sábado, 29 de setembro de 2007

Que futebol que nada

Depois da sapatada que o Furacão levou do Náutico, agora há pouco, o negócio é esquecer que existe esse troço chamado futebol e aproveitar o resto do fim de semana. Pra começar, curtindo uma musiquinha bacana.
Essa sugestão vem do blog Curitiba Deluxe: Pink Floyd por Easy Star All Stars. Primeiro Time, "full version"; depois um trecho de Money.


sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Dilacerado

O próximo adversário do Atlético em casa, o Botafogo, deverá vir dilacerado para o confronto da próxima quarta-feira na Baixada.
Na noite de ontem, o time da estrela solitária foi eliminado da Copa Sul-Americana em Buenos Aires, ao perder de forma dramática para o River Plate. Os cariocas haviam vencido a primeira partida por um a zero e poderiam ser derrotados por até um gol de diferença no Monumental. Venciam por 2 a 1, e o River tinha um jogador a menos. Aos 27 do segundo tempo começou a reação. Final: 4 a 2 para os argentinos, resultado que deixou os botafoguenses desnorteados e envergonhados.
Após a partida, o presidente do clube, Carlos Augusto Montenegro, anunciou que todo o elenco será multado em 30% do salário. A imprensa carioca também já dá como certa a demissão do técnico Cuca.
Além disso, o Bota terá dois desfalques certos entre os seus titulares. O atacante Jorge Henrique, ex-Furacão, foi suspenso por quatro jogos pelo STJD. Ele foi denunciado no artigo 253 (agressão) por dar uma 'peitada' no árbitro Rodrigo Martins Cintra, na partida diante do Náutico.
Já o volante Túlio está suspenso por 120 dias por ter dado um chute no rosto do jogador Leandro, do São Paulo.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Quanta diferença

Deus do céu, quanta diferença entre os blogueiros da Globoesporte.com... Entrei no blog do torcedor do Náutico, o "Timblog" e tive o prazer de me deparar com este texto:
"A estrutura do clube, que tem origem alvirrubra (do América) e alvinegra (do Internacional), que se uniram em 1924, para formar o rubro negro Atlético, no bairro de Água Verde, também me chamou a atenção. O CT (fantástico) e o estádio Joaquim Américo, que, num 24 de junho de 1999 (exatamente no dia em que eu completava 36 anos) inaugurou a Arena da Baixada, me encantou. A atual Arena Kyocera é um espetáculo. Limpa, organizada, bonita, moderna. E, o que é melhor: Com uma bela torcida (literalmente – em todos os seus significados).
Ao longo dos anos, assisti vários jogos. Desde partidas amistosas, até disputas oficiais em Libertadores da América, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Paranaense.
Lá, tive acesso a todos os locais do estádio. Fui aos vestiários. Vi entrevistas. Até entrei em campo, para tentar defender um pênalti de um anão (numa promoção de um celular), na final da Copa Sul-Minas, entre Atlético-PR e Cruzeiro (de Sorin).
Vi os jogos das arquibancadas (desde o retão, até atrás dos gols ou com os Fanáticos), cadeiras, poltronas vips e camarotes. Vi o Atlético golear o Santa Cruz, pela serie A. Vi uma derrota para o Sport, pela Copa do Brasil e uma vitória, pela primeira divisão. Vi Adriano Gabiru perder um pênalti na Libertadores da América, contra o Atlético-MG. Mas vi equipes como Olmedo, América de Cali, Emelec. O Santos com Robinho e Diego. O São Paulo, com Kaká, Rogério Ceni e Julio Batista. Fui a alguns clássicos contra o Paraná e o tradicional Atletiba – e nunca vi o Atlético perder um desses jogos que presenciei, in loco."
O autor do "Timblog" é Milton Neto, pernambucano que morou alguns anos em Curitiba, onde trabalhou no HSBC. Aos 44 anos, ele é advogado e pós graduado em Gestão em Direito Empresarial (com marketing esportivo). Sabe do que fala. Bom texto, bem argumentado, maduro, sem rancores ou paixões cegas. Um belo exemplo para outros "piás" que a Globoesporte.com convocou para blogar e que utilizam o veículo para externar suas frustrações infantis.
Parabéns, Milton. Espero que dê Atlético no sábado, é claro. Mas com certeza estarei torcendo, no restante do campeonato, para que o simpático Timbu faça uma boa campanha e permaneça conosco na primeira divisão, deixando a vaga para o inferno com o time das vilas.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Rivais medíocres, midiotas e a desinformação

É difícil entender como é que alguns jornais e blogs tanto deram espaço às queixas dos parasitas, após a partida de domingo, sobre as acomodações a eles oferecidas na Baixada. Incrível. Do site marrom "futebolpr", pertencente ao bolha Nello, pode-se esperar que uma idiotice dessas vire "notícia". Agora, ver isso em jornais e blogs que se dizem "sérios", é de assustar e nos faz pensar se a imprensa não deveria estar passando por uma regulamentação mais rigorosa.
Em primeiro lugar, porque as queixas, além de insignificantes, são mentirosas: não houve confronto, ninguém saiu machucado (não houve uma queixa sequer oficializada sobre isso), havia bar e banheiro disponíveis para toda a "massa" tricolor que esteve presente. Assim como em qualquer estádio. E o que falar quando comparamos o tratamento recebido pelos visitantes na própria Vila Capanema ou no Couto Pereira? O lugar reservado aos visitantes na Vila Rachada é o pior possível, a visão é péssima, há apenas um quiosque de bebidas e um micro-sanitário. Mas isso nunca foi notícia, é claro.
Bem, e o que dizer quanto às reclamações de que os seguranças foram "rigorosos demais" na revista para entrar no estádio? Quando a revista é frouxa, descem o pau no Atlético. Quando apertam a revista para evitar que entrem materiais proibidos no estádio, descem também. Ninguém comentou, por exemplo, que a revista foi igualmente severa do lado da torcida atleticana. Ninguém citou porque ninguém apurou... Foram um no embalo do outro, formando uma bisonha cadeia de desinformação.
Aliás, na verdade houve sim o registro de uma única ocorrência, causada por um favelado que conseguiu entrar com uma bomba e se deu mal, pois a dita cuja estourou em sua mão. O cidadão foi atendido por médicos e, logo em seguida... preso. É óbvio! E alguns débeis-mentais, como um certo blogueiro do Globoesporte.com, tem a coragem de criticar a prisão de um vândalo imbecil como este!
E o mais grave: em nenhuma destas matérias em blogs ou jornais, o clube foi ouvido para rebater as acusações infundadas.
Aliás, falando no tal blogueiro do Globoesporte.com, ele utilizou o seguinte título para comentar a partida de domingo: "E novamente o mal vence o bem". Mas de que "bem" afinal ele está falando? É do Paraná? Mas afinal o que este timeco acrescenta de bom para o futebol brasileiro? O único bem que podem fazer a todos é cair de vez para a segunda divisão...
Pra finalizar: a Baixada foi eleita o melhor estádio do país pela revista Placar e o segundo melhor pelo jornal Lance! (veja acima), ficando atrás apenas do recém-inaugurado Engenhão. É isso o que importa: que nós, atleticanos, tenhamos conforto e satisfação em nossa casa. Para o resto, é o seguinte: se não gostou, que não volte.
E vem mais por aí: no sábado a imprensa terá acesso ao projeto de ampliação da Arena. Os rivais e os midiotas que ainda não morreram de inveja, ainda vão acabar morrendo.

