à Baixada e perdi parte da festa. Do lado de fora, ansioso por encontrar um estacionamento que ainda tivesse vagas, podia ouvir o hino do Atlético ser cantando tão alto como eu nunca tinha ouvido. Na rádio, outro ídolo eterno, Sicupira, com a voz embargada confessava estar emocionado com a homenagem aos jogadores do Furacão de 49.
Nem é preciso falar muito aqui sobre a festa toda e o clima de atleticanismo que tomou conta da Arena - a Furacao.com, numa cobertura brilhante, já se encarregou disso.
Noites como a de ontem nos fazem ter um orgulho enorme de ser rubro-negro, de torcer para o melhor time Paranaense.
Com a bola rolando, uma partida difícil. Também, pudera: a partir de agora, os adversários enfrentam o Furacão como se fosse o último jogo de suas vidas. Dois garotos da base garantiram os três pontos e fizeram o recorde aumentar para 12 vitórias: Pedro Oldoni, autor do gol, e Vinícius, que defendeu um pênalti de forma magistral.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Privilégio

Se você está lendo este post agora, então é porque você provavelmente pôde presenciar a inauguração da Arena, o título brasileiro de 2001, um jogador do Atlético ser campeão mundial com a seleção brasileira, a invasão a Porto Alegre para ver uma final de Libertadores, a humilhação imposta a campeões mundiais como Nacional e River Plate, e poderá presenciar, hoje à noite, o Atlético de 2008 bater o recorde de vitórias do Furacão de 1949. Então, sorria: você é um privilegiado.
Aliás, a festa na Baixada promete ser memorável. Leia mais sobre a partida desta noite, contra o Cianorte:

Mais essa...

O presidente da Paraná Esporte, Ricardo Gomyde, está fora da comitiva do governo estadual que se reúne nesta quarta-feira com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para tratar da Copa 2014 em Curitiba. Mas poderia se esperar outra atitude do jovem “comunista”, dirigente do Coritiba, que chegou a se opor à indicação da Arena como estádio curitibano para o mundial e que lançou, junto com Onaireves Moura, a candidatura pró-Pinheirão?
Até mesmo a Gazeta do Povo desta quarta estranhou a ausência da maior “autoridade” da área esportiva do estado no evento. Ao jornal, assessores de Gomyde disseram que o dirigente dos coxas “não tem tempo” de tratar deste assunto: “O também dirigente do Coritiba esteve sempre à frente da candidatura local, mas optou agora pela presença no Seminário Estadual do Esporte, que seria realizado entre hoje e amanhã em Foz do Iguaçu. O evento, porém, foi cancelado. Assim mesmo, ele seguiu fora da delegação “por falta de tempo” – segundo informação da assessoria de imprensa”.
Mas para visitar o CT do São Paulo em missão representando um ente privado - e que hoje, pelo desejo de sua torcida em ver a Copa longe de Curitiba só porque os jogos seriam realizados no estádio do Atlético, representa uma clara oposição ao interesse público que deveria ser defendido pela pessoa pública que é -, para isso não falta tempo. Para passar dois dias em Belém, acompanhando a estréia do seu time na Copa do Brasil, para isso também não falta tempo...
O governador Roberto Requião se omite, finge que nada vê. Para evitar dissabores pessoais com o jovem seguidor, vai esperar o próprio se afastar dentro de alguns meses para concorrer à Prefeitura de Curitiba pelo partido comunista.
Este conflito de interesses já está beirando as raias da vergonha.
* Atualizado às 17h02 com informações do blog Arquibancada Virtual.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Estafa?

Não sou nenhum entendido em preparação física, mas as lesões que tiraram Valencia, Rhodolfo e agora Marcelo Ramos da partida histórica de amanhã me parecem ser efeito de uma espécie de “estafa” muscular, já que o time começou a temporada a todo vapor – mal o elenco se apresentou e, três ou quatro dias depois, já teve de encarar a primeira partida do ano.
A decisão do técnico Ney Franco e do diretor de Futebol Alberto Maculan mostrou-se acertada: o time já conquistou o objetivo inicial (a classificação à próxima fase do estadual) e foi bem além, igualando o recorde de vitórias de 1949 e podendo até ultrapassar a marca nesta quarta-feira.
Muito bem! Mas a partir daí, o negócio é aproveitar e se poupar para a segunda fase do Paranaense e, principalmente, para a Copa do Brasil.

Até lá, precisamos estar com o time tinindo novamente.

Novo blogueiro no pedaço

O Blog do Torcedor do Atlético no site Globoesporte já conta com novo titular. Trata-se de Marcos Vinícius Grossmann, mais conhecido como Pajé, 48 anos e notório atleticano. Ele conta ter sido o criador da primeira caveirinha daquelas que acompanham Os Fanáticos na Baixada e Brasil afora. É presidente da Corte de Justiça Arbitral do Paraná, jornalista e bacharel em Direito.

Revoluções

E Fidel Castro deixa o poder em Cuba, após quase 50 anos.
Gosto bastante da história da revolução cubana, de Fidel e de Che Guevara. Muito embora discorde da forma como foi conduzida a política do país através dos anos, das décadas, por seu comandante. Um colega que esteve na ilha me disse ao voltar:
Lá a população tem acesso a estudo, esporte e saúde. Agora, só falta comida... Lógico, o embargo norte-americano colaborou muito para que esta situação se prolongasse, principalmente após a queda do comunismo no leste europeu. Mas isso é outro papo.

