quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Copa 2014: luta é de todos, diz Pessutti


O governador do Paraná em exercício, Orlando Pessutti, reuniu-se esta tarde na Federação Paranaense de Futebol com o presidente da entidade, Hélio Cury, para tratar da Copa do Mundo de 2014 em Curitiba. Ele destacou que a luta para trazer o evento à capital paranaense é de todos e envolve a classe política, dirigentes de clubes de futebol, a Federação, a Prefeitura de Curitiba, a crônica esportiva e a população de modo geral. “É fundamental para a economia, para o futebol, para Curitiba e o Paraná, que o Mundial seja disputado aqui em nosso estado”, disse, segundo informações do site da FPF.
Pessutti já havia enviado à CBF um ofício solicitando uma reunião com Ricardo Teixeira. Ele informou que está constantemente em contato com a assessoria do presidente da Confederação, Ricardo Teixeira, para agendar a visita, que deverá ser feita poe uma comitiva com o governador, o vice-governador, senadores, deputados estaduais e federais do Paraná, dirigentes de clubes de futebol, da Federação e representantes da Prefeitura de Curitiba, para defender a candidatura de Curitiba a sub-sede da Copa. “Já temos indicativos que a reunião na CBF acontecerá depois do dia 12 de fevereiro até o final do mês. Um dos objetivos da nossa visita à FPF é pedir o auxílio do presidente Hélio Cury e de sua diretoria para que em conjunto possamos concretizar esse sonho, afinal a entidade tem papel fundamental nesse processo”.
Parabéns ao atleticano “Pessutão” pela iniciativa.
Campanhas
Além do poder público, a sociedade também começa a se mobilizar. Segundo informa a Furacao.com, o site Jornale lançou a campanha "Eu quero a Copa em Curitiba", enquanto o webdesigner curitibano Arimathéia - responsável pela WebMotiva, empresa especializada em artes gráficas com sedes em Curitiba e Orlando - lançou nesta semana o portal Curitiba 2014, que também se destina a apoiar a candidatura da cidade para ser uma das sedes da Copa.
* Post atualizado às 15h45 com informações do site da FPF e da Furacao.com.

Um novo Furacão?

O Atlético é conhecido em todo o mundo como Furacão graças ao time de 1949, que venceu 11 partidas consecutivas no Campeonato Paranaense e, com isso, conquistou o título. Depois, já campeão, foi derrotado na 12ª e última partida da competição. A bela campanha rendeu o apelido, que acompanha o time até hoje.
Agora, passados 59 anos, o Rubro-Negro pode atingir a marca novamente. Já foram sete vitórias seguidas. E agora o time tem três jogos consecutivos em casa: Adap Galo (sábado, dia 2 de fevereiro), Paranavaí (quarta-feira de cinzas, dia 6) e Londrina (sábado, dia 9). A partida contra o Paranavaí seria realizada somente em 5 de março, mas foi antecipada porque nesta data o Atlético joga pela Copa do Brasil.
Se vencer as três partidas, o Atlético chegará a 10 vitórias consecutivas, ficando a apenas uma do recorde histórico do Furacão de 49.
Pelos meus cálculos a atual seqüencia (7 vitórias consecutivas) já é a terceira maior da história do campeonato estadual, igualando a marca de 1996 - também pertencente ao Clube Atlético Paranaense. A segunda melhor marca pertence ao rival Coritiba, com nove vitórias seguidas em 1973.

Falta um atacante

Em sua coluna desta quinta na Tribuna, Augusto Mafuz comenta a partida de ontem contra a Lusinha e a transmissão do Campeonato Paranaense pela TV, sem a presença do Furacão. Confira:

Indagação

Existe expectativa que às vezes custa caro demais. No futebol, às vezes, uma derrota no 1.º tempo é o exemplo. Imagine só uma derrota para a Portuguesinha, que joga em Cambé por não ter nem estádio. Por mais que falte um tempo inteiro para jogar, não se pode deixar de projetar o significado de uma derrota final. Em especial, quando a derrota, mesmo sendo parcial, afasta-se de uma normalidade, mesmo com características de surpresa. A vitória que vem depois, então, provoca uma alegria, mas com um ônus: a decepção que a precedeu deixou, no mínimo, uma dúvida. Por que a derrota parcial?

O Atlético goleou a tal Portuguesinha por 4 a 1, em Cambé. Mas perdia na virada do jogo. Qual seria, então, o tema central para análise: a goleada final, que era uma obrigação, ou a derrota parcial?

Nada supera a importância da vitória no futebol. Existem certos momentos que precisam ser investigados.

Irênio tem que ser titular, Ferreira tem que jogar vindo de trás. Definitivamente, o Atlético está precisando de um atacante para jogar com Marcelo Ramos.

Vazio

Não se pode negar a importância da televisão no futebol. E não é só por ser a maior fonte de renda dos clubes. Mas, também, em razão de valorizar uma competição. O torcedor está tão acostumado com jogos na televisão, que um campeonato sem a transmissão cai no vazio, fica desapercebido.

A RPC, que comprou os direitos de transmissão desse estadual, deve lamentar outra vez a ausência do Atlético. Seria tão sentida como se fosse a do Coritiba. Seria como a ausência do Corinthians, em São Paulo, e do Flamengo, no Rio de Janeiro, ou qualquer time de ponta em qualquer lugar.

A transmissão não consegue preencher o vazio provocado pela ausência. Entendo que, seja como prestação de serviços ou um negócio, fica inacabado. Seria melhor não transmitir.

Mas a culpa esse ano, outra vez, foi do Coritiba. Aceitou ganhar o mesmo valor que foi oferecido ao Paraná, R$ 500 mil. Se exigisse o que o Atlético exigiu, R$ 1 milhão, criaria uma situação definitiva para o presente e para o futuro: rateia-se o dinheiro de acordo com o público da cada um, ou se desliga de uma vez a televisão.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Formação ideal

No segundo tempo da partida contra a Portuguesa, o técnico Ney Franco promoveu a estréia de Irênio na meia-cancha e deslocou Netinho para a lateral-esquerda, no lugar de Michel. Parece que deu resultado - afinal, o Furacão marcou nada menos do que 4 gols nos 45 minutos finais.
Será que esta formação será mantida para os próximos jogos?

Tufão em Cambé

Se no primeiro o Atlético não passou de um ventinho, e acabou levando para o intervalo uma derrota por 1 a 0 para a lanterna Portuguesa Londrinense, na etapa final, após as mexidas do técnico Ney Franco, transformou-se num verdadeiro tufão: virou o placar para 4 a 1, com três gols marcados em apenas três minutos!
Os gols do Rubro-Negro foram marcados pelo guerreiro Claiton (2) e pelo artilheiro Marcelo Ramos (2). O centro-avante, aliás, já tem cinco gols anotados em apenas três partidas.
Com o resultado, o Rubro-Negro chega a sete vitórias em sete rodadas no Campeonato Paranaense, igualando-se ao time de 1996.

Agora, embora Ney Franco descarte a manutenção dos 100% de aproveitamento como um objetivo a ser alcançado, o escrete atleticano corre atrás do recorde do Furacão de 1949, que conquistou 11 vitórias em 11 rodadas - a maior seqüência dentro de uma edição do campeonato estadual.

Kelly de volta?

O blog Craques e Caneladas especula o possível interesse do meia Kelly em retornar ao Furacão. De concreto, mesmo, somente o fato do meia estar fazendo trabalhos de fisioterapia no CT do Caju. Mas o jogador ainda tem contrato, até maio, com o Grêmio - onde ele não conseguiu reeditar o bom futebol apresentado no rubro-negro entre 1998 e 2000.
Na verdade, o retorno de Kelly não passa de mera especulação. Mas que seria bom vê-lo compondo o atual elenco, isso seria. Aliás, a camisa do Atlético lhe cai bem - mesmo que seja a de treino, como na foto acima.

Ney pode fazer testes contra a Lusinha

Segundo a Tribuna do Paraná desta quarta, o técnico Ney Franco pode promover algumas mudanças táticas na partida de logo mais, às 17 horas, em Cambé, contra aPortuguesa Londrinense - lanterna do campeonato estadual. Confira a reportagem:
Possível entrada de Irênio faz Ney Franco testar variações táticas

Jogar com três zagueiros tem sido o esquema adotado pelo Atlético desde a temporada anterior. Porém Ney Franco sempre pregou a necessidade de mudar o esquema de jogo do 3-5-2 para o 4-4-2 ou 4-3-3, caso o panorama da partida assim exija.

Com a inclusão do meia Irênio ao grupo rubro-negro nesta temporada, a necessidade de variação tática ficou ainda maior, pela qualidade técnica do jogador. Por isso, ontem, Franco treinou duas variações para a escalação considerada titular. A primeira delas foi a entrada de Alan Bahia no lugar do zagueiro Alex Fraga, desmontando o 3-5-2 e passando para o 4-4-2.

A outra mudança foi de peças e não de esquema. Ainda com três zagueiros, o treinador testou o meia Netinho como ala esquerda no lugar de Michel e a função de armar o Furacão passou para Irênio, que tem grande probabilidade de fazer sua estréia com a camisa rubro-negra. “São possibilidades que podem ser usadas nesta partida ou no futuro. Estamos no momento de ter um leque maior de opções na parte tática e também na individual. O Irênio vai ficar no banco e talvez possa jogar, entrando no 2.º tempo”, comentou Franco.