Falou pouco, disse tudo

Digno de reprodução neste blog o post do figuraça Mauro Singer no blogoool:
Os tambores da caveira na terra da encantaria

Não foi com certeza a maior demonstração de força dentro de um estádio da história da torcida rubro-negra. Mas sinceramente não consigo lembrar de uma melhor do que a do último domingo. As palavras uníssono e sinergia nunca estiveram tão bem definidas como no Joaquim Américo na noite do dia 23. Uníssono porque a nação de vermelho e preto parecia um só coração e uma só voz. A certa altura o barulho era tão ensurdecedor que os próprios paranistas se resignaram e quietos olhavam de um lugar privilegiado o verdadeiro significado da palavra torcer. Sinergia, porque a troca de energia entre jogadores e a fantástica torcida do atlético extrapolou todos os limites da razão e bom senso. Nem um único momento de silêncio foi observado durante a partida. Sequer no gol paranista o estádio baixou a voz, mesmo que de maneira não percebível. A curva da caveira lembrou a curva dos meus mais bonitos sonhos . Os braços estendidos da nação fanaticana pareciam coordenados pela mão divina, tamanho a sincronia de seus movimentos. O estádio inteiro foi tomado por um encanto que um dia pensamos estivesse perdido. A paixão voltou muito mais forte e nosso povo agora é feliz porque sabe de sua verdadeira importância. O Paraná se amedrontou e se perdeu quando os seus jogadores não mais ouviam seus próprios pensamentos. Qualquer outro time, seja de onde fosse, também se perderia em meio ao mar de vozes vermelho e preto.A mim só restou ao final de tudo, o último recurso do álcool em excesso e o enorme orgulho de junto com meu povo, fazer a procissão final ao templo da caveira.

É disso que o povo gosta...

Para quem ainda não conhece, esta aí em cima é Roberta Salles, a musa do Furacão no site Globoesporte.com. Para ver mais, acesse seu fotoblog.

Os caudatários

Em sua coluna de hoje na Gazeta do Povo, Carneiro Neto analisa a presença de público da dupla Atletiba:
A explosão das massas

Não sei exatamente o que moveu o departamento de marketing do Coritiba a fazer aquele anúncio provocando a torcida do Atlético a comparecer aos jogos da Arena da Baixada, como vinha fazendo a torcida do Coritiba nos jogos do Alto da Glória.

Como estive fora, não acompanhei o desenrolar dos acontecimentos e apenas ao retornar, domingo, foi que tomei ciência do fato. Gostei da idéia. Não sei se trouxe algum benefício ao próprio Coritiba que, em última análise, vem sendo apoiado, freneticamente, pela massa torcedora com acentuado crescimento na freqüência após a sua ascensão a liderança do campeonato. Mas o benefício que o Atlético recebeu foi inegável.

Com um time perdedor nos últimos dois anos, com a diretoria às turras com a própria torcida, com a mística do caldeirão da Arena da Baixada colocada em xeque pela seqüência de maus resultados em casa e com o time ameaçado pelo rebaixamento, tudo o que o Atlético precisava era de uma provocação dessa ordem.

E ela veio em boa hora. Exatamente quando a diretoria baixou a bola calçando as sandálias da humildade, reconheceu alguns equívocos, reduziu o preço dos ingressos, reconciliou-se com os aficionados do clube e acertou na contratação de alguns jogadores, surgiu o desafio coxa-branca.

Em duas tardes memoráveis com o estádio lotado e duas vitórias reabilitadoras, o Furacão ressurgiu em grande estilo provando que os falacianos unidos jamais serão vencidos.

Por tudo o que aconteceu e que ficou registrado nos borderôs dos últimos jogos dos dois principais estádios da cidade, foi válida a iniciativa do marketing do Coxa.

A grande legião de simpatizantes coritibanos continuará acompanhando a equipe, incentivando e aguardando com ardente expectativa o seu retorno à Primeira Divisão.

E parece evidente que existe equilíbrio de forças nessa saudável competição para tentar descobrir qual é a maior torcida, algo subjetivo e muito difícil de ser comprovado em números.

Por mais pesquisas que sejam feitas e por mais recordes que sejam superados, cada fã vai continuar achando que a sua é a maior torcida do estado.

O mais importante é a intensidade da rivalidade preservada, como um bem inalienável do quase centenário futebol paranaense, e a presença do publico que transformou tardes pachorrentas em jornadas luminosas e coloridas, tanto no Estádio Couto Pereira quanto no Estádio Joaquim Américo.

A dupla Atletiba está de parabéns pela pujança de suas enormes torcidas, ambas fidelíssimas e extremamente apaixonadas.

Que continuem assim, nessa corrida popular cercada de emoção e alegria, mesmo que nem um título esteja em jogo, a não ser o da comprovação de que Coritiba e Atlético são mesmo os caudatários do manto que cobre a paixão da maioria dos paranaenses pelo futebol.

Aflitos terá lotação total. E um pouco mais...

Empolgada com a arrancada do Náutico no Brasileirão, a torcida do Timbu promete lotar o estádio dos Aflitos na partida de sábado. E o Atlético ainda terá de encarar, além dos 19.000 torcedores nas arquibancadas, mais uma centena que assiste aos jogos "de camarote", nas sacadas dos edifícios que circundam o pitoresco estádio. Se bem que, pelas imagens acima, flagradas pelo Blog do Torcedor, de Pernambuco, vemos que há muitos vizinhos simpatizantes do Sport, rival do Náutico e também rubro-negro, que podem dar uma força para o Furacão.
Brincadeiras à parte, a partida será uma verdadeira prova de fogo para o Rubro-Negro. O Náutico não terá o zagueiro Toninho e o volante Elicarlos, expulsos no clássico contra o Sport. Em compensação, o zagueiro Onildo cumpriu a suspensão pelo terceiro cartão amarelo e volta à equipe.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Polêmica desnecessária

Toda esta polêmica acerca da "maior torcida" do Paraná é absolutamente desnecessária e infundada. Quem levantou a bola foram os próprios coxas, que após anos de ostracismo tentam sair do armário. Começaram a criar polêmica com meia-dúzia de outdoors, e a imprensa comeu com farinha. Depois, veio o "desafio" proposto pela Gazeta - vencido, é óbvio, pela torcida rubro-negra, mas que realmente careceu de critérios mais razoáveis, apesar da boa intenção.
Mas fato é fato, e não se discute. E os fatos estão aí para quem quiser se informar. Primeiro, basta ver qual é o recorde de público em jogos de futebol em todos os estádios da capital. Bom, todos eles foram em jogos do Furacão - inclusive no estádio dos coxas.
Em segundo lugar, há as pesquisas. OK, algumas delas podem ter sido feitas com base em um universo pequeno, não significativo, etc etc etc. Mas não é mera coincidência o fato de todas as pesquisas apontarem a Nação atleticana como a maior do estado. Entre elas, as realizadas por institutos sérios e de âmbito nacional, como o Ibope e o DataFolha. E dizer que todas as pesquisas foram "compradas" ou é muita ingenuidade ou é burrice mesmo...
Mas nenhuma pesquisa tem tanta significância como a realizada pelo instituto Paraná Pesquisas. Foram realizadas 6,7 mil entrevistas apenas em Curitiba. Para se ter uma idéia, uma pesquisa de intenções de voto para prefeito da capital, por exemplo, não ouve mais do que 800 entrevistados, com margem de erro de 3% a 4%. Com esta base de 6,7 mil entrevistados, a margem de erro é minúscula. Maiúscula mesmo foi a diferença entre a torcida atleticana e o segundo colocado.
Para ver os dados da pesquisa, clique aqui e aqui.
Interessante é que o próprio diretor do instituto é um coxa-branca e até comenta isso numa reportagem.
Ou seja, toda esta pseudo-polêmica é totalmente dispensável e não vale pra nada. Ou melhor, serve para os coxas continuarem a acreditar que ainda estão nos anos 70 e são os maiorais. Que continuem pensando assim.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Placar também destaca show da torcida atleticana

Não foi só a Gazeta do Povo que mostrou o show da torcida rubro-negra: matéria no site da revista Placar também destaca a boa presença de público na Baixada, ontem, e lembra que a Nação atleticana venceu o "desafio das torcidas" contra os coxinhas.
A conceituada ainda faz uma ressalva: não fosse a capacidade ainda limitada na Arena, a vantagem da torcida atleticana poderia ter sido muito maior: "No entanto, vale a ressalva de que não há como medir o poderia da torcida atleticana, uma vez que a Kyocera Arena ainda não está finalizada e, consequentemente, tem capacidade de público menor do que o Couto Pereira. Portanto, em um estádio cabem 26 mil pessoas e, no outro, 37 mil", destaca a reportagem.

Frase do dia

"Para quem insistia em falar que o Couto ficaria pequeno no sábado, o que ficou pequeno foi a moral dos coxas, visivelmente decepcionados com sua propria falácia. Para o CAP, faltou ingresso, para os coxinhas, faltaram torcedores".
Pedro Neto, usuário do Fórum Furacao.com.

