sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Sidny na mira

A Tribuna do Paraná desta sexta-feira especula a possibilidade de o Atlético contratar o lateral-direito Sidny (não, não faltou um "e", é Sidny mesmo), que fez um ótimo Brasileirão pelo Náutico. O jogador tem seus direitos federativos divididos (50%) entre o Náutico e o Salgueiro, clube do sertão pernambucano.
Segundo o jornal, o presidente do Salgueiro, Clebel de Souza Cordeiro, esteve em Curitiba esta semana para negociar o atleta. Ele confirma: "Estou esperando apenas o telefonema do Petraglia (presidente do Conselho Gestor do Atlético) para fechar".
Seria uma ótima contratação - as laterais ainda são o ponto fraco do Furacão. Com a convocação do jovem Nei para a seleção, tudo leva a crer que, se o atleta pernambucano for mesmo contratado, Jancarlos não deverá permanecer para a próxima temporada.
A missão será, agora, achar um lateral-esquerdo à altura.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Camisa 12 para os sócios

Os Sócios Furacão recebem na próxima segunda-feira suas camisas exclusivas. A parte da frente é igual à camisa oficial, mas nas costas elas trazem o número 12 na cor amarela e uma logo alusiva à Copa de 2014. Mais informações no site oficial do clube.

"O possesso" vem aí

Alex Mineiro já se foi. Se o seu substituto, a princípio, deve estar dentro do próprio elenco - Marcelo Ramos e Geílson são os mais cotados -, o parceiro para formar a dupla de ataque está para chegar. Seu nome: Wallyson.
Trata-se de um garoto, de apenas 18 anos, mas que já é ídolo no Rio Grande do Norte. Artilheiro do ABC, marcou ontem à noite o gol que classificou o time para a segunda divisão. Na final do campeonato potiguar, quando o alvinegro conquistou o título ao golear o América por 5 a 2, ele marcou nada menos do que quatro gols.
Desta vez, Carneiro Neto não vai nem precisar se dar ao trabalho: ele já vem até com apelido (Carneiro adora apelidar os jogadores, como fez com Flávio "Pantera" e Kleber "Incendiário"). Lá em Natal, Wallyson é conhecido como "O Possesso". Quer saber por quê? Clique nos vídeos abaixo e confira.




Não dá pra saber, ainda, se o Possesso será titular do Furacão logo de cara. Mas que tem tudo pra ser um ídolo na Baixada, isso tem.

E por que não
Souza
?

Aliás, já que estamos falando do futebol do Rio Grande do Norte, uma possibilidade de reforço está dando sopa por aquelas bandas: o meia Souza, campeão brasileiro em 2001 com o Furacão. Assisti algumas partidas do América neste Brasileirão, e ele era o único que se salvava nesse time. Acabou com o jogo na vitória do mecão sobre o Paraná Clube. Aos 32 anos, ele continua sendo um organizador de jogadas na meia-cancha. E ainda bate faltas com muita precisão. O contrato dele com o América está para se encerrar e, segundo a imprensa potiguar, clubes pernambucanos já estão de olho no atleta.

Classificação ficou mais difícil

Agora não depende mais só de nós. Com os resultados dos jogos desta quarta, o Furacão caiu para a 14ª colocação no Brasileirão - fora da zona de classificação para a Copa Sulamericana (até a 12ªcolocação). Disputam a vaga:
  • 9º - Botafogo (54 pontos)
  • 10º - Atlético-MG (52)
  • 11º - Figueirense (52)
  • 12º - Vasco (51)
  • 13º - Sport (51)
  • 14º - Atlético (51)
Na última rodada, portanto, o rubro-negro tem a obrigação de vencer o São Paulo e torcer para que pelo menos dois times, dentre Sport, Vasco, Figueirense e Atlético-MG, não vençam suas partidas. Ou ainda para que o Botafogo perca.
Os próximos confrontos:
  • Atlético x São Paulo
  • Palmeiras x Atlético-MG
  • Botafogo x Figueirense
  • Vasco x Paraná Clube
  • Juventude x Sport
Creio que o Vasco, disputando vaga, não perdoará o Paraná em São Januário. E o Sport joga contra um Juventude já rebaixado. Então, aposto minhas fichas em tropeços do Galo e do Figueirense - o que nos basta. Desde que vençamos os bambis, é claro.

O fim da história

Em sua coluna desta quinta na Tribuna, Augusto Mafuz faz um perfeito comentário sobre a saída e Alex Mineiro do Atlético. Confira:
Lenda
Pode ter ficado o sentimento de perda, mas é preciso compreender o final dado à relação profissional entre Atlético e Alex Mineiro. O grande ídolo está indo embora.
Para alcançar essa compreensão, não é necessário acomodar-se pelo conforto que é provocado pelo tempo. É preciso adotar necessariamente o princípio, que o futebol de natureza empresarial, quase mercantilista, mudou até o conceito de ídolo.
Antigamente existia um apego ideológico entre clube e jogador. A maioria das relações, em razão desta natureza, se eternizava. Do passado, que vivi cito exemplos de casa: Alfredo Gottardi e Sicupira com o Atlético; e Kruger e Hidalgo, com o Coritiba.
Hoje para ser ídolo não precisa de uma década. Basta uma tarde de domingo, um gol decisivo, uma defesa milagrosa, e pronto: a torcida passa a reverenciar o estranho como ídolo.
Não é o caso de Alex Mineiro, é verdade. É um ídolo especial não em razão do tempo, mas das lembranças que criou para o atleticano, as mais nobres de toda a história do clube. Para isso não precisou de uma década. Precisou de 20 dias, de oito gols, em quatro jogos, causa imediata do título brasileiro de 2001. Pode parecer pouco no tempo, mas é uma eternidade na alma.
Mas no futebol de hoje prevalece a lei de mercado, em que o romantismo é proibido. Não compensa manter uma relação só para atender a esse elemento subjetivo. Implica em perda para o jogador, e em ônus para o clube. Daí passa a existir o risco de rompimento.
Um final assim como está sendo, é melhor. A imagem que fica é a de quem foi embora, foi perfeito no final da obra.
Entre Alex e Atlético acabou a história.
Começou a lenda.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

O Rei se vai

Já está definido: de acordo com a Furacao.com, Alex Mineiro não veste mais a camisa rubro-negra. Não houve acerto para sua permanência em 2008 e ele está livre para negociar com outro clube.
Só nos resta agradecer a Alex, que na Baixada é Rei. E lamentar que esta última temporada não tenha sido de maiores alegrias, devido à contusão causada pela imprudência de um rival.
Boa sorte, Alex. Menos se, por ironia do destino, você vier a enfrentar o Furacão.

O custo Alex

Matéria de hoje na Gazeta do Povo fala sobre a possível saída de Alex Mineiro do Atlético.

Alex 2007 deixa saldo negativo no Atlético
“Colocamos todos os ovos em um só cesto. Foi um péssimo negócio”, lamentou o presidente do Conselho Gestor do Atlético, João Augusto Fleury. Os ovos são o dinheiro e o cesto em questão é Alex Mineiro. A maior aposta do Furacão no ano passou de artilheiro a paciente e agora está de saída. Suspenso, ele não joga no domingo contra o São Paulo e já arruma as malas. Ontem, deixou o CT do Caju mais cedo.
No Palmeiras, a transferência é dada como certa. Os empresários do atleta negam e alegam aguardar a abertura do mercado internacional e possíveis ofertas mais vantajosas. Uma proposta da Arábia Saudita e outra do Leste Europeu foram descartadas pelo atacante. Independentemente do destino, o Atlético apenas assiste ao desfecho que uma história imprevisível. Em 5 de junho, o clube anunciou como uma vitória a permanência do atacante na Baixada após o assédio de Palmeiras, Santos, Fluminense e do futebol japonês. Então com 24 gols, o destaque nacional e o xodó da torcida rubro-negra o salário para ficar até dezembro. Cinqüenta e dois dias depois, Alex Mineiro era atingido por um chute no rosto. Após o jogo contra o Grêmio, ele trocou os gramados pelo centro cirúrgico, as chuteiras por placas de titânio no rosto e a chance de tornar-se o artilheiro do Brasil por 120 dias no estaleiro.
O prejuízo não atingiu apenas o atacante. O episódio custou ao Atlético R$ 1,5 milhão, nas contas de Fleury. “Investimos uma pequena fortuna, até em homenagem à torcida que pressionava pela permanência dele. Lamentavelmente aconteceu aquilo e sofremos, menos que ele evidentemente, mas arcamos com a situação. Foram salários, despesas médicas e os reforços para suprir a ausência.” Marcelo Ramos, Geílson e Taílson, chegaram, mas apenas o primeiro vingou.
De acordo com Fleury, os rendimentos do camisa 9 foram reajustados para período de seis meses seguindo os padrões do mercado internacional. Segundo o empresário Marcelo Robalinho, porém, o jogador aceitou receber menos do que o ofertado pelos clubes interessados à época. O clube diz ter mecanismos jurídicos para prorrogar o contrato de Alex pelo tempo de inatividade – como aconteceu com Dagoberto –, mas descarta qualquer medida neste sentido e só aguarda o adeus do ídolo.
* * *
Não concordo que Alex tenha deixado um "saldo negativo". No fundo, é um saldo positivo: foi o artilheiro do time, com 29 gols, mesmo tendo ficado tanto tempo afastado. É o custo do craque.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Há 22 anos, a vergonheira dos coxas frente ao Furacão

Existem fatos que ficam para sempre na história e que deixam para a posteridade traços do caráter de pessoas ou instituições.

