quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Um xerifão inspirado em Aldair

Matéria publicada hoje na Gazeta do Povo:
Antônio Carlos vira o novo Nem
por ANDRÉ PUGLIESI
Há apenas 12 jogos vestindo a camisa do Atlético, já tem torcedor chamando o zagueiro Antônio Carlos de “o novo Nem”, em uma lembrança do capitão e um dos destaques da equipe campeã brasileira de 2001. Não por acaso. Embora de estilos quase opostos – Nem era espalhafatoso, dentro e fora de campo; Antônio Carlos é discreto –, os dois têm na eficiência a marca principal.
Do ajuste do carioca de 24 anos na função de líbero – a mesma que Nem, atualmente no rival Paraná, exerceu na Baixada – está muito da melhora significativa da defesa do Atlético no Campeonato Brasileiro de 2007. Até o momento, a oitava melhor da competição, com 44 gols sofridos e há quatro partidas invicta. Invencibilidade alcançada após Ney Franco definir a defesa com Antônio Carlos, Rhodolfo e Danilo. Rogério Corrêa, testado antes, acabou na reserva – além dele, Gustavo, João Leonardo e Marcão atuaram na zaga atleticana no Nacional. “Ele faz o papel do zagueiro de sobra muito bem, tem muita qualidade. O Atlético fez uma grande contratação”, avalia Ney Franco.
Bem adaptado a Curitiba nos três meses de nova cidade, Antônio Carlos acredita que o bom momento veio em virtude do tempo para entrosar o sistema defensivo. “Estamos muito bem. Tivemos dificuldades no começo para atuar no sistema de três zagueiros (3–5–2), pois há muito tempo o time não jogava assim, mas aos poucos foi dando certo”, aponta o jogador, que veio do Ajaccio da França e tem contrato até 2011.
A temporada fora, segundo ele, foi proveitosa para o seu futebol. Porém, vivendo no frio da Europa, a cabeça esteve sempre voltada para o Brasil. “Valeu pela experiência. Lá a bola corre muito, a força é o que conta. Em muitas partidas eu saía todo marcado de campo”, relembra Antônio Carlos.
Tendo iniciado a carreira no Fluminense, ele não pensou duas vezes quando recebeu a proposta do Atlético. “Estou muito feliz aqui, me identifiquei com o clube, minha mãe gostou bastante de Curitiba, quero cumprir meu contrato”, revela o jogador, fã do ex-zagueiro da seleção brasileira Aldair. “Ele passava muita confiança para o time e foi vitorioso, por isso me espelho nele. Quem sabe eu consiga a mesma coisa por aqui”.

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