segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Atleticano deve compor comissão que analisará o "PAC do Esporte"

Segundo o jornal Folha de São Paulo desta segunda-feira, o governo federal criará uma comissão encarregada de estabelecer um plano de investimentos com vistas a preparar a infra-estrutura para a Copa do Mundo de 2014. Dentre os integrantes da comissão, um atleticano: o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (foto), um dos membros mais importantes e influentes do governo Lula.
Confira a reportagem:
Lula criará comissão por "PAC da bola"

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O governo ainda não sabe quanto gastará nas obras de infra-estrutura necessárias para que o Brasil sedie a Copa do Mundo de 2014. O presidente Lula criará uma comissão interministerial para estabelecer um plano de obras e apresentar uma estimativa de gastos.
Integrantes do governo dizem que a Copa -realizada pelo Brasil uma única vez, em 1950, quando a seleção foi vice-campeã- consumirá mais recursos públicos do que o Pan-Americano, que aconteceu em julho deste ano, no Rio. O repasse estatal final aos Jogos foi de R$ 3,7 bilhões. A comissão do governo deverá ser integrada pelas pastas da Casa Civil, Planejamento, Esporte, Turismo, Cidades, Cultura e Transportes, segundo apurou a Folha. Há possibilidade de que representantes da CBF sejam convidados para acompanhar o planejamento.
Obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), projeto para melhorar a infra-estrutura e a oferta de energia no Brasil durante o segundo mandato de Lula, poderão ser carimbadas como preparatórias para a Copa, mas Lula quer um plano específico para o evento. O Planalto já admite antecipar investimentos previstos no PAC para acelerar obras de infra-estrutura fundamentais para a realização da Copa.
Lula também deseja evitar que haja uma grande disparidade entre o orçamento apresentado para o evento e a execução final. Em relação ao Pan, por exemplo, estavam previstos investimentos públicos da ordem de R$ 350 milhões. No entanto, a conta final foi bem maior. A previsão dos gastos hoje feita pelo governo é assim dividida: uma parte deverá vir da iniciativa privada, principalmente no que se refere à construção e ampliação de estádios, além de modernização da rede hoteleira.
Só para construção e modernização de estádios no Brasil, a CBF, em relatório entregue à Fifa (entidade que comanda o futebol), estima um gasto de cerca de R$ 2,8 bilhões. Caberá ao governo atividades típicas do Estado, como segurança pública e investimentos em infra-estrutura, como portos e aeroportos. Também há previsão de parcerias público-privadas nessa área -exemplo das concessões de estradas federais.
Um evento como a Copa é uma oportunidade de negócios para empreiteiras, que já fazem lobby na CBF e no Planalto com o argumento de que o evento será uma grande oportunidade de geração de emprego. (KA E LS)

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