Inspirado


Parece que o Tiago Recchia, criador dos "Três inimigos" publicados diariamente na Gazeta do Povo, se inspirou no joguinho "Chute um paranista para a segunda divisão" (7 posts abaixo) para bolar a charge publicada nesta segunda-feira.

Se você quiser treinar essa nova modalidade esportiva, clique aqui.

Ferreira, o humilde

Coluna do "corneta" Marcelo Babalu na Gazeta do Povo de hoje:

Só faltou o drible da foca

Se alguém tinha dúvida de quem é o maior time do estado – eu não tinha! –, ela acabou ontem. De uma vez só, demos um pau nos coxinhas e no paranazinho.

Coxinhas, aprendam. A maior torcida do estado é a do Furacão. Ganhamos deles por 14 torcedores. Que peninha! Hahahaha. Nem precisamos mais entrar em campo para ganhar um Atletiba.

Fico imaginando aquele torcedor que preferiu ficar em casa com medo da chuva. Coitadinho. Vai passar o resto da vida se lamentando. Encomendei dois pôsteres da massa rubro-negra. Um eu vou pregar na parede do meu barraco. O outro vou colar no computador do corneta Edson.

Já a turma do valetão, coitados. Ficaram espremidinhos lá no canto do Caldeirão vendo a festa da nossa torcida. E o Maculan paz-e-amor tem que dar um bicho para o Neguete. O sonho dele deve ser vestir o manto sagrado. Só assim para ele não jogar a Segundona no ano que vem.

Se bem que nem precisava da ajuda do beque de fazenda deles. O Marcelo Ramos mostrou que é matador. E o Ferreira acabou com o jogo. Deu chapéu, enganou a marcação, passe de gênio... Só não meteu o drible da foca porque teve humildade.

Uh, Caldeirão!

Vitória do povão rubro-negro... de novo!


A torcida rubro-negra foi em maior número na Baixada do que os coxas no Couto, no sábado, e venceu o "desafio" proposto pelo jornal Gazeta do Povo.

Parece que nem o próprio jornal acreditava na virada atleticana: na edição de domingo, uma matéria afirmava que os 25.082 pagantes que compareceram sábado ao jogo dos coxas não poderiam ser superados pela torcida do Atlético no dia seguinte - e que, por isto, os verdes teriam vencido, "por antecipação", o desafio proposto pelo jornal para ver qual time colocava maior público pagante neste fim de semana.

Ledo engano. A massa atleticana lotou a Arena e o número de pagantes chegou a 25.096.

Como prêmio, a edição de hoje traz um pôster da galera no estádio.

O que faz a diferença

Coluna de Augusto Mafuz desta segunda-feira, na Tribuna do Paraná:
Canto do cisne
Atlético 2 x 1 Paraná. Bem longe de mim a idéia de querer colocar dúvidas na vitória pela superioridade técnica do Atlético. E ninguém pode: o Atlético é melhor, foi melhor, e nessas circunstâncias de ontem, sempre será melhor.
Mas por trás dessa ampla superioridade, quase soberba no 1.º tempo, estava uma verdade inabalável: o Paraná caiu no canto do cisne, que atendia pelo nome de Nem. Acreditou no discurso do velho zagueiro de que era simples calar o povo da Arena.
O que quero dizer é que o Paraná tremeu. Parecendo um principiante, apavorou-se. Quando entrou em campo e viu aquela massa entupindo a Arena com o corpo e alma, ficou desarmado interiormente. Dou-lhe uma prova: o bom Neguete, que quase não falha, não falharia como falhou nos dois gols de Marcelo Ramos. No primeiro, porque desorientado emocionalmente em campo, quis aparar a bola no peito, quando Flávio estava pronto para pegá-la; depois, quando com a bola dominada, assustou-se, e perdeu a bola para Ferreira, que lançou Ramos para o segundo gol.
Mas, o Paraná não tremeu apenas em razão da ênfase dada pela alma atleticana nas arquibancadas. Foi, também, porque o Atlético fez 20 minutos, que há tempo não fazia: irresistíveis. Entrou jogando em cima do Paraná e ainda recebeu um presente que nunca esperava receber: os espaços abertos por todos os lados para Ferreira jogar. Já marcado, Ferreira é um diabo abençoado; livre, e na Arena lotada, é um invento divino. Nem o empate com o gol de Neguete deu equilíbrio ao tricolor. O máximo que conseguiu foi equilibrar o jogo no 2.º tempo, depois que Batista entrou.
Melhor de todos, Ferreira foi a segunda diferença. A primeira, a influência da torcida atleticana, outra vez.
De primeira
Nessa disputa sadia de torcida, o Atlético ganhou do Coritiba, porque o que se deve considerar é o número de pagantes. O número de presentes só pode ser considerado quando existe o mesmo espaço físico nos estádios. E aí, o Couto Pereira é bem maior.
Mas a importância do fato não está no número de um ou de outro. Está no conjunto: 60 mil pessoas foram ver futebol no final de semana em Curitiba. Isso é que mostra o que é a rivalidade entre dois clubes da mesma cidade.

domingo, 23 de setembro de 2007

Que seja sempre assim!

Após a partida, jogadores foram comemorar com a galera.
Que beleza ver essa multidão fanática lotando a Baixada e empurrando o Furacão pra cima do adversário, trazendo à tona novamente o melhor espírito do atleticanismo. Quando isso acontece o time pode até não vencer, mas os jogadores nunca deixarão de se doar ao máximo, jamais jogarão sem raça e vontade.
E foi isso o que se viu neste final de tarde de domingo: a torcida insandecida nas arquibancadas e os atletas respondendo com determinação total, disputando cada bola como se fosse a última. O resultado não poderia ser outro, senão a vitória sobre o time das várias vilas.
Como é bom ver Ferreira recuperado, jogando novamente aquele futebol que o transformou em ídolo da Nação atleticana, e, mais que isso, marcando, pegando, roubando a bola do adversário. Da mesma forma o Claiton, que quando chegou por aqui foi visto com antipatia pela maioria da torcida e agora está conquistando a todos pela garra com que veste a camisa rubro-negra. Como é bom ver o Netinho, outrora tão criticado, jogando como maestro do meio-campo. Como é bom poder começar a confiar de verdade no Viáfara. E como é bom ver que a diretoria acertou na contratação do camisa 9 Marcelo Ramos.
Com a vitória, o Furacão saltou cinco posições na tabela (passou Goiás, Figueirense, Corinthians, Flamento e Atlético-MG) e chegou à 11ª colocação, com 35 pontos.
Que esse alto astral continue para os lados da Baixada. Mas é bom manter os pés no chão. A situação na tabela ainda não é das melhores (apenas dois pontos nos separam da zona de rebaixamento) e o próximo jogo será uma pedreira, contra o Náutico, nos Aflitos. O Timbu venceu as últimas quatro partidas e será carne-de-pescoço. O importante é o time jogar com a mesma raça e determinação que mostrou nas últimas partidas.

sábado, 22 de setembro de 2007

Furacão pode subir 4 posições

O início da rodada do Brasileirão, neste sábado, foi excelente para o Atlético: o Goiás tropeçou em casa e apenas empatou com o América-RN (1 x 1), e o Figueirense perdeu para o líder São Paulo por 2 x 0. Por isso, com uma vitória amanhã o Furacão atinge os 35 pontos e passa os dois adversários na tabela (ambos têm 34 pontos).
Além disso, amanhã há o confronto direto entre Atlético-MG (32 pontos) e Internacional (34). E o Corinthians, com 33 pontos, encara um clássico contra o Palmeiras. Já o Flamengo, com 33 pontos, enfrenta o Juventude (26) em Caxias do Sul.
Ou seja, o Rubro-Negro pode, com sorte, saltar umas quatro posições na tabela.
Mas, para isso, precisa vencer o Paraná. Por isso, é dia de incentivar o time do primeiro ao último minuto. Que os jogadores entrem em campo também com este espírito que está a Nação Atleticana, um espírito alegre mas também guerreiro, que demonstrem raça e determinação, que disputem a bola com vontade em cada palmo do gramado da Baixada.
Assim, não tem quem nos ganhe no Caldeirão.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Game: chute o Paranito para a segunda divisão


O recorde, até agora, é 118.385 metros.

