sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Times rebaixados são pedra no sapato do Atlético

Reportagem da Gazeta do Povo desta sexta-feira lembra que o Atlético sempre sofre quando joga contra times que estã o lá embaixo na classificação:
Decepções do passado servem de alerta para o Rubro-Negro
por ANDRÉ PUGLIESI
Jogo na Arena, estádio cheio e contra a pior equipe do campeonato, já rebaixada à Segunda Divisão com sete rodadas de antecedência. Moleza? Aparentemente, sim. Mas da teoria à prática, no futebol tudo pode acontecer (a tal “caixinha de surpresas”). É o que comprova o retrospecto recente do Atlético. Em alguns momentos, quando os três pontos pareciam na conta, veio a decepção.
Não é por acaso, portanto, que o Furacão trata o confronto com o América-RN, domingo, às 17 horas, como compromisso de alto risco. Na Baixada, ninguém quer reviver resultados desagradáveis como nos empates com o Grêmio em 2004, São Caetano (2005) e Ponte Preta (2006). Times já condenados à Segundona que complicaram para o Rubro-Negro.
A mais célebre escorregada aconteceu em Erechim, há três anos. O Atlético rebaixava o Grêmio ao vencer por 3 a 1, faltando um minuto para o término do tempo regulamentar. Em três minutos, os gaúchos empataram: 3 a 3. A igualdade custou o bicampeonato nacional, com a taça ficando com o Santos. Nas outras duas oportunidades, 2 a 2 com o São Caetano na Arena, e 1 a 1 com a Ponte no Moisés Lucarelli, era a vaga para a Sul-Americana que estava em jogo. Ela acabou vindo no fim dessas campanhas. Menos mal para o clube, ficou o susto. “Temos que respeitar sempre os jogadores que estão do outro lado. Mas não podemos perder esses pontos. Com a volta do Ferreira, temos tudo para fazer um bom jogo”, aponta o zagueiro Danilo. Formando a zaga com Antônio Carlos e Rhodolfo, além da vitória ele espera manter a invencibilidade da defesa, que não tomou gols nos últimos três duelos.
“Todos os jogos são difíceis. O Palmeiras teve dificuldade com o América-RN; com o Internacional, mesmo jogando em casa, foi equilibrado; com o Atlético-MG também, que venceu só no final. É preciso encarar como se estivéssemos enfrentando o líder do campeonato”, declara o técnico Ney Franco.
No entanto, como Danilo, Franco não esconde que é obrigação derrotar o Dragão. “Pela nossa situação, temos que manter a performance. Entrar com o mesmo empenho, concentração, como vem acontecendo nas partidas em casa”, diz. Desde que o treinador mineiro assumiu o Atlético, foram cinco jogos na Arena e cinco vitórias – sobre Atlético-MG, Palmeiras, Paraná, Botafogo e Vasco.

Um comentário:

Anônimo disse...

Reportagem claramente inspirada na coluna do Marcel Costa, do Furacao.com.