segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Uma lição

Em sua coluna na Tribuna, Augusto Mafuz comenta o empate contra o Corinthians:
Conforto

No Pacaembu, o
Atlético Paranaense tinha o Corinthians sob seu domínio. Porque tem melhor time, e porque, em especial, tem Ney Franco, um treinador que, além de inteligente, não tem a vaidade de manter um erro, que ele próprio provocara.
Bastaram a Franco os 15 minutos de intervalo para mudar o jogo. Com outro esquema que dispensava o 3.º zagueiro, com Evandro e Alex Mineiro para dar qualidade na retenção de bola e velocidade na saída, o Atlético virou (2 a 1) e ia ganhar.
Mas, no futebol, o desespero é um estado difícil de se enfrentar. Quando mais se tem o adversário sob domínio, mais risco se corre. Do desespero, tudo pode se esperar. Explica-se aí o gol de empate no último minuto. Foi o desespero corintiano que marcou, adotando nome de Finazzi. O empate (2 a 2) foi justo porque foi um jogo igual, cada time com um tempo.
Sei que não se encontra conforto para um empate sofrido no último minuto. A perda, precedida da ilusão de vitória, provoca um impacto difícil de se absorver. No caso do Atlético, talvez, o inconformismo seja maior, porque o time estava chegando para disputar a vaga para a Libertadores.
Não deve ser esse o sentimento pelo inconformismo. Pelo menos o meu, é razão de que não se teve a capacidade de avaliar os atributos do time, deixando-os durante um ano sob a incompetência de Vadão.
Mas como estava há um mês, e como está agora, já é alguma coisa. No mínimo uma lição, que, desde que aprendida, remeterá o Atlético de volta às conquistas em 2008.

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