Logo após o término do coletivo, foi dado ênfase no treinamento das jogadas de bola parada, que têm sido bem aproveitadas pelo Atlético e decisivas nos últimos confrontos. “Em todos os jogos estão saindo gols de bola parada. É um detalhe que pode decidir partidas e até mesmo campeonatos. Temos um potencial muito grande porque temos bons batedores e jogadores que têm o tempo certo da bola para fazer essa finalização”, disse.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Goleiros

Vinícius parece ter conquistado a confiança do técnico Ney Franco e do ótimo preparador de goleiros Almir Domingues. Levando-se em conta o campeonato estadual, seu desempenho é excelente: tomou apenas 3 gols em seis partidas. Embora eu debite esta eficácia defensiva ao sistema de jogo adotado pelo treinador e à boa participação dos zagueiros e volantes. É meio óbvio: quanto menos chutes forem em direção à nossa meta, menos gols levaremos.
Confesso que não me sinto competente para avaliar Vinícius. Pude ir a apenas uma partida este ano, contra o Paraná. O arqueiro foi bem, fez algumas defesas importantes, mas notei certa insegurança na saída do gol, quando o adversário conseguia cruzar a bola na área do Furacão. Foi apenas impressão minha?
No banco, temos Galatto. Também não tenho muito conhecimento sobre o jovem guapo que veio do Grêmio, onde foi herói mas acabou no banco de reservas.
E, por fim, o colombiano Viáfara, titular no Brasileirão do ano passado, que não está ficando nem no banco de reservas. A explicação para o afastamento do jogador foi o excesso de peso após as férias. Mas creio que já houve tempo suficiente para que ele perdesse os quilos a mais. Então, das duas, uma: ou ele está realmente muito gordo e não está trabalhando com afinco para entrar em forma, ou a comissão técnica não vê nele as qualidades necessárias para ser o guarda-metas do Furacão. Confesso que gosto do estilo de jogo de Viáfara - apesar dos sustos que ele prega na galera. Por mim, ele estaria, pelo menos, no banco de reserva.
Enfim, a comissão técnica do Atlético sabe o que faz - tanto é que o time está sobrando no campeonato e tem a defesa menos vazada da competição. Mas como cada torcedor tem as suas preferências, dou aqui o meu cornetada: eu escalaria o Viáfara. No mínimo, agora que a classificação antecipada está bem próxima, faria um rodízio entre os goleiros.
E para você, qual goleiro deve ser o titular da camisa 1?

Na berlinda

O atacante Rodrigão, titular do rubro-negro nas primeiras rodadas do Campeonato Paranaense, não foi relacionado pelo técnico Ney Franco para a partida desta quarta contra a Portuguesa, em Cambé. Vai ficar no CT fazendo trabalhos físicos. No banco, as opções para a posição devem ser Willian e Pedro Oldoni. As informações são da rádio CBN.
Já o jovem Wallyson continua fazendo um trabalho de fisioterapia devido a uma lesão no púbis.

Aprendendo a lição

Seis partidas, seis vitórias. Tá certo que os times que disputam o campeonato estadual não são lá essas coisas, mas dentre estes seis jogos dois foram clássicos locais. E, assim, o Atlético está, segundo levantamento da Furacao.com, a uma vitória de igualar seu início no Campeonato Paranaense de 1996, quando enfileirou sete vitórias seguidas nas sete primeiras rodadas.
Essa boa campanha no início da temporada destoa do que aconteceu nos últimos anos, quando diretoria e comissão técnica do Furacão optaram por utilizar dois times: a equipe "B" iria pro sacrifício nos primeiros jogos, contra as pedreiras do interior do estado, enquanto o time "A" se enfurnava em uma pré-temporada com muito trabalho físico e pouco contato com a bola - coisa de cientista. O resultado todos já sabemos: muita dificuldade. Enquando os rivais iam se entrosando, os titulares do Atlético ficavam perdendo tempo no polichinelo. Quando entravam no "fight" pra valer, já estávamos correndo atrás do prejuízo.
Aliás, o desempenho do time este ano, fisicamente falando, está provando que essa história de ficar meses fazendo trabalho físico para se recuperar da ceia de Natal é uma balela sem tamanho. O time, mesmo não estando no ápice da preparação, está voando em campo - no mínimo correndo o mesmo que os demais. Com a diferença de que está bem mais entrosado.
Agora, ao invés de correr atrás do preju, está chegando a hora de colher os frutos. Dar um descanso para os jogadores que sentirem mais este início de temporada e, porque não, experimentar algumas caras novas na equipe.

Enfim, a diretoria do clube aprendeu a lição. Creio que graças à influência de um grande cara, um excelente diretor que ano passado voltou a comandar o futebol do Atlético: Alberto Maculan.
Mas sobre ele eu vou falar em outro post.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Melhores momentos

Mais um vídeo "tubado" pela assessoria de imprensa do Atlético mostra os melhores momentos da partida de ontem, na Baixada.

As capas do dia

Gazeta do Povo Esportiva.
Tribuna do Paraná.

Guerreiro

Claiton, mais uma vez, foi o dono do jogo. E foi eleito como o "Guerreiro" da rodada pela Gazeta do Povo. Ao final da partida contra o Paraná, foi justamente homenageado pela torcida com um "Parabéns pra você", num coro de milhares de vozes. Ele agradeceu, cantou junto e jogou a camisa pra galera.
Esse é o cara.

Pés no chão

Não estamos prontos. Como qualquer equipe precisamos evoluir nessa temporada. Os resultados positivos aumentam a nossa auto-estima, mas temos que ter a consciência que estamos apenas no início e temos muito para evoluir na competição Nos clássicos conseguimos as vitórias, mas foram jogos difíceis. Nas outras fases teremos mata-mata e aí não podemos vacilar. Temos que reforçar os aspectos positivos e diminuir os nossos erros para os próximos jogos
Técnico Ney Franco, após a partida contra o Paraná, mostrando que está consciente de que não tem nada ganho e de que o time ainda precisa evoluir muito.

Atropelou

Ótima seqüência de charges dos Tres Inimigos publicados domingo e segunda, na Gazeta do Povo.

Esses visitantes...

Deu na Gazeta do Povo desta segunda-feira: o mau comportamento da pequena torcida do Paraná na Arena pode render uma punição ao clube da segunda divisão. Confira a matéria:
Copo pode tirar mando tricolor
Uma confusão na Arena pode tirar o mando de campo do Paraná em alguns jogos na Vila Capanema. Logo após o primeiro gol atleticano, o lateral-esquerdo Michel e o atacante Marcelo Ramos comemoraram próximos à torcida paranista, que atirou copos em campo – recolhidos pelo quarto árbitro.

A polícia tentou prender o suposto arremessador do copo e uma confusão generalizada aconteceu, terminando em confronto entre policiais e torcedores (foto acima).
A briga durou pouco. Mesmo assim o Tricolor corre o risco de ter que responder pela atitude de alguns torcedores. No espaço da torcida do Paraná estava colocada uma faixa, com os seguintes dizeres: “Torcedor visitante: caso arremesse objetos no gramado, será o seu clube quem perderá o mando de campo”.

Domingo de Ramos

Em sua coluna desta segunda na Tribuna, Augusto Mafuz comenta a vitória do Atlético sobre o Paraná e a boa participação do artilheiro Marcelo Ramos:
Qualidade

Por ser gênio, Didi não era apenas o melhor meia do mundo no seu tempo, com a bola nos pés. Era, também, o mais inteligente fora dele.

Certa vez, questionado depois de um treino que o Botafogo treinou mal para decidir com o Flamengo, justificou: “Treino é treino, jogo é jogo”. O Botafogo ganhou e foi campeão. Outra vez, para afastar a ilusão de que com a bola rolando tudo é igual, disse: “Futebol não é onze contra onze, mas onze para cada lado. Quase sempre ganha o lado do onze melhor”. O Botafogo ganhou do Fluminense.

Lembrei de Didi em razão do jogo de ontem na Arena, Atlético Paranaense 2 x Paraná, 1. O tricolor correu, lutou e fez de tudo para ser alguém em campo. Mas quando o jogo exigiu a qualidade como solução, o Atlético sobrou.

O gol de diferença poderia significar uma igualdade. Mas essa esteve longe, porque o time de Ney Franco é que quis assim: impôs a sua superioridade no primeiro tempo, fez dois a zero, e depois deixou o Paraná correr.

Foi melhor jogo do Furacão, o do primeiro tempo. Teve um motivo: Marcelo Ramos. Ele vai além dos gols que lhe são comuns. Ele arruma taticamente o time, daí o exuberante primeiro tempo que o líder fez.

E se Didi ainda estivesse vivo, estivesse vendo o Atlético Paranaense jogar, ficaria curioso em saber quem é Marcelo, de onde veio e para onde vai. Foi surpreendentemente brilhante.

A disputa pela liderança perdeu a graça. O Atlético Paranaense está longe em tudo e de todos.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Vitória natural. Mas faltou futebol

Como já se esperava, o Atlético venceu o time da segunda divisão, na Baixada, por 2 a 1. Mas o futebol apresentado ficou abaixo do esperado, pelo menos na minha visão.
Ganhar de timeco é fácil, mas não se pode deixar a vitória esconder as falhas do rubro-negro. No segundo tempo, o Atlético mal chegou ao gol adversário. A zaga vai bem, obrigado. Mas o time carece de jogadores criativos na meia-cancha e de mais apoio pelas laterais. Hoje, o importante foi manter o aproveitamento de 100%. Mas ainda há muito o que melhorar.

