terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Ho! Ho! Ho! E somos a maior!

Essa vai ser duro a coxarada engolir neste final de ano: mais uma pesquisa confirma a superioridade da Nação Atleticana como a maior torcida dentre todos os clubes paranaenses. Desta vez, trata-se de um megalevantamento da Paraná Pesquisas, publicado no domingo passado pelo jornal Gazeta do Povo. Somente em Curitiba, foram 15,6 mil entrevistas. Em todo o estado, mais de 100 mil.
O resultado? A torcida do Atlético, confirmando todas as pesquisas anteriores já realizadas no estado, tem a maior torcida da capital e de toda a região metropolitana. Em Curitiba, o Furacão tem 24,6% da preferência contra 21,3% das paquitas e 9,8% do Paraná Clube. Já na Região Metropolitana (exceto Curitiba) a vantagem atleticana é maior: 19,1% torcem para o CAP; 14,8% são paquitas e 6% preferem o time da favela.
Se levarmos em consideração todo o estado, o Atlético fica em segundo lugar, atrás apenas do Corinthians - que lidera graças à forte penetração dos paulistas na região norte. Mesmo assim, o Atlético tem a segunda maior torcida do estado, no total geral, enquanto os coxas têm apenas a quarta maior torcida (atrás também da do Palmeiras) e o Paraná Clube apenas a 8ª maior torcida do estado.
De qualquer maneira, a liderança da torcida do CAP na capital e região já era conhecida e o fato de um time de fora do estado ter a maior torcida no geral é algo a se lamentar. Se bem que eu esperava uma presença ainda maior de outros paulistas como Palmeiras e São Paulo, mas estes ficaram atrás do Furacão, que mostrou a força de seu povo.

Por regiões: enquanto o Furacão domina capital e RMC; interior sofre forte influência dos paulistas
(CLIQUE PARA AMPLIAR)
Em Curitiba, torcida do Atlético é maior em todas as regiões da cidade, exceto à próxima do Pinga Mijo
(CLIQUE PARA AMPLIAR)
Leia também:
A pesquisa completa:
Pesquisas anteriores:
Dando uma olhada nas planilhas, vejo que há bastante a comentar sobre o levantamento. Um dado interessante: enquanto os coxas têm mais torcida apenas nas faixas etárias com mais de 45 anos, os rubro-negros têm ampla maioria nas faixas mais baixas de idade, sobretudo na de 16 a 24 anos. Ou seja, a tendência é de que a diferença aumente cada vez mais e mais. Voltarei ao assunto.
E você, o que achou? Comente!

Uma pausa nas férias e as boas novas

Meus amigos, acabei passando numa lan para ler as boas novas. Segundo a Gazeta do Povo de hoje, o Atlético está prestes a fechar uma troca que me soa como um negócio da China: cede o zagueiro Danilo ao Palmeiras e recebe o atacante Lenny para a temporada 2009.
A segunda informação, que eu não tinha visto ainda: os colombianos Valencia e Ferreira renovaram contrato até o final de 2010. Ótima notícia, principalmente no que diz respeito ao volante, que está se tornando um símbolo da raça rubro-negra em campo.
  • E aí, o que acham? Comentem!
* Atualizado em 24/12, às 15h24

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Férias!

Meus amigos, após um ano sofrido este guerrilheiro será obrigado a passar uns dias na praia, de havaianas, descansando, pescando e tomando todas as cervejas que me foram proibidas de tomar este ano na Baixada.
Se eu encontrar alguma lan-house pelo caminho, dou uma passada por aqui de quando em vez.
Um abraço a todos, boas festas e voltamos no início de 2009 - espero que com boas novidades sobre o nosso Furacão!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Time-base

Levando-se em conta os jogadores que já deixaram o time e aqueles que tem contrato por pelo menos mais um ano, independente de contratações o Atlético já tem um time-base formado para 2009.
Vejamos:
Galatto;
Alberto (Nei), Rhodolfo, Chico (Rafael Santos), Antônio Carlos e Netinho;
Valencia, Alan Bahia e Julio dos Santos (Ferreira);
Rafael Moura e... Ferreira? Julio César? Wallyson? Pedro Oldoni? Willian?
Lembrando que Zé Antônio, se renovar contrato, é uma boa opção tanto para a lateral-direita quanto como volante. Temos ainda como opções para o banco: Vinícius (goleiro), Márcio Azevedo (lateral-esquerdo), Renan (volante), Gabriel Pimba (meia). No ataque, a principal carência. Eu até manteria as opções acima no elenco, mas me livraria logo de Anderson Aquino e Geílson.
Considero um elenco de razoável para bom, porém carente de pelo menos um atacante que tenha um mínimo nível de excelência (ainda tenho esperanças de que Wally seja esse cara...). Faltam ainda para compor o elenco e disputar vaga no time principal mais um lateral-esquerdo de ofício e um bom meia.
Geninho falou que precisaria renovar o elenco em 30%. Acredito que, com esse time que está aí, mais os 30% de reforços que devem vir - desde que, desta vez, as contratações sejam acertadas -, o técnico pode levar o Furacão a vôos mais altos em 2009.
  • E você, o que acha? Opine!

Para relembrar sempre

16 de dezembro de 2001. Há sete anos, o Atlético vencia o São Caetano na Baixada por 4 x 2 e abria caminho para seu primeiro título nacional na série A. Inesquecíveis serão o gol de Ilan, a habilidade de Souza, a velocidade de Gabiru, a estrela de Alex Mineiro e as bolas salvas em cima da linha pela zaga atleticana. Quer relembrar aquele momento mágico? Veja o vídeo abaixo:


Um texto bacana sobre a inesquecível peleja é a reportagem publicada na ocasião pela revista Placar. Na capa, a chamada: Como a Baixada derrubou o Azulão. Dentro, a manchete mostra a importância que o Caldeirão e sua torcida têm sobre o time: Baixada 4 x 2 São Caetano. Confira:

Baixada 4 x 2 São Caetano

Não foram apenas 11 jogadores do Atlético que venceram a primeira partida da decisão do Brasileiro: foi todo um povo unido em torno do estádio mais argentino do Brasil

Por Sérgio Xavier filho

O São Caetano começou a cozinhar muito antes de a bola rolar. Faltava uma hora para o primeiro jogo da decisão do Brasileirão 2001. Esquerdinha, Adãozinho e Daniel entraram em campo para aliviar a tensão, enfrentar logo o tal Caldeirão da Baixada. Péssima idéia. Apesar de estarem de chinelão e sem uniforme do Azulão, eles foram logo reconhecidos pela galera e tomaram uma vaia digna de vilões. Sentiram o calor do Caldeirão e voltaram rapidinho para o vestiário.
De fato a Baixada não é um estádio convencional. A vaia ali é mais doída. A Baixada é o estádio mais argentino do Brasil, o mais vertical. É como se fossem vários predinhos cercando um campo de futebol, com o agravante de as arquibancadas serem cobertas e o som não ter para onde ir. Da platéia ou do campo, o barulho é infernal. E isso vai piorar quando o lado oposto às cabines de rádio terminar de ser construído. A vaia será ainda mais contundente.

É claro que o São Caetano não tomou de 4 x 2 apenas porque o estádio do Atlético é barulhento. A receita para o caldeirão ferver envolve vários ingredientes além do aplauso e da vaia, a lenha dos torcedores. A fanática torcida criou um conjunto de rituais que provocam a combustão dos mais sérios espectadores. O sistema de som emenda o hino do Atlético a uma série de músicas do time. As organizadas são boas de cântico, adaptam até melodias do Pink Floyd em uma "homenagem" ao rival coxa-branca que utiliza em poucos versos grande parte dos palavrões encontrados na língua portuguesa.

(...)

O time também faz sua parte. Uma equipe capaz de pressionar qualquer um no calor do Caldeirão.

Foi o que aconteceu no último domingo. O Azulão mal entrou em campo e já perdia o jogo. Não é mole tomar um gol aos 4 minutos. Mas o São Caetano conseguiu sair da enrascada da melhor forma possível: empatou em um frango do goleiro Flávio, uma ducha que quase apagou o Caldeirão. A equipe poaulista ainda ficou em vantagem, mas aí foi o Atlético que saiu do buraco de um jeito brilhante: três gols em seqüência do ídolo do momento, o Papai Noel Alex Mineiro. Não houve mais tempo de reação. Apesar de todas as suas qualidades, apesar de todo o seu conjunto e de seus bons jogadores, o Azulão não estava preparado para a panela de pressão. (...)