Coadjuvante

Em sua coluna desta sexta-feira na Tribuna do Paraná, Augusto Mafuz analisa a partida de domingo entre Atlético e Paraná:

Risos


Quando os cartolas são transformados em personagens centrais em um jogo, é sinal de que o futebol vai mal. Os simples números de Atlético e Paraná já bastavam para mostrar a importância do jogo.
Mas eis quem assume o comando do espetáculo: de um lado, Mário Celso Petraglia, uma repentina e nova versão de Madalena arrependida; de outro José Carlos de Miranda, trocando o papel de presidente, por pior que o desempenhe, pelo da pior espécie de humorista, que é o do trocadilhos.
E entre os dois, uma mídia pouco inspirada para tratar do jogo como jogo.
Mas, talvez, eu esteja querendo reclamar por uma realidade que não existe. Trata-se, afinal, de um jogo que será ambientado em uma desgraça técnica, pela qual irá se tentar concluir quem é o menos ruim.
Raciocinando para escrever, chego à conclusão que a realidade que provoco não existe. O grande jogo é Atlético e Paraná, domingo na Arena. Mas a grande motivação para ele é a disputa sadia para saber quem vai mais ao estádio: os coxas ou os atleticanos?
O Paraná é transformado em coadjuvante, de um espetáculo em que as estrelas são Atlético e Coritiba, que não se enfrentam no campo.
Não é uma contradição, mas a mais pura realidade em um futebol que determinados lugares são ocupados por casuísmo.
De primeira:
Miranda falou que o Atlético tem três presidentes: Mário, Celso e Petraglia. Um grande paranista me telefonou, e disse: “Gostaria que o presidente do Paraná fosse qualquer um dos dois: Mário ou Celso. Petraglia já seria pedir por um milagre."

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Atlético x Paraná: outro golaço



Kelly passa entre as pernas do zagueiro paranista, cruza de letra para o chute de primeira, certeiro, de Lucas.

Corra!

Porque os ingressos para a partida de domingo contra o time sem torcida já estão esgotando.

Paranistas irão em peso ao clássico

Não chegou a 800, como eu havia especulado neste blog, o número de ingressos adquiridos pela diretoria do Paraná Clube para repassar aos seus torcedores que pretendam ir ao clássico de domingo na Baixada. Foram 700. Assim, se a diretoria do time das vilas conseguir vender toda a carga, quase a totalidade da torcida tricolor estará presente à Arena. Uma torcida que cresceu surpreendentemente: há alguns anos, cabiam numa kombi; hoje já são necessários uns 5 ônibus!

Sócios ganharão camisa oficial

A diretoria do Atlético decidiu como vai recompensar os sócios-Furacão: cada um vai ganhar uma camisa oficial do Atlético.
"Dentre tantas as propostas, escolhemos aquela que materializa o verdadeiro amor ao Furacão. Cada sócio receberá sem qualquer custo, uma camisa oficial do CAP! Solicitei à Umbro, fornecedora oficial dos uniformes do Atlético Paranaense, 3.600 camisas, de edição única e exclusiva para presentear as pessoas que mais apoiaram o Furacão. Os sócios poderão ostentar o orgulho de ser contribuinte, algo fundamental à própria existência do clube", diz em comunicado o presidente do Conselho Gestor, João Augusto Fleury.
A forma de entrega e o prazo serão divulgados nos próximos dias no site oficial do clube.

Nem choro, nem vela

No primeiro turno do Brasileirão, a diretoria do time sem torcida teve a pachorra de cobrar R$ 40 de cada rubro-negro que quis assistir a Paraná x Atlético na Vila Capanema, o único estádio coberto do país (coberto por um viaduto). Agora, reclamam por ter de pagar os mesmos R$ 40 no estádio mais moderno do Brasil.
Corre nos bastidores a informação de que a diretoria paranista adquiriu 800 ingressos para revender à sua inexpressiva torcida. Perguntar não ofende: será que não vai sobrar ???

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Festa total. Curvas a quinzão. Caveiras liberadas. Caldeirão fervendo


O bicho vai pegar pra valer para os adversários na Baixada. Em carta dirigida à torcida e publicada no site oficial do clube, o presidente do Conselho Deliberativo, Mario Celso Petraglia, comunicou a liberação, no estádio, de uma faixa por torcida organizada e de outros adereços como as tradicionais caveiras de isopor dos Fanáticos. Mas a grande notícia é a ampliação dos setores Buenos Aires e Madre Maria, com a incorporação das "curvas". Assim, haverá mais ingressos a R$ 15 à disposição da torcida Rubro-Negra e o espaço para as organizadas no estádio ficará maior. As medidas valem já para a partida de domingo, contra o time sem torcida.
Em contrapartida, o clube pede apenas o apoio incondicional da Nação atleticana aos jogadores. "
Por isso tudo, peço a você, companheiro Rubro-negro, que continue a apoiar o Atlético Paranaense e cada vez mais coloque o seu sentimento de amor ao clube acima de tudo quando for ao nosso estádio. Não vaie e não deixe vaiar, nem jogadores, nem comissão técnica. Fazer isso é fazer justamente o que os nossos "rivais" desejam. Vaiar um atleta que veste a camisa do Atlético Paranaense durante a partida, ao primeiro passe errado, como fizeram com o jovem Pedro Oldoni, é uma atitude autofágica. Sei que é uma pequena parcela de torcedores que faz isso, mas podemos evitar essa triste demonstração de egoísmo. Valorize, orgulhe-se de tudo aquilo que o Atlético Paranaense é, um clube grande e capaz de tudo, até de superar as adversidades mais difíceis. O apoio tem que ser incondicional, é isso que faz nosso time gigante", diz Petraglia em seu comunicado.
Os ingressos para o jogo contra o Paraná, domingo começam a ser vendidos nesta quinta-feira (20 de setembro) nas bilheterias da Arena a partir das 10 horas. Para saber quais são os demais postos de venda
, clique aqui.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Grandes momentos: Atlético x Paraná



Vamos relembrar aqui neste blog alguns dos grandes momentos do Furacão contra o time das vilas - adversário do próximo domingo pelo Brasileirão. Este, de Dênis Marques, na goleada por 4 a 0 em 2006, virou propaganda da SporTV.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

A língua é o chicote da bunda

Os dois maiores públicos deste ano no estado do Paraná foram registrados em jogos do Atlético, na Baixada, contra o Palmeiras, ontem, e contra o Fluminense, pela Copa do Brasil. Precisa falar mais alguma coisa?

Alma de atleticano

Coluna de Augusto Mafuz, hoje, na Tribuna:
Voltando a sofrer

Embora ainda tenha algum tempo para viver, a vida já me ensinou que, quando não existem maiores ilusões, os sentimentos se tornam previsíveis, e o da própria perda, que é o mais traumático, se torna ameno.
Mas, às vezes, o que é previsível se torna injusto. A perda, então, em qualquer situação, traz o trauma insuperável. Seria injustiça se o Atlético não ganhasse o jogo que ganhou do Palmeiras, ontem na Arena: 2x1.
Não só jogou bem, porque em alguns momentos foi excepcionalmente bem, para ser melhor do que o poderoso e original “verdão”. Talvez, se apenas jogasse bem não seria suficiente para ganhar.
Precisou ir além. Ao perfeito equilíbrio de funções técnicas em razão do trabalho deste brilhante Ney Franco (deu um nó em Caio Júnior), agregou-se a alma. Quando procuraram o segundo gol, os atleticanos pareciam ir em busca de um ideal, que ia além da vitória. Ideal que é raro neste futebol de mercado.
O segundo gol, o da vitória, foi a manifestação dessa verdade. Já indo para o final com um empate fatal, Netinho iniciou uma linha de base, que terminou no gol da vitória.
E como era o Atlético na sua mais pura e bela natureza, o autor do gol teria que ser especial: jeito de atleticano, alma de atleticano, berço de atleticano, cara de atleticano. Um atleticano, Pedro Oldoni.
Mas antes de ser alma, o Atlético foi time.
Não ganhou aleatoriamente do Palmeiras, embora corresse o risco de não vencer quando Ferreira, desacordado, teve que sair. O Palmeiras ganhou corpo, avançou o time, e empatou. Mas eis que surge a lucidez do treinador Ney Franco, que com Willian e Oldoni empurrou outra vez o Palmeiras para trás. Ganhou quem foi melhor.
Netinho foi o melhor em campo. Deu dinâmica individual e tática ao time.
Clayton foi um monstro. Foi a alma.
Marcelo Ramos, com a número 9, deu o que há tempo o Atlético não tinha: forma.