Agora, não se pode negar: a revolução cubana é uma das mais belas e românticas passagens da história mundial.

O que me levou a comprar, certa vez, um livro chamado “Cuba por Korda”. Uma coletânea de fotos feitas por Alberto Korda, fotógrafo oficial de Fidel por décadas. Uma obra fantástica, que me despertou o interesse pela fotografia. Além de fotos oficiais, o brilhante Korda conseguiu muitos flagrantes de Che e de Fidel em sua intimidade. Momentos de lazer pós-revolução, como os dois líderes pescando, fumando charutos ou jogando golfe, estão lá. A mais engraçada é uma de Fidel esquiando na neve, totalmente desequilibrado, com um casaco de pele com capuz. Uma imagem semelhante àquela do terrível Pé Grande das histórias infantis.

A famosa foto de Che, com aquela expressão que o imortalizou, também está no livro. Korda conta como ela foi feita, em 1960: “Ao pé da tribuna, o olho fixado na minha velha Leica, eu metralhava Fidel e aqueles que o cercavam. De repente, através da objetiva de 90 mm, surgiu Che. Seu olhar me espantou. Num reflexo, bati duas vezes: uma tomada vertical, outra horizontal. Não tive tempo de fazer uma terceira, ele se retirou discretamente para a segunda fila. No entanto, a foto não foi selecionada naquela noite pela redação... pendurei, então, na parede do meu estúdio”.

Anos depois da morte de Che, em 1967, um designer italiano de nome Giangiacomo Feltrinelli recortou as laterais da tomada horizontal e transformou a imagem em um pôster. Resultado: o retrato virou mania mundial e foi mais estampado em camisetas do que o Mickey Mouse. Korda, no entanto, não levou um tostão sequer de direito autoral.

Mas a foto que mais gostei não traz Fidel. Nem Che. Mostra a população superlotando uma praça, esperando por um daqueles famosos discursos do presidente.

Imagem que, coincidentemente, me lembrou a galera rubro-negra tomando a praça Afonso Botelho, em 2001, esperando pelo primeiro título nacional do Furacão. Que também foi resultado de uma grande revolução, a maior da história do futebol paranaense...

Em praça pública em Cuba, povão espera pelo ídolo Fidel Castro.

Em praça pública em Curitiba, povão espera pelo gol do ídolo Alex Mineiro.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Um vai, outro vem. E o baile segue

Nei (6) comemora gol contra o Fluminense, no Maracanã: chance de se firmar como titular.
Não sei qual é a exata situação de Jancarlos, que simplesmente "sumiu do mapa", não viajou com o time na sexta-feira para União da Vitória e hoje não apareceu para treinar no CT do Caju. Portanto, não farei qualquer tipo de prejulgamento, pelo menos até ouvir as versões do jogador e do clube. Pelo que li e ouvi, a diretoria do Atlético foi pega de surpresa e está "p" da vida com o Janca. Muito provavelmente com razão.
O torcedor atleticano já presenciou desfechos nada felizes em casos semelhantes com outros jogadores. E a lição que se pode tirar é: quer jogar no furacão com vontade, fique; se não quer, se prefere ser sacana, que vá embora, mas não sem antes encarar uma merecida pendenga judicial. E mais: ninguém é insubstituível. Não sei como está hoje o futebol de Dagoberto, Aloísio ou Marcus Aurélio. Mas estou bem mais contente com Marcelo Ramos no comando do ataque rubro-negro.
E assim segue o baile. Jancarlos tomou doril? Azar dele. E toda a sorte ao polivalente Nei, que tem bola para ser um dos grandes jogadores do futebol brasileiro. Lembram-se quando ele chegou ao CAP, ano passado? Jogou na lateral-direita, lateral-esquerda, zaga e até de goleiro, quando foi necessário. Foi bastante elogiado pela galera. Depois, caiu de produção junto com o time. Mas, ressalte-se, sempre jogando improvisado pelo lado esquerdo do campo.
Agora é vez dele, na sua posição, mostrar que pode ser titular no Brasileirão. Vamos lá Nei, a torcida está contigo.

Rodriguinho no Legião

Você lembra de Rodrigo Cesar Castro Cabral - ou, simplesmente, Rodriguinho? Aquele mesmo, que de eterna promessa acabou virando uma grande frustração para a torcida rubro-negra, nunca conseguindo se firmar na equipe profissional. Pois bem, após passagens pelo futebol pernambucano e catarinense, Rodriguinho é a mais nova contratação do Legião Futebol Clube, aquele time de Brasília criado em homenagem a Renato Russo e a banda Legião Urbana, de acordo com o BID da CBF.
O Legião é o atual vice-líder do campeonato brasiliense.