* * *

E o grande Geninho, maestro daquela esquadra, está de volta ao Furacão. Que nos traga sorte novamente!

Ataque é prioridade

Da Gazeta do Povo desta terça:
A reformulação do Atlético começará pelo ataque. O setor virou prioridade para o técnico Geninho depois do fraco desempenho no Brasileiro, quando o time marcou apenas 45 gols – somente Santos (44), Náutico (44) e Ipatinga (37) tiveram desempenho inferior. Do atual elenco, o único com lugar cativo no próximo ano é Rafael Moura. “Precisamos de reforços”, diz o técnico.
E a primeira contratação para a linha de frente poderá vir do Nordeste. De acordo com Marcos Malucelli, presidente do Rubro-Negro, o clube negocia com o Fortaleza pelo atacante Osvaldo, de 21 anos, artilheiro da equipe cearense na Série B com dez gols. O Tricolor está pedindo R$ 2,5 milhões pelo jogador, que interessa também a Santos e Internacional. “Como temos uma parceria com o Fortaleza, a prioridade é nossa”, explica o dirigente.
Representantes do Furacão desembarcarão na quinta-feira no Ceará para bater o martelo. “Vamos sentar e conversar. Se o Atlético chegar perto do que a gente está buscando...”, deixa no ar o presidente do Fortaleza, Lúcio Bonfim.
Em contrapartida, seis atletas foram dispensados pelo Rubro-Negro: Kelly, Rodriguinho, Gustavo, Fernando, Gustavo Goiano e Caíque. Já o meia Kaio deve acertar nos próximos dias com o Cerezo Osaka do Japão.
PS: A Gazeta esqueceu de colocar Joãozinho e Léo Medeiros entre os dispensados. Com isso, já são oito os jogadores da temporada 2008 que deixaram o clube.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Sentimento real

Entrevista publicada hoje na Gazeta do Povo:
Logo após anunciar oficialmente a sua permanência no comando do Atlético, na quinta-feira passada, na Arena, Geninho foi sabatinado pelos colunistas da Gazeta do Povo. Entre outras coisas, o novo “Messias” rubro-negro revelou parte das agruras da campanha do time para se livrar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. “As dificuldades foram muitos grandes”, afirmou ele, que não nega o carinho especial pelo Furacão. “O relacionamento que eu tenho com a torcida do Atlético eu não tenho com nenhuma outra torcida”, disse ele. Um dos principais cabos eleitorais de Marcos Malucelli, o novo presidente do clube, Geninho deve se tornar sócio do Rubro-Negro na próxima temporada. Seria a materialização da união.
Acompanhe abaixo os principais trechos da entrevista.
Carneiro Neto: Geninho, este elenco foi o mais danificado fisicamente que você já recebeu na carreira?

Foi o elenco com mais jogadores no departamento médico, sem dúvida. As dificuldades todas que eu encontrei agora no Atlético superaram todas com as quais eu já tinha convivido.
CN: qual o porcentual do grupo atual você aconselharia à diretoria a manter para o ano que vem?

Na faixa de 70% eu acho que pode permanecer. Parte dos jogadores estavam muito pressionados, por isso não conseguiam render. Com o suporte de alguns atletas de qualidade essa equipe pode render bem mais, tenho certeza.
Véio Gagá: que tipo de química há entre você e a torcida do Atlético?

Não sei. Talvez a torcida do Atlético veja em mim alguém que trabalha com amor, trabalha com amor às coisas e às cores do Atlético. Não me vêem como um profissional que vem aqui apenas para receber o salário. Se deu certo, deu certo, se não deu, arruma as malas e vai embora. Eu transmito para a torcida um sentimento real, um carinho muito grande pelo Atlético.
Linhares Jr.: muitos dos gols do Atlético neste período de recuperação dentro do Campeonato Brasileiro saíram em jogadas de bola parada, após cobranças do Netinho. Qual a importância do Netinho na recuperação do time?

Muito grande. Nós tínhamos dificuldade, pela própria característica dos jogadores, de entrar com bola trabalhada, com drible. Então a bola parada foi fundamental. Como o time tinha a zaga alta e atacantes com bom cabeceio, trabalhei em cima das qualidades.
LJ: parte da torcida do Atlético acredita que se você tivesse chegado antes o clube poderia até brigar por uma vaga na Libertadores. Concorda com quem pensa dessa maneira?

Eu teria mais tempo para trabalhar. Agora é difícil afirmar que brigaria pela Libertadores. O time teve uma recuperação fantástica, uma recuperação que ninguém acreditava. A maioria das pessoas apostava na queda do Atlético. O nosso porcentual nesta reta final nos daria a classificação, mas as situações e as cobranças seriam diferentes. Uma coisa é certa: existia a possibilidade de se fazer uma campanha diferente da que fizemos.
Dionísio Filho: você foi contratado para livrar o Atlético do rebaixamento. Em algum momento pensou na classificação à Copa Sul-Americana ou a vaga pode ser considerada como um bônus?

Os números até nos apresentavam esta expectativa, mas vou ser sincero: nunca fiz planos de Sul-Americana. Eu tirei a Sul-Americana da cabeça dos jogadores para que não houvesse divisão de objetivos. A nossa meta era livrar do rebaixamento, o que viesse a mais, tudo bem. Com dois objetivos, a atenção seria desviada e o foco não seria mais o mesmo.
DF: Caso você receba uma proposta financeira superior, aceitaria deixar o Atlético?

Difícil, muito difícil. Atingi um status profissional e uma idade que o se sentir bem, ser bem tratado, trabalhar onde você é bem recebido e com alegria, tem um peso muito grande.
Tiago Recchia: o messias da torcida atleticana vai levar de novo seu povo à Terra Prometida, ou seja, a um novo título nacional?

A gente começa todos os campeonatos com essa ambição, mas a caminhada é longa, difícil. Com pontos corridos ficou mais difícil ainda. É igual uma maratona, tem de manter regularidade. Toda equipe que já foi campeã se credencia para repetir o feito.
TR: qual foi o primeiro time pelo qual se apaixonou quando criança? Continua com ele ou trocou pelo Atlético?

O meu time de criança era o Botafogo de Ribeirão Preto. Eu morava quase ao lado do estádio, era torcedor de arquibancada. Foi lá que eu comecei minha vida na bola, no infantil (era goleiro). Foram oito anos de Botafogo e mais duas passagens como treinador. Agora tenho um carinho muito grande pelo Atlético Paranaense. O relacionamento que eu tenho com a torcida do Atlético eu não tenho com nenhuma outra torcida.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Recordações

Os Guerrilheiros da Baixada no Couto Pereira, em dezembro de 1983, na decisão do campeonato estadual contra os coxas. Atlético bicampeão paranaense.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Moraci fora

O presidente Marcos Malucelli acaba de confirmar, em entrevista à rádio Banda B, que Moraci Sant'Anna não irá renovar contrato com o Atlético. O preparador físico recebeu uma proposta do Uzbequistão, para trabalhar no mesmo time de Zico e Rivaldo.
O auxiliar-técnico de Geninho, Ridênio Borges, pode assumir o posto, mas ainda não há nada definido.

Ele fica

A confirmação está no site oficial do CAP: Geninho renovou o contrato. O próximo passo é a renovação com o Moraci Sant'Anna. Veja a nota:
O torcedor atleticano pode ficar tranquilo. O técnico Geninho está garantido para a temporada 2009 no comando do Furacão. O treinador acertou sua permanência na manhã desta quinta-feira, após uma reunião com o presidente do Conselho Administrativo, Marcos Malucelli. Geninho acertou contrato até 31/12/2009.
"Estamos honrado um compromisso de campanha. A diretoria do Atlético prometeu e já iniciamos a montagem de um time forte, a começar pela permanência do Geninho", enfatizou Malucelli. "Agora, vamos para a próxima etapa que é buscar manter o moraci Sant´Anna", completou.
  • Comente!

Querem me matar de rir !!!!!

Esse pessoal que trabalha com humor é mesmo um barato. Já nos fazem gargalhar tanto assim logo pela manhã... A piada do dia, agora, é esta:
Depois dos xoxinhas, é a vez da favelada apresentar seus ultrasônicos projetos para um novo estádio, feitos em AutoCAD ou mesmo no Corel.
Esses caras são hilários... deveriam contratar logo o Jerry Lewis para diretor de Marketing!
-- É um projeto totalmente viável, já temos
investidores e fica pronto já em 2010!!!

