quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Equilíbrio emocional

Coluna de Augusto Mafuz, hoje, na Tribuna:
Prático

Na mesma proporção da importância da vitória, foi o jogo que o Atlético fez contra o Galo. Lembre-se: sem ser brilhante, e nem seria possível, foi prático. E a essa altura do campeonato, e como estão os números, o Atlético não pode ir contra a natureza desse time. Prático é o que deve ser.
Entenda-se no caso o conceito de time prático: é o time que, consciente de suas limitações técnicas, corrige-se através de disciplina tática, e entrega física e emocional do jogador em campo.
Os dois, a vitória e o jogo que passaram, são boas referências para empurrar o torcedor para frente da televisão: o Atlético pega o Goiás no Serra Dourada, dotado do mínimo equilíbrio emocional que um time precisa para jogar sob a pressão exercida naturalmente pelo ambiente adversário.
Mas a graduação desse otimismo está sob uma condição: o Valencia. Com três zagueiros, o colombiano deu um passo à frente, e mostrou ainda mais virtudes: além de conter, passou a cobrir. É daqueles, que em boas condições, equilibra o sistema do seu time e desequilibra o do adversário.
Se Valencia não jogar, deve entrar Erandir. Menos ruim. Iria ser Alan Bahia se não fosse a suspensão.
A impressão que ficou do esquema usado contra o Atlético Mineiro, foi razoável. Pode começar a sair do campo da impressão para chegar ao da certeza, se Ney Franco mantê-lo. E Oldoni não perder gols como perdeu contra o Galo.

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