Rifa pelo Mosaico: concorra à camisa do zagueirão Rhodolfo

Que tal ganhar a camisa que o zagueiro Rhodolfo usou no último Atletiba? Para concorrer, basta participar de uma rifa que está sendo promovida pela Comissão de Mosaicos, com o objetivo de angariar recursos para as próximas edições do mosaico. O valor de cada bilhete é de R$ 2,00 e toda a renda será revertida em fundos para a compra dos materiais para os painéis. A camisa foi doada e autografa pelo zagueirão.

A venda dos números da rifa começa hoje, na Baixada. Antes da partida contra o Paraná Clube, os membros da comissão estarão na frente do estádio (na Rua Buenos Aires) vendendo os bilhetes. O sorteio do vencedor acontecerá no dia do jogo entre Atlético x Toledo (dia 01 ou 02 de março), na lanchonete Prajá, com o nome do vencedor sendo divulgado no site www.mosaicofuracao.com.br

Os bilhetes estarão à venda pelos membros da Comissão Mosaico Furacão em todos os demais jogos do Atlético na Baixada na primeira fase do Campeonato Paranaense (contra Paraná Clube, Adap Galo, Paranavaí, Londrina e Cianorte). Além disso, quem tiver interesse em comprar os bilhetes também pode entrar em contato com a comissão pelo e-mail: equipe@mosaicofuracao.com.br

Homem-gol

Após ficar afastado dos gramados devido a uma contusão, o atacante Marcelo Ramos entrou na partida contra o Cascavel e deu conta do recado. Reportagem da Tribuna do Paraná deste domingo fala sobre a volta de Marcelo Ramos ao time titular logo mais, contra o Paraná:

Marcelo Ramos sabe que gol no clássico pode garantir a 9

Ele está de volta e agora para se firmar no Atlético como artilheiro que é. Marcelo Ramos, 34 anos, faz sua reestréia como titular do Atlético exatamente contra o Paraná, equipe na qual assinalou seus dois primeiros gols com a camisa rubro-negra em 2007 e alcançou a prestigiada marca de 400 tentos na carreira. E já avisa: “Na minha concepção, camisa 9 tem que fazer gols”.

É com esse pensamento que Marcelo entra em campo logo mais, às 17h na Arena da Baixada, para balançar as redes do adversário, ganhar a artilharia do campeonato e fazer história no Furacão. Toda essa confiança pode parecer devaneio para muitos, mas vem de um jogador que sabe o que é ser artilheiro. Natural de Salvador (BA), o atacante já passou por grandes times do futebol nacional e tornou-se “matador” em todos eles. Cruzeiro, São Paulo, Palmeiras, Bahia, Vitória, Santa Cruz e outros tantos clubes do Brasil e exterior puderam contar com os gols de Ramos.

Clássico para ele também não tem segredos. Apesar de acreditar que cada um tem a sua própria motivação, em todos os clássicos o importante é balançar a rede para ficar com uma boa imagem até perante os eventuais cornetas. “Em minha carreira tive a oportunidade de jogar muitos clássicos e quando você marca gols, fica de bem com todo mundo: torcida, comissão técnica, todos”, brincou.

Marcelo lembrou dois derbies no qual sempre se destacou - Bahia x Vitória e Cruzeiro x Galo Mineiro. Nos clássicos em Minas Gerais alcançou a ótima marca de 17 gols em 10 jogos, conforme confessou.

Longa estrada

A experiência acumulada durante a carreira pode pesar a favor do atacante atleticano neste domingo, pois do outro lado estarão jovens atletas, recém-saídos dos juniores. “Experiência é importante, mas não ganha jogo. Quando se está iniciando (como profissional), você sente o clássico, não tem aquela mesma tranqüilidade (de um veterano)”, analisou.

Bastante rodado, Marcelo enumerou as qualidades para um jogador tornar-se artilheiro: bom posicionamento, tranqüilidade para finalizar, boa movimentação para receber a bola em condições de marcar, antecipar os zagueiros e colocar-se bem na área, “pois a bola tá sempre chegando”, explicou.

Para o clássico contra o Paraná, o camisa 9 espera jogar bem e preferencialmente assinalar gols, pois a disputa por uma vaga no ataque do Furacão está bem acirrada.

E nada melhor do que um clássico para assegurar posição. “Tenho muito respeito, mas já tive a felicidade de marcar contra o Paraná no ano passado. Se tiver a felicidade de marcar de novo, o torcedor vai ficar eufórico e eu marcado positivamente. É o que espero fazer”, finalizou.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Pitacos

  • Até que enfim! Não puder ir aos dois primeiros jogos do Furacão em casa este ano. Amanhã eu vou. Saudades da Baixada.
  • Os parasitas que se preparem. Marcelo Ramos entra como titular no ataque rubro-negro na partida deste domingo, no lugar de Rodrigão. É a única mudança feita pelo técnico Ney Franco. No último confronto entre as equipes, no Brasileirão, ele marcou dois gols.
  • No banco de reservas, a novidade será Irênio. Espero que entre durante a partida. Precisamos de um meia criativo. Uma boa opção é jogar o Netinho para a latera-esquerda, se Michel render novamente abaixo do esperado.
  • Não será um joguinho mole como estão pensando vários atleticanos. Será o "jogo da vida" dos parasitas. Para nós, só mais uma partida do Paranaense. Para o time da segunda divisão, uma chance única de provarem para si mesmos que não assim tããão medíocres. Por isso, tentarão agarrar essa oportunidade com unhas e dentes.
  • Evandro foi para o Goiás, por empréstimo. Boa sorte. Com apenas 21 anos, o meia ainda tem tempo de provar que é um bom jogador. Incrível como aquele futebol que ele mostrou na Libertadores de 2005 sumiu de repente. Talvez essa mudança de ares sirva para que ele o reencontre.

Identidade

O Caderno G, suplemento da Gazeta do Povo, traz hoje uma interessante matéria sobre a identidade paranaense - ou melhor, a falta dela. A reportagem aborda principalmente a área cultural, mas a questão certamente envolve também outros aspectos sociais - inclusive o futebol regional. Multifacetada? Tímida? Inexistente? "Lugar de passagem desde o tempo dos tropeiros e destino final para imigrantes de diversos partes do mundo, o Paraná recebeu também, nos últimos anos, um grande fluxo de migrantes de outros estados. Essa miscelânea cultural resultou em uma característica multifacetada, por vezes confundida com uma falta de identidade", argumentam no texto os jornalistas Luciana Romagnolli e Luis Alvarez.
Realmente. Principalmente quando coomparamos com outros estados. Um exemplo. Um dos blogs de times que mais gosto é o Blog do Santinha, concebido e atualizado por torcedores do Santa Cruz. Basta dar uma espiada lá para ver a influência da cultura regional sobre o clube e seus torcedores. Sobre o futebol pernambucano, enfim. Rio e São Paulo, as megalópoles, centros da grande mídia, sempre tantarão se sobrepor. Mas a cultura regional forte - como no caso de gaúchos e baianos, por exemplo - acaba não permitindo.
Voltemos ao Paraná. Nossos grandes clubes não conseguem penetrar nem mesmo no interior de nosso próprio estado. Às vezes nós mesmos, aqui de Curitiba, subestimamos a necessidade de se criar esta identidade. Ultimamente tenho ouvido alguns torcedores dizerem que o grande rival do Atlético, agora, é o São Paulo. Ou o Grêmio, ou sei lá quem. Balela. Nosso arquirrival, maior inimigo, será sempre o Coritiba. Ainda bem que os coxas voltaram à primeira divisão. Valorizemos, pois, o Atletiba - uma das maiores expressões culturais de Curitiba e do estado do Paraná.
Este cenário pode mudar. Demora, mas muda. Até há algum tempo, as TVs transmitiam os campeonatos paulista e carioca pra cá e não estavam "nem aí". Os clubes daqui não eram nem ao menos consultados. Agora já não é mais bem assim. O Atlético ainda não autoriza suas transmissões devido ao pífio valor oferecido pela TV. Mas pelo menos há uma proposta, uma tentativa. E logo, espero, emissora e clube chegam a um acordo .
Valorize, pois, o que é nosso. Beba mate e gasosa Cini. Coma barreado em Morretes. Experimente o porco no rolete ou o carneiro no buraco. Leia Dalton Trevisan, Leminski, Cristóvão Tezza. Ouça Relespública, Beijo AA Força e os Manymais. Curta o Atletiba.
Um dia este cenário muda e o Paraná consolida uma identidade. Um dia, tanto Atlético quanto os coxas vão ter as maiores torcidas também no interior do estado. Nem que leve 100 anos.

A garota da capa

Ajude a escolher a garota da capa de fevereiro da comunidade do orkut Mulheres Atleticanas. Onze torcedoras estão concorrendo. Para ver as candidatas e votar na sua preferida, clique aqui.

Invulnerável

Em sua coluna deste sábado na Tribuna do Paraná, Augusto Mafuz comenta a qualidade do sistema defensivo rubro-negro e a partida deste domingo contra o Paraná. Confira:
Romantismo

A melhor defesa é o ataque, pregavam os treinadores do futebol dos espaços, dos dribles e da bola tocada. Esses treinadores envelheceram ou morreram, os espaços sumiram, os dribles e a bola tocada passaram a ser jogo de exceção. O principio que resumia o futebol como arte transformou-se em puro romantismo.