-- Mais duas gotinhas de ácido úrico e o
novo
Pinga-Mijo ficará prontinho!

Malucelli assume a presidência e se reúne com Geninho

Da Gazeta do Povo Online:

O agora ex-vice-presidente de futebol do Atlético Paranaense, Marcos Malucelli, assumiu nesta quarta-feira (10) o mais alto posto diretivo e um clube de futebol. Vencedor das eleições ealizadas na segunda-feira passada, o dirigente foi empossado como presidente do Conselho Administrativo rubro-negro para um mandato de três anos. Indicado pelo vencedor das disputas pela presidência do Conselho Deliberativo, Gláucio Geara, Malucelli terá muito trabalho pela frente.

A primeira missão do dirigente é garantir que o técnico Geninho, que voltou ao clube no meio do ano justamente pelas suas mãos, renove seu contrato. Um dos maiores ídolos da torcida recente do Furacão (conduziu o time ao título do Campeonato Brasileiro de 2001), Geninho assumiu o time em condições precárias neste Brasileirão. Junto com o preparador físico Moraci Sant’Anna, fez um time sem perspectivas renascer no campeonato e, mesmo que na última rodada, se salvar do rebaixamento.

Nesta quinta-feira está agendada uma reunião entre Geninho e Malucelli. Pelas declarações de ambos, o acerto é uma questão de detalhes. Junto com o treinador, Sant’Anna também deve renovar o seu contrato e iniciar os preparativos para a inter temporada do Furacão. "A minha grande missão é continuar tudo que já temos e focar também o trabalho no futebol. Amanhã tenho uma reunião com o Geninho e vamos conversar com o Moraci”.

O passo seguinte de Malucelli será a busca por reforços e pela renovação de contrato de alguns jogadores. Além disso, a dispensa de outro tanto. A expectativa é de que o elenco rubro-negro sofra uma drástica diminuição, ficando com algo entre 30 ou 35 jogadores.

A posse

Gláucio Geara elogiou os novos membros da diretoria atleticana. “Nenhum destes conselheiros negou-se a entrar na nossa chapa, mesmo sabendo dos riscos que estariam correndo. E o que me emocionou foi a vontade de todos estes conselheiros em ajudar. Tenho a certeza que nós teremos muita ajuda e muita compreensão de todos", disse, ao site do clube.

Fleury passa o bastão

Durante a transmissão do cargo, o agora ex-presidente do conselho gestor (que na reforma do estatuto passou a se chamar conselho administrativo), João Augusto Fleury da Rocha fez um discurso emocionado, transcrito pelo site oficial do Atlético. No fim, Fleury fala que voltará a ser o torcedor que sempre foi, deixando subtendido que não pretende mais ocupar funções diretivas no Furacão. “Transfiro a presidência a pessoas honestas, corretas, idealistas. Volto para a arquibancada de onde vim e a qual pertenço, em silêncio obsequioso. Doravante serei encontradiço nos dias de jogos na GV Superior setor H cadeira 122, com o coração rubro negro pulsando forte no peito, torcendo pelas vitórias, como nos velhos tempos, até o final dos meus dias”, disse.

AutoCAD ou mentira?

O Geraldo nos enviou e-mail com o seguinte pensamento: "Se autoCAD valesse alguma coisa, pelo menos 10 times brasileiros já tinham inaugurado seus estádios novinhos em folha. Quanta ilusão..."
Parece que o jornalista Augusto Mafuz concorda. Em sua coluna desta quinta-feira na Tribuna, pondera: "O que não pode é incentivar algo sem explicações e projeções concretas. Como ficariam esses dirigentes que expõem o clube se tiverem que declarar a inviabilidade da obra por falta de investidores? É lamentável que a nossa imprensa não procure abordar esse aspecto em matéria de entrevista. Os jornais divulgam o fato como se fosse definitivo, sem investigar se poderá vir a se concretizar ou não. Quero crer que para a diretoria do Coritiba seria um presente divino a prefeitura declarar inviável a execução do projeto no Alto da Glória. Seria uma saída pela tangente."
Realmente, e agora a conclusão é deste guerrilheiro mesmo, os coxinhas vão passar os 365 dias do ano do sem-tenário falando desse desenho que nunca sairá do papel. Até cairem na real e sentirem o amargo gosto da desilusão.
Pra fechar o assunto, o segue o desenho encaminhado pelo leitor Raitani do novo "Monumental Pinga-Mijo II" já com seu placar eletrônico instalado, com projeto de autoria do renomado arquiteto lusitano Tomas Turbano:
De qualquer maneira, fica aberta a campanha pela derrubada do Pinga-Mijo original. Afinal, aquilo lá nada mais é do que um grande problema de saúde pública da cidade de Curitiba. Derruba! Derruba se for macho!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Passado

Coluna de Augusto Mafuz desta quarta, na Tribuna:
O Conselho Administrativo com Marcos Malucelli, como presidente, Enio Fornéa Júnior, como vice, Diogo Braz, como vice jurídico, e Yara Cristina Eisenbach, como vice de planejamento; e o Conselho Deliberativo com Gláucio Geara, como presidente, Alexandre Khoury e Cristiane Mocelin, como vices, passam a comandar o Atlético e serão empossados hoje.
Não há tempo a perder. Homens e mulheres dependentes apenas do amor pelo Atlético. De novidade, o tino feminino para idéias, planejamentos e movimentos sociais com Yara Cristina e Cristiane. Ambas com sucesso na vida pública e empresarial.

É preciso não esquecer que, na histórica tarde de domingo na incandescente Baixada, o Atlético não foi campeão. O que fez foi fugir da 2.ª divisão. Tampouco pode ser jogado para debaixo do tapete a humilhação que, ainda nesse ano, perdeu o título estadual, em casa, para o Coritiba e, ainda na Arena, foi eliminado da Copa do Brasil pelo Corinthians de Alagoas, time de Série C.

Não se deve esquecer que hoje já é quarta-feira e, para quem perdeu tanto assim, o domingo de vitória deve ficar bem longe. A emoção que restou deve ser sufocada e os discursos de posse devem ser curtos. Promessas no futebol são perigosas porque, quase sempre, são reféns de uma bola perdida no meio de campo.

No futebol, como na vida, nada supera o trabalho e o espírito de renúncia para reconhecer o erro. O próprio Atlético deu um exemplo recente para si próprio. Sentimentos não devem sobreviver a uma madrugada. Viram ilusão, depois uma mentira. É a lei, que embora não escrita, comanda o estatuto de um clube de passionais.

De primeira: A Lazio, da Itália, quer Galatto. O extraordinário goleiro comunicou o fato ao presidente Marcos Malucelli, com uma surpresa: diz que o Atlético é quem resolve a sua vida. De repente, uma proposta pode resolver a vida dos dois.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

As férias do mestre

Charge de Tiago Recchia, na Gazeta do Povo:

Brasílio à venda

O CAP já começou a vender as cadeiras para o Setor Brasílio Itiberê, da Baixada, que deve ser finalizado no primeiro semestre de 2009. Segundo a Furacao.com, muitos rubro-negros fizeram a adesão já no primeiro dia de vendas, apesar da compra na "planta". Provavelmente, já havia uma fila de espera para tal.
Os preços para os planos de sócio permanecem os mesmos dos outros setores da Arena da Baixada: R$ 50 e R$ 25 para não residentes, menores e meio-ingresso - embora eu ache (e que venham as pedradas) que devesse haver um reajuste de 10% para a temporada 2009. Na seqüência, explico porquê.
Para garantir seu lugar, acesse www.sociofuracao.com.

Tem peru na festa

Charge de Marco Jacobsen, no site oficial do CAP:
Clique para ampliar.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Chapa Coração Atleticano vence as eleições

A junta eleitoral do CAP acaba de divulgar o resultado das eleições de hoje. Com mais de 1.655 dos 2.177 votos, a chapa Coração Atleticano, de situação, foi a vencedora. De 2009 a 2011, Gláucio Geara será presidente do Conselho Deliberativo e Marcos Malucelli presidirá o Conselho Administrativo.
A chapa oposicionista Jofre Cabral - Atlético Mais Futebol obteve 507 votos.
Em entrevista às rádios, Malucelli confirmou que sua primeira medida após eleito, mas ainda como diretor de futebol, será conversar na quarta-feira com o técnico Geninho para tentar fechar a renovação de contrato.
Vale a pena relembrar um pouco das promessas de campanha da chapa vencedora:

Clique para ampliar
Em breve, mais sobre a eleição do Atlético.

