segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Os 2.500 que calaram o Tremendão

A Tribuna do Paraná desta segunda-feira conta como a torcida do Atlético, apesar de estar em pequeno número, calou a coxarada. Confira:

O Coritiba bem que tentou, mas não conseguiu evitar mais uma festa rubro-negra no Couto Pereira. Mesmo em minoria e impedida de levar faixas, bandeiras e bateria, a torcida atleticana equilibrou o jogo das arquibancadas no grito e foi ao delírio com a terceira vitória seguida na casa do rival.

Antes do jogo, um mar verde e branco tomou conta das ruas do Alto da Glória. Em peso, a galera coxa-branca chegava confiante na vitória e disposta a perder a voz para incentivar o Alviverde. Enquanto isso, milhares de atleticanos se reuniam na Baixada e, escoltados pela polícia, seguiam a pé para o estádio.

Dentro do Couto, a massa alviverde dominava 90% das arquibancadas. O clima não era nada favorável a quem foi torcer pelo Atlético. Como se fazer ouvir em ambiente tão inóspito? “Só eu sei, porque eu não fico em casa!”, respondia o povão rubro-negro. Assim como os jogadores do Furacão, ele parecia ignorar o barulho que vinha do outro lado e não parava um minuto sequer.

A raça dos atleticanos foi correspondida pelo time, que fez a disputa das torcidas virar no segundo tempo. Depois que Ferreira balançou as redes pela primeira vez, parecia que eram os vestidos de vermelho e preto quem estava em maioria. Parte dos coxas ainda insistiu em empurrar o time para uma reação. Esforço que se revelou em vão depois que Alan Bahia colocou números finais no clássico.

A desilusão tomou conta da torcida alviverde, que antes mesmo do apito final já se dirigia, em silêncio, para as saídas do Couto. Do lado rubro-negro, euforia total. “Um, dois, três, o Coxa é freguês!” Já são quase três anos sem derrota para o maior rival.

A história do Atletiba deveria terminar por aí. Mas sempre existe uma minoria disposta a estragar a festa. Na Rua Ubaldino do Amaral, correria e tumulto. No terminal do Guadalupe mais pancadaria. Testemunhas relatam até tiroteio na central dos ônibus que fazem a ligação com os municípios da Região Metropolitana.

Felizmente, até a noite de ontem não havia registro de feridos com gravidade. Apenas alguns coxas de cabeça inchada e atleticanos afônicos.


“A torcida é que nos deu esse gás”

Num jogo muito equilibrado, o Atlético conseguiu manter o tabu de não perder para o Coritiba no Couto Pereira. A última vez que o Coxa triunfou sobre o Atlético em seus domínios foi em 2004. Desde lá foram três partidas e, em todas elas, os atleticanos puderam fazer a festa no estádio do rival.

Ontem mais uma vez a torcida rubro-negra se fez presente e empurrou o time durante toda a partida. Como não puderam levar suas bandeiras e bateria, o incentivo veio no grito mesmo e as vozes de pouco mais de dois mil atleticanos ecoaram forte no Alto da Glória. A festa realizada pelo torcedor foi, inclusive, enaltecida pelo capitão Claiton, logo após dar o passe decisivo para o segundo gol rubro-negro. “Esse pique que eu dei, o gás veio graças ao incentivo do nosso torcedor. A torcida me deu forças”, comentou.

Um comentário:

Anônimo disse...

MAS E NORMAL CALAR ELES DENTRO DO REMENDADO, AFINAL, A TORCIDA DELES E SEM GRACA....QUIETA...