Há exatos 22 anos, dia 27 de novembro de 1985, os coxas deram uma mostra definitiva de sua pequenez. Mostraram ser um time que, literalmente, foge da raia.

Naquele ano, os verdes haviam conquistado o título nacional. Sim, aquele contra o Bangu, que a revista VIP considerou como o mais bizarro da história do Campeonato Brasileiro. Mas, vá lá, com seus méritos, afinal foi um título nacional – o primeiro de um time paranaense. O Atlético, por sua vez, havia sido campeão estadual.

No final da temporada, os clubes combinaram de disputar um amistoso para a entrega das faixas – uma bela atitude dos dirigentes da época, diga-se de passagem.

O problema é que os coxinhas estavam crentes que passariam por cima do Furacão. Ledo engano. No final do primeiro tempo, Nivaldo fez 1 a 0 para o rubro-negro - após um drible desconcertante de Déti, que deixou toda a zaga verde a ver navios. Os coxas não se conformaram e partiram desvairadamente para cima do bandeirinha. Dois foram expulsos por agressão.

Após 40 e poucos minutos de paralisação, a partida pôde recomeçar. Mas então os verdes mostraram a sua verdadeira face: não tiveram culhões, tremeram de medo, correram da raia e promoveram um vergonhoso “cai-cai” em campo. Foram, um a um, os coxinhas, simulando contusões e se atirando no gramado, até o árbitro dar a partida por encerrada. Foi assim que o Furacão "carimbou" as faixas do rival.

Valmor apóia reeleição de Petraglia

Em entrevista à Tribuna do Paraná desta terça, o ex-presidente e ex-diretor do Atlético, Valmor Zimermman, fala sobre o processo eleitoral no clube. Para ele, o trabalho realizado por Petraglia à frente do Furacão deve ser mantido. Mas pede mais investimentos no time. Confira:

Não tem ninguém insatisfeito
Ex-presidentes do Atlético não acreditam em mudanças no comando do clube. Para Valmor Zimermman, que dirigiu o Rubro-Negro em 1984 e 1985, não há oposição porque os atleticanos estão satisfeitos com a atual administração. Assim, não foram formadas correntes opositoras no decorrer dos últimos anos. “Se houvesse insatisfação grande por parte dos atleticanos, com certeza haveria oposição”, concluiu. O ex-presidente destacou o empenho da atual diretoria para criar uma forte base patrimonial, a qual classificou de brilhante.
No entanto, para o próximo biênio acredita que quem assumir o comando do Furacão deverá pensar mais no futebol. “O atleticano quer títulos. Agora é hora de fazer futebol”, disse. E para voltar a comemorar triunfos, Zimermman dá uma dica. “Manter a base e fortalecer a equipe. O Atlético não pode querer montar um novo time a cada ano”, finalizou o dirigente que dedicou inúmeros anos ao clube paranaense.
O ex-presidente Marcus Coelho, que está desvinculado da vida política do Rubro-Negro, já havia dito à imprensa que não tem interesse em retornar à direção do clube e que nada tem contra a atual administração. Na gestão de Coelho, o Furacão conseguiu sua maior façanha: o título de Campeão Brasileiro em 2001 e também o tricampeonato estadual.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Três rubro-negros na seleção olímpica

Três jovens jogadores do Furacão estão na lista dos convocados pelo técnico Dunga para fazer parte da seleção olímpica que enfrentará a seleção dos melhores do Campeonato Brasileiro em amistoso no dia 9 de dezembro, no Estádio João Havelange, no Rio de Janeiro.
São eles o zagueiro Rhodolfo, o lateral Nei e o atacante Pedro Oldoni. Segundo Dunga, os jogadores relacionados saem na frente no projeto olímpico da seleção brasileira.
Rodolfo foi a grande revelação do Atlético neste Brasileirão. Mal subiu dos juniores e já virou titular absoluto. Nei foi contratado junto à Ponte Preta, de onde veio com bastante cartaz, e chegou a salvar a pátria atuando improvisado na ala esquerda. Depois caiu de produção e contundiu-se. Mas é jovem e tem potencial. Já Pedro Oldoni, todos conhecem: tem faro de gol, apesar de ser desajeitado. É um artilheiro-nato.
Confira a lista completa no site da CBF.

Em cartaz...

Arte criada pelo atleticano Nuri Rinaldin.

Acredite se quiser

Parece piada, mas não é. Segundo a Gazeta do Povo desta segunda-feira, o Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), da Polícia Civil, encontrou enterrada no pátio da Federação Paranaense de Futebol , ao lado do Pinheirão, uma lata contendo R$ 92 mil. De acordo com a reportagem, há suspeita de que exista mais dinheiro escondido, fruto de desvio da antiga gestão da entidade.
É mole?
Enquanto isso, o "excelente" Campeonato Paranaense não tem ainda sequer perspectiva de ser transmitido pela TV. As emissoras não sabem nem com quem negociar dentro da FPF.

domingo, 25 de novembro de 2007

Tragédia: 7 mortos no jogo do Bahia

A nota triste deste final de semana vem da Bahia e nos faz pensar muito na estrutura oferecida aos torcedores brasileiros e comparar com o conforto e a segurança da Baixada.
Em Salvador, em meio à festa pela classificação do Bahia à Série B, parte das arquibancadas do anel superior da Fonte Nova cedeu, derrubando pelo menos dez torcedores de uma altura semelhante a de um prédio de cinco andares. Seis deles, três homens e três mulheres, morreram na hora. Outro, segundo informações do UOL, morreu no hospital.
O fato evidencia o descaso com que o assunto é tratado por governos e cartolas. Segundo relatório apresentado pelo Sinaenco (Sindicato de Arquitetura e Engenharia) há menos de um mês, o desabamento do anel superior da Fonte Nova era algo que estava na iminência de acontecer. Alguém se importou? O clube, o governo do estado, os bombeiros? Ninguém. Agora, depois da tragédia, o governador da Bahia, o petista Jacques Wagner, comunicou a "interdição imediata do estádio e realização de perícia para apurar as causas do acidente". Agora??? De que adianta?
Mas o problema não acontece somente na Bahia. O mesmo relatório mostra que o estádio dos coxas está com parte de sua estrutura comprometida (foto abaixo). E o que fizeram depois que o relatório foi divulgado? Tomaram alguma medida de segurança? Ao contrário, superlotaram o "treme-treme" e colocaram em risco a vida de milhares de pessoas. Talvez estejam esperando alguma tragédia acontecer para tomar providências. Eu já disse: não piso mais naquilo lá, nem que seja um atletiba de final de campeonato. Sugiro que façam o mesmo.

Escrita mantida

Se o Flamengo é um dos maiores fregueses do Atlético aqui em Curitiba, o Furacão continua sendo uma presa fácil nos confrontos no Rio de Janeiro, onde nunca venceu o rubro-negro carioca. Perdeu novamente hoje, por 2 a 0, e agora precisa ganhar do São Paulo, na última rodada, domingo, para garantir uma vaga na Copa Sulamericana de 2008.
Não que o Flamengo tenha jogado bem pacas. Longe disso. O Atlético é que foi medíocre. O resultado, aliás, refletiu o que o rubro-negro fez durante todo o Brasileirão nas partidas fora de casa: nada, absolutamente nada (em 19 partidas longe da Baixada, venceu apenas 3).
A certa altura do jogo, de tão chato que estava, saquei o controle remoto e fui dar uma espiada em Paraná x Santos. Assim como no Maracanã, o time da casa vencia por 2 a 0. Mas eu sabia que na Vila Capanema, ao contrário do que acontecia no "maior do mundo", emoções poderiam vir à tona. E não deu outra: em poucos minutos, o Santos virou para 3 a 2. Com três gols do Kleber.
Bateu uma saudade do Incendiário...

Sem três titulares contra os bambis

O Atlético não terá seu ataque titular contra o Bambi FC, no próximo domingo, na Baixada. Ferreira e Alex Mineiro levaram o terceiro cartão amarelo no primeiro tempo da partida contra o Flamengo e estão fora do último confronto do Furacão no Brasileirão. O meia Claiton também recebeu o terceiro amarelo e está fora.
O Atlético precisa de uma vitória para garantir a classificação para a Copa Sulamericana.
Entre as opções do técnico Ney Franco para o ataque estão Marcelo Ramos - titular até a última rodada -, Geílson, Taílson, Pedro Oldoni e Willian.

Foguetório

Perguntar não ofende: os coxas fizeram um foguetório maior ontem, quando a duas penas ganharam a Série B, ou quando o Atlético perdeu a Libertadores para o São Paulo?

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

O real valor de um ingresso

Quanto vale um ingresso para assistir a uma partida de futebol? A qualidade do estádio deve pesar no preço? A polêmica está de volta com as declarações do presidente do Corinthians, Andrés Sanches, de que se o clube conseguir construir uma arena, um sonho antigo no Parque São Jorge, esta não seria acessível à maior parte da torcida do alvinegro paulista, considerado o time mais popular da maior cidade do país. Em matéria publicada hoje na Folha de São Paulo, o dirigente afirma que uma "arena mosqueteira" seria voltada preferencialmente para torcedores de elite. "Temos que reservar uma parte pequena para as pessoas mais pobres e o resto para quem pode pagar R$ 200,00", declarou.

Perguntado sobre como convencer o torcedor a pagar preço tão alto por um ingresso, Sanches afirma que o chamariz "seria uma infra-estrutura confortável". Como sempre pensaram os dirigentes rubro-negros.