Os bastidores da vitória

O melhor do Brasil está aqui

Está na página 83 da edição especial da revista Veja "O Melhor do Brasil", com 500 locais de turismo e gastronomia de todo o país:
Bola Dentro
São 68 lanchonetes e restaurantes, mais academia de ginástica, elevadores panorâmicos, 63 câmeras monitoradas por uma central de segurança e estacionamento para 500 carros. Não é um shopping center, e sim o Estádio Arena da Baixada, o mais moderno do Brasil. Pertence ao Atlético Paranaense e acolhe 32.000 pessoas. A visita guiada passa por camarotes, vestiários e sala de imprensa.
É o único estádio da lista.
Não é pra qualquer um...
Imagine quando ficar pronto.

Democracia

Saí do trampo e fui cumprir minha obrigação cívico-rubro-negra lá no salão VIP da Baixada. Uma eleição irrepreensível; foi um pleito muito bem preparado sem dúvida.
E o melhor: todas as correntes de atleticanos debatendo o clube, conversando civilizadamente, mostrando seus pontos-de-vista.
Na volta para casa, ouvi os dois candidatos ao Conselho Deliberativo - Gláucio Geara e José Henrique de Faria - em entrevista a uma rádio. Ambos dialogando em alto nível, parabenizando a chapa adversária, com o pensamento focado no melhor para o clube e pregando união. Prova de que, mesmo com uma oposição atuante, o Furacão não estará dividido.
Seja quem for o vencedor - a votação encerra-se agora às 19 horas -, o Atlético sai mais forte do processo eleitoral.

A frase do ano

"A única coisa que cai nessa cidade é o pinga-mijo".

Não tem preço

  • Depois de tanto sofrimento e ameaça de rebaixamento, acabar o campeonato classificado para a Sula, igualzinho aos xoxas, que passaram o Brasileirão todo comendo polenta e arrotando caviar;
  • Ver o Vaishcu ir para a segundona e a bacalhoada ameaçando se matar em São Januário;
  • Ver a cara de cu dos xoxinhas nesta segunda-feira;
  • Ver a cara de cu do Renato Gaúcho;
  • Os bambis serem campeões com gol roubado e suspeita de chuncho na arbitragem;
  • Os gaymistas reclamando que foram roubados.
É, foi divertido o último fim de semana esportivo do ano...

Grandeza

Coluna de Augusto Mafuz de hoje, na Tribuna do Paraná:
Não deve haver alegria quando a derrota é vencida. Talvez, possa existir um conforto, mas não tão forte que desarme a verdade e esvazie as lições dadas pela angústia da eminência do fracasso.

Não tive alegria e tampouco conforto com a permanência do Atlético na primeira divisão nacional. A alegria nesse momento é sentimento de pequenos. É para aqueles que têm pouco, que querem pouco, como é viver de ocasiões.

O que senti foi orgulho pelo Atlético Paranaense. Eu vi a sua vitória sob um outro ângulo, que poucos viram e sentiram: a consagração definitiva como grande clube do futebol brasileiro. Não me refiro a grandeza que apóia e se protege na tradição ou na influência popular, pois Fluminense, Grêmio, Palmeiras, Corinthians e Vasco a tem de sobra, e no entanto foram derrotados.

A grandeza consagrada pelo Atlético é aquela que revela o poder de descobrir os seus próprios erros, para então enfrentá-los e derrotá-los em um mesmo jogo. E não se engane o torcedor que isso se resolve só com a emoção de arquibancada, embora concorra como um mandamento; mas, no futebol de mercado de hoje, que absorveu o romantismo da tradição e dos repentes emocionais, se resolve com a estrutura capaz de buscar homens como Geninho e Moraci, e através deles, despertar o espírito indômito do poder que provoca o alcance de objetivos.

O Atlético não foi rebaixado porque é um dos poucos grandes do futebol brasileiro. Literalmente grande. A vitória sobre o Flamengo por 5x3, ontem na Arena da Baixada, foi o corolário dessa grandeza. O Atlético se apresentou com tamanha grandeza, que quem não soubesse da história, pensaria que ali estava jogando o campeão do Brasil.

Se Mário Celso Petraglia quiser tomar como homenagem esse motivo de orgulho de um atleticano, tome-a, sem o constrangimento de quem toma a vitória de alguém. Merece.

Vitória

Se Geninho fosse um escultor como Michelângelo, o futebol que o Atlético jogou ontem na Baixada, seria o seu Davi. Foi tão perfeito, que bem que poderia no final exclamar: Fala!
Vendo Geninho saudado pela torcida, não tive dúvida: Deus faz o meio-de-campo entre ele e o Atlético. Escolham o melhor em campo entre Alberto, Valencia e Julio dos Santos. Escolho Julio dos Santos.

A goleada em imagens

Fotos de Franklin Freitas, do portal Bem Paraná:
A APREENSÃO
O SOFRIMENTO
O ALÍVIO
A FESTA

O RECADO

domingo, 7 de dezembro de 2008

O fim do calvário

Meus amigos, sorriam! O sofrimento que começou naquela fatídica derrota para o Fluminense em casa, quando entramos na zona do rebaixamento e nos deram por mortos, acabou. E, de quebra, pegamos uma vaguinha na Sul-Americana! Não adianta, a Sula nos ama. O Atlético apronta, apronta, mas ela não nos larga!
A sorte esteve do nosso lado e Nossa Senhora da Salette nos atendeu. Só não esperava que fechássemos o ano com uma goleada dessas. O fim do calvário rubro-negro deu-se em grande estilo.
Agora, a coxarada que comece a borrar as calças desde já: vão ter que nos enfrentar na Sul-Americana!!
♦♦♦
Guardei essa imagem que recebi por e-mail durante 52 dias. Agora já posso responder à xoxarada, no melhor estilo Requião: enfiem a contagem no rabo! O rubro-negro não é fraco como vocês, paquitas!
♦♦♦
Quem ri por último ri melhor... O questionado Alan Bahia acabou sendo o melhor jogador do Atlético no Brasileirão, ao lado de Galatto, marcou o último gol do Furacão no campeonato e sagrou-se como o artilheiro do rubro-negro na competição.
♦♦♦
  • Comemore, comente e deixe seu recado para a xoxarada!

É hoje!

Meus amigos, alea jacta est ("A sorte está lançada", como diria Julio Cesar).
O Atlético decide o seu futuro nesta tarde, na Baixada, contra o Flamengo. Por isso, todo o apoio do mundo é necessário hoje.
Daqui a pouco parte da Nação Atleticana se reúne no CT do Caju para acompanhar os jogadores em carreata até velho Caldeirão do Diabo, que hoje estará pronto para cozinhar urubu.
Que a sorte esteja conosco e que N. S. da Salette, padroeira do Furacão, nos proteja.
Vamos à luta!

► Leia mais sobre a partida:

sábado, 6 de dezembro de 2008

Reviravolta: bate-chapa está garantido

A chapa oposicionista Jofre Cabral - Atlético + Futebol conseguiu uma liminar junto ao Tribunal de Justiça para concorrer na eleição de segunda-feira.
Segundo o site da chapa, a decisão será enviada ainda este sábado a um oficial de justiça, que intimará o clube para garantir o direito da oposição.
Apesar da decisão ter caráter liminar, a chapa situacionista não terá condições de recorrer da decisão antes do pleito, pois a justiça não funcionará na segunda-feira, em decorrência de feriado judicial.

