sábado, 1 de setembro de 2007

Obrigações recíprocas

Coluna de Augusto Mafuz, hoje, na Tribuna do Paraná:
Reforço

Não existe nenhum adversário mais forte para buscar saída de um estado de perigo do que a insegurança emocional dos jogadores.
Os equívocos se multiplicam, e se torna impossível combatê-los. A vontade, ao invés de alcançar a superação como meio para se vencer, transforma-se em cansaço físico.
Quando se pede apoio da torcida para ocasiões especiais, e em especial para ocasiões que provocam angústias, não se impõe o dever de compreender os erros. Mas quantos times já ganharam títulos e se salvaram, porque o último recurso foi buscado na arquibancada, através de apoio e gestos de compreensão.
O time do Atlético não tem muito mais que oferecer a essa altura do campeonato.
E se tem, está bloqueado, em razão de que a vitória, por mais simples que seja, transforma-se em um fato remoto. E se tem, precisa de alguém com força emocional para que, afastando a insegurança, passe a errar menos. Exercer influência positiva em momentos depressivos como esse, a torcida do Atlético já exerceu.
Amanhã, contra o Atlético Mineiro, ela tem um compromisso com a sua própria história.
Mas não se pode dissociar esse dever de arquibancada com o dever de campo.
São obrigações recíprocas. Talvez, a do time venha antes. Uma torcida pode ter compreensão ilimitada com um time; mas não compreende os erros pela omissão.

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