quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Falou pouco, disse tudo

Digno de reprodução neste blog o post do figuraça Mauro Singer no blogoool:
Os tambores da caveira na terra da encantaria

Não foi com certeza a maior demonstração de força dentro de um estádio da história da torcida rubro-negra. Mas sinceramente não consigo lembrar de uma melhor do que a do último domingo. As palavras uníssono e sinergia nunca estiveram tão bem definidas como no Joaquim Américo na noite do dia 23. Uníssono porque a nação de vermelho e preto parecia um só coração e uma só voz. A certa altura o barulho era tão ensurdecedor que os próprios paranistas se resignaram e quietos olhavam de um lugar privilegiado o verdadeiro significado da palavra torcer. Sinergia, porque a troca de energia entre jogadores e a fantástica torcida do atlético extrapolou todos os limites da razão e bom senso. Nem um único momento de silêncio foi observado durante a partida. Sequer no gol paranista o estádio baixou a voz, mesmo que de maneira não percebível. A curva da caveira lembrou a curva dos meus mais bonitos sonhos . Os braços estendidos da nação fanaticana pareciam coordenados pela mão divina, tamanho a sincronia de seus movimentos. O estádio inteiro foi tomado por um encanto que um dia pensamos estivesse perdido. A paixão voltou muito mais forte e nosso povo agora é feliz porque sabe de sua verdadeira importância. O Paraná se amedrontou e se perdeu quando os seus jogadores não mais ouviam seus próprios pensamentos. Qualquer outro time, seja de onde fosse, também se perderia em meio ao mar de vozes vermelho e preto.A mim só restou ao final de tudo, o último recurso do álcool em excesso e o enorme orgulho de junto com meu povo, fazer a procissão final ao templo da caveira.

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