Penso que o preço do ingresso para assistir a um jogo de futebol não pode ser exorbitante, nem excluir os torcedores mais humildes do estádio. Mas também tenho a convicção de que o ingresso na Baixada, por exemplo, não pode custar o mesmo o que cobram numa Vila Capanema, num Couto Pereira da vida. Há estádios e "estádios", e o conforto, a qualidade e a tecnologia não caem do céu: custam caro.

O tema deve voltar logo à baila pelos lados da Baixada, pois logo o clube terá que se manifestar sobre os preços a serem praticados na próxima temporada e, conseqüentemente, os valores das anuidades dos sócios. O assunto é polêmico e tenho certeza de que a diretoria sabe que não pode errar de novo e mudar as regras no meio do caminho. Por isso, abriram um espaço para o próprio torcedor fazer suas sugestões. Mandei a minha.

Acho que meio caminho já está dado com a setorização da Baixada - o que é irreversível. Agora, é questão de transformar alguns setores em locais mais "populares", com preços mais acessíveis, e deixar outros espaços mais nobres para quem pode - e quer - pagar mais. Não se trata de criar uma "luta de classes" na Arena; mas sim de viabilizar a presença de um público maior. Colocar ingresso a preços únicos (como se tentou fazer este ano: R$ 30 ou R$ 40) não deu certo, e o povão achou caro, então que se crie faixas mais baratas, de R$ 15, até as mais caras, de R$ 80 , R$ 90, para os bilhetes avulsos.
Já o plano de sócios pode oferecer mais benefícios de acordo com o local e a faixa de preços escolhidos. No setor de R$ 15, por exemplo, o desconto médio seria de um real por partida; no setor de R$ 30, desconto de R$ 5; e nos setores mais caros um desconto de R$ 1o a R$ 15 por jogo.
É só uma sugestão entre centenas de outras que foram enviadas, e elaborada na base do "achômetro" - pois só dá pra saber mesmo o que é viável olhando a planilha de custos e simulando a arrecadação média mensal. Mas me parece ser uma boa.
De qualquer maneira, tenho certeza que boas novidades virão por aí.

Túnel do tempo: Internacional x Britânia

Os pais-craques que levaram o Internacional à final.
Interessante a notícia publicada no site oficial do Atlético: será realizada neste sábado a grande final do "Campeonato Retrô", organizado pelo Clube de Pais do Colégio Marista Paranaense. O Furacão estará representado nas cores de seu antepassado, o Internacional - clube que deu origem ao Atlético na fusão com o América. A finalíssima será contra o Britânia. Participaram ainda as seguintes equipes: Jandaia, Palestra Itália, Primavera, Ferroviário, Pinheiros, Água Verde, Seleto e Colorado.

O símbolo do Internacional
A "liga" do Colégio Paranaense existe há mais de duas décadas e reúne pais, alunos e ex-alunos todos os anos para a disputa de um torneio. Neste ano, o "motivo" escolhido foi o Retrô, ou seja, um campeonato em que os times usariam os nomes de clubes que não existem mais. Em outros anos, houve temas como a Copa do Mundo, Paranaense e Brasileiro.
Uma bela iniciativa para resgatar a memória do nosso futebol.

* Em tempo: O Inter venceu o Britânia na prorrogação, por 1 a 0, e levantou a taça (atualizado em 26/11, às 16h24).

A dica do ídolo

“Ele (Ney Franco) pode falar disso como ninguém, pois foi técnico do Flamengo recentemente e sabe bem como funciona a torcida. Mas eu sugiro – e sei que o Ney sabe disso – uma atenção especial aos laterais deles, o Léo Moura e o Juan, que são muito bons”.

A frase é de Assis, ídolo rubro-negro, em entrevista publicada nesta sexta pela Gazeta do Povo. O ex-meia, que faz parte de todas as seleções já feitas para eleger o melhor time de todos os tempos do Atlético, atualmente mora no Rio de Janeiro e estará torcendo pelo Furacão contra o Flamengo, no domingo.

A oposição de Petraglia

Nesta sexta-feira, Augusto Mafuz comenta as eleições do Atlético e fala sobre a permanência de Mário Celso Petraglia à frente do clube:

Novo presidente
A presidência do Atlético é séria demais para ser objeto de debates neste momento. Pode-se não gostar de Mário Celso Petraglia. Dele já se escreveu em jornal, se falou em rádio, e se gritou da arquibancada. Eu, inclusive, já o fiz e por isso respondi a dois processos. Não fiz acordo como outros e fui até o final. Ganhei ambos.
Petraglia é intocável, por ser um dos maiores mistérios que existe. A torcida que o venera é a torcida que lhe joga pedra. Talvez, se não fosse um mistério, seria vulgar, um dirigente qualquer.
Mário Celso será o novo presidente do Atlético. O novo, não coloco com fundo de ironia, mesmo estando há 12 anos comandando o clube.
O novo, aqui, é literalmente no sentido de renovação de idéias. Explico: não obstante muitas vezes tendo razões técnicas (empresariais), Mário Celso reviu alguns conceitos para tratar de futebol no Brasil. Concluiu que o pobre é indispensável e que os filhos de classe média e rica, que compõem a maior parte da torcida hoje, tiram o dinheiro do ingresso do trabalho. O “filhinho do papai” de antigamente, que ganhava mesada para os excessos, já não existe mais como massa.
Reconheceu, então, que se os menos privilegiados não podem atender aos reclamos materiais de um clube, os atendem com o amor de arquibancada. E às vezes, como ocorreu esse ano, a solução está na alma e não no dinheiro. O Atlético só não foi para a 2.ª divisão porque a racionalização do valor do ingresso devolveu o povo à Arena.
Mário Celso se convenceu, também, e aí eu errava como ele, que todos os técnicos não são iguais. Existem aqueles que parecem que entendem, mas enganam. Vadão, por exemplo. Há os que parecem tímidos, mas que na prática se revelam excepcionais. Ney Franco, por exemplo.
Permanecendo, Ney Franco foi autorizado a buscar soluções também na base. Pode até não encontrar, mas pode encontrá-las, porque até agora não se sabe em todos esses anos o que se fez nas categorias de formação do clube.
Não pensem que Mário Celso não tem oposição.
Às vezes está próxima dele. Muitas vezes, pela idéia de perfeição e futurismo, a oposição é ele próprio.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Dois atacantes

O site oficial do Atlético informa que o técnico Ney Franco pode optar por jogar com dois atacantes de ofício contra o Flamengo, no domingo: Alex Mineiro e Marcelo Ramos. Parece uma boa. Mas, neste caso, quem sairia do time? Ferreira certamente não; ele deve atuar um pouco mais recuado, na meia-cancha. "O Ferreira vive um grande momento e acredito que tem como jogarmos com os três juntos", revelou o treinador.
Sobra então para Netinho, ou para Claiton? Outra opção seria sacar o ala-esquerdo Michel e deslocar Netinho para aquele setor. Neste caso, até o Edno pode ser uma boa.
Ney também pode mudar o esquema para o 4-4-2, sacando um dos zagueiros.
E você, o que faria?

Calmaria nos bastidores

Matéria publicada pela Gazeta do Povo desta quinta comenta o processo sucessório no Atlético:
Sem oposição, Petraglia deve voltar à presidência

Se na bola é tempo de mineirice no Atlético, com o time tranqüilo no comando de Ney Franco, nos bastidores o clube segue pelo mesmo caminho. Mesmo às vésperas das eleições para o biênio 2008/09, a vida política do Furacão também está “quietinha”. Não por acaso, pois, programado para a primeira quinzena de dezembro, o processo sucessório não deve representar mudança nenhuma.
Como tem acontecido nos últimos pleitos, a ida dos sócios às urnas para a escolha dos membros dos Conselhos Deliberativo e Administrativo será quase uma formalidade. E neste caso, para confirmar uma “dança das cadeiras” entre Mário Celso Petraglia e João Augusto Fleury.

A tendência é que os dois troquem os cargos que ocupam atualmente. Sendo assim, Petraglia assumiria a presidência do Conselho Gestor (ou Administrativo), e Fleury a do Deliberativo – os dois cargos em “disputa”. Entre aspas pois, às vésperas da eleição, mais uma vez não há qualquer movimentação em torno de um bate-chapa.

Questionado sobre a questão, em viagem aos Estados Unidos, Petraglia disse não ter interesse de comentar o assunto. Da mesma forma, Fleury. “A nossa preocupação é concluir bem o mandato. Ainda temos dois jogos pelo Campeonato Brasileiro e estamos pensando nisso. Creio ser inoportuno deflagrar as eleições neste momento”, declarou o dono do principal posto do Rubro-Negro nos biênios (2004/05 e 2006/07).

Outra possibilidade, menor, é que Antônio Carlos Bettega, atual vice-presidente do Conselho Deliberativo, assuma a cadeira de Petraglia. E, ainda com menos chances, o diretor de futebol, Alberto Maculan, é outro dirigente ventilado para a posição.

Apenas os sócios com mais de um ano de associação estarão aptos a votar – cerca de 400, número não confirmado pelo Atlético. Na última, foram 232 os votantes. Sendo assim, os torcedores que aderiram ao programa Sócio Furacão este ano ainda não poderão participar.

