terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Ney, o independente

Em sua coluna de hoje na Tribuna do Paraná, Augusto Mafuz fala sobre as virtudes do técnico Ney Franco e sobre as denúncias que pipocam a cada dia no time das vilas:
Franco

Entre as mais diversas virtudes que Ney Franco revelou, a que mais deve ser exaltada é o seu inconformismo por pouca coisa. Disse o treinador, que a vaga na Sul-Americana é muito pouco para a grandeza do Atlético.
Não conheço Ney Franco, mas o admiro. E não é só porque conhece futebol, mas porque, embora jovem, revela uma personalidade pouco comum em treinadores: a independência, mesmo que determinadas posições não tenham natureza patronal.
Pelo precário gerenciamento no futebol, o Atlético há tempo insiste em manter jogadores, que se não estão superados para o mercado, o estão para o Atlético.
Não existe coerência para quem quer disputar título, manter por um bom tempo André Rocha, Jean Carlos, Michel, Alan Bahia, buscar em Claiton, Tailson, Geilson soluções, e ainda acreditar que Viáfara, e os “inhos” que aparecem nos juniores são elementos de reposição. O mal dos treinadores que antecederam Franco, em especial Vadão, foi fazer o papel da diretoria, avaliando positivamente jogadores apenas por conveniência.
Mais do que competência, Ney Franco revelou honestidade ao não valorizar tanto a classificação do time para a Sul-Americana. Se for procedida uma avaliação séria, só devem ficar no Atlético, Vinicius, Danilo, Antonio Carlos, Rhodolfo, Valencia, Ferreira e Marcelo Ramos.
Caixa 3
Mais uma denúncia explode no Paraná. Agora envolvendo outros dirigentes ou ex-dirigentes. Dois aspectos me chamaram a atenção: o mais grave está no torcedor que, fazendo as vezes de cronista do Paraná, esconde um gravador e se aproveita de conversas informais.
Isso é jornalismo bandido, que não é praticado por jornalista. O que me surpreende é que o jornalista Marcos Baptista, como diretor da TV Educativa, permita que um canal de televisão que tem o objetivo de ser educativo abra espaço para esse time de gente.

Um comentário:

Anônimo disse...

Admiro profundamente nosso amigo Mafuz.

Todavia, ele pedir para o Danilo ficar é um atentado ao Atlético.

Considero o biênio de 2006/2007 como a Era Danilo, período em que prevaleceu a escassez de títulos. Rei dos chutões, fraquíssimo na bola aérea, marcador mediano pra baixo, capitão por conveniência de Vadão, Danilo já provou que não tem condições de continuar no Atlético.

Pô Mafuz, acho que não estamos vendo o mesmo jogo!