Esquecimento

Coluna de Augusto Mafuz publicada hoje na Tribuna do Paraná:
Quando um fato volta ocorrer depois de um longo tempo, envolve-nos, que esquecemos de coisas, talvez, mais importantes. Discutiu-se o comum, e esqueceu-se do principal. Discutiu-se a eleição para presidente do Atlético, e esqueceu-se do jogo contra o Flamengo, que para o bem ou para o mal, será histórico.
Quando trato da eleição como fato comum é porque não imagino outro resultado senão a eleição de Marcos Malucelli para presidente. Só com Marcos, Enio Fornéa Júnior voltará, juntando-se a Petraglia para finalizar a Arena.
Não me passa pela cabeça que o sócio faça sobrepor qualquer outro projeto sobre a finalização da obra. É como se largasse o clube queda-livre para o abismo, sem lhe dar a chance de ser outra vez salvo.
Escrevi sobre eleição e esqueci de perguntar a Geninho: no lugar de Ferreira, jogará Kelly ou Julio dos Santos? Conhecendo o treinador, sei que ele irá concluir por Kelly, como opção imediata. Mas Julio dos Santos, que deveria ter jogado em Recife, que deveria ser a opção imediata do banco, poderia ser prático, na medida em que o Atlético vai precisar de o mínimo de prudência, para não correr risco maior no grande jogo. Prudência no sentido de não fazer correr tanto a bola.
Mas deve jogar Kelly. A responsabilidade é tanta, e logo no momento em que Ferreira estava voltando a velha forma, que a opção por Kelly ou Julio dos Santos passa a ser irrelevante.
Defesa

Exaltei o ato de oposição de Fanaya e José Henrique de Faria. Entendi-o como grandioso, por ter devolvido o debate sobre o que interessa ao Atlético. Mas, revelando-se inconseqüentes, estragaram a nobreza do ato, porque em vez de debaterem o que é importante para o clube, passaram a querer impor a candidatura através do uso de mentiras para atingir a honra de pessoas.
Faria e Fanaya, com a intenção manifesta de ofensa, quiseram associar a atuação de Dudu Malucelli como agente de futebol. Dudu é filho de Marcos, que será presidente. É um jovem talentoso, que no berço ganhou as virtudes dos pais, que poucos da sua geração conseguem manter nesse início de vida profissional.
O que é traumático é sair em defesa de um menino como Dudu, em razão de insinuações de pessoas que a idade não conseguiu dar responsabilidade.

Uma história de 40 anos

A Gazeta do Povo traz hoje uma matéria interessante: há 40 anos o Atlético estreava em um campeonato nacional de primeira divisão. Confira:
Vitória contra o Santos, na Vila Capanema - uma das mais festejadas.
Quarenta anos depois de sentir pela primeira vez o gosto de disputar um Campeonato Nacional, o Atlético vive situação bem menos prazerosa. Se não vencer o Flamengo na Arena, amanhã, o clube depende da amabilidade de terceiros – leia-se Vitória e Internacional – para não compartilhar com o rival Paraná espaço no mundo B da bola no país.
O capítulo atual é bem diferente daquele que abriu as portas do futebol brasileiro ao Rubro-Negro. Em 1968, o clube venceu um triangular contra Coritiba e Ferroviário para representar o estado na segunda edição do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (o Robertão), embrião do atual Brasileiro. Até então, os times paranaenses eram meros figurantes. No ano anterior, o Ferroviário tinha sido o saco de pancadas do torneio, com 4 empates e 10 derrotas. A missão não era fácil para o Furacão.
“Era uma experiência nova para o Atlético disputar um Brasileiro. Nem a torcida estava acostumada a ver tantos times fortes toda hora”, conta o ex-meia Sicupira, contratado para reforçar o time ao lado de nomes famosos como os bicampeões mundiais Dorval, Bellini, Zequinha e Djalma Santos.
O “pai” desse time, que ainda recebeu por empréstimo cinco jogadores de clubes rivais – o goleiro Célio e o lateral Nilo, do Coxa, o zagueiro Vilmar e o atacante Madureira, do Ferroviário, e Zé Carlos, do Água Verde –, era o recém-empossado presidente Jofre Cabral e Silva, que morreria no meio da temporada, vítima de um ataque cardíaco.
Mostrando um futebol de qualidade, o Rubro-Negro fez jus ao investimento, ficando em quinto lugar na chave A, três pontos atrás do segundo colocado, o Interna-cional. Venceu seis partidas, empatou cinco e perdeu outras cinco. Curiosamente, atuou como visitante em apenas quatro oportunidades. “Esse campeonato foi o divisor de águas entre o futebol paranaense regional e o de âmbito nacional. Os outros times daqui também tiveram de correr atrás de grandes jogadores no país para poderem competir à altura”, relata o historiador Heriberto Machado. Para ele, clube e estado deixaram o anonimato futebolístico. “O Atlético assombrou o Brasil”, garante.
Entre aqueles que fizeram parte dessa campanha, só elogios ao grupo. “Era um time sensacional, que não tinha medo de ninguém. Encarava mesmo”, assegura o ex-atacante Zé Roberto, outra peça do forte elenco rubro-negro. E o time peitava inclusive o árbitro, como aconteceu com José de Assis Aragão na derrota por 3 a 2 para o Atlético-MG.
“Ele deu dois gols impedidos. A gente foi para cima”, fala Zé Roberto. “Não me lembro do lance, mas ele tomou até cadeirada nas costas quando ia para o túnel. Saiu voando”, complementa Nílson Borges, outro atacante daquele time inesquecível. Nada foi parar na súmula. “Ele sabia que estava errado”, explica Borges.

Em um campeonato com tantas equipes fortes – o Santos de Pelé foi o campeão –, fica difícil aos jogadores da época selecionar um duelo especial. Certamente, porém, a vitória sobre o Peixe (3 a 2) na Vila Capanema, com mais de 24 mil torcedores, e a goleada sobre o Corinthians (4 a 0) estão entre os confrontos mais festejados.

Para o lateral Nilo, o embate com o Timão é incomparável em alegria. “Aquela partida me levou para a seleção. Fiz o segundo gol e joguei muito. Chamei a atenção do Aymoré Moreira (técnico da seleção e do Corinthians)”, revela ele, que lamenta nunca ter entrado na Arena.

Ficou para 2011

Meus amigos, ao que parece o esperado bate-chapa Atlético só acontecerá mesmo no pleito de 2011. A chapa Jofre Cabral recorreu ontem à Justiça Comum, mas teve negado pedido de liminar para concorrer na eleição de segunda-feira. A oposição ainda pode tentar alguma outra medida judicial hoje junto ao Tribunal de Justiça, mas é muito difícil que tenha êxito.
Um dos cabeças da chapa, José Henrique de Faria, dará uma entrevista coletiva no final da tarde de hoje. Provavelmente para anunciar que realmente o grupo está fora desta eleição, mas que a oposição se manterá unida daqui para adiante.
Na verdade, não foi uma luta inglória. Mas foi tardia: se tivessem dado as caras há pelo menos uns 6 meses, estariam hoje com a chapa devidamente registrada e uma candidatura consolidada. Agora, é manter a oposição viva, com cobranças realmente plausíveis, com análise dos balanços do clube daqui pra diante. E com os nomes da chapa sempre à mão. E mais outros que podem se somar neste período.
Mas que seja uma oposição responsável e consistente. Dizer que tudo está ruim no Atlético apenas porque Petraglia é arrogante ou porque o time foi mal em uma competição não é olhar o clube no seu todo. Denúncias de corrupção ou má-fé na direção do clube, apenas se forem realmente comprovadas. Chega de "achismo" ou ilações precipitadas.
Quanto ao grupo que se manterá no poder, que Marcos Malucelli e Gláucio Geara tenham êxito e possam atingir as metas a que se propuseram. Que consigam realmente montar times fortes que terminem todas as competições disputadas "entre os 3 primeiros colocados", como prometeram.
E que façam do Atlético um clube mais aberto, mais simpático, mais sintonizado com o seu povo - não falo apenas de seus sócios, mas de todo o seu povo. E que, oxalá, consigam realmente concluir a obra na Baixada.
Enfim, que a obra de Petraglia seja levada adiante, mas sem o seu modus operandi.
Ouvi dizer, por exemplo, que uma das primeiras medidas a serem tomadas pela nova diretoria, por óbvia influência de Petraglia, seria restringir novamente a entrada de adereços das torcidas organizadas do Furacão. Espero que tenha sido apenas um boato, ou que tenham revisto esta posição. O povo quer festa. O povo quer a Baixada sempre transformada no Caldeirão do Diabo.
Que se pense sempre no melhor para a instituição Atlético Paranaense e para todos os atleticanos.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Junta confirma impugnação da chapa Jofre Cabral

Parece que não será desta vez que teremos um bate-chapa na disputa eleitoral do Clube Atlético Paranaense. Em decisão final, a Junta Eleitoral decidiu pela impugnação da chapa "Jofre Cabral e Silva - Atlético + Futebol", de oposição. Com isso, os cabeças da chapa podem recorrer à Justiça Comum, como haviam anunciado antecipadamente. Confira a decisão da Junta Eleitoral, publicada há pouco no site oficial:
Junta Eleitoral: Decisão final Chapa Jofre Cabral e Silva Atlético Mais Futebol

Segue abaixo a decisão da Junta Eleitoral sobre o requerimento da Chapa Jofre Cabral e Silva Atlético Mais Futebol:

Vistos,

Trata-se de defesa prévia apresentada pelo representante da Chapa "Jofre Cabral e Silva. Atlético Mais Futebol" contra a decisão preliminar desta Junta que entendeu irregular a inscrição da referida Chapa, por descumprimento do requisito previsto no item "d" do artigo 62 do Estatuto Social:


Art. 62 Na chapa de candidatos por ocasião de sua apresentação para registro deverá constar:
(...)
d) indicação, dentre os candidatos, de ao menos 10 (dez) integrantes que sejam associados com mais de 5 (cinco) anos de vida associativa ininterrupta;
(...)