O melhor ataque é a defesa, prega o modernismo do futebol, carregado de força, às vezes bruta, marcação, nem sempre saudável, velocidade, e os mais diversos casuísmos táticos.

O exemplo mais objetivo no futebol brasileiro há algum tempo está sendo dado pelo São Paulo. A partir da defesa segura pela qualidade dos zagueiros, e pela marcação, ganhou quase tudo nos últimos anos. O gol, embora mantenha a identidade principal do objetivo do jogo, passou a ser a conseqüência lógica desse sistema, que vai se eternizar no futebol mundial, e nunca será romântico.
Não existe romantismo com o uso da força. Na vida em geral, a conquista moderna de um amor já exige mais músculos do que sentimentos. O baixinho e gordinho que manda flores passou a ser a última opção.

Trato do assunto em razão do Atlético. Esse seu inicio majestoso de temporada tem uma única origem: a qualidade individual de sua defesa com Danilo, Rhodolfo e Antonio Carlos, da sua proteção por Valencia, e da inteligência do esquema de Franco, em tornar o Atlético quase invulnerável. E, então, surge o que seria no passado uma contradição: da excepcionalidade da defesa, surgem os gols que produzem a vitória. É que todas as funções se tornam naturais, a doação ao jogo não cria traumas físicos. Sem sofrer ou sofrendo poucos gols, o grande acaba criando situações para ganhar.

É o futebol em que arte está no resultado.

E por isso, o Atlético deve ganhar do Paraná, no grande jogo da Arena.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Curioso

"O Atlético é mesmo um time curioso, pois se no passado contratava bateladas de atacantes de descuidava da defesa, agora que acertou a zaga, continua investindo no setor, mas mantém-se carente no procedimento ofensivo por conta de alas que beiram a mediocridade e, principalmente, à falta de um centroavante goleador como foram, em passado recente, Kléber, Washington, Finazzi e Alex Mineiro. A propósito, uma perguntinha: por onde anda Pedro Oldoni?"
A análise acime é do jornalista Carneiro Neto, em sua coluna na Gazeta do Povo de hoje. Um tanto exagerada: Janca e Marcelo Ramos, por exemplo, se garantem na lateral e no ataque. Aliás, se o Furacão estivesse tão carente no setor ofensivo, não teria o ataque mais positivo do Paranaense.
Mas, de qualquer maneira, é válida a preocupação. Nas últimas partidas, Ney Franco não tinha sequer uma opção de meia ofensivo no banco de reservas - acho isso ainda mais grave do que a falta de avantes. Resta esperar que logo Irênio possa estrear (aliás, que demora para sair esse registro hein?).
Por fim, faço minhas as palavras de Carneiro: Por onde anda Pedro Oldoni? Pra mim, o ataque ideal teria Oldoni e Marcelo Ramos, com Irênio e Ferreira na meiuca formando um novo "quadrado mágico". Mas como em esquema que está ganhando não se mexe, é muito difícil que Ney Franco faça alguma alteração tática no time - pelo menos por enquanto. Até porque, para isso, teria que abrir mão de um volante, e hoje Valencia e Claiton são titulares absolutos.

A charge

Los 3 Inimigos desta sexta-feira, na Gazeta do Povo.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Ele tem razão

No dia 23 de dezembro, Petraglia soltou o verbo ao vivo no programa Esporte Show, do Canal 21. Falou na cara do vice-governador, do diretor da Paraná Esporte, do secretário municipal de Esportes, deputados e sei-lá-quem-mais que é lastimável e vergonhosa a falta de empenho do setor público e dos políticos paranaenses para trazer a Copa de 2014 a Curitiba.

Um mês depois, o que vemos? Nada, absolutamente nada. O presidente da Paraná Esporte sumiu. Nunca mais tocou no assunto. Quando dá entrevista às rádios, só fala do clube do qual é diretor. É só o que lhe importa. No site da instituição, uma matéria importantíssima abre a seção de notícias: “Viva o Verão movimenta o comércio (...) Para o comerciante do ramo de alimentação, Beto Mariscão, os dias chuvosos são os mais movimentados que os dias de sol (...)”. Devem julgar que esta relevante informação seja mais importante do que divulgar o interesse do estado em sediar a Copa.

Para a Paraná Esporte, a chuva na praia ajuda a vender
verduras e é mais importante do que a Copa em Curitiba.

Quanto ao município, outro caso de omissão e desinteresse explícitos. O digníssimo prefeito está mais ocupado com outros assuntos. Precisa acelerar as obras que ele fez pipocar por toda a cidade, afinal é ano eleitoral e daqui a pouco ele, candidato à reeleição, não poderá mais visitar as obras e nem inaugurá-las. Mas Beto que se prepare. O tema Copa do Mundo estará presente na campanha eleitoral.

Já o vice-governador pelo menos enviou um fax pedindo uma audiência com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Até agora, a confederação nem ao menos agendou o encontro. Enquanto isso, o governador do estado fica às turras com a Justiça, com a imprensa, com seus próprios secretários de estado... e, ao invés de utilizar a TV estatal – cujo sinal, como disse o próprio Requião, pega da Patagônia ao Pólo Norte – para algo que preste, como veicular uma campanha pró-Copa em Curitiba, tira a emissora do ar.

É. Aquele velho slogan político tem mesmo sentido. Mas é preciso trocar o nome dos personagens.

Petraglia tem razão”.

Furacão tem novo patrocinador

A partir de domingo, o furacão terá um novo patrocínio no uniforme, além da Kyocera: a HDI, uma das maiores companhias de seguro do mundo, estampará sua logomarca nas mangas da camisa. A informação está no site oficial do CAP. Os valores não foram divulgados.
Informe encaminhado pela empresa aos corretores confirma a negociação:
"A HDI Seguros inicia o ano com uma novidade no mundo do esporte: Seremos patrocinadores do Atlético Paranaense, um dos times de futebol mais tradicionais do País. Esta parceria significa agregar força à nossa marca por meio dos valores do esporte, como superação, trabalho em equipe e liderança, inerentes também ao sucesso na vida corporativa. A estréia da nossa marca nos uniformes do Atlético Paranaense poderá ser conferida neste domingo, dia 27/01, quando o Atlético disputa uma partida do campeonato Paranaense contra o Paraná Clube no Kyocera Arena em Curitiba. A partir desta data a marca da HDI Seguros estará presente em todos os jogos de todos os campeonatos até o final de 2009."


História

O grupo HDI (Haftpflichtverband der Deutschen Industrie) nasceu em1903, em Frankfurt, Alemanha, posicionando-se rapidamente entre os três maiores grupos seguradores da Alemanha.

Em 1996, uniu-se à Talanx e consolidou-se assim como um grupo multimarca.

Conceituado como AA (muito forte) pela Standard & Poor's, e A+ (superior) pela A.M. Best, ambas importantes empresas de análise financeira, hoje o Grupo HDI, através da HDI Internacional, está presente em diversos países.

Sobre a Kyocera

A Kyocera, patrocinadora do Atlético, anunciou a compra da unidade de celulares da Sanyo, numa transação avaliada em 40 bilhões de ienes (o equivalente a US$ 375 milhões), o que a transformará na sexta maior fabricante de celulares do mundo.
Com a aquisição, a Kyocera espera também impulsionar suas operações, hoje bastante combalidas por falta de alcance global da companhia. "Precisamos fortalecer nossas operações em outros continente", afirmou o presidente da Kyocera, Makoto Kawamura, ao The Wall Street Journal.
O contrato entre o Furacão e a Kyocera, tanto para o naming rights da Baixada quanto para o patrocínio da camisa, termina em fevereiro. Especula-se que a renovação já está bem encaminhada.

Laterais

O lado esquerdo do Atlético continua capenga. Michel belisca um gol aqui, outro acolá, mas não consegue manter uma regularidade. Na média, suas atuações não chegam nem a ser medianas - desculpem pelo trocadilho barato.
Agora, sejamos justos, Janca vem dando conta da lateral direita. O cara não é nenhum Cafu, mas dá lá seus cruzamentos, cria jogadas, incomoda o adversário, bate faltas. Então, deixem o homem trabalhar!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Sem Rodrigão, Atlético faz 3

Após um modorrento primeiro tempo contra o Cascavel, o técnico Ney Franco promoveu duas substituições durante o intervalo: colocou Willian e Marcelo Ramos nos lugares de Michel e Rodrigão. Aos 20 minutos da segunda etapa, o Furacão já vencia por 3 a 0 - gols de Jancarlos e Marcelo Ramos (2). Resultado que se manteve até o apito final do árbitro.
O Furacão chegou aos 15 pontos e se mantém como líder isolado e único time com 100% de aproveitamento no Campeonato Paranaense.

Não, não é só imaginação


Parece coisa da MTV, mas não é. Mais dia menos dia, o Atlético poderá enfrentar o time do Renato Russo. Calma, o homem não ressuscitou. Explico.

* * *

Em 1985, os versos da música “Será” (vídeo acima) ganhavam as rádios de todo o país. Era o primeiro álbum do Legião Urbana (os trintões, mesmo os que não foram grandes fãs, como eu, sabem bem o que a banda representou na época). Os brasilienses, liderados pelo polêmico Renato Russo, venderam nada menos do que 17 milhões de cópias em 10 anos – até hoje são um dos principais vendedores de discos da EMI-Odeon no mundo todo.