E como ocorreu da última vez, não deve haver inscrição de chapa para concorrer ao Conselho Administrativo – conseqüentemente, fica a cargo dos membros do Deliberativo a indicação dos integrantes do outro quadro (de três a quinze membros). Na semana que vem, uma comissão eleitoral será formada para já tratar da organização.
Um improvável movimento de oposição só poderia surgir através de ex-presidentes do Rubro-Negro, como Marcus Coelho, Ademir Adur, Ênio Fornéa e Valmor Zimermann. No entanto, todos estão afastados da vida política do clube e, não representariam uma resistência efetiva. Exceto, naturalmente, pelo prestígio que construíram atuando na vida atleticana. “Me desvinculei totalmente da política do Atlético, não sei de plano nenhum e não tenho interesse em retornar. E não sou contra quem está na diretoria, somente gostaria que algumas pessoas retornassem”, comentou Coelho, o presidente no título brasileiro de 2001.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Futebol e cerveja, apóie esta idéia

Tramita na Câmara dos Deputados, em Brasília, o Projeto de Lei 103/07, que proíbe o porte, a distribuição, a venda, a utilização ou a entrega de qualquer bebida alcoólica nos estádios em dias de jogos. Segundo a proposta, do deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP), a proibição valerá em um raio de 500 metros de distância das entradas dos estádios e ginásios.
O PL prevê uma multa de R$ 1,5 mil para quem for apanhado com uma mísera lata de cerveja. Já o fornecedor, além de receber multa, terá apreendidos os produtos comercializados.
Tá certo que acabar de vez com a violência no futebol é uma meta a ser atingida. Agora, pergunto: há algum único estudo que mostre esta relação entre o consumo de bebidas e a violência? Veja, pode parecer que estou defendendo a venda de bebidas em causa própria - pra mim, ir ao estádio e não tomar umas cervejas é o mesmo que ir a uma churrascaria e só comer salada. E, de certo modo, é mesmo: acho um absurdo que pessoas de bem sejam obrigadas a passar horas sem poder tomar uma gelada "em nome da paz nos estádios".
É uma medida paliativa. Não adianta, quem quer beber pra ficar "lôco", vai passar no boteco e encher a cara de tubão antes de ir ao estádio; quem quiser se drogar fará o mesmo; e ainda tem os que querem brigar simplesmente por serem imbecis mesmo, sem precisar de nenhum "aditivo". E mais: a maioria absoluta das brigas de torcidas ocorrem fora dos estádios, e não nas arquibancadas.
Srs. deputados, sejamos coerentes. Os bebedores de cerveja "do bem" agradecem.
* Quem quiser entrar em contato com o relator da proposta, deputado Wanderley Oliveira, o "Deley", pode enviar um e-mail para dep.deley@camara.gov.br.

Time dos pesadelos

O leitor deste blog Marcos Vinícius enviou o que ele intitula de "pior Atlético de todos os tempos". O time dos horrores escalado por ele: Ivan; Jancarlos, Fião, Biluca e Badé; Vanderson, Cristian e Rena; Roldão, Marcelo Macedo e Neto Baiano.
Realmente, um time de arrepiar.
Mas acho que há injustiças aí. Fião, pra mim, foi um ídolo. Levantou a taça de campeão estadual em 1988. Como li em algum lugar, Fião tinha "estirpe, pinta, condição, atitude". Uma vez, num jogo contra o Pinheiros no Couto Pereira, se não me engano em 1989, vi o negrão dar uma arrancada de uns 50 metros, feito um trator com motor de F-1, e tirar na moral a bola do atacante que avançava sozinho. Pra ele, não tinha bola perdida: se precisasse, rachava o adversário. Em seu lugar, botaria com folga o Caçula, que fez com Biluca a pior dupla de zaga de todos os tempos.
Também acho que deve ter tido algum lateral pior que o Jancarlos. Se bem que não me lembro de nenhum agora... hehehehe....
No ataque, Marcelo Macedo pode não ser craque, mas tivemos coisas bem mais horrorosas. Como Pirata, o centro-avante de um só olho. Ou o Vivinho.
Mande você também o seu "time dos pesadelos" do Atlético. Vamos montar uma seleção para homenagear os maiores cabeças-de-bagre da história do Furacão!

Ainda sobre o time dos sonhos

Em sua coluna desta quarta na Tribuna do Paraná, Augusto Mafuz comenta a seleção do Melhor Atlético de todos os tempos, em eleição da Gazeta do Povo:
Injustiça
Certa feita escrevi que não é fácil lidar com o passado. Mexe-se com sentimentos. O que é intocável para uns, é indiferente para outros. No futebol, esse conflito, às vezes, causa trauma, porque quase sempre o resultado deixa mágoas nos valores, que pensamos protegidos. A da injustiça, em especial. Agora mesmo, o jornal Gazeta do Povo divulgou uma pesquisa que realizou sobre o time dos sonhos, do nosso coração. Convidado, embora tendo o nome sido identificado em caixa baixa, participei com orgulho. E foi esse o Atlético dos meus sonhos: Caju; Djalma Santos, Nem, Alfredo Gottardi e Julio; Sicupira, Assis, Jackson e Alex Mineiro; Kléber e Nilson Borges. Geninho, o técnico.

Para Caju e Jackson, fui pela história que ouvi. E não errei, porque toda a história de mitos pode conter lendas, mas conta muito mais verdades. A de Caju e Jackson, só verdades. Para todos os outros, fui pela história que vi.

Do meu time escolhido, ficaram de fora Nem e Kléber, que perderam para Bellini e Kléberson. Kléberson, talvez, porque foi o primeiro e único paranaense que jogou e ganhou uma Copa do Mundo, saindo de um clube paranaense. É um critério justo, sem dúvida. Mas foi justo afastar Kléber, que em quatro anos de Atlético fez 140 gols, e foi o artilheiro do Brasil no ano sagrado, tocado por santos, de 2001? No caso da ausência de Kléber, pelo menos fica a dúvida.

Mas e a de Nem, em benefício de Bellini. Comparemos os dois na história do Atlético. A imagem de Bellini com a camisa rubro-negra é a do zagueiro cansado, não conseguindo subir com Paulo Vecchio, no gol de empate (1 a 1) no último minuto, que deu o título paranaense ao Coritiba, em 1968, na Vila Capanema. Só quem estava na Vila sabe que foi uma das maiores perdas da história do Atlético.

A imagem de Nem com a camisa rubro-negra é a do zagueiro e líder, com a braçadeira de capitão, emocionado com a faixa cruzada no peito, recebendo pelo clube o troféu de campeão do Brasil, em 2001.

Bellini na seleção brasileira de todos os tempos. No time dos sonhos do Atlético, o lugar tem que ser de Nem.

De primeira: Bem pior foi o Coritiba dos sonhos. Amanhã eu trato do tema.
* * *

No meu "time dos sonhos" do Furacão, escalei Gustavo no lugar do Bellini. Teria eu também sido injusto com Nem?

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Com o Maraca lotado é mais bacana

Lambanças da Justiça Desportiva à parte, o duelo contra o Flamengo terá muito mais graça com o Maraca lotado. Já assisti na TV a alguns jogos do Furacão com os portões fechados, e vou te contar: é uma coisa muito chata. Além do mais, essas partidas sem a presença da torcida sempre deram azar para o Atlético.
Duro é agüentar a babação de ovo da imprensa carioca.
Mas, se o Atlético nunca venceu a urubuzada no Rio de Janeiro, que a primeira vez seja para uma platéia recorde!
* * *
No primeiro turno, o Furacão ganhou do urubu na Baixada por 2 a 0, gols de Marcelo e Edno. Reveja como foi:

Superlotação pode interditar o "tremendão"