A defesa não nega o descumprimento. Todavia, alega em seu favor dois argumentos:
1. a ocorrência de violação ao Princípio Constitucional da Igualdade, pois a Chapa não teve acesso a lista de sócios que mencionasse o período de vida associativa dos associados, o que lhe deixou em situação desfavorável em relação a outra Chapa concorrente, dita "de situação";
2. Invalidade do dispositivo previsto no artigo 62, "d", do Estatuto Social, por ter sido inserido em alteração estatutária de novembro de 2008, o que implicaria ofensa ao direito adquirido de sócios que ingressaram no quadro social antes de tal data, quando tal requisito relativo a condição de elegibilidade ao Conselho Deliberativo não vigorava.

Com relação ao primeiro argumento, é importante descrever detalhadamente o trabalhado desta Junta Eleitoral desde sua nomeação até a entrega das chapas pelos concorrentes.

Após nomeada, esta Junta fiscalizou a realização de todos os atos previstos estatutariamente para a regularidade eleitoral, zelando pela licitude do pleito. No dia 28 de novembro de 2008, nos termos dos artigos 60, §1º e 110, alínea II, do Estatuto, foi publicado pela primeira vez, no Jornal Tribuna do Paraná, o edital de convocação da eleição. Na mesma data, esta Junta acompanhou a afixação da relação de sócios com direito a voto na secretaria do Clube, conforme artigos 61 e 110, alínea II, do Estatuto.

No dia 02 de dezembro, pela manhã, este Presidente recebeu contato telefônico do Sr. Nelson Luiz Silva Fanaya, candidato ao Conselho Administrativo pela chapa que ora se defende, expressando a necessidade de obter cópia da relação de sócios afixada na secretaria do Clube. Este Presidente informou-lhe que deveria formalizar o pedido, por escrito, na secretaria do Clube, o qual seria de imediato deferido. Ainda pela manhã, o Sr. José Henrique de Faria, atual representante da Chapa, compareceu pessoalmente à Administração do Clube e solicitou, em seu nome (pois até então sua chapa ainda não havia sido apresentada), o pedido de recebimento da cópia, comprometendo-se todavia a utilizá-la apenas para fins eleitorais e não cedê-la a terceiros.

O pedido foi deferido por fax e na mesma manhã lhe foi entregue a cópia da relação, conforme cópias anexas do requerimento despachado e do termo de recebimento. Destaque-se que essa entrega não se confunde com o requisito estatutário previsto no artigo 61, §2º c/c 110, II, do Estatuto, de afixação da relação com 10 dias de antecedência da data da eleição, o que foi devidamente cumprido (contagem de prazo conforme artigo 106 do Estatuto).

Ainda no dia 02 e novamente apenas por via telefônica, o Sr. Nelson Fanaya contatou novamente este Presidente, exigindo agora uma lista contendo o prazo de vida associativa dos sócios, visando identificar aqueles que cumpririam o requisito de vida associativa superior a 5 (cinco) anos. Este Presidente contatou a Administração do Clube, a qual lhe confirmou que a maneira mais breve de obter os dados seria a consulta de nomes de sócios indicados pelos interessados e levantamento imediato das informações. Dispôs-se a colocar inclusive uma funcionária exclusiva para atender a esses pedidos, pessoalmente ou através do telefone (41) 2105-5674, o que foi aceito pelo Presidente.

No mesmo dia 02 de dezembro, este Presidente contatou o Sr. Nelson Fanaya e lhe transmitiu a informação. Instantes após, em novo contato do Sr. Nelson Fanaya questionando a agilidade do procedimento, este Presidente acordou com o Sr. Nelson que o mesmo enviaria a este Presidente o mais breve uma relação de sócios para consulta e o Presidente pessoalmente monitoraria o levantamento imediato.

Todavia, somente no dia 03, o Sr. Nelson retornou o telefonema pela manhã, não para informar os nomes de associados a serem consultados, mas para avisar a este Presidente que já havia conseguido 17 (dezessete) assinaturas de sócios com mais de 5 (cinco) anos de vida associativa ininterrupta e que, com isso, não enviaria a lista de nomes para consulta, dispensando este Presidente de qualquer outra medida.

Isso diminuiu as preocupações desta Junta Eleitoral com a lisura do procedimento, que passou a ter por foco o recebimento das chapas, análise da regularidade e atos posteriores.

Às 17h30 foi protocolada a Chapa "Jofre Cabral e Silva. Atlético Mais Futebol", na Administração do Clube, contendo indicação expressa de 17 (dezessete) associados que preencheriam o requisito dos 5 anos, sem nenhuma ressalva quanto a dificuldade ou à validade do dispositivo estatutário.

Durante a noite do dia 03 e a manhã do dia 04, esta Junta trabalhou em companhia da Administração do Clube para fazer o levantamento dos dados da referida chapa e da chapa "Coração Rubro-Negro", apresentada às 17h45 do dia 03.
Os dados da Chapa "Jofre Cabral" foram checados e confirmados, constatando-se a já declarada inaptidão de 14 (catorze) nomes dos 17 (dezessete) indicados, para surpresa da Junta, uma vez que o próprio candidato havia declarado ao Presidente ter conseguido os nomes de sócios aptos.

Assim, esta Junta rejeita a alegação da chapa de que "não andou bem em seu dever de manter a eqüidade entre as partes", pois atendeu pessoalmente, através de seu Presidente, a todos os pedidos e questionamentos do Sr. Nelson Fanaya, até ser informado da obtenção dos nomes e, portanto, da desnecessidade de outra medida. O ato do Sr. Nelson impediu esta Junta de tomar outras medidas para solucionar a questão, que já estava extinta segundo o próprio integrante da chapa.

Destaque-se ainda que não houve pedido formalizado da chapa ou de qualquer interessado para obter a lista de nomes com mais de 5 anos de vida associativa, ao contrário do que houve quanto à lista dos sócios com direito a voto. Ainda assim, esta Junta atuou diligentemente.

Uma vez tendo a chapa afirmado expressamente que não era necessária qualquer outra atitude da Junta para auxiliar na obtenção dos nomes de sócios com mais de 5 (cinco) anos de vida associativa ininterrupta e tendo apresentado tempestivamente a chapa sem qualquer ressalva ou informação a respeito dessa dificuldade, com a indicação categórica, em página separada sob o título: "Indicação de Candidatos com Mais de 5 anos de Vida Associativa", não pode a chapa alegar, neste momento posterior, a suposta irregularidade. Aplica-se o princípio jurídico do venire contra factum proprium, que proíbe o comportamento contraditório.

Enfim, o procedimento foi regular, absolutamente dentro das atribuições previstas para a Junta Eleitoral no Estatuto Social do Clube, não havendo motivo juridicamente relevante para desconsiderar a aplicação do artigo 62, "d" à chapa "Jofre Cabral e Silva. Atlético Mais Futebol".

2. Com relação à alegada invalidade do supra referido dispositivo estatutário, esta Junta Eleitoral entende-se incompetente para tal avaliação, com base no artigo 63 e seguintes.
De todo modo, durante todo o processo eleitoral, regulado pelo Estatuto Social com a redação conferida na alteração de 03 de novembro de 2008, não houve nenhuma alegação nesse sentido pela referida chapa. Não pode a chapa agora, após ver seu pedido de registro negado, exigir a não-aplicação de determinado dispositivo estatutário, exatamente aquele ao qual não conseguiu obedecer.

