quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Calmaria nos bastidores

Matéria publicada pela Gazeta do Povo desta quinta comenta o processo sucessório no Atlético:
Sem oposição, Petraglia deve voltar à presidência

Se na bola é tempo de mineirice no Atlético, com o time tranqüilo no comando de Ney Franco, nos bastidores o clube segue pelo mesmo caminho. Mesmo às vésperas das eleições para o biênio 2008/09, a vida política do Furacão também está “quietinha”. Não por acaso, pois, programado para a primeira quinzena de dezembro, o processo sucessório não deve representar mudança nenhuma.
Como tem acontecido nos últimos pleitos, a ida dos sócios às urnas para a escolha dos membros dos Conselhos Deliberativo e Administrativo será quase uma formalidade. E neste caso, para confirmar uma “dança das cadeiras” entre Mário Celso Petraglia e João Augusto Fleury.

A tendência é que os dois troquem os cargos que ocupam atualmente. Sendo assim, Petraglia assumiria a presidência do Conselho Gestor (ou Administrativo), e Fleury a do Deliberativo – os dois cargos em “disputa”. Entre aspas pois, às vésperas da eleição, mais uma vez não há qualquer movimentação em torno de um bate-chapa.

Questionado sobre a questão, em viagem aos Estados Unidos, Petraglia disse não ter interesse de comentar o assunto. Da mesma forma, Fleury. “A nossa preocupação é concluir bem o mandato. Ainda temos dois jogos pelo Campeonato Brasileiro e estamos pensando nisso. Creio ser inoportuno deflagrar as eleições neste momento”, declarou o dono do principal posto do Rubro-Negro nos biênios (2004/05 e 2006/07).

Outra possibilidade, menor, é que Antônio Carlos Bettega, atual vice-presidente do Conselho Deliberativo, assuma a cadeira de Petraglia. E, ainda com menos chances, o diretor de futebol, Alberto Maculan, é outro dirigente ventilado para a posição.

Apenas os sócios com mais de um ano de associação estarão aptos a votar – cerca de 400, número não confirmado pelo Atlético. Na última, foram 232 os votantes. Sendo assim, os torcedores que aderiram ao programa Sócio Furacão este ano ainda não poderão participar.

E como ocorreu da última vez, não deve haver inscrição de chapa para concorrer ao Conselho Administrativo – conseqüentemente, fica a cargo dos membros do Deliberativo a indicação dos integrantes do outro quadro (de três a quinze membros). Na semana que vem, uma comissão eleitoral será formada para já tratar da organização.
Um improvável movimento de oposição só poderia surgir através de ex-presidentes do Rubro-Negro, como Marcus Coelho, Ademir Adur, Ênio Fornéa e Valmor Zimermann. No entanto, todos estão afastados da vida política do clube e, não representariam uma resistência efetiva. Exceto, naturalmente, pelo prestígio que construíram atuando na vida atleticana. “Me desvinculei totalmente da política do Atlético, não sei de plano nenhum e não tenho interesse em retornar. E não sou contra quem está na diretoria, somente gostaria que algumas pessoas retornassem”, comentou Coelho, o presidente no título brasileiro de 2001.

Nenhum comentário: