segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Parabéns, Claiton

Ele chegou no ano passado sob a desconfiança da torcida e tremendamente - covardemente, eu diria - criticado pela mídia. Zombado até. Mas o Predador ganhou a posição de titular logo de cara e foi tomando conta da meia-cancha graças à sua principal caractaríetica: a raça. E foi assim que ele se destacou, principalmente nos jogos mais importantes, como os clássicos locais. Ano passado, contra o Paraná, ele comandou a vitória por 2 a 0. Ontem, foi um "leão" contra os coxinhas. E faltou "piazada" para conseguir segurar o "trintão" - ele está de aniversário esta semana, como conta a reportagem da Gazeta do Povo:

Claiton antecipa o aniversário de 30 anos

A brincadeira no vestiário rubro-negro, após a vitória por 2 a 0 no Atletiba, era de que o volante Claiton seria o responsável pela renovação antecipada de contrato do preparador físico do Atlético, Walter Grassman.
Em começo de temporada, com apenas 70% da capacidade física ideal, nem o jogador acreditava no pique de mais de 60 metros que deu aos 46 minutos do segundo tempo. Ainda mais por ter tido a tranqüilidade de parar, levantar a cabeça e cruzar para Alan Bahia, livre, definir o marcador do jogo.

“Estamos no começo de temporada e já não agüentava mais de cansado. Mas o Valencia abriu o jogo e eu poderia ter batido para o gol. Como o Alan estava bem colocado, toquei para ele. Foi um gol do grupo”, contou o jogador, que encarou a vitória no clássico como um presente antecipado de seu aniversário, na sexta-feira, quando completa 30 anos.
“Foi um excelente presente. Não esperava que seria assim. Mas meu filho chegou na concentração, me deu um beijo e eu pressenti que aquilo me daria sorte.”
O lance do gol apenas coroou a atuação de Claiton. Como marcador, se não foi perfeito, não se entregou em nenhuma jogada. E, quando estava com a bola, invariavelmente se lançava à frente criando sempre as melhores situações do Rubro-Negro. Sem contar que, toda vez que chegava próximo da linha de fundo, trazia junto Pedro Ken, o que, nesses momentos, deixava o Coritiba mais lento.
De negativo, apenas a falta dura em Henrique, que poderia ter causado a sua expulsão quase no fim do jogo, e o posterior bate-boca que quase acabou em briga. “Não foi nada. É que já fazia tempo que eu estava pedindo para jogarem a bola para fora, pois o Marcelo Ramos estava caído. E ninguém é médico para saber o que ele tinha. Poderia ser grave”, defendeu-se.

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