Depois de outros LPs de sucesso como Que país é este e As quatro estações, a banda entrou numa fase melancólica, considerada piegas por muitos, mas sempre conseguindo se manter no topo. Até outubro de 1996, quando Renato morreu.

Tá. Isso todo mundo já sabe. E daí?

Eis que, dez anos depois, em 2006, é fundado o Legião Futebol Clube, um time profissional da capital federal criado em homenagem a Renato e ao Legião Urbana. Tá. E daí? E daí que essa história, além de chamar a atenção pacas – a minha, pelo menos –, imagino que, logo, logo, irá se cruzar com a do Atlético. O Legião FC começou na terceira divisão do campeonato Brasiliense. Já está na primeira. Aliás, lidera o campeonato deste ano. Muito em breve, portanto, estará disputando uma Copa do Brasil. E aí, quem sabe, o Furacão vai ter que encarar o Legião.

As curiosidades sobre o clube não terminam por aí. A mãe de Renato Russo, Dona Carminha, é a madrinha da instituição. O filho, Giuliano, presidente de honra.

O Legião FC se intitula um clube-empresa, com modelo de gestão profissional. Já tem patrocinadores de peso. Entre eles, segundo o site do clube, o banco BMG e a Unimed. Criou a modalidade de “sócio-empresa” e já tem 47 associados. Lançou o plano de “sócio-torcedor” e quer logo chegar aos mil associados – que, além terem livre acesso às partidas, receberão anualmente uma camisa do clube e um DVD da temporada. O site do Legião promete ainda “atendentes uniformizados para receber e orientar os torcedores, bar/lounge temático aos sócios, cadeiras com protetores higiênicos personalizados, serviço de manobrista opcional, segurança, serviço de som ambiente para informações, sorteios e música nos intervalos, venda de camisas e bandeiras aos torcedores, e limpeza contínua dos banheiros”.

O clube manda seus jogos no estádio Mané Garrincha. Detalhe: para ser sócio-diamante do recém-criado Legião, o “torcedor” (coloco entre aspas porque um time que acabou de surgir terá no máximo simpatizantes, torcedor ainda demora pra formar) precisa desembolsar R$ 540. Muito próximo dos R$ 600 anuais cobrados este ano para os rubro-negros se tornarem Sócio-Furacão (menores pagarão só R$ 300).

Além de toda esta curiosidade, o Legião começa a chamar a atenção da mídia por sua estrutura e profissionalismo. Nada comparável, por exemplo, ao que o Atlético possui atualmente e coloca à disposição da torcida. Mas, convenhamos, já é muito mais do que oferece a grande maioria dos clubes que existem pelo Brasil afora.

Alguns, inclusive, aqui bem perto de nós.
PS: Fosse eu o cartola, teria criado o Clube Atlético Ultraje a Rigor ou quem sabe o Sociedade Alternativa Toca Raul Futebol Clube. E você, que clube fundaria?

Todos querem ser sócios

É grande a expectativa da torcida para o retorno das vendas dos planos de Sócio-Furacão. Todo mundo, literalmente, quer se associar. Ontem, foi a vez da torcida Os Fanáticos divulgar, em nota oficial, seu apoio e sua adesão. Assim que o sistema de cadastro voltar a funcionar, é bom que a diretoria do clube se prepare: vai chover gente no espaço dos sócios.

O renascimento de Alan

Alan comemora com a galera o gol contra os coxas: recuperando o bom futebol.
Ele já foi o xodó da torcida rubro-negra. Marcador implacável, raçudo, mas também simpático, conquistou a galera e os treinadores - tornou-se titular absoluto na cabeça de área do Atlético, posição que ocupou por um bom tempo. Ano passado, com a má fase do Furacão, foi um dos crucificados. Muitos falavam que a "noite" estava acabando com ele. Depois, veio o episódio traumático do acidente de automóvel - que obviamente afetou o lado psicológico do jogador e, conseqüentemente, seu rendimento técnico. Alan, definitivamente, não era mais o mesmo.
Por isso é bom ver Alan Bahia resnascendo, entrando no time, jogando bem e ainda marcando um gol contra os coxas. Por razões óbvias, a posição já tem titular(es): Valência e Claiton vivem uma fase excelente e dão segurança à zaga rubro-negra. Mas é importantíssimo ter um jogador à altura, e de confiança, no banco de reservas. Aliás, o jogador tem sido decisivo em clássicos - ano passado, empatou a partida contra o Paraná, na Vila Capanema, com uma bela bomba de fora da área.
Hoje à noite, talvez ele comece jogando contra o Cascavel - com dores musculares, Claiton sequer treinou ontem. Se o titular tiver condições, ele permanece no banco, como opoção para Ney Franco.
De qualquer maneira, é importante o apoio e o agradecimento da galera. Jogando ou não hoje, Alan Bahia merece.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

10.000 !

Aê pessoal, hoje o Blog da Baixada atingiu a marca de 10 mil visitas! Isso apenas nos primeiros 22 dias de 2008.
Aproveitem para votar no blog no Prêmio iBEST.
Só não esqueçam que a Furacao.com também está concorrendo, em duas categorias.

Dez atleticanas e uma fanática

Toque feminino nas arquibancadas: livro
sobre as atleticanas será lançado em março.

A bibliografia especializada sobre o futebol paranaense, de maneira geral, é pobre. Paupérrima. Sobre o Atlético, especificamente, idem. Os livros que realmente prestam podem ser contados nos dedos de uma mão.
Há algumas obras interessantes, como A História do Futebol Paranaense, de Francisco Cardoso. O professor Heriberto Ivan Machado deu sua contribuição, com Futebol do Paraná - 100 anos de História; Atlético Nacional; Atlético: todos os times campeões e Atlético, a paixão de um povo - este em co-autoria com Valério Hoerner Júnior. Destes, só tive acesso ao último.
Carneiro Neto é talvez o mais eclético dos autores. Já escreveu biografias sobre o Paraná Clube, Evangelino Neves e Hélio Alves. Junto com Vinícius Coelho, lançou Atletiba, a Paixão das Multidões. O Coritiba, que eu me lembre, tem também um livro sobre sua história. E há alguns anos lançaram um livro sobre Fedato, ídolo dos coxas.
Grosso modo, é isso o que temos. Pouco, muito pouco. E mais: são obras bem intencionadas, algumas com uma pesquisa bem feita, outras nem tanto, mas todas com sua relevância histórica. Porém, geralmente, têm um tratamento gráfico lastimável. Neste aspecto, todos os livros sobre o Furacão são péssimos, com uma qualidade de impressão muito ruim e um cuidado visual inexistente.
Daí a importância do livro que será lançado em março por Antonia Schwinden - escritora, consultora em língua portuguesa e comunicação, editora de livros e, claro, atleticana roxa.
Dez Atleticanas e uma Fanática vai contar a história de dez freqüentadoras assíduas da Baixada, com idades, perfis e vidas bem diferentes - mas em comum a paixão pelo Rubro-Negro. Já pude dar uma espiada nos originais e o que vi foi um trabalho excepcional, que não tem nenhuma pretensão de ser um registro histórico sobre o clube, mas sim uma bela homenagem às centenas de milhares de atleticanas espalhadas por aí. Além de trazer histórias saborosíssimas, que retratam a paixão destas mulheres pelo Furacão sob vários ângulos, a obra terá uma série de fotos antigas, algumas inéditas, escolhidas por Antonia - a "Fanática" do título do livro - nos arquivos de jornais de Curitiba, além de um tratamento gráfico impecável.

Uma justa homenagem, afinal o Furacão é um dos times com maior presença feminina entre seus torcedores.
Imperdível.
O lançamento será em março. Provavelmente no Dia da Mulher. Ou no Dia do Atlético. Assim que houver data e local marcados, conto aqui no blog.

Pés no chão

Passada a euforia pela vitória no Atletiba, que já ficou para trás, é hora de pensar no que vem pela frente. Em sua coluna desta terça na Tribuna do Paraná, Augusto Mafuz fala sobre o futuro do Furacão:
Primeira viagem
Minha mãe sorria e me consolava nas derrotas de criança: você é ainda marinheiro de primeira viagem. Pela euforia da primeira vez, todos da minha geração foram um dia assim chamados pelos pais. Esses se inspiravam no ídolo Getúlio Vargas, que tratava a renovação paternal que promoveu na Marinha.

Domingo ouvi Ney Franco, treinador do Atlético. Disse ele que a vitória contra os coxas foi um marco para definir o futuro do time nesta temporada.

Confesso que não entendo tamanha euforia. Concordo que foi um marco, como são todas as vitórias, de um ou de outro, em Atletiba. Mas daí usar a vitória como referência de futuro, no mínimo é um risco que coloca o Atlético em perigo.

O Atlético venceu um time fraco, nem os coxas negam. A repercussão da vitória em Atletiba não tem origem no jogo em si, pelo que jogou ou deixou de jogar; mas da vitória como resultado. Se fosse prevalecer a tese de que a vitória é uma referência de futuro, o empate e, em especial a derrota, seria identificada como uma amostra de fracasso futuro. A derrota não seria uma referência de fracasso, como a vitória não pode ser tratada como verdade absoluta de virtudes.

