sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Acerto de contas

Em sua coluna desta sexta-feira na Tribuna do Paraná, Augusto Mafuz comenta a eleição para conselheiros e diretores do Atlético, que serão escolhidos no final da tarde pelos sócios, e a provável manutenção de Mário Celso Petraglia no comando do clube. De quebra, Mafuz cobra mais participação por parte da torcida e mais maleabilidade por parte de Petraglia. Confira:
Emblemático
Não importa a opinião que se tenha sobre Mario Celso Petraglia, importa que graças a ele o Atlético ancorou entre os maiores do Brasil.
O Atlético precisa de Petraglia. O futebol precisa de Petraglia, seja ele santo ou não.
Petraglia é emblemático. Criou um estilo e se tornou símbolo do Atlético. São três os símbolos: Caju, Alex Mineiro e Petraglia. Seus defeitos, que não são poucos, somem diante das suas virtudes, que podem ser poucas, mas são grandiosamente imensas. Compará-lo a qualquer um seria injusto. Para ele, é claro.
Muitos atleticanos não gostam de Petraglia. Mas se sentem órfãos e desesperam-se com a idéia de perdê-lo. E é aí que surge o grande mistério, que felizmente continua sem ser desvendado.
Hoje, Mario Celso Petraglia será conduzido ao grande senhor do Atlético, independente de cargo.
A torcida terá resolvido o seu problema. Fica uma dúvida: quando que será resolvido o problema de Petraglia?
Hoje é uma noite de acerto de contas.
Tamanha grandeza terá continuidade pelo apoio formal de mísero e vergonhoso número de sócios. Sei o que se passa pelo interior de Petraglia: ele não quer apenas a reeleição, pois essa é conseqüência de todos os motivos, inclusive da própria exclusão. O que ele quer é tornar o Atlético auto-sustentável, para se transformar em um verdadeiro time de futebol. E essa condição só se adquire com sócios.
Mas nesse momento de cobranças, Petraglia precisa necessariamente mudar. Não no sentido de desfigurar a sua personalidade, porque viraria um comum; mas no sentido de ser mais acessível, deixar os atleticanos se aproximarem, se aproximar dos atleticanos, conversar, receber e seguir conselhos. Assim, nem será preciso a assembléia escolher uma diretoria, porque os atleticanos não condicionam o amor a cargos, mas desde que sejam ouvidos - não necessariamente atendidos -, a atração de Petraglia para o que quer será irresistível.

Um comentário:

Hélio Rubens Godoy disse...

Não obstante as qualidades e realizações do Petraglia, acredito que tem de haver democracia dentro da organização do clube, que haja debates, consultas, bate-chapa, somente assim continuaremos progredindo, aprimorando, não acomodando. Será que não existe dentro dos quadros atleticanos alguém com virtudes comparáveis ás do Petraglia??