quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Ainda sobre o time dos sonhos

Em sua coluna desta quarta na Tribuna do Paraná, Augusto Mafuz comenta a seleção do Melhor Atlético de todos os tempos, em eleição da Gazeta do Povo:
Injustiça
Certa feita escrevi que não é fácil lidar com o passado. Mexe-se com sentimentos. O que é intocável para uns, é indiferente para outros. No futebol, esse conflito, às vezes, causa trauma, porque quase sempre o resultado deixa mágoas nos valores, que pensamos protegidos. A da injustiça, em especial. Agora mesmo, o jornal Gazeta do Povo divulgou uma pesquisa que realizou sobre o time dos sonhos, do nosso coração. Convidado, embora tendo o nome sido identificado em caixa baixa, participei com orgulho. E foi esse o Atlético dos meus sonhos: Caju; Djalma Santos, Nem, Alfredo Gottardi e Julio; Sicupira, Assis, Jackson e Alex Mineiro; Kléber e Nilson Borges. Geninho, o técnico.

Para Caju e Jackson, fui pela história que ouvi. E não errei, porque toda a história de mitos pode conter lendas, mas conta muito mais verdades. A de Caju e Jackson, só verdades. Para todos os outros, fui pela história que vi.

Do meu time escolhido, ficaram de fora Nem e Kléber, que perderam para Bellini e Kléberson. Kléberson, talvez, porque foi o primeiro e único paranaense que jogou e ganhou uma Copa do Mundo, saindo de um clube paranaense. É um critério justo, sem dúvida. Mas foi justo afastar Kléber, que em quatro anos de Atlético fez 140 gols, e foi o artilheiro do Brasil no ano sagrado, tocado por santos, de 2001? No caso da ausência de Kléber, pelo menos fica a dúvida.

Mas e a de Nem, em benefício de Bellini. Comparemos os dois na história do Atlético. A imagem de Bellini com a camisa rubro-negra é a do zagueiro cansado, não conseguindo subir com Paulo Vecchio, no gol de empate (1 a 1) no último minuto, que deu o título paranaense ao Coritiba, em 1968, na Vila Capanema. Só quem estava na Vila sabe que foi uma das maiores perdas da história do Atlético.

A imagem de Nem com a camisa rubro-negra é a do zagueiro e líder, com a braçadeira de capitão, emocionado com a faixa cruzada no peito, recebendo pelo clube o troféu de campeão do Brasil, em 2001.

Bellini na seleção brasileira de todos os tempos. No time dos sonhos do Atlético, o lugar tem que ser de Nem.

De primeira: Bem pior foi o Coritiba dos sonhos. Amanhã eu trato do tema.
* * *

No meu "time dos sonhos" do Furacão, escalei Gustavo no lugar do Bellini. Teria eu também sido injusto com Nem?

2 comentários:

Marçal disse...

Essa história do Bellini na Seleção de melhores jogadores da história do Atlético é um pouco forçada mesmo. Ele jogou pouco pelo time, quando já estava velho e não conquistou nada. Muita gente vota nele pelo nome. Acho que outros jogadores merecem mais a vaga: Nem, Gustavo, Reginaldo, Zanetti e Nilo.

Anônimo disse...

Pior que o Nem acabou com tudo naquele Brasileiro. E o Gustavo também...
Difícil, mas acho que fico com o Gustavo pelo gol no Atletiba.
E o Marcão? E o Reginaldo Cachorrão? E o Andrey?