Concordo, que depois de algum tempo, o Atlético inicia uma temporada atendendo o princípio elementar da continuidade. Manteve Ney Franco, que da nova geração, está se revelando o melhor treinador do futebol brasileiro. Ainda conserva o que se nomina a estrutura do time: Vinícius, um bom goleiro; Danilo, Antônio Carlos e Rhodolfo na zaga; Valência e Claiton no meio; e Ferreira no ataque.

Mas o futebol, que não prescindiu de laterais, hoje é intransigente em relação aos alas. No entanto, insiste-se com Jancarlos e Michel. O futebol, que sempre deu importância ao goleador, hoje não permite que se discuta a sua relevância. E, em especial, quando sonho pelos gols de Rodrigão, implicam no sacrifício de Ferreira, que enfiado perde espaço. Se existe alguém que não pode ser sacrificado, é Ferreira por ser o melhor.

O time do Atlético já saiu da forma. Basta Ney Franco mostrar que o futuro anunciado irá ser certo, desde que não se despreze as necessidades do time.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Protegidos

Muitos atleticanos acataram a sugestão e foram ao esgouto pereira usando máscaras anti-odor. O flagrante do fotógrafo Napoleão de Almeida foi publicado nesta segunda-feira na versão impressa da Gazeta do Povo Esportiva.

Bastidores do clássico

A assessoria de imprensa do Furacão teve uma bela iniciativa: colocou no youtube os bastidores do Atletiba, desde a saída dos jogadores do CT do Caju até a oração em agradecimento à vitória.
Espero que continuem fazendo isso em todas as partidas para que, nos campeonatos em que o Furacão levante o caneco, lancem depois o DVD com a campanha - algo que times de outros estados, principalmente os gaúchos, já têm como costume.
Confira o vídeo:

A imagem

Após a vitória contra os penhorados, Claiton vai até a torcida do Furacão, ajoelha-se e beija o manto sagrado rubro-negro.
Flagrante feito pelo fotógrafo Pedro Serápio e publicado hoje na edição impressa da Gazeta do Povo.
* Post atualizado às 17h35 porque um leitor me lembrou que eu não estava dando
os devidos créditos ao fotógrafo.

Capa do dia - 2

Gazeta do Povo Esportiva. Clique para ampliar.
* PS: apenas fazendo justiça, já que não falei nada sobre a participação do Ferreira no clássico. O que foi aquele gol? A matada de bola, já tirando dois coxinhas da jogada, foi sensacional!
Ferririnha é F... !

Parabéns, Claiton

Ele chegou no ano passado sob a desconfiança da torcida e tremendamente - covardemente, eu diria - criticado pela mídia. Zombado até. Mas o Predador ganhou a posição de titular logo de cara e foi tomando conta da meia-cancha graças à sua principal caractaríetica: a raça. E foi assim que ele se destacou, principalmente nos jogos mais importantes, como os clássicos locais. Ano passado, contra o Paraná, ele comandou a vitória por 2 a 0. Ontem, foi um "leão" contra os coxinhas. E faltou "piazada" para conseguir segurar o "trintão" - ele está de aniversário esta semana, como conta a reportagem da Gazeta do Povo:

Claiton antecipa o aniversário de 30 anos

A brincadeira no vestiário rubro-negro, após a vitória por 2 a 0 no Atletiba, era de que o volante Claiton seria o responsável pela renovação antecipada de contrato do preparador físico do Atlético, Walter Grassman.
Em começo de temporada, com apenas 70% da capacidade física ideal, nem o jogador acreditava no pique de mais de 60 metros que deu aos 46 minutos do segundo tempo. Ainda mais por ter tido a tranqüilidade de parar, levantar a cabeça e cruzar para Alan Bahia, livre, definir o marcador do jogo.

“Estamos no começo de temporada e já não agüentava mais de cansado. Mas o Valencia abriu o jogo e eu poderia ter batido para o gol. Como o Alan estava bem colocado, toquei para ele. Foi um gol do grupo”, contou o jogador, que encarou a vitória no clássico como um presente antecipado de seu aniversário, na sexta-feira, quando completa 30 anos.
“Foi um excelente presente. Não esperava que seria assim. Mas meu filho chegou na concentração, me deu um beijo e eu pressenti que aquilo me daria sorte.”
O lance do gol apenas coroou a atuação de Claiton. Como marcador, se não foi perfeito, não se entregou em nenhuma jogada. E, quando estava com a bola, invariavelmente se lançava à frente criando sempre as melhores situações do Rubro-Negro. Sem contar que, toda vez que chegava próximo da linha de fundo, trazia junto Pedro Ken, o que, nesses momentos, deixava o Coritiba mais lento.
De negativo, apenas a falta dura em Henrique, que poderia ter causado a sua expulsão quase no fim do jogo, e o posterior bate-boca que quase acabou em briga. “Não foi nada. É que já fazia tempo que eu estava pedindo para jogarem a bola para fora, pois o Marcelo Ramos estava caído. E ninguém é médico para saber o que ele tinha. Poderia ser grave”, defendeu-se.

Os 2.500 que calaram o Tremendão

A Tribuna do Paraná desta segunda-feira conta como a torcida do Atlético, apesar de estar em pequeno número, calou a coxarada. Confira:

O Coritiba bem que tentou, mas não conseguiu evitar mais uma festa rubro-negra no Couto Pereira. Mesmo em minoria e impedida de levar faixas, bandeiras e bateria, a torcida atleticana equilibrou o jogo das arquibancadas no grito e foi ao delírio com a terceira vitória seguida na casa do rival.

Antes do jogo, um mar verde e branco tomou conta das ruas do Alto da Glória. Em peso, a galera coxa-branca chegava confiante na vitória e disposta a perder a voz para incentivar o Alviverde. Enquanto isso, milhares de atleticanos se reuniam na Baixada e, escoltados pela polícia, seguiam a pé para o estádio.

Dentro do Couto, a massa alviverde dominava 90% das arquibancadas. O clima não era nada favorável a quem foi torcer pelo Atlético. Como se fazer ouvir em ambiente tão inóspito? “Só eu sei, porque eu não fico em casa!”, respondia o povão rubro-negro. Assim como os jogadores do Furacão, ele parecia ignorar o barulho que vinha do outro lado e não parava um minuto sequer.

A raça dos atleticanos foi correspondida pelo time, que fez a disputa das torcidas virar no segundo tempo. Depois que Ferreira balançou as redes pela primeira vez, parecia que eram os vestidos de vermelho e preto quem estava em maioria. Parte dos coxas ainda insistiu em empurrar o time para uma reação. Esforço que se revelou em vão depois que Alan Bahia colocou números finais no clássico.

A desilusão tomou conta da torcida alviverde, que antes mesmo do apito final já se dirigia, em silêncio, para as saídas do Couto. Do lado rubro-negro, euforia total. “Um, dois, três, o Coxa é freguês!” Já são quase três anos sem derrota para o maior rival.

A história do Atletiba deveria terminar por aí. Mas sempre existe uma minoria disposta a estragar a festa. Na Rua Ubaldino do Amaral, correria e tumulto. No terminal do Guadalupe mais pancadaria. Testemunhas relatam até tiroteio na central dos ônibus que fazem a ligação com os municípios da Região Metropolitana.

Felizmente, até a noite de ontem não havia registro de feridos com gravidade. Apenas alguns coxas de cabeça inchada e atleticanos afônicos.


“A torcida é que nos deu esse gás”

Num jogo muito equilibrado, o Atlético conseguiu manter o tabu de não perder para o Coritiba no Couto Pereira. A última vez que o Coxa triunfou sobre o Atlético em seus domínios foi em 2004. Desde lá foram três partidas e, em todas elas, os atleticanos puderam fazer a festa no estádio do rival.

Ontem mais uma vez a torcida rubro-negra se fez presente e empurrou o time durante toda a partida. Como não puderam levar suas bandeiras e bateria, o incentivo veio no grito mesmo e as vozes de pouco mais de dois mil atleticanos ecoaram forte no Alto da Glória. A festa realizada pelo torcedor foi, inclusive, enaltecida pelo capitão Claiton, logo após dar o passe decisivo para o segundo gol rubro-negro. “Esse pique que eu dei, o gás veio graças ao incentivo do nosso torcedor. A torcida me deu forças”, comentou.

A capa do dia

Tribuna desta segunda-feira. Clique para ampliar.

Veja os gols de Ferreira e Alan

O retorno

Após um mês de férias, Augusto Mafuz volta nesta segunda-feira a escrever sua coluna na Tribuna do Paraná. E comenta a vitória rubro-negra no Atletiba e a triste e dura realidade dos coxinhas. Confira:
Volta à realidade

Os coxas foram em peso ao Couto Pereira. Bem contadinhos, tinha 26 mil. E, entre as razões de tamanha euforia, a principal era a volta à realidade. Finalmente, depois de dois anos, o Coritiba iria jogar com um time de 1.ª Divisão, que por uma benção de Deus, era o Atlético, seu rival histórico.

Eis, então, a marca da realidade: Coritiba 0 x 2 Atlético. Marca impagável para todos.

Lembrei daquela, que Oscar Wilde deixou escrito como se fosse a maior de todas as verdades: "no mundo só existem duas tragédias: uma é não conseguir o que se quer; outra é conseguir. Esta última é muito pior. É uma verdadeira tragédia!"
A igualdade histórica já não serve mais como referência para um jogo. Um eventual descompasso na vida pode resultar em diferenças inimagináveis. Em especial, quando um time é de 1.ª, e o outro por acabar de chegar da 2.ª, continua de 2.ª.