domingo, 16 de setembro de 2007

Prato predileto: leitão no caldeirão

E, mais uma vez, o Palmeiras sucumbiu à pressão do Caldeirão da Baixada. Desde que a Arena foi reinaugurada, o porco paulista não conseguiu vencer uma partida sequer por aqui. A vitória de hoje, por 2 a 1, tirou o Atlético da zona de rebaixamento. A torcida que lotou o estádio (foram 23 mil espectadores) e empurrou o Furacão para cima do porco tem compromisso marcado no próximo domingo. O adversário é o Paraná Clube, concorrente direto na luta contra o rebaixamento.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

O troco

Embora eu ache uma bobagem dar trela para a meia dúzia de outdoors que os coxinhas colocaram na cidade, os atleticanos do Orkut já prepararam uma réplica e botara na rede. E, convenhamos, ficou engraçado.
Bom, quem fala o que quer...
Mas, mais engraçado que isso, só a notícia publicada hoje na Tribuna do Paraná de que o jogador Tuta, cuja imagem está estampada nos outdoors dos coxinhas, vai à Justiça para cobrar uma indenização do invejoso clube da segunda divisão. De forma amadora, o diretor de marketing do clube, chamado Pork (não, não é sacanagem, o cara se chama Pork mesmo) manipulou uma foto em computador e tentou se justificar dizendo que era "apenas um desenho". Quáquáquá. Bem coisa de coxa mesmo. O próprio Grêmio, atual clube do jogador e que paga os direitos de imagem ao atleta, também anunciou que estuda medidas judiciais.

Petraglia convoca a maior Nação do estado

Em artigo publicado no site oficial do clube, o presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, Mário Celso Petraglia, convoca a torcida a lotar a Baixada no domingo. No texto, Petraglia lembra que a torcida rubro-negra é disparadamente a maior do estado, "o dobro do time segundo colocado nas pesquisas", e desedenha da campanha de "marketing" promovida pelo rival local em meia dúzia de out-doors: "Mesmo sabendo que em seus próprios domínios o Atlético Paranaense é o detentor de um recorde de público que jamais será batido, estão guinchando factóides em campanhas de marketing para motivar seu povo que historicamente sempre fugiu da raia".
Confira o texto na íntegra:
A hora é agora

Meus caros Rubro-negros da maior nação do estado do Paraná. Mais uma luta se aproxima. A nossa casa, a mais moderna da América Latina, aguarda a todos os atleticanos para uma grande corrente em busca de mais uma vitória. É o que desejamos e com a nossa força nós poderemos alcançar.
Nas atuais circunstâncias, não espero nada menos do que casa cheia neste domingo e nos próximos jogos na Kyocera Arena.
O Atlético Paranaense está unido em torno de uma ampla recuperação, torcida, diretoria, comissão técnica e jogadores. Em nome desta união, é importante que a torcida dê uma resposta positiva.
Eu refleti sobre muitas coisas nesta nossa caminhada e peço agora a você torcedor do Atlético Paranaense uma reflexão.
Nossa média de público nos últimos dez anos foi algo em torno de treze mil pessoas. Eu considero pequena para o tamanho da torcida atleticana, um contingente de um milhão de pessoas, o dobro do time segundo colocado nas pesquisas. É uma média superior às dos outros times da capital, mas ainda inexpressiva para nosso potencial. Podemos mais. Sempre podemos mais.
O Atlético Paranaense merece o nosso sacrifício e o nosso compromisso.
Mesmo com o nosso crescimento patrimonial e em títulos nestes dez anos, a média pouco cresceu. Mesmo com títulos expressivos como o de Campeão Brasileiro, Campeão da Seletiva para a Libertadores, Vice-campeonato Brasileiro, em que nos ficamos nas primeiras colocações na maioria daquele certame, Vice-campeonato da Libertadores da América, o maior resultado internacional de um time paranaense, além de tri-campeonato estadual e participações expressivas em campeonatos no Brasil e no exterior, nossa média ainda permaneceu aquém do nosso potencial. É hora de provar que a torcida atleticana é a mais forte.
Provem a mim, provem a vocês mesmos, que cada um prove, com sua participação e comprometimento com o nosso amado clube, que faz parte de um povo fiel e lutador. Não falo de facções, setores de torcida, falo da torcida como um todo. Cada Rubro-negro que forma a maior nação do estado é importante, somos todos iguais em nosso ideal, que é ver o Atlético Paranaense grandioso e vencedor.
Todos estão convocados, eu, você, todos nós. Estarei na nossa querida Baixada junto com você, vamos fazer a prova dos nove, é hora da resposta, é hora de provar que não existe falácia, mas existe uma verdade chamada Atlético Paranaense e que é construída dia-a-dia com a participação de todos.

Rivais do passado vêm à público, movidos pela inveja que os consome, para brincar com a nossa força. Cutucaram onça com vara curta! Mesmo sabendo que em seus próprios domínios o Atlético Paranaense é o detentor de um recorde de público que jamais será batido, estão guinchando factóides em campanhas de marketing para motivar seu povo que historicamente sempre fugiu da raia.
O Atlético Paranaense tem uma única resposta a dar: comprometimento em massa daqui para frente.

A manipulação da própria desgraça

Em sua coluna de hoje na Tribuna do Paraná, Augusto Mafuz comenta os out-doors provocativos que a coxarada espalhou pela cidade:

Falácia
Debates não acontecem por acaso, são motivados por fatos. Já está espalhada na cidade, mensagem estática (outdoor) que apresenta uma foto do artilheiro Tuta, depois de um gol, sugerindo silêncio para a torcida, cuja a mensagem deve ser identificada como a do Atlético. Diz: “‘Falacianos”. Torcida se mede dentro do estádio.”
Não há dúvida de que a criação tem certo brilhantismo, porque, de natureza oportunista, parte do infeliz conceito que Mário Celso Petraglia deu à torcida do Atlético: quis dizer paradoxo, porque sendo a maior do Paraná, a torcida deveria comparecer, mas usou o termo falácia, que sugere inverdade.
Mas uma mensagem, e em especial essa de caráter esportivo, centrada na rivalidade histórica entre coxas e atleticanos, não pode dissociar a aparência, que é a imagem, do seu conteúdo, que são as circunstâncias do momento.
Nesse aspecto, a mensagem é absolutamente vazia. Bem analisadas as circunstâncias, infeliz. Há dois anos, o Coritiba se humilha na 2.ª divisão. A boa campanha do momento não lhe cria nenhum direito, a não ser o da expectativa da volta.
A graduação da presença de uma torcida no estádio, ocorre pelo estímulo de resultados, para o bem ou para o mal. A excelente média de público do Coritiba nesta Segundona decorre de dois fatores estimulantes: o objetivo é a expectativa próxima à certeza da volta à 1.ª divisão, em razão das vitórias. A vitória estimula a paixão pelo clube, e a melhor forma de satisfazê-la é ir ao campo.
O segundo fator é o emocional: os coxas, no íntimo, se sentem constrangidos e humilhados por estarem na 2.ª divisão. São sentimentos absolutamente naturais do torcedor: após passar o impacto do fracasso, vem a humilhação, que é trânsito para a solidariedade.
A infelicidade maior da mensagem está na manipulação da própria desgraça.
Foi uma falácia, porque todos os raciocínios errados são uma falácia.
* * *
Se o leitor quiser saber qual é o raciocínio certo, clique aqui ou aqui ou aqui ou aqui.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Maculan: "Quem ama o clube vai pra Arena"

Matéria publicada pela Gazeta do Povo On-line:

O diretor de futebol do Atlético Paranaense, Alberto Maculan, voltou a pedir o apoio dos torcedores para que o time vença o Palmeiras no próximo fim de semana. Depois da derrota para o Vasco nesta quarta-feira, o dirigente disse que a Sul-Americana é página virada.
“Esse jogo ‘já era’ depois do resultado lá em Curitiba. Mesmo assim eles tentaram, mas infelizmente perdemos. É pagina virada. Continuamos com o foco no Brasileiro e precisamos da união da torcida, jogadores, diretoria e imprensa. Gostaria de solicitar que a torcida possa jogar para debaixo do tapete qualquer rusga e mágoa para depois, quando acabar o campeonato. Precisamos de união e motivação. Juntar todo mundo numa sinergia”, disse.