Eterno Furacão

Por José Henrique de Faria (*)
Em 1949, a equipe do Clube Atlético Paranaense, constituída pelos jogadores, treinador, médicos e demais membros da comissão técnica, atingiu a extraordinária marca de 11 partidas seguidas vitoriosas no Campeonato Paranaense, feito este nunca antes conseguido pelo clube, o que se constituiu, portanto, em um recorde. Mais do que o título de 1949, aquela equipe conseguiu, para o Atlético Paranaense, um outro título: Furacão. Este outro título é tão importante na história do clube, que deixou de pertencer àquela equipe, incorporando-se ao Atlético Paranaense, institucionalizando-se. Qualquer recorde pode ser igualado ou superado, mas esta marca, jamais. E a gratidão a todos aqueles que a conseguiram, será eterna, geração após geração. Atlético Paranaense é Furacão.
O feito de 1949 foi tão extraordinário que foram necessárias quase seis décadas para que o mesmo fosse igualado. Não se trata de comparar 1949 com 2008. São outros os jogadores, o treinador, a equipe técnica e de apoio. A situação é outra. Todos sabem que a ciência entrou definitivamente no esporte. A infra-estrutura que o Clube Atlético Paranaense oferece aos seus agora atletas profissionais no CT do Caju, sequer poderia ser imaginada em 1949. São duas realidades absolutamente diferentes.
Mas, no calor destes 59 anos, muitos fenômenos não mudaram. O coração atleticano pulsou sempre com a mesma paixão, nos melhores e piores momentos. Estamos comemorando, agora, o recorde que esta equipe de 2008 obteve igualando aquele de 1949, com 11 partidas vitoriosas no campeonato Paranaense, saboreando cada vitória com a fineza do bom paladar, assim como os atleticanos de 1949. Estamos alardeando este recorde com a mesma vibração e entusiasmo que a torcida atleticana de 1949 ostentava quando obteve aquele recorde. As pessoas mudaram, mas a torcida do Atlético Paranaense continua sendo a mais entusiasmada, a mais brilhante, a mais apaixonada, enfim, a maior.
O Clube Atlético Paranaense é o mesmo. O Eterno Furacão. Outras vozes, a mesma torcida. Outros tempos, a mesma raça.
As circunstâncias são diferentes, mas as façanhas são iguais. As mesmas reverências ao time de 1949 devem ser feitas agora ao time de 2008, pois, como se sabe, “o coração atleticano estará sempre voltado para os feitos do presente e as glórias do passado”. No sábado, dia 16 de fevereiro de 2008, em União da Vitória, a equipe do Clube Atlético Paranaense igualou o recorde de 11 vitórias seguidas no Campeonato Paranaense ao derrotar o Iguaçu pelo placar de 8 x 1. Um placar digno de um recorde histórico. Um placar que é uma justa homenagem ao Eterno Furacão. Os jogadores, a comissão técnica comandada por Ney Franco e os dirigentes representados por Maculan, com certeza sentiram a mesma emoção que tomou conta dos corações de 1949. E a imensa torcida, representada pelos 800 torcedores que estiveram em União da Vitória, pode hoje exibir um orgulho incomum, que se refletirá na Arena da Baixada depois de amanhã.
As históricas vitórias de 1949 e de 2008 são de todos. As conquistas são de todos, porque não se consegue transpor obstáculos senão coletivamente. Além disso, esta alegria e este amor têm um motivo mais do que justificado. O motivo é que nós, do Clube Atlético Paranaense, nós, do Eterno Furacão, já chegamos a um nível em que estamos competindo entre nós mesmos. Um nível em que quando perdemos, ganhamos. Um nível em que ao ver um recorde ser igualado ou quebrado, vemos um outro ser estabelecido. E isto, sem dúvida, não é para quem quer.
* Ex-presidente do Conselho Deliberativo do CAP, ex-reitor da UFPR e professor da Universidade Positivo. Artigo publicado esta segunda-feira na Gazeta do Povo.

A mais nobre homenagem

Em sua coluna desta segunda-feira na Tribuna do Paraná, Augusto Mafuz comenta a vitória sobre o Iguaçu e o recorde de vitórias conquistado pelo Furacão. Confira:
Marcas do Passado
Há quem sonha de dia e sonha de noite, diz o poema de Fernando Pessoa. Por isso, há sempre coisas atrás de nós.
Veja só o Atlético Paranaense.
Agora, que igualou ao Furacão de 49, o Furacão de 2008 tem a provocá-lo o alcance da marca desigual de 12 vitórias consecutivas. É a vida, não há nada o que fazer a não ser ficar à frente das coisas que estão atrás de nós.
Foi comovente a conquista deste time atleticano.
Pareciam onze idealistas encontrados nos arredores da Baixada, puxados pelo coração.
A vitória em União da Vitória não foi bela porque foi de goleada, tampouco porque foi de oito. A beleza esteve na busca do objetivo, que foi motivada pelo ideal de ser grande na história.

Não se via há muito anos, um time jogar pelo ideal.

A prova está na reação dos jogadores a cada gol. Veja outra vez o oitavo, de Marcelo Ramos: era um excesso para o futebol carente desses dias, mas foi comemorado como se fosse o único, como se fosse o gol que resolvia a proposta de vida.

Porque jogou com ideal, o Atlético escreveu uma das histórias mais lindas do futebol. O gol de Claiton foi o corolário, porque resgatou o pedaço mais precioso do Furacão de 49, representado pelo toque de classe, pela troca de bolas em razão do talento, e na busca do espaço para o gol, pela inteligência. Foi a mais nobre homenagem que se poderia fazer ao Furacão de Jackson e Cireno.

Pela frente de tudo, um nome: Ney Franco, o treinador. Tem uma virtude pouco comum nos treinadores atuais: faz o time viver o dia de hoje, transformando a vitória conquistada na mais importante na história de cada um. É quando a existência não é simplesmente pensada e imaginada.

Ela simplesmente existe.

