segunda-feira, 24 de setembro de 2007

O que faz a diferença

Coluna de Augusto Mafuz desta segunda-feira, na Tribuna do Paraná:
Canto do cisne
Atlético 2 x 1 Paraná. Bem longe de mim a idéia de querer colocar dúvidas na vitória pela superioridade técnica do Atlético. E ninguém pode: o Atlético é melhor, foi melhor, e nessas circunstâncias de ontem, sempre será melhor.
Mas por trás dessa ampla superioridade, quase soberba no 1.º tempo, estava uma verdade inabalável: o Paraná caiu no canto do cisne, que atendia pelo nome de Nem. Acreditou no discurso do velho zagueiro de que era simples calar o povo da Arena.
O que quero dizer é que o Paraná tremeu. Parecendo um principiante, apavorou-se. Quando entrou em campo e viu aquela massa entupindo a Arena com o corpo e alma, ficou desarmado interiormente. Dou-lhe uma prova: o bom Neguete, que quase não falha, não falharia como falhou nos dois gols de Marcelo Ramos. No primeiro, porque desorientado emocionalmente em campo, quis aparar a bola no peito, quando Flávio estava pronto para pegá-la; depois, quando com a bola dominada, assustou-se, e perdeu a bola para Ferreira, que lançou Ramos para o segundo gol.
Mas, o Paraná não tremeu apenas em razão da ênfase dada pela alma atleticana nas arquibancadas. Foi, também, porque o Atlético fez 20 minutos, que há tempo não fazia: irresistíveis. Entrou jogando em cima do Paraná e ainda recebeu um presente que nunca esperava receber: os espaços abertos por todos os lados para Ferreira jogar. Já marcado, Ferreira é um diabo abençoado; livre, e na Arena lotada, é um invento divino. Nem o empate com o gol de Neguete deu equilíbrio ao tricolor. O máximo que conseguiu foi equilibrar o jogo no 2.º tempo, depois que Batista entrou.
Melhor de todos, Ferreira foi a segunda diferença. A primeira, a influência da torcida atleticana, outra vez.
De primeira
Nessa disputa sadia de torcida, o Atlético ganhou do Coritiba, porque o que se deve considerar é o número de pagantes. O número de presentes só pode ser considerado quando existe o mesmo espaço físico nos estádios. E aí, o Couto Pereira é bem maior.
Mas a importância do fato não está no número de um ou de outro. Está no conjunto: 60 mil pessoas foram ver futebol no final de semana em Curitiba. Isso é que mostra o que é a rivalidade entre dois clubes da mesma cidade.

5 comentários:

Anônimo disse...

O QUE SE DEVE CONSIDERAR É O NÚMERO DE PAGANTES? ISSO QUER DIZER QUE SE O ATLÉTICO TIVESSE 25000 SÓCIOS ELE NUNCA TERIA MAIS PÚBLICO NO ESTÁDIO QUE O CORITIBA? IGNORÂNCIA TOTAL.

Anônimo disse...

BOM, JÁ QUE É PRA CONSIDERAR PÚBLICO PAGANTE, E É UMA DISPUTA ENTRE CORITIBA E ATLÉTICO, CONSIDEREMOS ENTÃO APENAS PÚBLICO PAGANTE DO CORITIBA E DO ATLÉTICO, SEM CONTAR VISITANTES. IGNORANTES.

Anônimo disse...

Como chora essa coxarada... acho que vou abrir uma fábrica de lenços... vou ficar rico!

Anônimo disse...

Falácias

Anônimo disse...

"O CLUBE COM MAIOR PÚBLICO PAGANTE NO ESTÁDIO RECEBERÁ UM PRESENTE DA GAZETA DO POVO."

Agora, sem dar uma de analfabeto, qual CLUBE teve o maior publico pagante? Coritiba, ceará, paraná ou patéticos?