A volta à realidade para os coxas se transformou num trauma. O Coritiba correu, lutou e até chegou a merecer um gol no 1.º tempo. Mas, quando precisou jogar um pouco mais, sentiu o quão ficou distante de um time da 1.ª. Enquanto o Atlético mostrava personalidade com Danilo, Antônio Carlos, Rhodolfo, Valencia, Claiton, Ferreira e Marcelo Ramos, o Coritiba já estava esvaziado. O que era para ser o corolário da nova vida, transformou-se em uma tragédia.

E veja que o Atlético não jogou bem. Apenas jogou.

O Atletiba de ontem me provocou lembranças dos Atletibas de antigamente, quando Hidalgo e a sua turma entravam em campo e faziam que jogavam. O Atlético acreditava e perdia.

Bem vindo a essa realidade, Coritiba!


domingo, 20 de janeiro de 2008

Atacantes pra quê?

Acostumados a ver gols dos zagueiros neste início de temporada, a torcida do Atlético presenciou hoje uma jogada totalmente armada e finalizada por volantes. Alan Bahia, Valencia e Claiton puxaram o contra-ataque que resultou no gol de Alan.
Por outro lado, apesar de Ferreira - que é meia, mas tem jogado no ataque - ter feito o primeiro gol do Furacão contra os coxas, os demais centro-avantes do elenco continuam sem marcar neste Paranaense.
Ainda bem que logo Wallyson, o "possesso", estará em condições de jogo.

Sem surpresa

Nada mudou. Coritiba 0 x 2 Atlético. Veja a cobertura completa na Furacao.com.

Porcarada ataca o ônibus do Atlético

A delegação do Atlético teve uma bela "recepção" na chegada ao estádio Tremendão. A marginália do clube penhorado arremessou pedras no ônibus do Furacão, quebrando janelas do veículo.
"Isso é triste. A torcida que há tanto tempo não tem um Atletiba, ao invés de comemorar, quebra ônibus. Poderiam ter machucado alguém. Mas isso nos motiva. Sabemos que dentro de campo também será uma guerra", disse o meia Claiton em entrevista às rádios.
A coxarada não aprende mesmo. Depois leva bucha da PM e fica chorando com cara de piá cagado...

Cadê o Oldoni?

Pedro Oldoni está fora da relação dos atletas convocados para o Atletiba. O jogador, convocado para a seleção olímpica do Dunga, não ainda foi relacionado pelo técnico Ney Franco para nenhuma partida do Atlético este ano.
Não sei o que acontece. Oldoni é muito criticado por parte da torcida por sua falta de habilidade. Realmente, não é de dar um fino trato à redonda. Mas, por outro lado, já demonstrou que, se o domínio de bola não é a sua maior qualidade, balançar as redes é seu ponto forte.
Hoje o Rubro-Negro sequer tem uma dupla de ataque titular. Tanto que o meia Ferreira tem sido escalado para a posição, ao lado de Marcelo Ramos ou de Rodrigão. Acho extremamente válido - e importante - chamar garotos como Choco e Willian para compor o elenco. Mas Oldoni ainda está um passo à frente destes dois, e provou isso marcando gols.

Não sei quais são os planos de Ney Franco para o jogador. Mas por enquanto Pedro está sendo injustiçado. E desvalorizado.
Em tempo: os atacantes convocados para o Atletiba são Choco, Marcelo Ramos, Rodrigão e Willian.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Top 5

Atletibas são inesquecíveis, na vitória ou na derrota. Sempre fica uma marca. Nunca contabilizei quantos clássicos eu já assisti na minha vida, mas minhas lembranças me dão a certeza de que a minha geração ganhou muito mais do que perdeu contra os coxinhas. Principalmente nos jogos decisivos. Das seis finais de Campeonato Paranaense que eu pude assistir, por exemplo, o Furacão saiu campeão em 5 delas (83, 90, 98, 2000 e 2005). Sé se deu mal em 2004, graças ao "professor pardal" Mário Sérgio, que deixou o artilheiro Washington no banco... E teve também a seletiva da Libertadores, em 99.
Enfim, já perdi as contas de quantos Atletibas eu assisti. Mas sempre tem aquele mais marcante para cada um. Pra mim, os cinco Atletibas inesquecíveis são os seguintes:
1) 1990. Final do Campeonato Paranaense no Couto Pereira. 2 a 2, Atlético campeão graças a um gol contra do zagueiro Berg. Sim, o melhor Atletiba da minha vida não terminou em vitória, mas foi inesquecível tirar o doce da boca dos coxinhas, que já gritavam "é campeão" feito paquitas loucas;
2) 1996. Brasileirão. A antiga Baixada lotada. 1 a 0, aos 46 do segundo tempo, com o Oséas escalando o alambrado;
3) 1997. Campeonato estadual. Pinheirão. O que era pra ser uma partida sem maiores pretensões acabou se transformando no "jogo da vingança": 5 x 2, com direito a dois gols de Jorginho Pé Murcho;
4) 1999. Seletiva da Libertadores no Couto. Esse eu não fui, mas assisti na TV. 4 a 1, de virada, com um golaço do Cocito e gols dos carrascos Adriano Gabiru, Luizinho Neto e Kleberson;
5) 1998. Segunda partida da final do Paranaense no Pinheirão. 4 a 1, uma verdadeira festa rubro-negra com direito a gol olímpico e um cala-a-boca do Nélio.
E para você, quais foram os seus Atletibas inesquecíveis?

Sem novidades

O meia Irênio não foi registrado no BID da CBF e, com isso, o técnico Ney Franco manterá no Atletiba o time que vinha disputando o Paranaense. O Atlético deverá entrar a campo no domingo, contra os penhorados, com Vinicius; Jancarlos, Rhodolfo, Antonio Carlos, Danilo e Michel; Valencia, Claiton e Netinho; Ferreira e Rodrigão.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Saúde: projeta seu nariz do terrível odor do Tremendão!

Você já garantiu seu ingresso para o o Atletiba mas teme ser sufocado pelo infernal odor de urina do Pinga-Mijo? Pois seus problemas acabaram, graças a uma idéia que surgiu no Forum Furacao.com! Faça uma vaquinha com seus amigos e compre uma caixa de máscaras cirúrgicas (entre R$ 10,00 a R$ 12,00, com 50 unidades, nas melhores casas do ramo - menos de trinta centavos cada) e projeta seu nariz daquele poço de fedor eterno que é o esgoto pereira!

Já era!

Os ingressos do clássico de domingo para a torcida rubro-negra já eram: foram esgotados em menos de duas horas de venda.
Azar de quem, como eu, ficou sem.
Sorte de quem, como o carinha aí debaixo, o Cadão, um jovem Guerrilheiro da Baixada, conseguiu o seu.
"EU VOU!!!"

O cúmulo da mediocridade

Você sabe qual é o cúmulo da mediocridade? Para descobrir, clique aqui.

Relembre o último confronto no Tremendão


Pra variar, o Furacão venceu o último Atletiba no estádio Esrasmo Carlos, o "Tremendão", em 2005. Dois a um pro Furacão, gols de Lima e Paulo André.

Rodrigão nunca se entrega

O Rodrigão é um cara com quem eu já joguei no Santos. Ele está sempre ajudando o time a buscar a vitória, nunca se entrega. Está sempre batalhando pelo gol, independentemente do resultado e é isso que importa para um centroavante. É um jogador mais de área, que joga esperando a bola chegar. E se ele está no Atlético é porque tem condições de defender essa camisa. Ele está no caminho certo. Espero ver ele marcar um gol nesse Atletiba e ver o nosso time ganhar o clássico na casa do adversário.

Paulo Rink, ex-jogador e assessor de relações internacionais do Atlético, em entrevista à Gazeta do Povo de hoje.

O que não se sabe é se Rodrigão joga o Atletiba. Com a recuperação de Marcelo Ramos, a escolha ficará para o técnico Ney Franco.

Só no gogó!

Foram definidas nesta quinta-feira a carga de ingressos e as normas para o clássico de domingo. A torcida do Furacão terá acesso a 2.000 bilhetes. Na reunião entre as organizadas, a PM e o clube mandante, o representante dos penhorados, um tal de "porks" - tudo a ver, não??? -, anunciou que os rubro-negros estão impedidos de levar faixas, bandeiras e bateria para o estádio Erasmo Carlos, o "Tremendão". Ou seja: vai ser no gogó mesmo, como no vídeo acima!
Os ingressos começam a ser vendidos nesta sexta nas bilheterias da Arena. No domingo, os Fanáticos promovem uma "romaria" ao Tremendão, como aquela do vídeo de alguns posts abaixo. A reunião na sede da torcida começa ao meio-dia.

Deu bug

Anúncio que o Atlético publica nesta sexta-feira nos principais jornais de Curitiba: bug maldito!

