quinta-feira, 29 de novembro de 2007

O fim da história

Em sua coluna desta quinta na Tribuna, Augusto Mafuz faz um perfeito comentário sobre a saída e Alex Mineiro do Atlético. Confira:
Lenda
Pode ter ficado o sentimento de perda, mas é preciso compreender o final dado à relação profissional entre Atlético e Alex Mineiro. O grande ídolo está indo embora.
Para alcançar essa compreensão, não é necessário acomodar-se pelo conforto que é provocado pelo tempo. É preciso adotar necessariamente o princípio, que o futebol de natureza empresarial, quase mercantilista, mudou até o conceito de ídolo.
Antigamente existia um apego ideológico entre clube e jogador. A maioria das relações, em razão desta natureza, se eternizava. Do passado, que vivi cito exemplos de casa: Alfredo Gottardi e Sicupira com o Atlético; e Kruger e Hidalgo, com o Coritiba.
Hoje para ser ídolo não precisa de uma década. Basta uma tarde de domingo, um gol decisivo, uma defesa milagrosa, e pronto: a torcida passa a reverenciar o estranho como ídolo.
Não é o caso de Alex Mineiro, é verdade. É um ídolo especial não em razão do tempo, mas das lembranças que criou para o atleticano, as mais nobres de toda a história do clube. Para isso não precisou de uma década. Precisou de 20 dias, de oito gols, em quatro jogos, causa imediata do título brasileiro de 2001. Pode parecer pouco no tempo, mas é uma eternidade na alma.
Mas no futebol de hoje prevalece a lei de mercado, em que o romantismo é proibido. Não compensa manter uma relação só para atender a esse elemento subjetivo. Implica em perda para o jogador, e em ônus para o clube. Daí passa a existir o risco de rompimento.
Um final assim como está sendo, é melhor. A imagem que fica é a de quem foi embora, foi perfeito no final da obra.
Entre Alex e Atlético acabou a história.
Começou a lenda.

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