Por fim, em razão da grave acusação de que a alteração estatuária ocorreu "de forma suspeita", a Junta Eleitoral verificou os atos de alteração do Estatuto, podendo constatar sua legitimidade. Dentre os membros do Conselho Deliberativo atual, que aprovou a reforma, encontram-se diversos integrantes de ambas as chapas concorrentes, os quais puderam ter acesso a todas as discussões. Houve debates do tema, inclusive com o envio prévio de minuta das alterações estatutárias aos membros atuais do Conselho Deliberativo, intervenções de conselheiros antes e durante a sessão extraordinária que aprovou as alterações, e ampla repercussão na mídia esportiva.

Pelo exposto, em razão do não preenchimento do requisito previsto no artigo 62, d, a Junta Eleitoral decide, de forma definitiva, considerar irregular a inscrição da Chapa JOFRE CABRAL E SILVA. ATLÉTICO MAIS FUTEBOL, devendo o seu representante ser intimado imediatamente por telefone e e-mail.

Publique-se na Secretaria do Clube e no website oficial. Intime-se.
Curitiba, 05 de dezembro de 2008, às 11h30.

João Luiz Rego Barros
Presidente

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Resumo da ópera

"A chapa de oposição copia as idéias da situação quanto ao patrimônio e a situação copia as idéias da oposição quanto ao futebol."
A frase, retirada do Fórum Furacao.com, sintetiza com precisão o que é a campanha eleitoral do Atlético até agora.

Pobreza

As eleições do Atlético trilham por um caminho sinuosíssimo. As campanhas estão mais rasteiras que plantação de alface. Acusações, denúncias, ataques pessoais envolvendo parentescos, demissões, o escambau. Há quem ache que um bate-chapa pudesse fazer bem ao Atlético. Até agora, não vi bem algum. Daqui a pouco, aparece algum Ferreirinha atleticano.
Quanto a propostas, pouco se fala. No caso da oposição, que pelo menos disponibilizou suas propostas em seu site, a maioria delas me parece que já estão sendo realizadas pela atual gestão. Já no caso da situação, pouquíssimas propostas: a estratégia é desmerecer os opositores e comparar o Atlético de hoje ao Atlético de 10, 15 anos atrás.
Pelo menos as duas chapas estão prometendo montar times fortes. É ver para crer.
Até agora, a disputa eleitoral só fez bem à rádio Banda B, que trasnsmitiu hoje um debate ao vivo, reprisou, repercutiu e colocou a audiência nas alturas.

Desagravo a um grande atleticano

O homem que revolucionou o relacionamento do clube com seus torcedores e sócios não trabalha mais para o Atlético.
João Carlos Sousa, bom profissional e ótimo caráter, sentiu na pele os efeitos do lado mais nefasto da política.
Ele foi o responsável por fazer o plano Sócio-Furacão deslanchar. Mas, mais importante que isso, foi a única pessoa do clube a tratar os torcedores de igual para igual, atendendo a todos - independente de corrente política -, melhorando o atendimento, fazendo as mais diversas promoções e criando o excelente projeto das Embaixadas.
Mas de nada adiantou ser ótimo no desempenho de suas funções, realizar seu trabalho com entusiasmo incomum e, principalmente, pensar no melhor para a instituição Atlético Paranaense acima de tudo. Isso de nada vale se a pessoa não se enquadrar politicamente. Infelizmente. E o "erro" dele está descrito no parágrafo acima: atender a todos os torcedores e sócios de igual para igual, independente de corrente política.
O Atlético acaba de perder o que foi uma de suas melhores contratações do ano.

Chapa de oposição é considerada irregular e vai recorrer

Da Furacao.com:
A Junta Eleitoral nomeada para conduzir a eleição do Conselho Deliberativo do Atlético do próximo dia 8 de dezembro divulgou hoje as decisões sobre o registro das chapas.
A inscrição Chapa Coração Rubro-Negro, da situação, foi considerada, de forma preliminar, regular. Constam 257 sócios na relação dos integrantes da chapa, incluindo Gláucio José Geara (candidato à presidência do Conselho Deliberativo) e Marcos Augusto Malucelli (candidato à presidência do Conselho Administrativo).

Já a inscrição da Chapa Jofre Cabral e Silva - Atlético Mais Futebol foi considerada, de forma preliminar, irregular. A chapa apresentou uma relação de 227 nomes, dos quais 185 foram considerados aptos pela Junta Eleitoral. A Junta considerou descumprido o requisito constante no art. 62, e do Estatuto do Atlético:
"indicação, dentre os candidatos, de ao menos 10 (dez) integrantes que sejam associados com mais de 5 (cinco) anos de vida associativa ininterrupta". A chapa indicou 17 integrantes, mas a Junta considerou que apenas três deles cumpriam o referido requisito.
Na mesma decisão, a Junta Eleitoral concedeu prazo de 24 horas, contadas da intimação do representante da chapa, para apresentação de defesa prévia.

Defesa

De acordo com José Henrique de Faria, representante da chapa de oposição, a defesa prévia será apresentada ainda nesta quinta-feira. "Gostaria de dizer para todos nossos eleitores que estamos absolutamente tranqüilos com relação a isso. Entendemos que, de saída, há um problema de interpretação", declarou ele em entrevista à Rádio Banda B.

"Em primeiro lugar, nós não tivemos acesso ao cadastro porque o clube não nos disponibilizou o cadastro para saber quem eram aqueles que ele considera tenham mais de cinco anos de vida associativa. Só eles têm o cadastro", ponderou Faria. "Eles deveriam ter afixado a relação de todos os sócios com 15 dias antes da data de eleição; não o fizeram, portanto há uma irregularidade nesse processo", completou.

Além disso, ele apontou outro argumento em favor de sua chapa: Nós sabemos que no ano de 2003 não houve plano associativo. Portanto, quem era o sócio de 2003? Eu sou sócio desde 1995, então eu não tenho cinco anos. Por que em 2003 não houve? Porque eles consideram em 2003, e isso nós estamos sabendo agora, apenas os conselheiros como sócios. E quem eram esses sócios? Onde eles estão? Onde está essa lista? Ora, se você inclui isso no regimento, não é justo que as chapas que concorram recebam a lista com o nome das pessoas que preenchem o requisito exigido no próprio regimento? É óbvio que é justo, é uma questão de isonomia de tratamento".

Força total

O Atlético terá força total na decisiva partida contra o Flamengo. Não, não falo do time. Falo da força que vem das arquibancadas do Joaquim Américo.
Os ingressos para o jogo de domingo já estão esgotados. A pequena carga de três mil ingressos aos atleticanos se esgotou em aproximadamente duas horas, segundo informações do site oficial, mostrando que a torcida atleticana entrou mesmo no espírito de união na derradeira partida da equipe pelo Campeonato Brasileiro.
Além disso, Os Fanáticos estão convocando todos os atleticanos que forem à Baixada para uma grande festa.
Na capa do site oficial da torcida, é dado o recado: "Não importa a partida, o lugar e muito menos a divisão: estaremos sempre contigo!". Numa promessa de grande festa nas arquibancadas, a organizada diz: "Domingo vamos mostrar mais uma vez porque somos a torcida mais vibrante do mundo".
E o pessoal do Forum Furacao.com já se mobiliza para acompanhar o time em carreata do CT do Caju até a Baixada.

Vamos lá! Bote sua bandeira na janela e participe dessa corrente-prá-frente!