O dirigente garantiu que o clube não será rebaixado. “Agora é vitória e vitória. Temos que fazer o dever de casa e daí terminamos bem na classificação. Temos sete jogos em casa e temos que ganhar, a começar no domingo contra o Palmeiras, depois pensar no Paraná e no jogo de seis pontos contra o Náutico. O nosso clube, o nosso Atlético vai continuar na primeira divisão”.

O preço dos ingressos é um grande atrativo, segundo o diretor. “Atleticano que ama seu clube vai para a Arena. Aproveite o ingresso pela metade do preço e apóie o time do início ao fim. Todos numa sinergia de vitória. Só vitoria. Se Deus quiser, com o trabalho que estamos fazendo, vamos conseguir essa vitória domingo”, concluiu Maculan.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Sula já era. Agora é foco total no Brasileirão


Como esperado, o Atlético deu adeus à Copa Sul-Americana nesta noite, ao ser novamente derrotado para o Vasco (com o time reserva) por 2 a 0. Agora é foco total no Brasileirão. Das próximas cinco partidas do Furacão, quatro são na Baixada. A reação começa neste domingo, contra o Palmeiras. O jogo seguinte é praticamente uma decisão, contra o Paraná, candidatíssimo ao rebaixamento. São dois confrontos fundamentais para o Furacão. Vista a camisa, faça sua oração e vá com fé à Arena. Vamos começar a virada rubro-negra.

Justa homenagem

Em sua coluna de hoje na Tribuna, Augusto Mafuz homenageia um dos grandes torcedores atleticanos:
Zezão

Era um coitado o árbitro que, na Baixada, ousasse imaginar um erro contra o Atlético. E se o erro saísse da imaginação, era um pobre coitado. Zezão saía da barraca da Brahma, que ficava atrás do gol de fundos, lá na curva de onde se jogava laranja, perto do “pinheiro do Boluca”, e vinha. Vinha escada abaixo, e era tão fulminante, que parecia rolar.
Baixinho e gordinho, de bigode e sem cerimônias, transformava-se em um gigante: crescia tanto, que dobrava o seu metro e meio.
Ninguém era capaz de segurar Zezão. Nem a sua alma que se afogava em tanta bondade. Ela quase ficava no seco, porque a bondade de Zezão não era somente essa bondade que é distribuída por Deus. Era uma bondade divina, é verdade; mas, era uma bondade que só existia em razão de um ideal de sua vida: o Atlético.
E Zezão chorava pelo Atlético na derrota. E Zezão chorava pelo Atlético na vitória. Em Atletiba, ganhando ou perdendo, Deus do céu. Ninguém consolava Zezão. O tempo passou, mas ele não quis crescer. Tinha medo de perder a ilusão, aquele sentimento tão nobre de quem ama alguém ou alguma coisa.
E, de repente, Zezão viu tudo ir embora. A Baixada para ficar suntuosa, em forma de arena, teve que sacrificar aqueles que eram seus valores intocáveis: a barraca da Brahma, o “pinheiro do Boluca” e a curva da laranja. E Zezão chorava na Arena.
E chorava. Fosse Gabriel García Márquez diria que Zezão, pelo Atlético, “chorava à goela solta, como choram os árabes os seus mortos”.
Parecia com a alma esgotada de tanto sofrer e vibrar pelo Atlético. Eis quem surge para Zezão: Alex Mineiro e os seus gols antológicos naquelas tardes de domingo de 2001.
O tempo passou, mas Zezão continuou a chorar. Agora chorava de orgulho de ver tudo o que a sua paixão o impedia de sonhar; e chorava, como forma de agradecer a Deus de conservar o seu ideal de vida, eternizado por aqui: o Clube Atlético Paranaense.
Esclarecimentos

Zezão era José Américo Guimarães. Neto de Joaquim Américo, que dá o nome à Arena. Morreu no domingo.
Curva da laranja: nos fundos da Baixada. Passou a ser chamada assim, durante um jogo Atlético x Jandaia, em 1968, quando a torcida jogou laranja no árbitro.
Barraca da Brahma: era a barraca de venda de bebidas, mas tendo como referência a cerveja da época.
Pinheiro do Boluca: referência a Boleslau Slyviani, hoje mais tradicional jornalista esportivo do Paraná, da Tribuna do Paraná, a quem peço licença para citar. Contam os atleticanos da época, que Boluca fazia gols pelo Atlético, mas às vezes a bola de seus chutes subia demais, e batia no grande pinheiro dos fundos.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Atlético deposita nesta quinta os R$ 300 mil por Marcelo Ramos

No começo desta tarde a Furacao.com já trazia a informação de que o veterano atacante Marcelo Ramos, atualmente disputando a Série B pelo Santa Cruz, já estava acertado com o Atlético. Agora à noite, o Blog do Torcedor do Jornal do Commercio, do Recife, dava mais detalhes sobre a negociação:
Negociação confirmada

O presidente do Santa Cruz, Edson Nogueira, não recebeu ligação de dirigente algum do Atlético-PR. Porém, a ida de Marcelo Ramos para o Atlético-PR está confirmadíssima.

O repórter João de Andrade Neto conversou com o representante do Atlético-PR no Ceará, Magno Moraes, disse que está com o cheque no valor de R$ 300 mil nas mãos para entregar o presidente do Santa Cruz amanhã.

"Eu, o advogado do Atlético-PR, Gil Ferraz, e o procurador do jogador estaremos no Recife amanhã para entregar o cheque a Edinho", disse.

Marcelo Ramos viaja amanhã à tarde com destino ao Paraná.

À espera de um milagre ?

A maioria da Nação Atleticana já deixou de lado a Copa Sul-Americana. Pudera: a derrota por 4 a 2 em plena Baixada esfriou o caldeirão e transformou a classificação numa missão praticamente impossível. O Furacão só passa para a próxima fase se ganhar do Vasco por 3 gols de diferença. Sendo que, em 12 partidas disputadas no alçapão de São Januário, o Rubro-Negro não conseguiu vencer uma sequer.
Mas, nem que seja lá no fundinho da alma, todos os atleticanos esperam por um milagre.
Pode ser um jogo daqueles em que, quando menos se espera, o time acaba enfiando 1, 2, 3 gols.
Quem sabe Evandro ou Netinho estejam inspirados. Quem sabe Dinei ou Marcelo desencantam. Quem sabe...

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

STJD absolve Rhodolfo

Em julgamento realizado agora há pouco no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o zagueiro Rhodolfo foi absolvido. Ele havia sido denunciado por jogada violenta quando da expulsão na partida contra o Internacional, em Porto Alegre. O coordenador geral de futebol, Luiz Fernando Cordeiro, denunciado por ofender o árbitro, também foi absolvido. Veja a notícia publicada no site do STJD:
Furacão aliviado
Por Aline Pereira – 10/09/07 19:49


Menos uma preocupação para o time do Atlético-PR. Em julgamento realizado pela Primeira Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), na noite desta segunda-feira, o zagueiro Rhodolfo e o coordenador geral de futebol, Luiz Fernando Cordeiro, foram absolvidos.
Após deixar o STJD, Rhodolfo não escondeu o seu alívio pelo resultado. “Não consigo nem explicar o que estou sentido nesse momento. Estou muito aliviado por ter sido absolvido e tenho a certeza de que a defesa do Dr Moro foi fundamental. Agora é levantar a cabeça e seguir em frente para ajudar o Atlético-PR a sair da zona de rebaixamento. Temos o Vasco pela frente, que não será moleza”, revelou o jogador.

O zagueiro foi denunciado por infração ao art 254 (praticar jogada violenta) e o dirigente respondeu ao art 188 ( Manifestar-se de forma desrespeitosa, ou ofensiva, contra membros do Conselho Nacional de Esporte (CNE); dos poderes das entidades desportivas ou da Justiça Desportiva, e contra árbitro ou auxiliar em razão de suas atribuições, ou ameaçá-los) , ambos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

A denúncia foi feita no jogo contra o Internacional, no dia 25 de agosto, pelo Campeonato Brasileiro. O Inter venceu por 1 a 0 com um gol de pênalti erradamente marcado pelo árbitro Luiz Antônio Silva Santos, irritando a diretoria do Atlético-PR.

