quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Vergonhosa conivência

Trecho da coluna Habeas corpus, de Augusto Mafuz, publicada na Tribuna do Paraná desta quarta-feira e que comenta a prisão de Onaireves Moura:
Se não surpreende a prisão de Onaireves Moura, por já ser um fato do cotidiano policial, é trágico o que vem pela frente. A prisão de Moura e sua quadrilha pode ser relevante para o noticiário policial. Afinal, não se tem notícia de que no Brasil um dirigente foi para a cadeia três vezes. Mas para o futebol é irrelevante por um motivo: a prisão de Moura não terá efeito na prática, pois todos que continuam na Federação Paranaense de Futebol, e que estão em campanha para as eleições, estavam lá por ocasião dos fatos criminosos, e então direta ou indiretamente, têm responsabilidade. Não se pode desprezar o princípio de Direito, de que a omissão é uma forma criminosa de participação.
E, aí entram os dirigentes de clubes. Todos, a exceção do Atlético, concordaram com a fraude de descontar dois por cento das rendas a favor de uma empresa laranja, a Comfiar. E todos os clubes, sem exceção, não se preocuparam em saber do destino do dinheiro que era descontado de suas rendas. Se derem um celular para Moura, da cadeia ele é capaz de eleger qualquer um para a presidência da entidade, tamanha a conivência dos clubes com esse estado de coisas.
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Basta acessar a página da diretoria da Federação para identificar, facilmente, pelo menos dois candidatos nas próximas eleições municipais.

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