Presidente

Coluna de Augusto Mafuz de hoje, na Tribuna do Paraná:
E se o Atlético for rebaixado para a 2.ª divisão, o que ocorrerá na eleição do dia seguinte? O fracasso no futebol é capaz de gerar trauma passional, ensina a vida. E traumatizado, tudo passa a ser possível, admita-se.
A pergunta, no entanto, poderia adotar a hipótese inversa. Essa: se o Atlético não for rebaixado para a 2.ª divisão, o que ocorrerá na eleição do dia seguinte? Iria se prestigiar o poder arbitrário e de conseqüências pouco medidas no futebol, e tudo o que a torcida censurou neste ano fracasso de 2008, seria a presunção lógica.
A torcida do Atlético não pede coisas absurdas. Apenas quer saber, quer discutir, e quer sentir que alguém está disposto a ouvir as suas ansiedades. Mas querendo apenas isso, os sócios do Atlético não poderão associar o resultado de campo do domingo, independentemente de ser traumático, com a eleição do dia seguinte.
Não pode. E são dois os motivos incontestáveis: o 1.º porque, independentemente do exercício do senhorio nos últimos anos, a obra de ser grande, o clube ainda não terminou. Não uso de entrelinhas ou metáforas para dizer o que penso: esse motivo passa, obrigatoriamente, por Mário Celso Petraglia.; o 2.º, porque a opção encontrada pelo que se identifica como "chapa da situação", foi um presente de Deus para o clube: atende pelo nome de Marcos Malucelli.
Marcos não é nada, não é situação, não é oposição. É da maior ala que existe no clube: a da arquibancada, cujos propósitos são dirigidos, única e exclusivamente, pelo sentimento de amor que tem pelo Atlético. Mas suas virtudes não se esgotam no coração, felizmente. Embora discreto por natureza, é ousado nas intenções, propostas e atos; independente, sob todos os aspectos, faz com que a virtude da lealdade, não lhe aliene a pessoas e propostas, que não sejam do interesse do clube.
Por isso, a eleição não pode ser decidida em razão de um gol marcado ou um gol perdido no domingo. A bola entrando ou não, Marcos tem que ser o presidente.
  • Concorda? Discorda? Comente!

Chapas registradas

O Clube Atlético Paranaense confirmou, por meio de nota publicada no site oficial, que houve registro de duas chapas para as eleições do Conselho Deliberativo, marcadas para o próximo dia 8. De acordo com o Estatuto do clube, os sócios tinham até ontem para registrar chapas para o pleito.
De acordo com informações prestadas pelo clube, a Junta Eleitoral irá analisar a documentação e informará na manhã desta quinta-feira se os registros estão de acordo com os requisitos estatutários.
Poderão votar na próxima segunda-feira os sócios que têm pelo menos um ano de vida associativa ininterrupta. Segundo divulgado pela imprensa, há 2.420 torcedores atleticanos nesta situação. Alguns deles possuem mais de uma cadeira, o que resulta em um colégio eleitoral de um total de 3.379 votos.
Com informações da Furacao.com.

Intromissão

Airton Cordeiro dando pitaco nas eleições do CAP? Este senhor não tem que se meter em assuntos do clube, e não deveria nem ao menos emitir opinião sobre isso - pois nenhum atleticanos quer conhecê-la.
Os sócios-Furacão vão votar de acordo com suas convicções e pensando no melhor para o clube, e não com base em opiniões tendenciosas.
E, caso o sr. Airton não saiba, a decisão pode ter sido do Petraglia, mas a grande maioria da torcida rubro-negra apóia o veto à Transamérica e boicota esta emissora.
Quer mandar um recado para o sr. Airton?
Escreva para airtoncordeiro@gazetadopovo.com.br.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Olho nele

Leonardo Gaciba, o juiz que expulsou Ferreira injustamente na partida contra o Náutico, vai apitar Atlético x Flamengo, domingo na Baixada.

E é bom que não erre de novo contra o Furacão.

Campanha no ar

As duas chapas que irão concorrer nas eleições do Atlético, no próximo dia 8, já estão com suas campanhas em sites na internet.
Confira:

Números da Arena são trunfo do Atlético

Do UOL:
Dependendo de uma vitória diante do Flamengo, no próximo domingo, para se safar do rebaixamento, o Atlético-PR joga todas as suas fichas no "fator Arena" para alcançar o objetivo. E com razão. É graças ao desempenho em seu reduto que o Furacão chega à última rodada do Brasileiro ainda fora da zona da degola e dependendo apenas de si para escapar.
De acordo com dados do Datafolha o aproveitamento do Rubro-Negro, em jogos na Arena da Baixada, é de 61,1%, o melhor entre os quatro times que ainda brigam para escapar da área do descenso. Em dezoito jogos, obteve nove vitórias, seis empates e sofreu três derrotas.
O contraste com a campanha fora de casa é gritante. No último domingo, diante do Náutico, o Furacão sofreu sua 14ª derrota, em 19 partidas longe da Arena. Vitórias foram apenas duas e houve três empates.
Outros números conquistados na Arena não deixam dúvidas de que a torcida pode confiar num bom resultado no domingo: 28 dos 40 gols marcados no campeonato foram feitos na Rua Buenos Aires; nove das onze vitórias aconteceram lá, onde o time não perde há três jogos seguidos.
É por essa razão que o técnico Geninho não hesita em colocar nos braços da torcida o destino do Furacão, confiando que ela possa empurrar o time para a vitória salvadora, como já fez outras vezes. "Eu espero que a Arena faça a diferença. Que a nossa torcida leve esse time," disse ele.
Leia mais sobre a partida decisiva de domingo:

A mobilização continua

Da Tribuna do Paraná de hoje:
A mobilização da torcida atleticana para a decisiva partida contra o Flamengo está a pleno vapor e só tende a aumentar. No final da noite de segunda-feira, os jogadores desembarcaram cabisbaixos no Aeroporto Afonso Pena, após a derrota em Pernambuco, mas pra surpresa deles, no saguão estavam presentes duas centenas de torcedores para recepcioná-los com gritos de incentivo e passando força à delegação.
Ontem, Geninho afirmou que a iniciativa da torcida foi muito revigorante para todo o grupo, que sentiu que a ela está jogando junto e que no domingo lotará a Arena para levar o time a mais uma vitória.
E para o decorrer da semana e no dia da partida várias ações visando motivar ainda mais os atletas estão sendo programadas pela torcida rubro-negra. Colorir o caldeirão com bexigas vermelhas e pretas é uma delas. Também está sendo pedido que os torcedores levem uma segunda camisa do time, ou camisetas nas cores vermelha e preta, para ficar girando sobre a cabeça. Cartazes de incentivos e faixas serão confeccionados, porém o conteúdo é surpresa.
No domingo acontecerá a entrega dessas mensagens de incentivo aos jogadores durante o café-da-manhã. E poucas horas antes do decisivo confronto ocorrerá uma carreata acompanhando a delegação do CT do Caju até a Arena da Baixada; como na final do campeonato estadual. A concentração de torcedores já está marcada para as 12h30 em frente ao centro de treinamento. Na Internet, vídeos de apoio estão sendo postados.
"Isso tudo é para mostrar que a torcida acredita nos jogadores e independente do que acontecer no domingo, nós somos atleticanos acima de tudo", afirmou Leonardo Mattoso, um dos organizadores da campanha.
Torcedores que queiram participar da ação pró-Atlético podem entrar em contato pelo e-mail marixodo@gmail.com. A lanchonete Pra Já, na Arena, também estará recolhendo doações de bexigas.

Vitória anunciada

Coluna de Augusto Mafuz, nesta quarta, na Tribuna do Paraná:
Nelson Fanaya e José Henrique de Faria são o máximo que o Atlético conseguiu para, em tese, compor uma oposição. Escrevo em tese, porque na prática ainda não se formalizou: são necessárias 150 assinaturas de sócios para que a chapa seja registrada.
Se fosse sócio, assinaria a lista. Não que os queira comandando o Atlético, ao contrário, acho-os inseguros para esse período, em que o clube se obriga a procurar meios para finalizar a Baixada e criar mecanismos para se tornar auto-suficiente.
Mas o gesto de Fanaya e Faria não pode ser analisado como aventura, para enfrentar uma derrota anunciada. Se são capazes ou não, neste momento, é irrelevante. O que importa é que, ao lançarem uma oposição, tiram o Atlético da inércia, afasta-o da omissão, devolvendo-o ao povo, como um valor institucional que deve ser preservado.
Não sendo eleitos, pouco importa. A disposição de sentimentos e a entrega pessoal para uma missão e sacrifícios, pelas circunstâncias, já se tornou um ato de grandeza histórica. Mostram que a cara do povo, se ainda tem olhos para chorar, como chora atualmente nas arquibancadas, também tem olhos para ver que as coisas andam perdendo o rumo.
O gesto de Fanaya e Faria já se esgota na sua grandeza. Não é por coincidência que há muito tempo, desde 2001, a situação não reúne atleticanos do porte de Marcos Malucelli, Enio Fornéa Júnior, Mário Celso Petraglia e Gláucio Geara. Fanaya e Faria já estão eleitos, mesmo sem cargos.