segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Movido pela fé

Coluna de Augusto Mafuz desta segunda-feira na Tribuna do Paraná:

Predestinado
Até certa altura, e já era caminho do final e sem gols, nada parecendo mudar, o jogo na Arena estava assim: o Atlético Paranaense era um time morno e lento. Quase não jogava, mas poderia, com um pouco de alma, jogar. O Vasco era um time morno, lento e fraco. Era impossível jogar, e por isso simplesmente não jogava.
Mas aí, e aí já era quase final, o menino Pedro Oldoni, com os seus quase 2 metros, entrou e começou a atrair bolas sobre a área do Vasco. É, ainda que no futebol, no desespero da bola alçada, que se encontra a última esperança. Na última dessas bolas, e agora, definitivamente, já era final, Michel cruzou para a área pensando em Oldoni, eis quem sobe de cabeça para marcar: Ferreira, o “El jogador”, com o seu quase 1 metro e meio. É um predestinado. Atlético Paranaense 1 x 0 Vasco.
Já se disse que o jogo foi ruim, e foi mesmo. E que o Atlético caiu no marasmo do Vasco, e caiu mesmo, até um certo ponto.
Mas não se ouse buscar na sorte a explicação para tão grandiosa vitória. O predestinado não precisa do uso da sorte, porque sendo um enviado especial, é movido pela fé.

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