Como este blog já havia adiantado na noite de sexta-feira, os dirigentes coxinhas venderam mais ingressos do que permite a capacidade do "tremendão" e agora podem ser punidos por isso, como confirma uma reportagem da Tribuna do Paraná desta terça-feira. O jornal lembra também o episódio da final da Libertadores entre Atlético e São Paulo, quando o time verde enviou à CBF um ofício comunicando que reformas haviam reduzido a capacidade do estádio Couto Pereira para 35.750 espectadores e que, desta forma, o Furacão não poderia mandar a partida lá.
Confira as matérias da Tribuna:
Coxa pode perder mando por seis meses
O Coritiba pode se dar mal por causa do público recorde que foi ao Couto Pereira na última sexta-feira. Oficialmente com capacidade para cerca de 37 mil pessoas, o estádio alviverde recebeu mais de 43 mil torcedores. Agora, o Coxa está sendo acusado de permitir uma superlotação das arquibancadas e corre o risco de ficar pelo menos seis meses longe da torcida.
Segundo os dados divulgados pelo Coritiba, 38.689 torcedores pagaram ingresso para assistir à partida contra o Marília, que terminou com vitória dos visitantes por 3 a 2. Já o público total chegou a 43.649. O problema é que, segundo laudos do Corpo de Bombeiros e dados da própria página do clube na internet, a capacidade máxima do Couto é de 37.182 pessoas, 6.467 a menos que o público total anunciado no jogo.
A situação afronta o parágrafo 2.º do artigo 23 do Estatuto do Torcedor (Lei n.º 10.671/2003): “Perderá o mando de jogo por, no mínimo, seis meses, sem prejuízo das demais sanções cabíveis, a entidade de prática desportiva detentora do mando do jogo em que: I - tenha sido colocado à venda número de ingressos maior do que a capacidade de público do estádio; ou II - tenham entrado pessoas em número maior do que a capacidade de público do estádio”.
Ou seja, caso a lei seja aplicada à risca, o Coxa pode sofrer um sério prejuízo. Desde 2005, os clubes que perdem mandos são obrigados a jogar com os portões fechados, sem a presença da torcida. Assim, o Cori pode ficar até seis meses sem o apoio do torcedor e alijado das rendas de todas as partidas nesse período.
Durante o final de semana e nesta segunda-feira, o Paraná-Online recebeu queixas de vários torcedores que dizem ter ido ao Couto e ficaram preocupados com a superlotação. “O que fizeram foi uma irresponsabilidade, um crime. Botaram em risco a vida de pessoas”, diz uma das mensagens recebidas pela Redação. A reportagem procurou a diretoria do Coritiba, em busca de uma explicação. Porém, segundo a assessoria de imprensa do clube, os diretores não vão se manifestar sobre o assunto.
Polêmica da Libertadores volta à tona
O público que foi ao Alto da Glória no sábado reacendeu uma velha polêmica envolvendo a dupla Atletiba. Afinal, se o Couto Pereira comporta mais de 43 mil pessoas, o Coritiba teria mentido à CBF para prejudicar o Atlético, às vésperas da final da Libertadores de 2005.
Naquele ano, o Furacão fez história ao se tornar o primeiro time do Estado a chegar à decisão do principal torneio do continente, contra o São Paulo. Porém, o regulamento da competição previa que apenas estádios com capacidade superior a 40 mil pessoas poderiam receber a final, o que excluía a Baixada.
Antes mesmo que o Atlético solicitasse o estádio, o Coxa enviou à CBF um ofício comunicando que reformas haviam reduzido a capacidade do Couto Pereira para 35.750 espectadores. Assim, nenhum estádio de Curitiba estaria apto a receber o jogo.
O Furacão tentou até o último minuto trazer o jogo para a Arena. Chegou inclusive a construir arquibancadas modulares, que acabaram vetadas pela Confederação Sul-Americana (Conmebol). Sem alternativas e pressionada pelo São Paulo, que queria jogar longe da pressão da torcida rubro-negra, a entidade marcou o jogo para o Beira-Rio, em Porto Alegre.
Jogando no estádio do Internacional, o Furacão contou com a ajuda de milhares de atleticanos, que fizeram uma imensa caravana até a capital gaúcha. Mesmo assim, não conseguiu mais do que um empate em 1 a 1. No jogo de volta, no Morumbi, o São Paulo venceu por 4 a 0 e ficou com o título.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

"A lenda" na sede da TOF

O próximo fim de semana promete. Em seu site, a torcida organizada Os Fanáticos, a maior do sul do Brasil, anuncia: os ingressos para sexta-feira e domingo da festa dos 30 anos da organização já se esgotaram. Agora, só restam convites para sábado, quando vai rolar um dia todo de confraternização numa chácara regado a churrasco, chopp, música e torneios diversos.
Na sexta, na sede da TOF, a programação prevê três shows ao vivo: Choke, Full Metal Hooligans e mais uma banda surpresa. Guerrilheiros amigos do blog foram tentar desvendar o mistério e deram a letra: trata-se dos Garotos Podres, uma lenda do punk rock nacional (para saber mais sobre a banda, clique aqui).
A informação ainda não é oficial, mas se for verdade será um marco, um dia memorável. Posso estar enganado, mas acho que nunca tocaram em Curitiba. Pena que fiquei sem ingresso. Me lembro bem quando eu, ainda um piá pançudo, em 1985, comprei o primeiro LP deles, Mais podres do que nunca (foto acima) com algumas faixas memoráveis como "Anarquia, oi!" e "Papai Noel, velho batuta".
Abaixo, uma palhinha dos "Garotos", mandando "Johnny" ao vivo:

Time dos sonhos

A Gazeta do Povo publicou hoje o resultado da votação do "melhor Atlético de todos os tempos" promovida pelo jornal para comemorar o aniversário da Gazeta do Povo Esportiva, que circula às segundas-feiras. Segundo o jornal, a equipe - eleita por torcedores, jornalistas, ex-atletas e cartolas - "é um painel da história rubro-negra, ao unir ícones do Furacão dos anos 40, dos tempos difíceis nas décadas de 60 e 70, do inesquecível time de 82 e do alucinante esquadrão campeão nacional em 2001".
Dias atrás, antecipei-me à Gazeta e montei o meu dream team rubro-negro. Muitas coincidências e algumas divergências. Na zaga, botei o campeão brasileiro Gustavo em detrimento de Bellini. Já a seleção da Gazeta tem três atacantes e nenhum volante. Na minha, aparece o Cocito no meio-campo, com o Coração Valente Washington no ataque, ao lado de Alex Mineiro. Já a seleção da Gazeta traz Jackson e Nílson Borges, o Bocão, ao lado de Alex. Há algum tempo, por ocasião da comemoração pelos 80 anos do Atlético, a Furacao.com também havia eleito sua seleção de todos os tempos. Veja as três escalações:
A seleção da Gazeta

Caju; Djalma Santos, Bellini, Alfredo e Julio; Kleberson, Sicupira e Assis; Alex Mineiro, Jackson e Nílson Borges
A seleção da Furacao.com

Caju; Djalma Santos, Zanetti, Alfredo e Julio; Kleberson, Sicupira e Assis; Alex Mineiro, Jackson e Cireno.
A seleção do Guerrilheiro
Caju, Djalma Santos, Alfredo, Gustavo e Julio; Cocito, Kleberson, Assis e Sicupira; Alex Mineiro e Washington "Coração Valente".
Palpites da galera

Os leitores deste blog também deram seus pitacos. Entre os nomes citados, aparecem craques como Adilson Batista, Roberto Cavalo, Ferreira, Washington (o do Casal 20), Kleber " Incendiário", o polonês Nowak, Paulo Rink e Oséas, Reginaldo "Cachorrão", o uruguaio Gustavo Matosas, Ricardo Pinto e Carlinhos Sabiá, entre outros.

domingo, 18 de novembro de 2007

Esforço pela Sula

Matéria publicada hoje pela Gazeta do Povo:
Atlético faz contas pela América
Para incrementar o calendário rubro-negro de 2008, o Atlético inicia no próximo domingo um tiro curto rumo à classificação para a Copa Sul-Americana. Atualmente na 10.ª colocação do Brasileiro com 51 pontos, o Furacão precisa de pelo menos três dos seis pontos ainda em jogo para se garantir na disputa do torneio internacional. O São Paulo (campeão brasileiro) e os sete clubes que ficarem em posições subseqüentes aos quatro primeiros participarão do campeonato.
Os confrontos com o Flamengo, daqui a uma semana, no Maracanã, e com o São Paulo, dia 2 de dezembro, na Arena, definirão o destino atleticano. Encerrar o ano enfrentando duas das principais equipes do país em um momento decisivo anima o elenco atleticano. “São dois jogos bons de se jogar, que exigem mais do atleta. Tem que estar bem física e psicologicamente para enfrentar esses times”, ressalta o zagueiro e capitão Danilo.
A conquista de uma das sete vagas em jogo seria uma espécie de “prêmio de consolação” ao clube que, após começar mal a competição e flertar com a zona de rebaixamento por algumas rodadas, reagiu fazendo até o momento a quarta melhor campanha do returno (com 29 pontos) e chegou até a sonhar com a Libertadores, da qual não restam mais chances de classificação.
Segundo o site Chance de Gol, a equipe que somar 54 pontos tem 99,92% de possibilidade de entrar na Sul-Americana, o que dá ao time atleticano uma convicção: “Creio que se vencermos uma já estaremos dentro”, diz o volante colombiano Valencia. Para o elenco, a idéia é se garantir o quanto antes. “Não podemos pensar em conseguir esses pontos só na partida em casa, contra o São Paulo, na última rodada. Temos condições de conseguir isso já no Rio de Janeiro”, destaca Danilo.
Segundo o zagueiro, enfrentar um Maracanã lotado contra o Rubro-Negro carioca não assusta. Pelo contrário. “Jogador quer sempre jogar com estádio cheio. Se fosse na Arena vazia também não teria graça. Lugar vazio parece jogo-treino. É ruim para todos”, afirma Danilo, para quem seria inesquecível calar o Maraca cheio.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Superlotaram o chiqueirão. E o pau comeu

O site oficial dos coxas anuncia a capacidade TOTAL do estádio Major Antônio Couto Pereira, vulgo "pinga-mijo": 37.182 lugares. Nesta sexta à noite, a diretoria do clube verde anunciou o público para a partida contra o Marília: 43.649 pessoas. Só o número de pagantes, 38.649 , já extrapolou a capacidade do estádio. Ou seja: superlotaram o chiqueiro, colocaram a vida das pessoas em risco e a partida terminou numa confusão dos diabos.
O Estatuto do Torcedor é muito rígido quanto a este tipo de imprudência. Diz o artigo 23:
§ 2º
Perderá o mando de jogo por, no mínimo, seis meses, sem prejuízo das demais sanções cabíveis, a entidade de prática desportiva detentora do mando do jogo em que:
I - tenha sido colocado à venda número de ingressos maior do que a capacidade de público do estádio; ou
II - tenham entrado pessoas em número maior do que a capacidade de público do estádio.
No final da partida, só podia dar confusão, uma pancadaria geral, e a PM precisou descer o cacete na coxarada para acalmar os ânimos.
* * *
A última vez que pisei no estádio Couto Pereira foi em 1998, na primeira partida das finais do Campeonato Paranaense (1 a 1, gol de Nélio). Um parto para entrar, a torcida do Atlético confinada num canto, aquele estádio sem a menor condição, enfim, tudo aquilo o que você já sabe. Decidi nunca mais pisar no chiqueirão. E, hoje, vejo que estava certíssimo.
* * *
Ah, quase ia me esquecendo... Será que os coxinhas vão perder o título para o grande Ipatinga???