Mais do que um nome, Ney Franco é um homem.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

O “paizão” de fino trato com a boleirada

Muito se fala sobre a importância indiscutível do técnico Ney Franco para a boa fase vivida pelo Atlético desde o segundo semestre ano passado, quando ele assumiu uma equipe em frangalhos e a transformou num time imbatível jogando em casa, conquistando uma vaga na Copa Sul-Americana.
Mas os méritos não são só dele. Há no clube uma pessoa cujo trabalho é essencial justamente para que Ney possa realizar o seu: Alberto Maculan. Diretor de Futebol campeão brasileiro de 2001, ele esteve afastado dos gramados por algum tempo, quando assumiu funções administrativas e tocou o projeto de conclusão do CT do Caju. Mas após passagens não muito felizes de Marcos Moura Teixeira e Oscar Yamato no departamento de futebol, não teve outro jeito: chamaram o Maculan de volta para pôr ordem na casa. Assumiu o cargo junto com Ney Franco, em agosto do ano passado. E o fruto do seu trabalho está aí, à vista de todos.
Maculan é um dos caras que mais entende de futebol aqui no Paraná e, com certeza, o que tem melhor trato para lidar com a boleirada. Mas não é só isso. Maculan é atleticano, torce, vibra, e transmite esta empolgação para os atletas. Basta ver os vídeos dos bastidores dos jogos no site do CAP: ele sempre está lá, dando um suporte antes das partidas como um paizão da rapaziada e comemorando muito durante e após o jogos - um sangue quente rubro-negro que contagia a todos, muito diferente da frieza profissional de seus antecessores. Podem reparar. No vídeo do Atletiba lá está ele, o mais sorridente no retorno para os vestiários após a vitória em território inimigo.
Ney Franco deve muito a Maculan. E nós, torcedores, também.

Epopéia em União da Vitória


O site oficial do Atlético e a Furacao.com já postaram o vídeo com os bastidores da partida contra o Iguaçu, mas tá tão bacana que repito a dose por aqui. Com direito a Glenn Miller Orquestra de fundo musical e imagens em preto e branco, numa clara referência ao Furacão de 49. Quem quiser ver os melhores momentos da partida também pode: é só acessar o site do CAP.
Já elogiei a iniciativa do clube e volto a fazê-lo. Os vídeos estão muito legais.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Furacão histórico

O Atlético exagerou na dose para igualar o recorde de vitórias de 1949. Oito a um. Sim, oito a um sobre o Iguaçu, em União da Vitória.
Estes jogadores, assim como os de 1949, fizeram história. Na quarta, contra o Cianorte, merecem que a Baixada, lotada, os reverencie.
Afinal, eles provaram que existe Furacão no Brasil, sim. Um só, o primeiro e único.
Leia mais sobre a partida:

Janca fora

A rádio Banda B acaba de informar: o lateral-direito Jancarlos está fora da partida de logo mais contra o Iguaçu. Nei será o titular.
A ausência de Janca ainda está mal explicada. Ele não se apresentou para viajar a União da Vitória.
Com isso, o Atlético não terá três titulares. Rhodolfo e Valencia já haviam sido cortados pelo Departamento Médico. Em seus lugares, jogam Alex e Alan Bahia.

O assunto do dia

Os jornais estão monotemáticos hoje. Simplesmente todos os colunistas esportivos da capital estão falando sobre a possibilidade de o Atlético igualar a marca do Furacão de 1949.
Veja o que andam dizendo:

A previsão do Simepar é de furacão na Região Sul do estado, na fronteira entre o PR e SC, às margens do Rio Iguaçu. A última vez que o fenômeno ocorreu foi em 1949. Varreu 11 adversários, impiedosamente. Agora, só a “União da Vitória” pode conter a fúria avassaladora do novo Furacão. O Furacão 2008.
Linhares Junior, na Gazeta do Povo.

Não fosse a possibilidade de o atual time do Atlético igualar o recorde de vitórias consecutivas do Furacão de 1949, o Campeonato Paranaense estaria jogado às moscas. Graças ao trabalho desenvolvido pelo técnico Ney Franco e ao empenho dos jogadores, o Atlético salvou a temporada estadual com essa seqüência de vitórias e a inevitável lembrança do feito de 59 anos atrás. Claro que é absolutamente impossível comparar as equipes, já que o futebol e o próprio homem se transformaram sensivelmente através dos anos.
Carneiro Neto, na Gazeta do Povo.

Chegou o grande dia. Uma vitória nessa noite, em União da Vitória, e o Atlético de hoje vai se encontrar com o Atlético de ontem. Mas não um Atlético qualquer e sim o poderoso “Furacão”, aquele poderoso esquadrão que arrasava tudo o que havia pela frente e que, graças a isso, recebeu pela primeira vez o apelido pelo qual hoje o clube é conhecido até além das fronteiras nacionais. Por essas e outras é que deve ser dada real importância aos dividendos de uma vitória atleticana hoje, em União da Vitória. Afinal de contas, não é fácil fazer história, não é para qualquer um.
Luis Augusto Xavier, na Tribuna do Paraná.

Hoje o fato nuclear que provoca a mídia são os choques de sentimentos, de números, do passado com o presente: o Atlético de 2008 ousado, atreve-se (é o termo dos românticos) a alcançar e bater a marca do Atlético de 1949. O Atlético de Marcelo Ramos quer ser também, e com razão, o Atlético de Jackson do Nascimento, o Furacão. Para arrumar uma graça e um objetivo nesta fase do campeonato, esse Atlético só arrumou um caminho: desafiar a si próprio.