Parou geral - II

Este blog ficou indisponível por umas 4 horas! Acho que a empresa que administra o blogger é a mesma que está cuidando do sistema do Sócio Furacão!!!! Pelo menos aqui já voltou... Ufa!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Parou geral

Petraglia e Fleury anunciaram agora há pouco: parou geral! As adesões ao sócio Furacão 2008 estão temporariamente suspensas até consertarem o tal do sistema.
Segundo informações do site oficial, o clube contratou uma empresa de auditoria, especializada na área de informática, para descobrir as causas dos problemas técnicos. "Estamos indignados, mas não temos outra solução. Nosso sistema não resistiu, entrou em colapso. Ele operou com grande dificuldade nesses dias, deu pane e parou. Ainda não temos as razões da pane, o motivo disso tudo", disse Petraglia. "O sistema que foi implantado passo a passo apresentou falhas inaceitáveis e para que não houvesse uma contaminação geral ao sistema do clube, decidimos pela interrupção dos trabalhos. Agora, as empresas vão trabalhar em tempo integral para retomar o processo de angariação", afirmou. "Nós sabemos que o Atlético Paranaense é muito mais que uma chama, jamais o torcedor vai se abater por isso", declarou Fleury.
O negócio é ter um pouco paciência. O que ficou bem claro é que a torcida está ávida para aderir a este plano. O Atlético certamente chegará aos 15 mil sócios assim que o sistema voltar a funcionar.

A frase do dia

É uma felicidade enorme esse interesse de um clube grande.

Keirrison, atacante penhorado dos coxinhas, mas que na verdade pertence mesmo aos nefastos Malaquias, em entrevista ao portal Terra, sobre a chance de ir para o Palmeiras. É como disse Mauro Singer... "Os coxas saíram da segundona, mas a segundona não saiu dos coxas..."

Procura-se blogueiro


O site globoesporte.com procura um novo blogueiro parao Blog do Torcedor do Atlético. O atual, João Marcelo Veras, anunciou no Orkut que está "pendurando as chuteiras" do blog, devido a compromissos profissionais.
Há algumas condições para concorrer à vaga: precisa ser publicitário, ou estar cursando faculdade de Publicidade. E não recebe nada em troca, apenas o orgulho de defender as cores rubro-negras perante torcedores do país todo.
Se você deseja encarar o desafio, mande uma crônica de algum jogo do Furacão junto com os seus dados para o e-mail blogdotorcedor2008@globo.com. Dá para mandar também para o João, no e-mail joaoveras@roteiromkt.com, que ele também vai avaliar e ajudar na escolha.
A Nação Atleticana agradece ao João pelo ano que ficou no comando do blog e dá desde já as boas vindas ao seu substituto!

Marcelo Ramos e Irênio no clássico

Segundo a Gazeta do Povo desta quinta-feira, o técnico Ney Franco deve promover a volta de Marcelo Ramos ao comando do ataque e a estréia de Irênio na meia-cancha do Furacão contra os penhorados. "O Marcelo já está recuperado e só não joga se sentir alguma coisa até lá. Já o Irênio já está em condições de jogar há mais tempo, só falta ter sua condição regularizada, o que deve ocorrer até sexta-feira", disse o treinador. Ney contará também com o retorno do zagueiro Rhodolfo.
E agora, quem sairá do time para a entrada de Marcelo e Irênio?

Atletiba: a invasão

Atletiba de 1991. O vídeo mostra a "romaria" da Nação Atleticana até o esgouto pereira, uma verdadeira invasão - como a massa rubro-negra sempre fez no estádio do rival. Talvez por isso agora estejam com tanto medo, querendo limitar os ingressos para a maior torcida do estado.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Vitória magra

O Furacão venceu o Engenheiro Beltrão pelo modesto placar de 1 a 0, agora há pouco, na Baixada. A partida foi muito ruim e serviu apenas para o Atlético manter os 100% de aproveitamento no Campeonato Paranaense. As atenções agora voltam-se para a partida de domingo contra os penhorados, no estádio Erasmo Carlos, o "Tremendão".

Os mais vendidos do Tremendão

Os três livros mais vendidos na "Livraria do Tremendão". Obras fundamentais na biblioteca de qualquer coxinha, por sua atualidade e relevância. Para o benefício dos leitores-paquitas, os autores não examinam apenas a penhora em si, mas também os problemas relativos à penhorabilidade nos seus diferentes aspectos. Tudo isto, é preciso lembrar, com apoio em julgados esclarecedores e em substanciosa bibliografia.

O time da penhora

Diante das últimas notícias sobre jogadores coxinhas sendo penhorados para o pagamento de dívidas, o clássico de domingo mudou de nome: não será mais um Atletiba, mas sim um Prosdócimo x Atlético. E vamos vencer, afinal, o time do Prosdócimo não é nenhuma "Brastemp"...
Que venham os penhorados!

Furacãozinho fora da Copa

O tume sub-20 do Atlético acaba de perder para o Grêmio, por 1 a 0, e está eliminado da Copa São Paulo.

Superquarta

Se o atleticano anda com saudades do time, e apenas poucos puderam acompanhar as duas primeiras partidas deste ano, em Paranaguá e São José dos Pinhais, esta quarta-feira será um dia de "overdose" de Furacão. Primeiro, às 14 horas, o Furacãozinho encara o Grêmio pela Taça São Paulo. Transmissão pela ESPN Brasil.
E à noite, às 20h10 (atenção para o horário!), é a vez do time principal entrar em campo na Baixada pela primeira vez em 2008. Partida interessante, contra o líder do Paranaense, o Engenheiro Beltrão. Uma boa oportunidade para o escrete do técnico Ney Franco manter o bom retrospecto jogando no Caldeirão do Diabo: sob o comando dele no Brasileirão, em nove partidas em casa o rubro-negro conseguiu oito vitórias e um empate, atingindo o impressionante aproveitamento de 92,6%.
O Furacão vai a campo com seu time titular, exceto o zagueiro Rhodolfo, novo ídolo da torcida, que está contundido. Em seu lugar, entra o volante Alan Bahia.
As novidades devem estar no banco de reservas: o atacante Diego e o meia Irênio, que podem fazer sua estréia.
Bons motivos para todos irem à Baixada.

Será mesmo?

A Tribuna do Paraná desta quarta diz que o Atlético deve concluir em breve o primeiro lance de arquibancadas da Arena, deixando o andar superior para uma segunda etapa. De acordo com o jornal, o presidente Petraglia teria afirmado que logo iniciaria as obras, aumentando a capacidade da Baixada para 30 mil lugares. Ainda segundo a reportagem, Petraglia disse que "novidades sobre as obras serão repassadas ao torcedor a partir de fevereiro".
A mim, parece não ter muito sentido isso. Até porque é mais fácil tocar a obra dos dois andares simultaneamente - como foi feito quando da construção da Arena -, do contrário o primeiro andar terá que ser interditado, de qualquer forma, quando o clube for finalizar o piso superior.
É esperar para ver...

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Vote no Blog da Baixada!

Alouuuu galera rubro-negra, além de votar na Furacao.com no prêmio iBEST, agora o Blog da Baixada também está concorrendo, na categoria "melhor blog esportivo". Para votar, clique aqui.

Requião censurado!

E daí? Novamente, ele não falou nada sobre a campanha pela Copa em Curitiba mesmo... Aliás, ele poderia aproveitar melhor a tal "escolinha" transmitida semanalmente pela TV para algo que realmente interesse a população.
Cadê o empenho, governador?

E somos a maior! Grande novidade...


Mais uma pesquisa, mais uma vez a constatação: o Atlético é o time paranaense com maior torcida, segundo levantamento feito pelo DataFolha, um dos institutos mais respeitados do país. Em Curitiba, 22% da população torce para o Furacão; contra 17% de coxinhas e 10% de parasitas. Depois vêm Corinthians, com 5%; São Paulo, com 4%; Palmeiras e Flamengo, com 4% cada. Os coxinhas vão chorar, vão espernear, vão relutar novamente contra os números, vão dizer que o Petraglia comprou também o DataFolha, etc etc etc. Mas não adianta: quem manda nesta cidade é a Nação Atleticana! Mas isso nem é mais novidade: todas as pesquisas anteriores já apontavam números parecidos com estes. E mais: quanto maior o universo de entrevistados, maior é a diferença entre o Atlético e o segundo colocado, o que mostra que ela pode ser realmente ainda maior.
O problema é quando se avalia o estado como um todo: segundo o DataFolha, levando-se em conta todo o Paraná os times paulistas se destacam: 15% declaram torcer para o Corinthians e 10% para o Palmeiras; o Atlético fica com 7%, percentual idêntico ao obtido pelo São Paulo; enquanto o Coritiba tem 6%, mesmo percentual registrado pelo Flamengo e pelo Santos.
Essa falta de identidade no interior do estado é um verdadeiro cancro para os times da capital; esses números evidenciam as dificuldades para se conseguir um patrocínio decente ou na hora de pleitear uma divisão mais justa do bolo das verbas da TV - o que só enaltece ainda mais esta diretoria que está à frente do clube.
Na modesta opinião deste guerrilheiro, esse deveria ser o principal ponto de ataque do marketing do Furacão: tentar conquistar cada vez mais torcedores no interior, já que em Curitiba já somos líderes. Mas não se trata somente de ações de marketing: os títulos são fundamentais.
E, se os coxinhas me permitem, vai uma sugestão: ao invés de ficar batendo a cabeça na parede, relutando contra os números e iludindo a si próprios, deveriam admitir que são "vice" e também tentar combater essa presença maciça dos times de fora no interior. Mas, enquanto isso ficam aí com suas picuínhas, com seus torcedores preocupados se os atleticanos vão ou não levar bumbos no Tremendão. Um complexo de inferioridade que vai acabar puxando os pobres azeitonas cada vez mais para baixo.