Começa a mobilização

A torcida do Furacão já começou a se mobilizar novamente, a princípio para a partida de domingo, contra o Palmeiras, na Baixada. O objetivo é empurrar o time para quatro vitórias nas próximas quatro partidas em casa.

Que folga!

Coluna de Augusto Mafuz de hoje na Tribuna do Paraná:
Volta

O gramado do Maracanã é naturalmente, largo e grande. Mas fica maior ainda, quando um time de pouca qualidade individual vai jogar carregado de erros técnicos.

O gramado do Maracanã foi um deserto para o Atlético, sem nenhuma ilusão de se encontrar um ponto de chegada: com Ramon sem condições física e técnica para exercer a função de mando no meio, pois não combate, não marca e erra todos os passes, com Claiton imobilizado atrás pelo próprio esquema, o time rubro-negro voltou a ser um time frágil. Daí, Fluminense, 2 a 0.

Não há que se considerar que o Fluminense jogou pouco. É que qualquer análise do jogo é esgotada no próprio Atlético: simplesmente, não jogou nada.

E seu equívoco foi praticado por seu Ney Franco à partir da insistência em manter Ramon. Já tinha sido assim em Goiânia. Mas visto antes, foi atacado no intervalo. Ontem Ramon ficou em campo 60 minutos sem correr marcar ou acertar passes. Essa falha criou uma espiral que repercutiu em todos os setores do time, impedindo a função de Claiton, e obrigando Antônio Carlos a avançar.

O futebol de hoje não pode prescindir de nenhum jogador nas funções de combate e de marcação. A briga no campo há tempo deixou de ser só pela bola. É, em especial, pelo espaço.

O Atlético deu uma folga que nem mesmo o Fluminense esperava. Arouca e Tiago Neves jogando livres foram empurrando a bola por baixo e por cima para Somália, que se divertiu com Danilo. Gustavo é melhor que Danilo.

Acosta virá?

Por enquanto não passa de especulação, mas alguns setoristas do Atlético nas rádios de Curitiba e alguns programas de tevê dão como certa a vinda do uruguaio Beto Acosta, atualmente no Náutico. O possível acordo é também citado na coluna Arquibancada, publicada hoje na Gazeta do Povo.
Segundo o jornal,
quem estaria intermediando o negócio seria "don" Gustavo Matosas, ex-jogador do clube.
Acosta, de 30 anos, vem jogando um bolão pel oNáutico, e já marcou 12 gols neste Brasileirão - quatro deles na última partida do Timbu, contra o Botafogo.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Bom de palpite

Dias atrás, dei uma de palpiteiro e opinei aqui sobre os resultados dos jogos do Atlético no primeiro turno. Chutei que venceríamos 9 partidas. Na enquete feita aqui no blog (veja na coluna ao lado), a maioria apostou em 8 vitórias. Duas já foram. Faltam ainda 14 rodadas.
Até agora, meus palpites foram bem razoáveis. O Furacão somou o número de pontos exato que eu havia chutado para estas cinco primeiras rodadas do returno: 7. Se bem que eu havia apostado numa vitória contra o Figueira e num empate contra o Goiás - e esses resultados se inverteram:
  • Atlético x Figueirense - Atlético (deu empate)
  • Internacional x Atlético - Inter (acertei)
  • Santos x Atlético - Santos (acertei)
  • Atlético x Atlético Mineiro - Atlético (acertei)
  • Goiás x Atlético - Empate (deu Furacão)
Meus palpites para o restante da temporada foram os seguintes:
  • Fluminense x Atlético - Atlético
  • Atlético x Palmeiras - Empate
  • Atlético x Paraná - Atlético
  • Náutico x Atlético - Atlético
  • Atlético x Botafogo - Empate
  • Atlético x Vasco - Atlético
  • Juventude x Atlético - Empate
  • Atlético x América - Atlético
  • Cruzeiro x Atlético - Cruzeiro
  • Atlético x Grêmio - Empate
  • Corinthians x Atlético - Empate
  • Atlético x Sport - Atlético
  • Flamengo x Atlético - Flamengo
  • Atlético x São Paulo - Atlético

Santa coerência

Coluna de Augusto Mafuz desta quinta-feira, na Tribuna do Paraná:

Verdade franca
À certa altura do jogo, e o Atlético ainda não ganhava. Pensei que não era o Atlético que jogava. Não é um poema nem um jogo de palavras, mas apenas a forma de escrever uma verdade.
É que era um time tão organizado, era um time tão equilibrado, que parecia um time. E podia ser o Atlético, mas não lembrava o Atlético.
E eis a grande verdade: o Atlético, não renegando a sua própria história de contradições, voltou a ser um time de futebol.
E por trás, ou pela frente, decida o leitor, existe um nome: Ney Franco, seu treinador.
Não sei o que será o Atlético amanhã ou depois de amanhã. Pode voltar a jogar mal, é certeza que voltará a perder, mas pela primeira vez neste 2007, mandou para campo um verdadeiro time.
Não pense que a vitória, sobre o poderoso Goiás, em jogos no Serra Dourada, foi aleatória, como às vezes são as vitórias no desespero. Foi uma vitória, digamos, brilhante, em que revelou a grande esperança para afastar a angústia: Ney Franco, seu treinador.
Sua virtude foi simplesmente, simples: a coerência. Manteve o esquema de três zagueiros, não para ser moderno, mas para ser coerente. Com Danilo, Rhodolfo e o excelente Antônio Carlos, protegeu o goleiro; com Valencia comandando a marcação, protegeu a defesa; e com todos voltando, lutando, marcando com renúncia de função, desarmou e atacou.
Era o Atlético para ganhar já no 1.º tempo, aliás, irrepreensível. Aliás, o melhor tempo de jogo que fez nos últimos tempos. Agora sim, é um jogo de palavras para alcançar o corolário da vitória atleticana: viu-se que Ramon estava mal, e entrou Netinho. Com empate, Ferreira passou a vir de trás. Então, o segundo de Pedro Oldoni, e o terceiro do surpreendente Willian, encerraram o espetáculo, mas um espetáculo.
O gol de ameaça do Goiás não causou nenhum trauma.
O Atlético era tão surpreendente maravilhoso, que já tinha vencido.
Uma vitória de Ney Franco, em que Antonio Carlos foi o melhor, e Pedro Oldoni foi o mais importante.
Resta saber se Petraglia vai confirmar a humildade da “Carta aos Atleticanos”.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Vitória e alívio

Aos poucos o torcedor rubro-negro começa a respirar um pouco mais aliviado e até a esboçar um sorriso no rosto.
Na noite desta quarta-feira o Furacão, em pleno Serra Dourada, venceu o Goiás por 3 a 2, numa bela apresentação de todo o time e especialmente do meia-atacante Ferreira, dando o troco pela derrota do primeiro turno na Arena. Detalhe: o rival não perdia em casa havia 10 partidas.
Pela segunda vez neste Brasileirão, o Atlético conseguiu conquistar duas vitórias consecutivas. A primeira vez tinha sido lodo na segunda rodada da competição, quando venceu Figueirense e Internacional.
Com o resultado, o Furacão sai da zona de rebaixamento, embora ainda ocupe uma posição difícil na tabela. A próxima partida será no domingo, contra o Fluminense, no Rio de Janeiro.

Sessão Nostalgia: mais da Clube B-2

No post em que falei sobre o fim das transmissões esportivas na rádio Clube B-2, faltou citar algumas passagens importantes, que ligam intimamente a história da emissora com a do Atlético. Por exemplo: a primeira transmissão de uma partida feita pela rádio foi no dia 2 de setembro de 1934, na velha Baixada (foto). Coincidentemente, a última ocorreu no domingo passado, também no templo sagrado, novamente numa partida do Furacão...
***
Dando uma olhada no tópico sobre o assunto criado no Fórum Furacao.com, lembrei-me também de alguns outros detalhes que ficarão para sempre na memória do torcedor paranaense.
Como, por exemplo, o sambinha que tocava imediatamente após o grito de gol do narrador: "É gooool, que felicidade! É gol, o meu time é a alegria da cidade".
Em seguida, Lombardi Junior emendava:
"Bonito, Washington!
Alegria, alegria, alegria, alegria, alegriiiiia do meu povão rubro-negro!
Estremece esse gigante de cimento armado.
Braços erguidos aos céus!

