segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Aprendizado

Excelente a coluna de Augusto Mafuz desta segunda-feira na Tribuna do Paraná:

1.ª divisão
Quando o jogo já estava 2 a 0 para o Atlético, e num desses repentes de contra-ataques praticados por Ferreira, me perguntei: e se o Furacão não tivesse perdido um ano insistindo em Vadão? Não se trata de uma dúvida por hipótese, mas uma dúvida por números. E o futebol hoje são números, a sua lógica são só números.
Bastou Ney Franco assumir o comando, e eis um novo Atlético: seis vitórias em casa, e agora, ao invés de correr contra o rebaixamento, já pode correr pela Sul-Americana. Para chegar a ela, matematicamente vai afastar qualquer risco.
E se tem alguém que não pode bater no peito e maldizer os que viam um futuro infeliz para o Atlético, é o comando. Ao contrário, quem foi rebaixado foram os princípios de comando: o de que o Atlético não precisa da torcida, o de que a torcida atleticana é uma falácia, o ingresso é caro porque futebol tem que ser para rico, e o de que o gerenciamento do futebol sempre esteve correto.
A permanência de Vadão durante um ano tornou o futuro temerário. O simples que se precisa para um time jogar, depende de inteligência, como Ney Franco fez. Provou-se que o trabalho de base é uma falácia, pois teve que se repor com jogadores veteranos como Ramon e Marcelo Ramos, manter Ferreira, ir buscar Valencia na Colômbia, e investir caro com esse excepcional Antônio Carlos. Provou-se que a paixão do torcedor não é imposta pelo ouro, mas é espontânea desde que seja incentivada.
O Atlético ganhou ontem do América de Natal: 2 a 0. Antes do jogo, uma tormenta. E mesmo assim, 16 mil pessoas foram à Arena. Resta saber se Petraglia vai continuar humilde e resignado. Se estiver, é certo que antes de a bola rolar em 2008, todos estarão na 1.ª divisão.

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