Augusto Mafuz, na Tribuna do Paraná.

Até o tal do Vinícius Coelho está falando sobre o assunto. Mas a coluna deste senhor eu não transcreverei aqui jamais. Até porque é o único que tenta desdenhar da possível conquista de logo mais, em União da Vitória... A inveja é uma merda!

A mesma alma atleticana

Eu acho um espetáculo caso o recorde venha a acontecer. Um clube conseguir duas vezes essa marca é sem dúvida algo muito importante. E na minha opinião, o Atlético de 1949 é o mesmo de hoje. O lugar do estádio é o mesmo, mudou o sentido da camisa (de horizontal para vertical), mas não mudou a alma. Só o futebol atual que eu acho piorzinho. Antigamente, era lindo. Mas, no caso do recorde, os outros também poderiam ter a chance de conseguir, e não fizeram. Espero até que a marca seja superada, pois ela não será quebrada, mas vai representar uma soma na história do Atlético. E além de tudo, é muito gostoso ser lembrado.
Cireno Brandalise, atacante do Furacão de 1949, em depoimento publicado na Gazeta do Povo.

Logo mais, a partir das 20 horas, o Atlético entra em campo contra o Iguaçu para tentar igualar a marca de 11 vitórias seguidas obtida por aquele time histórico.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

"Jornalistossauro", você conhece algum?

Você sabe como os blogueiros da Campus Party Brasil - evento tecnológico realizado na Bienal, em São Paulo - chamam os "companheiros" da imprensa escrita? "Jornalistossauros" e "pterorepórteres". Criaram até uma zona de visitação e observação fora do "aquário" de onde o pessoal da mídia impressa escreve e envia suas matérias... Teve até um blogueiro vestido de dinossauro, que invadiu a sala, mexendo com os repórteres. A brincadeira toda foi registrada pelo blog Campus Party 2008, do Estadão.

Brincadeiras à parte, tá cheio de Jornalistossaurus desportivus aqui por estas bandas, não?

Para saber mais sobre a Campus Party, clique aqui.

Vai a União da Vitória? Leve mais 2 pilas para a rifa do Mosaico!

A Comissão de Mosaicos estará sendo representada no jogo contra o Iguaçu, em União da Vítória, pelo colaborador, Juarez Villela Filho, para venda da rifa da camisa autografada do zagueiro Rhodolfo - camisa que foi usada no Atletiba do dia 20/01. A idéia partiu do próprio Juarez uma vez que muitos torcedores irão viajar para acompanhar a tão esperada igualdade de recorde de vitórias do Furacão de 49.

O valor de cada rifa é R$ 2,00 e o sorteio ocorrerá no Prajá dia 02 de Março, (jogo do Atlético x Toledo), 2 horas antes do jogo.

Quer ver a Baixada mais bonita? Então ajude a Comissão de Mosaicos!

Sobre a visita a Teixeira

O blog Arquibancada Virtual informa: vai faltar espaço na sala de Ricardo Teixeira para receber a comitiva paranaense capitaneada pelo governador Requião, semana que vem. Presidentes de clubes, representantes da prefeitura, secretários de estado, deputados estaduais e federais estão na lista, que será fechada entre hoje e segunda-feira.
Quem deve estar presente também é o comunista Ricardo Gomyde. E o blog Jogando Limpo levantou o questionamento: qual de seus cartões de visita ele entregará ao presidente da CBF?

O careca no caminho, de novo

Essa não! Bem para essa partida histórica de sábado em União da Vitória a Federação escala justamente Héber Roberto Lopes para apitar?!? O cara tem uma impressionante coleção de erros cometidos sempre contra o Atlético, principalmente nos clássicos locais.
E pior que não somos apenas nós, atleticanos, que reclamamos do calvo apitador. Clique aqui para ver o que acham dele fora do Paraná.

Dez Atleticanas...

A data de o local do lançamento do livro Dez atleticanas e uma fanática, de Antônia Schwinden, já estão definidos. Será no dia 11 de março, uma terça-feira, no salão nobre onde está a exposição da maquete da Arena. Em breve, maiores detalhes.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Homenagens & negócios

A possível quebra do recorde de vitórias seguidas trouxe à tona a possibilidade de o Atlético promover algumas homenagens, tanto aos jogadores de agora quanto para os craques de 1949.
História bem parecida viveu no mês passado o Chivas Guadalajara - adversário do Furacão na semi-final da Libertadores-05. O clube mexicano decidiu homenagear os atletas da geração que jogou entre 1957 e 1967 e a forma encontrada para tanto foi bem inusitada: o ex-jogador Salvador Reyes, maior artilheiro da história do Chivas, foi registrado na federação mexicana e participou de uma partida oficial contra o Pumas, na estréia do Torneio Clausura.
Detalhe: aos 71 anos.
Reyes usou a camisa de número 57 - em referência ao ano no qual marcou o gol que garantiu o primeiro título nacional do clube - e permaneceu em campo por cerca de 50 segundos.
«É melhor assim, que reconheçam o trabalho em vida. Não tenho palavras para dizer como estou emocionado», disse na ocasião o veteraníssimo atacante.
Voltando ao Atlético, acho que essa ocasião é especialmente propícia para uma homenagem - nunca se falou tanto no Furacão de 49 como agora. Uma oportunidade rara de agradecer aos craques do passado - pelo menos aqueles que ainda estão conosco - e de mostrar um pouco da história do clube à garotada. Aliás, as homenagens poderiam se estender até 2009 - quando o lendário time comemorará 60 anos.
E, como hoje tudo é negócio, até a marca «Furacão 49» poderia ser bem explorada. Já vi muita gente querendo comprar uma réplica da camisa daquela temporada. Uma série de produtos comemorativa cairia muito bem.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Copa do Brasil: os favoritos

