segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Sobre a Copa 2014

O anúncio oficial do Brasil como sede da Copa de 20014 será feito oficialmente amanhã, em Zurique. Mas o presidente da Fifa, Joseph Blatter, já adiantou hoje que não tem como o país não ser aprovado. "A equipe da Fifa fez um relatório detalhado do Brasil após a visita ao país. Não sei como o Brasil pode perder amanhã. Não sou profeta e não sei qual a decisão que vai ser tomada amanhã pelo comitê, mas não sei como eles podem dizer não. O Brasil só pode perder para o Brasil ou se futebol não fosse mais jogado no Brasil. Você consegue imaginar isso?", disse Blatter, em entrevista coletiva na sede da Fifa.
A comitiva brasileira para o evento, encabeçada pelo presidente Lula, virou também uma romaria de políticos. Estarão lá nada menos do que 12 governadores de estados interessados em sediar o mundial (Amazonas, Mato Grosso, Ceará, Acre, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo).
Mas... e o Paraná? Não se sabe. O governador não vai. O prefeito da capital, também não. Por um lado, é louvável a atitude de tais autoridades em não fazer do anúncio um trampolim político. Por outro, é totalmente reprovável a falta de empenho do setor público em trazer um evento como deste porte para Curitiba. E não é de agora. Não fosse o esforço do atleticano Alexandre Curi, que convenceu Requião a não cometer a sandice de indicar o Pinheirão à CBF, certamente o mundial não viria mesmo.
As únicas coisas que nos fazem crer que Curitiba será mesmo sede da Copa 2014 são a infra-estrutura da cidade e a Arena da Baixada, que já é o melhor estádio do país e cujo projeto de finalização é o mais fácil de ser concretizado, a um custo muito menor do que estão apregoando por aí.

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