Especulações

A temporada ainda nem terminou e começam a rolar as especulações envolvendo negociações com atletas. A última é, novamente, sobre a saída de Alex Mineiro do Atlético. E de novo o interessado é o Palmeiras. Alguns jornais e sites publicaram que o próprio jogador está demonstrando interesse na transferência.
Duvido que o próprio Alex tenha falado isso, por mais que queira disputar a Libertadores. Ele ainda tem contrato com o Furacão, ainda tem partidas para disputar, é ídolo por aqui e não creio que ele sairia por aí alardeando um desejo de "se mandar". Pra mim, isso é coisa de empresário. Pra variar.
Funciona assim: mesmo se o jogador não for para o Palmeiras ou qualquer outro clube, manter esse interesse no noticiário ajuda a inflacionar os valores para a renovação de contrato, caso fique no Rubro-Negro. De qualquer maneira, seja de onde for que tenha saído a informação, é lamentável.
Agora, fica a pergunta: Alex fica no Furacão em 2008? O clube tem bala na agulha para firmar um contrato de um ano com ele? Torço que sim. Mas me parece bastante difícil...

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Parabéns, Coração Valente!

O Urawa Red Diamonds, do ex-atleticano Washington (foto), conquistou hoje o título da Liga dos Campeões da Ásia, em Saitama, no Japão, com vitória de 2 a 0 sobre Sepahan, do Irã. Na partida de ida, semana passada, as duas equipes tinham empatado em 1 a 1.
Os dois times se classificaram para a disputa do Mundial de Clubes da Fifa, que acontece em dezembro, no Japão. O Urawa entra nas quartas-de-final do torneio e enfrentará o vencedor da fase preliminar entre Waitakere United, da Nova Zelândia, e o próprio Sepahan.
Jogando pelo Furacão, Washington foi o maior artilheiro em uma única edição do Campeonato Brasileiro, com 34 gols em 2004. Graças a esta marca, o Coração Valente está na minha seleção dos melhores jogadores do Atlético de todos os tempos (veja abaixo).

O pipoqueiro

Tá na Gazeta do Povo e no Jornal do Estado de hoje: "Dagoberto foge da Baixada". Uma coisa é certa: ele não poderia ter ido para outro clube senão o do Reino da Bambilândia mesmo.
Uma declaração do pequeno bambino aos jornais me chamou a atenção: "hoje muitos torcedores do Atlético me encontram e falam que cometeram uma injustiça comigo"...
Quaquaquá, essa foi boa... Não sei quem é o atleticano que ele "encontra". Mas acho que eu falo com muitos mais atleticanos do que o bambino, não é mesmo? E o mau-caratismo do Dagobambi e dos Massa-Malaquias é uma unanimidade entre os rubro-negros.
Bom, chega de falar desse sujeito. Como disse o Petraglia à Gazeta, este "rapaz" é uma página virada.
Para encerrar o assunto, e mostrar que Guerrilheiro não guarda ressentimentos, segue um clip em homenagem ao jovem bambino:

O fim do "Ventania"

Em entrevista à Tribuna do Paraná, o técnico Ney Franco reafirma que não irá dividir o grupo na pré-temporada e que disputará o campeonato estadual com força total, como forma de preparação para a Copa do Brasil. “Não vai ter separação de elenco. Será apenas uma equipe que vai iniciar a pré-temporada e a mesma que vai disputar o (campeonato) regional. A apresentação acontece dia 2 de janeiro e o primeiro jogo dia 9. De repente, para esse jogo, podemos usar alguns juniores. A responsabilidade será minha e, por isso, a opção de não montar equipe B. O Paranaense serve como preparação para estréia da Copa do Brasil”.
Já não era sem tempo...

terça-feira, 13 de novembro de 2007

O melhor Atlético de todos os tempos

O Coração Valente está na minha seleção.

A Gazeta do Povo anuncia para a próxima segunda-feira a escalação do “time dos sonhos” de Atlético, coxa e paranito, eleitos por uma seleção de torcedores e jornalistas.

Estas eleições de “melhor time de todos os tempos” são sempre complicadas. Como comparar os velhos heróis – que muitas vezes nem vimos atuar, apenas ouvimos falar – com os jogadores mais recentes, cujos feitos e jogadas ainda estão vivos em nossa lembrança? Uma missão bastante difícil...

Adiantando-me ao vetusto periódico, arrisco a publicar aqui no Blog o meu Atlético de todos os tempos – ciente de todas as injustiças que estarei cometendo com tantos nomes importantes que ficarão de fora.

Acabei optando por um 4-4-2, com apenas um volante (um time tanto quanto aberto demais para os padrões atuais).

Segue:

Goleiro

Caju. Na minha lista aparecem ainda Roberto Costa (um dos meus primeiros ídolos no Furacão), o tricampeão paranaense Marola e o campeão brasileiro Flávio. Já Caju, Alfredo Gottardi, é um daqueles que nunca vi jogar, mas que se tornou um mito. Além de vir de uma família autenticamente atleticana, só vestiu, além do manto sagrado, a camisa da Seleção Brasileira. Dá nome ao Centro de Treinamentos do Rubro-Negro. Não tem como ser outro.

Lateral-direito

Djalma Santos. Dos que eu vi atuar, destaco Odemílson e Alberto. Mas escolho outro mito: Djalma Santos, campeão paranaense de 1970, um dos melhores laterais da história do futebol brasileiro.

Zagueiros

Alfredo, filho de Caju, defendeu u Rubro-Negro por mais de uma década, e Gustavo, campeão brasileiro em 2001. O primeiro, pelo tempo que defendeu o Furacão, foi escolhido em detrimento de Bellini, um dos mais importantes nomes do futebol brasileiro, mas que esteve no Atlético por apenas dois anos e não conquistou títulos. Já Gustavo disputou meu voto com Adílson, mas a importância do título nacional pesou para o primeiro.

Lateral-esquerdo

Julio. Deus da Raça. Esteve no clube de 1970 a 1974. No auge de uma grave crise financeira, doou seu passe para o Furacão.

Volante

Cocito. Essa indicação eu sei que vai gerar polêmica. Mas não me lembro de nenhum volante que tenha sido “o” ídolo no Furacão. Sim, tenho boas recordações de Roberto Cavalo, Valdir, Cacau e alguns mais. Mas Cocito participou de uma das fases mais vitoriosas do clube, sendo tricampeão estadual, campeão da Seletiva da Libertadores e campeão Brasileiro. E foi fundamental em muitas destas conquistas.

Meias

Kleberson. O xaropinho nunca foi um supercraque, mas o único jogador de um time paranaense que disputou uma Copa do Mundo, e ainda foi titular e campeão, não poderia nunca ficar de fora.
Assis. Formou uma dupla inesquecível com Washington, em 1983, quando o Atlético chegou pela primeira vez a uma semifinal de Brasileirão. Voltou ao Furacão no final da década de 80, para ser campeão estadual por mais duas vezes.
Sicupira. Dispensa comentários. Maior artilheiro da história do clube, com 174 gols.

Atacantes

Alex Mineiro. O maestro da maior conquista do Furacão, o título brasileiro de 2001. Um dos maiores ídolos da atualidade.
Washington. Não o do “Casal 20”, mas sim o “Coração Valente”. Desacreditado para o futebol devido a um grave problema cardíaco, recuperou-se no clube, que resolveu apostar no atleta. Ele retribuiu fazendo o que mais sabia: gols, muitos gols. Foi o maior artilheiro da história do Campeonato Brasileiro em uma só edição: em 2004 botou a bola nas redes adversárias 34 vezes. Infelizmente, o título escapou e o Atlético ficou com o vice-campeonato.

* * *

E você, o que acha? Quais foram os melhores jogadores da história do Atlético? Palpite! Depois farei a seleção dos leitores do Blog da Baixada.

O terceiro melhor

Segundo reportagem do Jornal do Estado desta terça, Ney Franco é o terceiro melhor treinador do Atlético na era dos pontos corridos, desde 2003.
Ele fica atrás apenas de Evaristo de Macedo (66% de aproveitamento) e Levir Culpi (64%).
Se o Atlético tivesse 56% de desempenho desde o início do Brasileirão 2007, estaria hoje em segundo lugar na classificação.

Um novo Petraglia

Nesta terça, na Tribuna, Augusto Mafuz comenta a renovação com o técnico Ney Franco:
Lição
Quando o erro é corrigido a tempo, dele se extrai só boas lições. Mais do que nas ações da vida comum, no futebol o risco do erro é graduado pela consciência de que o homem tem dos seus limites.
Não se duvide que entre todos os atleticanos, que se angustiaram com as três rodadas do time na zona de rebaixamento, estava Mario Celso Petraglia. E não pense o leitor que a sua angústia era só por causa da Segundona, mas porque sabia que tinha a responsabilidade direta por ela. E não pense, tampouco, que essa responsabilidade decorria naturalmente do cargo, mas porque por uma decisão única, mandante, imaginou já conhecer tudo, e manteve o técnico Vadão.
Mas eis que surge um novo Petraglia. Resignado com a verdade de que também é humano, e que por isso está ao alcance do erro, fez o Atlético mudar a sua própria filosofia, que era não investir em um bom treinador.
A renovação do contrato de Ney Franco não foi nada de extraordinário, mas provou duas coisas: Petraglia deixou de querer ser Deus, e ganhou consciência de que é capaz de errar. Quando um homem inteligente e audacioso passa a conhecer os seus limites, torna-se insuperável.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Ele fica!