Força 1: Internacional e Palmeiras
Força 2: Botafogo, Corinthians, Vasco, Atlético-MG, Atlético-PR e Grêmio
Força 3: Sport, Náutico e Goiás
Força 4: Coritiba, Vitória, Fortaleza e Bahia
Possíveis artilheiros: Alex Mineiro, Wellington Paulista e Marcelo Ramos.
Fonte: Lédio Carmona, no blog Jogo Aberto.
Opinião parecida com a de Juca Kfouri: "Entre os favoritos óbvios, os dois gaúchos da dupla Gre-Nal e o Palmeiras. Botafogo e Atlético Paranaense também aparecem como fortes candidatos".
E com a de André Rizek, do Carta Bomba:
"O Internacional tem, disparado, o melhor elenco entre os participantes, seguido pelo Palmeiras. (...) O Grêmio é o Grêmio... Botafogo e Atlético Parananense, muito bem nos Estaduais, aparecem entre os favoritos."
Creio que o Atlético nunca esteve tão bem cotado para esta competição. Vamos ver se, dessa vez, vai.

A boa fase de Alan Bahia

Se a má notícia da semana é que o colombiano Valencia ainda não se recuperou da lesão na Coxa e segue fora do time, a boa nova é que seu substituto, Alan Bahia (foto), está dando conta do recado e vem recuperando o seu bom futebol. Até gol no Atletiba marcou.
Não acho que seja o suficiente para ganhar a posição, mas com certeza acirra a disputa e garante que, tanto com um quanto com outro, o time fica bem servido.
"Nunca desisti dos meus objetivos e sempre corri atrás", disse o volante à Placar.
É bom ver Alan novamente de bem com a vida e com um objetivo em mente.

Viagem no tempo

A Gazeta do Povo foi até União da Vitória e conferiu o que este blog já tinha noticiado na segunda-feira: o estádio Antiocho Pereira foi construído com partes da velha Baixada.
Segundo a reportagem, estão lá as torres de iluminação, o alambrado, a cobertura metálica e as cadeiras das sociais - pintadas de azul pela administração do Iguaçu, mas que com o tempo já deixam à mostra o vermelho dos tempos de Joaquim Américo (foto acima).
A matéria diz que as traves não são as mesmas das Baixada. Quem garante que são as mesmas é o jornal O Iguassu, diário de União da Vitória, em matéria sobre o Antiocho: "Em 1987, a cidade ganhou o Antiocho Pereira, construído com o material que estava abandonado na velha Baixada do Atlético Paranaense, então desativada: traves, sistema de iluminação, arquibancadas".
De qualquer maneira será, como diz a Gazeta, como uma viagem no tempo.

Janca com moral

Jancarlos está mesmo em alta com Ney Franco. Segundo o site Bem Paraná, o treinador reagiu da seguinte forma quando questionado sobre os boatos de que haveria interesse do Corinthians no lateral: “Se depender de mim, não libero. É um jogador que está num bom momento. Está entre os melhores laterais do futebol brasileiro. E o presidente Petraglia (Mario Celso) garantiu que não corremos risco de perder nenhum jogador para equipes brasileiras”.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Recorde pode render ação de marketing

O clube não confirma, mas o UOL informa que o Atlético pode promover uma ação de marketing caso o time venha a superar o recorde de onze vitórias seguidas, que pertence ao Furacão de 1949.

Segundo o site, "especula-se que o time poderia jogar com uma réplica do uniforme utilizado pelo Furacão de 49, campeão estadual e que, por suas vitórias avassaladoras, ganhou o apelido usado até hoje pelo Rubro-Negro".
Primeiro, é claro, é preciso bater o recorde. Para ao menos igualá-lo, é necessário vencer o Iguaçu, sábado, em União da vitória. Para ultrapassá-lo, outra vitória contra o Cianorte, na Baixada.

Parabéns comandante (II)

Ainda sobre o aniversário de Petraglia. Comentei num post abaixo que ele dedicou boa parte de sua vida ao Furacão, mesmo antes de assumir o clube em 1995.
A prova está aí, nessa foto de 1984, postada no Fórum Furacao.com pelo usuário Haroldo B. Netto. Na época, Petraglia era vice-presidente de Finanças da gestão Valmor Zimmermann.
Como o próprio Haroldo disse, "direto do túnel do tempo".

Frase do dia

“Lamento que uma campanha como a do Atlético no Campeonato Paranaense não tenha a repercussão devida. Dez vitórias seguidas não é pouca coisa. Mas, infelizmente, poucos têm a visão macro da coisa e não conseguem ultrapassar os respectivos quintais.”

Lédio Carmona, comentarista da SporTV, em seu excelente blog Jogo Aberto.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Os mesmos postes... as mesmas traves...

