segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Um grupo com alma

Coluna de Augusto Mafuz, hoje, na Tribuna:
Esperança
Uma vitória com um gol de pênalti, pode significar uma vitória casual, alienada por uma jogada inesperada, casual. Mas não foi por esse fato que o Atlético venceu o Atlético Mineiro. O placar de um a zero não foi casual, mas produzido pela sua superioridade.
Ganhou o jogo porque teve o que há muito tempo não tinha: um time no conceito de grupo de onze, cujas funções se interligam. Um time com alma, que associada ao conjunto, supera as deficiências individuais.
O Atlético, depois de algum tempo, teve alguém à beira do gramado, o treinador Ney Franco.
A partir de Danilo, Rhodolfo e Antônio Carlos na zaga, e sem Alan Bahia no meio, o Atlético foi outro. Atrás ganhou força, no meio abriu espaço para que Claiton jogasse. Não foi por coincidência que o time reduziu a produção, depois que Valencia foi obrigado a sair, entrando Bahia. E assim, o Atlético fez um primeiro tempo excepcional. Foi tão superior, que merecia ir além do gol de pênalti de Ramon.
Mais do que cumprir a obrigação de vencer na Arena, o Atlético acenou com algo que parecia duvidoso: a esperança de se recuperar o mínimo que precisa para não ser rebaixado neste campeonato.
Enquanto jogou, Valencia foi o melhor.
Mas porque jogou o que jogou e não foi pouco, do começo ao fim, ninguém foi melhor do que Claiton. Irrepreensível.

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