sexta-feira, 23 de novembro de 2007

A oposição de Petraglia

Nesta sexta-feira, Augusto Mafuz comenta as eleições do Atlético e fala sobre a permanência de Mário Celso Petraglia à frente do clube:

Novo presidente
A presidência do Atlético é séria demais para ser objeto de debates neste momento. Pode-se não gostar de Mário Celso Petraglia. Dele já se escreveu em jornal, se falou em rádio, e se gritou da arquibancada. Eu, inclusive, já o fiz e por isso respondi a dois processos. Não fiz acordo como outros e fui até o final. Ganhei ambos.
Petraglia é intocável, por ser um dos maiores mistérios que existe. A torcida que o venera é a torcida que lhe joga pedra. Talvez, se não fosse um mistério, seria vulgar, um dirigente qualquer.
Mário Celso será o novo presidente do Atlético. O novo, não coloco com fundo de ironia, mesmo estando há 12 anos comandando o clube.
O novo, aqui, é literalmente no sentido de renovação de idéias. Explico: não obstante muitas vezes tendo razões técnicas (empresariais), Mário Celso reviu alguns conceitos para tratar de futebol no Brasil. Concluiu que o pobre é indispensável e que os filhos de classe média e rica, que compõem a maior parte da torcida hoje, tiram o dinheiro do ingresso do trabalho. O “filhinho do papai” de antigamente, que ganhava mesada para os excessos, já não existe mais como massa.
Reconheceu, então, que se os menos privilegiados não podem atender aos reclamos materiais de um clube, os atendem com o amor de arquibancada. E às vezes, como ocorreu esse ano, a solução está na alma e não no dinheiro. O Atlético só não foi para a 2.ª divisão porque a racionalização do valor do ingresso devolveu o povo à Arena.
Mário Celso se convenceu, também, e aí eu errava como ele, que todos os técnicos não são iguais. Existem aqueles que parecem que entendem, mas enganam. Vadão, por exemplo. Há os que parecem tímidos, mas que na prática se revelam excepcionais. Ney Franco, por exemplo.
Permanecendo, Ney Franco foi autorizado a buscar soluções também na base. Pode até não encontrar, mas pode encontrá-las, porque até agora não se sabe em todos esses anos o que se fez nas categorias de formação do clube.
Não pensem que Mário Celso não tem oposição.
Às vezes está próxima dele. Muitas vezes, pela idéia de perfeição e futurismo, a oposição é ele próprio.

2 comentários:

Anderson disse...

Estava comentando ontem com um coxa-branca, grande amigo meu, sobre oposição nos clubes.

E foi exatamente o que eu disse pra ele: dentro do Atlético, a cobrança por resultados é da própria "situação". Pode não haver uma "ala oposicionista", o que não quer dizer que não haja cobrança e fiscalização.

Anônimo disse...

Ele não sai pq não tem um cara que tenha tanto de dinheiro igual ele tem.Mais agora falando que ele Reconhece que a torcida faz a diferença demorou para vez isso esse ano quando ATLÉTICO estava na zona do rebaixamento o ingresso a 30 reais ele viu que a corda estava no pescoço ai lembra da torcida isso e uma prova que não se deve guspi para cima pq cai na testa.