Você reconhece este poste de iluminação da foto aí em cima, no estádio Antiocho Pereira, em União da Vitória? E a cobertura das sociais, lá do outro lado do campo?
Se você respondeu que cansou de ter a visão atrapalhada por este poste na velha Baixada, nos anos 70/80, acertou em cheio! Pois a familiaridade entre o acanhado campo do Iguaçu e o antigo Joaquim Américo não é mera coincidência.
Em 1987 a prefeitura de União da Vitória construiu o Antiocho para substituir
o estádio Enéas Queiroz, que pertencia à Rede Ferroviária Federal e foi demolido. Para baratear a obra, boa parte do material utilizado saiu da velha Baixada, já desativada - em 86 o Atlético passou a mandar seus jogos no Pinheirão. De caminhão, seguiram para a cidade, no sul do estado, as torres de iluminação, parte da cobertura das arquibancadas e até mesmo as traves!
Pois quis o destino
que, duas décadas depois, estas mesmas traves que presenciaram tantos gols de craques como Dicão, Agnaldo, Renato Sá, Joel, Washington, Assis, Capitão, Lino, Detti - e muito provavelmente as mesmas traves que abençoaram os gols do Furacão de 1949 - estejam lá para receber os gols que farão o Atlético igualar o recorde de 11 vitórias daquele time sensacional.
Não é fantástico?
Não adianta, existem coisas que só acontecem mesmo com o Atlético.

Parabéns ao capitão e ao comandante

O Blog da Baixada manda os parabéns a dois dos mais importantes atleticanos de toda a história do Rubro-Negro.
Nilo Biazetto, capitão do Furacão de 1949, comemorou 86 anos de vida no sábado. O presente veio domingo, com a décima vitória consecutiva do Atlético. Nilo, como sempre, viu tudo de seu camarote na Getúlio Vargas, bem pertinho do povão. Está sempre ali, em todas as partidas, geralmente com a família, torcendo como louco pelo rubro-negro. Em entrevista ao site oficial do CAP, Nilo demostrou grandeza de espírito ao revelar que torce para que o time bata o recorde de vitórias obtido pelo histórico esquadrão de 49, do qual ele fez parte. "Quero que o Atlético continue ganhando. No futebol você precisa vencer, todos querem vencer e a nossa torcida não é diferente, quer ver o time ganhar. Eu como torcedor, torço pelas vitórias e fico feliz com isso". E revelou, também, qual é o grande sonho de sua vida: "Quero que todos se unam para terminar o nosso estádio, é um sonho ver a Arena completa".
Ao grande atleticano e eterno capitão Nilo Biazetto, nossas considerações e votos de vida longa.
Hoje, quem aniversaria é o comandante Mario Celso Petraglia, o homem que transformou o Clube Atlético Paranaense em uma potência desportiva, que tirou o Rubro-negro da lama, da miséria, do caos e da vergonha. O presidente do Conselho Deliberativo completa 63 anos de vida, muitos deles dedicados ao Furacão - ele assumiu o clube em 1995, mas muito antes já colaborava como diretor, desde a gestão de Valmor Zimmermann.
Visionário, Petraglia deu ao Atlético o que muitos dos clubes ditos grandes do futebol brasileiro buscam somente agora: um estádio moderno e confortável, um Centro de Treinamentos de primeiro mundo e uma gestão profissional, que levou o clube a conseguir parceiros internacionais.
Podemos dizer que Petraglia é um homem que transforma sonhos em realidade. E esperamos que, em breve, transforme em realidade também o sonho do capitão Nilo e de todos os atleticanos.
Ao grande atleticano e comandante-mor Mario Celso Petraglia, nossas considerações e votos de vida longa.

Túnel do Tempo

Charge de Thiago Recchia na Gazeta do Povo de hoje.

Identidade Furacão

Em sua coluna de hoje na Tribuna do Paraná, Augusto Mafuz comenta a vitória contra o Londrina e as comparações entre o Atlético atual e o fantástico time de 1949:

Romantismo

Era um vento, mas ainda restava uma força. O que ninguém mais poderia imaginar é que essa força era de um furacão, tornando o Atlético irresistível. Imagino que, agora, Claiton fez o que Cireno fazia em 49: fez um arranjo impossível, descobriu uma bola perdida, e a jogou para o grande Marcelo Ramos, que tal como Jackson do Nascimento fazer o gol.

E, assim, esse Atlético ganhou do Londrina na Baixada: 1 x 0. Foi a sua 10.ª vitória seguida. Falta apenas uma para alcançar a marca do Atlético, de Jackson e Cireno, de 11 vitórias em seqüência.
Só idiotas fazem comparações no futebol.

Elas são impossíveis, em razão de que o tempo que passa vai operando a transformação das pessoas, das coisas, tornando a própria vida mutável.

O futebol, em especial, que passou a depender da força física como única maneira de ocupar espaços durante 90 minutos para ter a posse de bola. Ou será que Cireno teria a força para, àquela altura do jogo de ontem, fazer a jogada que Claiton fez para Jackson marcar o gol que Ramos marcou?
No futebol pouco restou da época romântica.
O gol de Ramos manteve o comovente romantismo atleticano, dessa geração Arena, para o alcance da marca de 49.
O Atlético, de Jackson e C
ireno, ganhou 11 vezes em seqüência. Dizem que foi um espetáculo.
O Atlético, de Claiton e Marcelo Ramos, já ganhou 10. Se ganhar a 11.ª terá escrito a mesma história. Digo que será espetacular. É que o tempo não reprime o alcance das marcas. Essas são dependentes de números, que pelos séculos em razão de sua natureza lógica, são imutáveis.