Fim de novela. O site oficial acabou de noticiar: o técnico Ney Franco renovou contrato e fica no comando do Furacão até o final de 2008.
Parece que, finalmente, o Atlético começará uma temporada com o pé direito.

Exemplo a ser seguido?

Em resposta aos confrontos entre torcedores e policiais que causou a morte de um torcedor no domingo, o Observatório para Manifestações Esportivas da Itália, órgão criado para controlar os atos de violência no esporte do país, proibiu que as torcidas acompanhem seus times como "visitantes" no Campeonato Italiano.
Essa determinação já era adotada em casos em que a rivalidade entre as torcidas é muito grande e agora foi estendida temporariamente para todos os clubes.
Uma medida como esta deveria ser adotada também no Brasil? Coisa mais comum por estas bandas é confronto de torcidas. E se isso é um problema levado a sério no Primeiro Mundo, não dá pra simplesmente fechar os olhos e empurrar com a barriga por aqui, esperando acontecer algo mais grave.
Vamos pegar o caso da Arena. Já teve boa parte de suas instalações depredadas várias vezes pela torcida visitante, principalmente coxas e paranitas. E o Atlético teve de arcar com o prejuízo, não foi ressarcido em um tostão sequer.
Na última partida contra o Grêmio, parte da torcida gaúcha veio a Curitiba munida de drogas, armas, munição e até de uma mira laser.
A possibilidade de um confronto fora do estádio é sempre uma preocupação do torcedor comum, daquele que gosta de curtir uma partida com a família, além de exigir um esforço hercúleo por parte do poder público, que precisa botar nas ruas boa parte do efetivo policial, armado até os dentes.
A festa das duas torcidas, as provocações mútuas, os cânticos, tudo isso faz parte da tradição do futebol brasileiro. Mas não sei se a solução para o problema da violência não passa pela adoção de partidas com torcida única. O mínimo que se espera de entidades desportivas, clubes, federações e do governo é que o assunto pelo menos seja debatido de forma constante, e não apenas após alguma tragédia.
E você, o que acha?

Sicupa abre o jogo

A Tribuna do Paraná desta segunda publica uma excelente entrevista com Barcímio Sicupira Junior (foto), o maior artilheiro do Atlético de todos os tempos. Foram 157 gols em sete anos de Furacão (1968 a 1971 e 1973 a 1975).
Curta um trechinho:
"Não tem termo de comparação. O Atlético daquele tempo sobrevivia. O de hoje é uma potência. É um trabalho feito com seriedade e é tudo do Atlético. Com a estrutura que foi montada, daqui a pouco todo mundo vai querer vir jogar aqui. Depois de terminado o projeto do CT e do estádio, vai ser um dos maiores clubes do mundo. Se continuarem com essa linha de pensamento, sem teimosia e revelando bons jogadores, tem tudo pra continuar dando certo. Minha época passou e fiz a minha parte. Sempre me dei muito bem com a torcida e acho que a torcida do Atlético faz a diferença e é diferente. A acústica da Arena propicia isso e não tem como o jogador não se inflamar. Eu sou a favor do Petraglia. Claro que ele fez algumas coisas que não deram certo, mas que é um dos maiores dirigentes do Brasil, ninguém pode negar. Eu acho que ele já devia estar preparando alguém pra ser seu sucessor. Vai chegar um dia em que ele vai ter cem anos e vai ter que parar."
Para ler a entrevista completa, clique aqui.

A frase

“Um dia eu volto, tenho certeza. Sempre que venho a Curitiba, sou recebido com muito carinho. Essa torcida é maravilhosa”.
Genhinho
, técnico campeão brasileiro e 2001 e atualmente no Sport, ontem, na Baixada.

Retrato de um jogo sem graça

Lei a coluna de Augusto Mafuz desta segunda-feira, na Tribuna, comentando a partida entre Atlético x Sport:
Preguiça
Neste futebol de mercado, quando se perde ou se alcança um objetivo, nada deve se esperar. É que o profissionalismo perdendo todo o ideal passou a ser exercido no limite da obrigação. O alcance da correção de eventual defeito pela superação fica longe. O jogo mais lógico é o sem emoção, quase sempre sem gols.
Na Arena, Atlético e Sport tinham tudo para fazer um bom jogo. Afastados da zona de rebaixamento, não sofrem mais a pressão da vitória.
No entanto, usaram esse estado para dar uma folga à vontade de jogar. Mas a folga foi tão grande, que à certa altura o que se viu foram dois times preguiçosos.
Não existe nada mais triste do que dois times largados em campo, sem vontade. Bem escreveu Nelson Rodrigues, que o torcedor se sente roubado no dinheiro da entrada, quando o empate é o de 0 x 0. Escrever mais do que quinze linhas sobre um jogo como o de ontem na Arena é enganar o leitor.

domingo, 11 de novembro de 2007

Fim de feira

A partida desta tarde na Baixada deve um jeitão de fim de feira: modorrento e com poucos momentos de emoção, só podia acabar num zero a zero.
Se alguém tivesse que vencer, seria o Furacão, que chegou bem perto com uma bola na trave numa cobrança de falta de Netinho, uma bomba de Claiton que o goleiro pernambucano espalmou e um chute de Alex, logo após ele entrar na partida, que passou bem perto.
Já sem pretensões de chegar à Libertadores, ficou a impressão de que o time já tinha cumprido o seu papel neste Brasileirão. Mas os jogadores que se espertem: a vaga para a Sul-Americana ainda não está garantida.
O campeonato terá agora uma parada de 14 dias devido às Eliminatórias da Copa, e o Atlético só volta a entrar em campo dia 25, contra o Flamengo, no Maracanã de portões fechados. Depois, faz o último jogo do ano em casa, contra os bambis, dia 2 de dezembro.

Marcelo ou Alex?

Parece que Ney Franco manterá Alex Mineiro no banco para a partida de logo mais, contra o Sport. Pra mim, já deveria entrar como titular. Marcelo Ramos tem sido útil ao time, mas não se compara com o matador Alex - que dá ao time um toque refinado no ataque.

sábado, 10 de novembro de 2007

Um fantasma no gol

Augusto Mafuz comenta, em sua coluna de hoje na Tribuna, o desempenho do goleiro colombiano Viáfara:
Fantasminha

Escrevi que com o tempo aprendemos a ver os fatos, matando nossos fantasmas. Mas por mais que passe o tempo, sempre ficamos com algo na mente.
A torcida do Atlético anda com medo de um fantasma, que atende pelo nome de Viáfara, o goleiro. Suas falhas são eventuais, mas são falhas que criam um estado temerário, que é a desconfiança.
O colombiano é um goleiro perigoso. Um dia pratica verdadeiros milagres. Mas no outro, falha e é responsável pelo resultado que frustra.
Amanhã contra o Sport, na Baixada, o Atlético deve ganhar. Sabe-se que gol vai marcar. O que não se sabe é como estará Viáfara.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

STJD inocenta o Atlético

Fez-se Justiça. Por unanimidade de votos, o STJD absolveu o Atlético, agora há pouco, pela confusão causada pelos gremistas na partida da semana passada, na Baixada. O médico do clube, Alexandre Cabral, também foi absolvido. Já os dois jogadores do Grêmio que provocaram o tumulto foram punidos: Tcheco pegou duas partidas de "gancho", enquanto Eduardo Costa levou 120 dias de suspensão.

Flamengo x Atlético terá portões fechados

O Flamengo foi punido agopra há pouco pelo STJD com a perda de um mando de campo em função de arremesso de um foguete e uma lata de cerveja contra a arbitragem na partida contra o Grêmio. O departamento jurídico promete recorrer, mas por enquanto o time terá de cumprir a punição no jogo contra o Atlético, dia 25, no Maracanã. O jogo será disputado com os portões fechados.

Absolvição será difícil, avalia Moro

Para o advogado Domingos Moro, que fará a defesa do Atlético no julgamento de daqui a pouco no STJD, a tendência é de que o Atlético seja condenado. “Trouxemos algumas testemunhas importantes mas a expectativa, o burburinho aqui no Tribunal, não é bom, porque os auditores já viram o tape e acharam que as imagens foram pesadas. Vamos tentar desmontar esta crença que já se estabeleceu, faremos o impossível”, disse, em entrevista à rádio Banda B.

O Atlético está levando três testemunhas: o chefe da Segurança da Arena, o radialista Jairo Silva e o meia Claiton. “Vou contar o que realmente aconteceu: que depois do jogo, na sala da entrevista, eu fui agredido covardemente, e depois disso é claro que gerou uma confusão muito grande e o Atlético não pode ser punido por uma confusão que não foi ele quem começou”, disse Claiton.

Estrelinhas

Tão imbecil quanto a polêmica criada pelo Flamengo sobre a “Taça do Penta” é a celeuma gerada pelos coxas, angustiados com a colocação ou não de novas estrelas na camisa.

Sim, é imbecil porque tá todo mundo pouco se lixando pra quantas estrelas a alemãozada quer colocar na camisa: torneio do povo, festival do futebol, segundona, copa tribuna, o escambau. Tanto faz.

