segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Exemplo a ser seguido?

Em resposta aos confrontos entre torcedores e policiais que causou a morte de um torcedor no domingo, o Observatório para Manifestações Esportivas da Itália, órgão criado para controlar os atos de violência no esporte do país, proibiu que as torcidas acompanhem seus times como "visitantes" no Campeonato Italiano.
Essa determinação já era adotada em casos em que a rivalidade entre as torcidas é muito grande e agora foi estendida temporariamente para todos os clubes.
Uma medida como esta deveria ser adotada também no Brasil? Coisa mais comum por estas bandas é confronto de torcidas. E se isso é um problema levado a sério no Primeiro Mundo, não dá pra simplesmente fechar os olhos e empurrar com a barriga por aqui, esperando acontecer algo mais grave.
Vamos pegar o caso da Arena. Já teve boa parte de suas instalações depredadas várias vezes pela torcida visitante, principalmente coxas e paranitas. E o Atlético teve de arcar com o prejuízo, não foi ressarcido em um tostão sequer.
Na última partida contra o Grêmio, parte da torcida gaúcha veio a Curitiba munida de drogas, armas, munição e até de uma mira laser.
A possibilidade de um confronto fora do estádio é sempre uma preocupação do torcedor comum, daquele que gosta de curtir uma partida com a família, além de exigir um esforço hercúleo por parte do poder público, que precisa botar nas ruas boa parte do efetivo policial, armado até os dentes.
A festa das duas torcidas, as provocações mútuas, os cânticos, tudo isso faz parte da tradição do futebol brasileiro. Mas não sei se a solução para o problema da violência não passa pela adoção de partidas com torcida única. O mínimo que se espera de entidades desportivas, clubes, federações e do governo é que o assunto pelo menos seja debatido de forma constante, e não apenas após alguma tragédia.
E você, o que acha?

6 comentários:

Anônimo disse...

na minha opiniao as coisas no brasil devem ser radicais par darem certo.. 2 atitudes devem ser tomadas.. pegar os fanfarroes dos jogos e fichalos na policia.. sendo que ele deve comparecer na delegacia 2 horas antes dos jogos e ser liberado quando acabar.. deu certo aqui na inglaterra com os hooligans.. a outra é os casos de vandalismo no estádio cujo para os torcedores cabe se fazer o que disse acima e aos clubes dos torcedores vandalos pagar todos os danos em dobro com uma forma de multa.. para casos mais graves como aqle da torcida do Gremio num grenal.. deve se ser julgado mais severamente pelas autoridades..

hoje em dia aqui na inglaterra os torcedores chegam aos estadios nos mesmos metros.. convivem nas mesmas areas.. claro que com supervisão da policia.. estive em cerca de 30 jogos e nunca vi uma confusão ao redor dos estadios.. mas sei que ha casos isolados de violencia mas nada de morte ou algo relacionado a armas ou pessoas enviadas aos hospitais.. e olha que a rivalidade entre os times londrinos é muito grande.. todos se odeiam.. west ham, chelsea e millwall sao famosos pelos seus hooligans..

Alexandre disse...

Eu acho que essa deveria ser a solução realmente e infelizmente. O Recente caso envolvendo o Grêmio, mostra como as coisas estão erradas. Desde antes do jogo, todos sabiam que algo não terminaria bem. Entretanto, o Clube Atlético Paranaense foi levado a julgamento e corria o risco de ser punido, simplesmente porque os gaúchos vieram dispostos a prejudicar o Furacão de alguma forma (ou alguém tem dúvidas???) e já que tomaram um chocolate em campo, mostraram seu caráter agressivo e delinqüente. Felizmente, quem acabou levando a pior foram eles, apesar de eu achar que as penalidades tenham sido brandas. Infelizmente, há muitos outros exemplos pelo Brasil afora e não vemos punições, a meu ver, severas o bastante para inibir o comportamento agressivo de torcedores e, porque não, jogadores . Acho sinceramente, que se tivéssemos apenas a torcida mandante nos jogos, poderíamos ter uma grande mudança nesse quadro. É uma proposta que deve ser levada a sério.

ricardo disse...

Aqui? Não, o Brasil não é sério. O que dizer de um país que vê o presidente da Câmara ameaçar a tudo e a todos que investigam suas bandalheiras e apenas assiste, inerte? E o leite com água oxigenada e soda cáustica? E a gasolina adulterada que pagamos a preço de ouro? Isso são coisas básicas da sobrevivência em nossa época. E o que dizer do futebol? Na CBF, um marajá que esfola os clubes e ganha dinheiro adoidado para sustentar suas mordomias. O presidente de um campeão brasileiro diz com todas as letras que o campeão de "fato e de direito" é o vice! E ninguém nem cogita a hipótese de uma punição mais severa, devido a politicagem, ibope e o escambau. Tratar vândalos como terroristas aqui? Deveria ser assim. Faz tempo. Assim como faz tempo que os clubes deveriam ser organizados para tentar segurar algumas revelações por mais algumas temporadas. Ter um mínimo de competitividade com os europeus. Cadastrar baderneiros, impedí-los de entrar nos estádios para cada vez mais afastar aquele torcedor apaixonado, com fé cega, que trabalha, mas não vai aos campos com medo de que ocorra o pior. Para podermos cogitar essa hipótese, primeiro o Brasil (NÓS) deve deixar de ser uma piada...
Falta educação e compromisso com praticamente tudo.

Anderson disse...

Definitivamente é um exemplo a ser seguido.

Anônimo disse...

COMEMORAR A VITORIA DO VERDÃO NA FRENTE DA SEDE DA PORCÁTICOS NÃO TEM PREÇO!!

GUERRILHEIRO DA BAIXADA disse...

Fala a verdade anônimo, tu já tinha comemorado antes com seus amiguinhos debaixo do camisolão, não é verdade?