Mal que pergunto, houve uma história mais bela no Atlético, do que o do time de 2001, campeão do Brasil? Alguém foi mais importante que Alex Mineiro?

E a identidade “Furacão” pertence ao Atlético, e não a um time de determinada época formado por determinadas pessoas, sejam elas Cireno, Claiton, Jackson e Marcelo Ramos.

Na raça!

O Atlético se agarrou na velha raça rubro-negra para vencer o Tubarão - disparado o melhor adversário enfrentado neste estadual. Determinado, o Furacão não desistiu de buscar o gol em nenhum minuto sequer e, comandado por Claiton, sufocou o Londrina até o gol do artilheiro Marcelo Ramos, aos 47 do segundo tempo.
Foi uma vitória daquelas típicas do rubro-negro, sofrida, emocionante, com a torcida empurrando os jogadores para cima do adversário o tempo todo.
Agora só falta uma vitória para o time igualar o recorde do Furacão de 49 no Campeonato Paranaense. Já foram 10. Se contássemos com o último jogo do Brasileirão no ano passado, já são 11 vitórias consecutivas.
A galera já está se mobilizando para ir a União da Vitória, onde o Atlético pode chegar à marca histórica contra o Iguaçu.
Antes de Ramos...
Depois de Ramos...
* Fotos de Franklin de Freitas, do portal Bem Paraná.


domingo, 10 de fevereiro de 2008

Dia de Baixada

Domingão de sol e o Furacão busca sua décima vitória consecutiva pelo Campeonato Paranaense - seqüência jamais vista pela atual geração de torcedores.
Motivos de sobra para ir até a Baixada, logo mais, assistir a Atlético x Londrina. Nos vemos lá!

sábado, 9 de fevereiro de 2008

O secretário que não está “nem aí”

Enquanto o vice-governador Orlando Pessuti caminha sozinho no intuito de tentar viabilizar Curitiba como sub-sede da Copa do Mundo de 2014, o presidente da Paraná Esporte, Ricardo Gomyde, continua “nem aí” com o assunto, preocupado apenas com o time do qual é diretor e com as eleições que vêm por aí. O Blog Jogando Limpo mostra que, mesmo recebendo um gordo salário do poder público, o jovem comunista está mesmo preocupado é com assuntos da iniciativa privada. A última notícia veiculada na imprensa foi uma viagem à capital paulista representando os coxas para uma “visita de cortesia” aos dirigentes do São Paulo e para conhecer a estrutura e os métodos utilizados pelo clube. Se os coxas querem se abambinar, que o façam, cada macaco sabe onde mete o próprio rabo... Mas o duro é ver um secretário de estado (!!!) fazendo este papel. Há nas funções exercidas por Gomyde um conflito de interesses que torna a cada dia mais inviável sua permanência no governo estadual. Parece que só o governador Requião não viu isso (ainda).

Confira a notícia publicada pelo Jogando Limpo:

Gomyde só quer saber do Coritiba. E das eleições

Mais uma para a coleção de pérolas do nosso “secretário de estado” Ricardo Gomyde. Segundo informa a Tribuna do Paraná desta sexta-feira, o pré-candidato à Prefeitura de Curitiba continua trabalhando mais para o Coritiba Foot Ball Club do que para o governo do estado, cujo salário pelo cargo na Paraná Esporte é bancado por todos os contribuintes – mais precisamente R$ 4.790,24 mensais, relativos a um cargo tipo DAS-1, conforme publicado no site da Secretaria da Administração.

A reportagem do jornal revelou que Gomyde esteve passeando na capital paulista, fazendo “visita de cortesia” aos dirigentes do São Paulo - como diretor do Coritiba, e não como secretário. Aliás, ressalte-se, é muito interessante ver um “líder comunista” do estado estar tão interessado nas práticas mercantilistas, capitalistas e antiéticas adotadas pelo clube paulista.
Cest la vie
, estes são os nossos comunistas...

A matéria da Tribuna não conta se a visita foi realizada num dia útil – o que é muito provável, pois os diretores do clube paulista não iriam perder um feriado ou final de semana para receber o “bambino” Gomyde, não é mesmo? Mas talvez estas viagens servindo a interesses da iniciativa privada possam justificar os gastos gigantescos com ligações feitas pelo telefone celular da Paraná Esporte, como registra o site “Gestão do Dinheiro Público”, do governo paranaense. Somente em dezembro, uma conta da operadora Vivo em nome da Paraná Esporte chegou a R$ 1.454,00 - além de outras contas menores de celulares da autarquia estatal, que provavelmente pertencem a assessores. Os dados de janeiro de 2008 ainda não foram publicados. Logo saberemos de quanto foram as contas de janeiro e fevereiro.
Enquanto isso, o governador Orlando Pessuti tenta, sozinho, levar o governo do estado a encampar a briga para que Curitiba seja sede da Copa de 2014 -algo que beneficiaria toda a sociedade paranaense. Porque o “homem forte” do esporte paranaense, apadrinhado do governador titular Roberto Requião, não está nem aí. Está mais preocupado, muitíssimo mais preocupado, com o seu Coritiba e com as eleições municipais. E nós, pobres idiotas, pagando o salário dele...
Cest la vie
... Estes são os nossos políticos...


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