Mas, pelo que leio e ouço, estão esnobando a estrelinha prateada relativa ao iminente título da Série B. Ou seja, fazem carreata, buzinaço, comemoram nas ruas feito gazelas eufóricas, e depois dizem que não vale nada.

Em compensação, mendigam à CBF o direito de colocar uma outra estrela amarela, para comemorar o tal do “torneio do povo”. Como a maioria nem sabe do que se trata, vamos tentar explicar: foi uma competição disputada no início dos anos 70 por meia dúzia de times que estavam sem calendário. Como explica Augusto Mafuz, os grandes clubes da época ficaram de fora: o Palmeiras de Ademir da Guia; o Santos de Pelé, o Botafogo de Garrincha e o Cruzeiro de Tostão. Foram disputadas apenas três edições, e os coxinhas venceram a última, em 1973. Tão importante fosse o tal do torneio, teriam colocado a estrela já quando foram campeões, e não depois de 34 anos.

Mas eu sei por que fazem tanta questão da tal estrela agora. Afinal, é uma das poucas lembranças dos tempos áureos de seu time. Uma época em que seu presidente mandava e desmandava no futebol paranaense, uma época em que ainda tinham a maior torcida do Paraná, uma época em que seus dirigentes tinham alguma influência junto à CBD (e conseguiram incluir o coxinha nessa bocada do torneio do povo, já decadente, em sua última edição). Enfim, é uma das últimas lembranças de um tempo que não voltará jamais para os lados do time verde. E a chance de tentar mostrar para seus (poucos) jovens torcedores que, em algum lugar do passado, o coxinha já foi alguém na vida.

Voltando à Série B. Os coxas estão esnobando a estrelinha prateada, mas não porque eles não consideram este um título importante – ao contrário, pelo que se vê, estão mais eufóricos do que nunca com a possibilidade de voltar a levantar uma taça. Estão esnobando simplesmente pelo fato de que o Atlético assumiu com orgulho o título de 95 e estampou a prateadinha na camisa.

A diferença está justamente aí: enquanto os coxas precisam relembrar uma conquista de mais de 30 anos atrás, porque seu presente é inglório, o Atlético tem na estrelinha prateada o símbolo de uma mudança, uma revolução de um clube que, desde então, está preocupado em olhar para a frente e construir o seu futuro de forma sólida.

Daqui a 10, 20 anos, quando o Furacão estiver consolidado como um dos principais clubes do país, os coxinhas ainda vão estar falando na estrelinha do torneio do povo... sim, o torneio do povo, aquela brilhante competição disputada no ano de 1973.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Atlético será julgado nesta sexta

Está na pauta desta sexta no STJD o julgamento da confusão ocorrida após a partida entre Atlético e Grêmio, semana passada, na Baixada.
É o último processo do dia, de número 138/07. Denunciados: Anderson Simas Luciano, atleta do Grêmio F. Porto Alegrense, incurso no Art. 252 do CBJD; Alexandre dos Santos Cabral, médico, do CA Paranaense, incurso no Art. 274 do CBJD; Eduardo Nascimento Costa, atleta do Grêmio F. Porto Alegrense, incurso no Art. 253 do CBJD e o Clube Atlético Paranaense, incurso no Art. 213 do CBJD.
Traduzindo: o Furacão pode ser multado em R$ 10 mil a R$ 200 mil e perder o mando de uma a dez partidas. Já os gremistas podem ser suspensos de 120 a 540 dias (Eduardo) e de dois a seis jogos (Tcheco). Para o médico atleticano, o gancho pode chegar a 720 dias.
Ironia do destino, a defesa do Rubro-Negro ficará a cargo do advogado Domingos Moro, ex-dirigente do Coxa e preferido da torcida verde para assumir a presidência do clube no ano que vem. O mesmo Moro já defendeu o CAP em outros processos e livrou o Paraná Clube de uma punição, na semana passada, pelo "caso Batista". O clube levará três testemunhas: o chefe da segurança da Arena, o radialista Jairo Silva e o jogador Claiton.
Não me parece ser difícil provar que o Atlético não deixou de "tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto". Apesar de não se esperar o destempero dos atletas visitantes na entrada dos vestiários da Arena, o local é vigiado por câmeras e seguranças do clube permanecem no local o tempo todo justamente com este objetivo.

Enquanto isso...

Enquanto a bandalheira rola solta no futebol paranaense, e os clubes dizem "amém" para a FPF, em outros estados o pessoal vai avançando nas negociações com a TV. No Premiére Futebol Clube, da Globosat, além dos estaduais do Rio, São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul, este ano até o grandioso Campeonato Catarinense será transmitido no esquema pay-per-view. Por aqui, preferem acreditar em aberrações como a FPFTV do Onaireves. Já estamos no final do ano e até agora só há boatos sobre um possível acordo com a RPC ou a RIC, mas nada de concreto.
Realmente, a pior coisa que os cartolas fizeram nos últimos 10 anos foi enterrar a Copa Sul-Minas...

Bandalheira continua

Onaireves já saiu da Federação e está até preso, mas a bandalheira continua rolando solta pelos corredores da FPF. Segundo reportagem da Tribuna do Paraná desta quinta-feira, o esquema criado por Onaireves Moura, Cyrus Itiberê da Cunha e outros "dirigentes" continua funcionando a todo vapor: o repasse de parte da renda dos jogos para a empresa Comfiar, considerado fraude financeira pela Justiça, segue acontecendo e pode complicar também a atual diretoria da entidade. De acordo com a Tribuna, "nos borderôs de todos os jogos da Copa Paraná que está sendo realizada aparecem discriminados o desconto de 5% da renda bruta em nome da “FPF/Comfiar”, além de outros 5% discriminados apenas com a inscrição FPF".
Isso ainda vai dar muito pano pra manga.
O Atlético sugeriu que se esperasse o andamento das investigações para que os clubes decidissem que rumo tomar. Mas os demais cartolas não ouviram e toparam participar de um arbitral financeiro sobre o próximo campeonato paranaense como se nada estivesse acontecendo...
Viva o futebol paranaense e seus dirigentes "visionários" !

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Eles sabem...

Clique para ampliar.

Tribuna: atleticanos são maioria no estado

A maior torcida do estado é também a mais fanática e mais apaixonada.
Apesar dos repórteres terem dado uma "tucanada" e ficado em cima do muro para não desagradar ninguém, matéria publicada na Tribuna do Paraná de hoje confirma que o Atlético tem a maior torcida do estado. Primeiro, porque está na frente em uma enquete promovida pelo portal Paraná-Online. Depois, porque todas as pesquisas de opinião já feitas dão vantagem à torcida rubro-negra e, por último, porque todos os recordes de públicos nos estádios da capital foram em partidas do Furacão.
"Se na internet atleticanos levam vantagem, as pesquisas ratificam o fato e apontam o Atlético Paranaense como o time de maior torcida. Em 2004, uma pesquisa do Ibope estimou cerca de 900 mil atleticanos e 500 mil coritibanos em todo o Brasil. Em 2006, a Paraná Pesquisas fez um levantamento a pedido do jornal Gazeta do Povo, apontando o Rubro-Negro como líder de preferência em Curitiba, com 26,8% dos entrevistados. Já os alviverdes teriam, de acordo com a Paraná Pesquisas, 19,6% de preferência dos curitibanos", diz a reportagem.
" É o Furacão que detém os melhores públicos da história em todos os estádios ativos da capital. Além de estipular a marca de 31.700 no Joaquim Américo no jogo da grande final do Brasileirão de 2001, o Atlético ainda cravou 44.475 torcedores no Pinheirão (coincidentemente no Atletiba, que deu o título de campeão estadual para o Atlético em 1998) e 24.303 na Vila Capanema, na vitória de 3 a 2 diante do Santos, em 1968. O Rubro-Negro também detém o recorde de público em partidas de futebol no estádio do rival. Mais de 67 mil torcedores acompanharam a vitória do Furacão por 2 x 0 sobre o Flamengo, na semifinal do Brasileiro de 1983, no Couto Pereira", finaliza o jornal.
Clique aqui para ver os textos na íntegra.

Vergonhosa conivência

Trecho da coluna Habeas corpus, de Augusto Mafuz, publicada na Tribuna do Paraná desta quarta-feira e que comenta a prisão de Onaireves Moura:
Se não surpreende a prisão de Onaireves Moura, por já ser um fato do cotidiano policial, é trágico o que vem pela frente. A prisão de Moura e sua quadrilha pode ser relevante para o noticiário policial. Afinal, não se tem notícia de que no Brasil um dirigente foi para a cadeia três vezes. Mas para o futebol é irrelevante por um motivo: a prisão de Moura não terá efeito na prática, pois todos que continuam na Federação Paranaense de Futebol, e que estão em campanha para as eleições, estavam lá por ocasião dos fatos criminosos, e então direta ou indiretamente, têm responsabilidade. Não se pode desprezar o princípio de Direito, de que a omissão é uma forma criminosa de participação.
E, aí entram os dirigentes de clubes. Todos, a exceção do Atlético, concordaram com a fraude de descontar dois por cento das rendas a favor de uma empresa laranja, a Comfiar. E todos os clubes, sem exceção, não se preocuparam em saber do destino do dinheiro que era descontado de suas rendas. Se derem um celular para Moura, da cadeia ele é capaz de eleger qualquer um para a presidência da entidade, tamanha a conivência dos clubes com esse estado de coisas.
* * *
Basta acessar a página da diretoria da Federação para identificar, facilmente, pelo menos dois candidatos nas próximas eleições municipais.