domingo, 16 de dezembro de 2007

União pela Copa

Reportagem da Gazeta do Povo deste domingo fala sobre o Atlético e a Copa de 2014:
Atlético pede união pela Copa na Arena

A decisão tomada pelos associados do Atlético, na assembléia-geral realizada na última sexta-feira, vai muito além de uma abertura na vida política do clube – o que pode ocorrer caso seja marcada nova eleição em maio, com a participação dos Sócios-Furacão. Significa também buscar um engajamento maior dos torcedores para fazer da Arena uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. “Assim como o Brasil não podia perder a Copa, como não perdeu, o Paraná e Curitiba não poderão perder. Como a decisão é política, como o evento é privado, o engajamento e a pressão têm que ser liderados pelo poder constituído. O Atlético e seus dirigentes se sentem neste momento insuficientes e incapazes de vencer esta guerra sós”, declarou Mário Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do Furacão, ao site oficial do clube.
Durante toda a reunião de sexta com os sócios, a atual direção do Rubro-Negro revelou extrema preocupação com a chance de a Arena receber o Mundial. E assim deve proceder até que a escolha seja feita, em julho do ano que vem, pelo Comitê Organizador do Mundial. Até lá, a esperança é que a pressão da torcida deixe as arquibancadas – e possivelmente o cenário político interno do Rubro-Negro – e passe a incomodar positivamente os governos estadual e municipal. Que, a partir daí, fariam o lobby necessário para convencer Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e líder do Comitê, que a Baixada merece a honraria. Isso porque, embora tenha sido bem avaliada pelos inspetores da Fifa, na visita ao Brasil em agosto, é certo que a opção pela Arena depende de intensa movimentação nos bastidores. Algo que, de acordo com os atleticanos, não tem acontecido.
“Até o momento temos a ajuda de somente um ou outro político ligado ao Atlético. Mas os mandatários não têm colaborado, infelizmente. Já tivemos uma luta solitária na troca da indicação do estádio. Curitiba está completamente omissa e todos os demais marcam presença”, reforçou Marcos Malucelli, diretor jurídico do Atlético.
No início do mês, a assessoria do prefeito Beto Richa chegou a anunciar uma reunião com Teixeira para tratar da postulação curitibana. O encontro não ocorreu.
Nesta semana, o governo do estado também tentou uma audiência. Mas o presidente da CBF enviou ao vice-governador, Orlando Pessuti, um fax dizendo que estaria no Japão, para a realização do Mundial de Clubes, e por isso não poderia receber a comitiva paranaense.

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