Olha o que você fez Washington!
Olha o que você fez com milhares de torcedores do rubro-negro espalhados pelos quatro cantos do Paraná!!"

Arrepia só de lembrar. Bons tempos. Tempos de rádio com emoção. Sem transmissão pela TV, a galera de ouvido colado no radinho imaginando o lance. Bons tempos.

Os Fanáticos também soltam nota pregando união

Após o presidente do Conselho Deliberativo Mário Celso Petraglia publicar um artigo pregando a união de todos os atleticanos, a torcida organizada Os Fanáticos também publicou, em seu site, uma nota oficial mostrando qual é o seu posicionamento. No texto, a diretoria da TOF afirma que aceita uma aproximação. "Humildade é algo que jamais nos faltou, não queremos ser comclamados somente quando precisam, porque sempre estivemos juntos, e não deixaremos em momento algum na história que isso seja diferente".
Para ler a íntegra da nota, clique aqui.

Libertadores agora é do banco Santander

Com Lima, Furacão foi vice-campeão da Libertadores em 2005.


Após 10 anos de contrato com a Toyota, a Confederação Sul-Americana de Futebol informa que o grupo bancário espanhol Santander Central Hispano (SCH) vai ser o novo patrocinador da Copa Libertadores da América a partir do ano que vem.
O anúncio oficial aconteceu ontem. Segundo Néstor Benítez, porta-voz da CSF, o contrato será assinado no próximo dia 27, e os detalhes serão divulgados na cerimônia.
A Copa Libertadores, disputada desde 1962, é o principal torneio sul-americano. O Furacão já participou da competição em três ocasiões, chegando ao vice-campeonato em 2005. Este ano, o principal objetivo do clube era conseguir uma vaga para a edição do ano que vem. Com a eliminação na Copa do Brasil e a má campanha no Brasileirão, o sonho de voltar à Libertadores ficou novamente adiado.

Equilíbrio emocional

Coluna de Augusto Mafuz, hoje, na Tribuna:
Prático

Na mesma proporção da importância da vitória, foi o jogo que o Atlético fez contra o Galo. Lembre-se: sem ser brilhante, e nem seria possível, foi prático. E a essa altura do campeonato, e como estão os números, o Atlético não pode ir contra a natureza desse time. Prático é o que deve ser.
Entenda-se no caso o conceito de time prático: é o time que, consciente de suas limitações técnicas, corrige-se através de disciplina tática, e entrega física e emocional do jogador em campo.
Os dois, a vitória e o jogo que passaram, são boas referências para empurrar o torcedor para frente da televisão: o Atlético pega o Goiás no Serra Dourada, dotado do mínimo equilíbrio emocional que um time precisa para jogar sob a pressão exercida naturalmente pelo ambiente adversário.
Mas a graduação desse otimismo está sob uma condição: o Valencia. Com três zagueiros, o colombiano deu um passo à frente, e mostrou ainda mais virtudes: além de conter, passou a cobrir. É daqueles, que em boas condições, equilibra o sistema do seu time e desequilibra o do adversário.
Se Valencia não jogar, deve entrar Erandir. Menos ruim. Iria ser Alan Bahia se não fosse a suspensão.
A impressão que ficou do esquema usado contra o Atlético Mineiro, foi razoável. Pode começar a sair do campo da impressão para chegar ao da certeza, se Ney Franco mantê-lo. E Oldoni não perder gols como perdeu contra o Galo.

Só depois

Eu não havia reparado, mas no mesmo BID onde Wallyson aparece como jogador do Atlético, há a informação de que o Furacão o emprestou ao ABC até o final do ano. Ele só vem mesmo após o término da participação do time potiguar na Série C.

BID da CBF já traz Wallyson como atleta do Atlético

Para a surpresa geral da Nação, o jovem atacante Wallyson, do ABC, de Natal, aparece registrado como jogador do Furacão na edição desta terça-feira do Boletim Informativo Diário (BID) da CBF.
Segundo informações da imprensa potiguar, os dois clubes já teriam acertado a transferência do atleta para o CT do Caju, mas ele só viria após a participação do ABC na Série C do Brasileirão. Como o Atlético ainda não se manifestou sobre a transação, fica a dúvida: Wellyson já pode ser utilizado pelo técnico Ney Franco?
Segundo o BID, o vínculo do jogador com o Atlético vai de 03/09/2007 a 02/09/2010.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Imprensa de Pernambuco diz que Atlético contratou Piauí, lateral do Santa

Segundo o Diário de Pernambuco, o lateral-esquerdo Piauí, que pertence ao Porto de Caruaru mas está disputando a Série B do Brasileirão pelo Santa Cruz, seria a mais nova contratação do Atlético. O jornal fala em "informações extra-oficiais", já que a diretoria do clube pernambucano não confirmou a transação.
Segundo o jornal, Piauí só viria para o Furacão depois de terminado o Campeonato Brasileiro. Na negociação, o Porto receberia R$ 400 mil por 80% dos direitos federativos do atleta.

A frase

“Posso garantir que o velho Atleticão voltou”
Alberto Maculan, diretor de futebol do Furacão, em entrevista à Gazeta do Povo

Petraglia prega união pelo Atlético

Em artigo publicado no site oficial do clube, o presidente do Conselho Deliberativo, Mário Celso Petraglia, em, tom de desabafo, prega a união de toda a Nação Atleticana. No texto, o dirigente admite erros e, humildemente, assume estar revendo algumas de suas posições. E sentencia: "Vamos juntos mostrar que ninguém mexe com a honra do Atlético Paranaense. Se querem nossa desunião, se querem vaias, se querem o tumulto, se querem nossa desgraça, mostramos o nosso sangue forte. Se querem nossa ruína, mostramos que não tememos a própria morte."
Leia o artigo:
Respeito
Eu quero o meu Atlético Paranaense forte. Sim, o meu Atlético Paranaense, que também é seu e de cada um que faz parte dessa grande nação de mais um milhão. Eu quero ele cada vez mais forte, robusto e firme para enfrentar as adversidades que se postam à nossa frente.

Para um clube que cresceu e se fortaleceu de forma tão vertiginosa ao longo dos últimos anos, os obstáculos são maiores. A inveja, a cobiça, o ódio, enfim, têm sido alguns de nossos principais adversários em nossa caminhada. Este ano temos sentido como nunca a influência dessas forças obscuras.

"No creo en brujas, pero que las hay, las hay!". É possível ver, escutar e sentir algo de podre no ar. Por isso, é o momento de toda a nação atleticana espalhada pelo Paraná, pelo Brasil e pelo mundo, unir-se. Vamos juntos mostrar que ninguém mexe com a honra do Atlético Paranaense. Se querem nossa desunião, se querem vaias, se querem o tumulto, se querem nossa desgraça, mostramos o nosso sangue forte. Se querem nossa ruína, mostramos que não tememos a própria morte.
Houve divergências entre nós, naturais, todos queremos o bem do clube que amamos. Pois é hora nos reaproximarmos. Estamos revendo nossas posições, ponderando, fazendo ajustes em nossa rota. É preciso que a nação atleticana também reflita e veja tudo de bom que foi feito e analise o que pode fazer para ajudar ainda mais neste nosso projeto. Eu e os companheiros de diretoria, com humildade, fizemos esta reflexão. É importante que todo atleticano também a faça, estamos no mesmo barco.
É hora de mostrar que tudo o que foi construído por todos nós, com suor, trabalho e idéias, é mais forte que aqueles que nos querem derrotados.
Eu quero respeito! Exijo respeito! Eu sou atleticano e ninguém vai desrespeitar o meu Atlético Paranaense.
Vamos em frente, é na dificuldade que revemos conceitos e renovamos nossos ideais. Vamos renascer no campeonato e permanecer no lugar que nos é cativo: a elite do futebol brasileiro.
É de respeito e honra que são talhados os grandes guerreiros. Eu sempre me coloquei na linha de frente, pronto para qualquer batalha, vestido com a armadura Rubro-negra do respeito e da honra. Se querem desrespeitar e desonrar o Atlético Paranaense, terão que passar por cima de mim, de meus companheiros de luta e de toda a imensa, fogosa e valorosa nação que constitui a alma do nosso clube.

Amigo atleticano, amigo guerreiro, conto com o seu apoio. Somos todos um só coração. Podem ser grandes as adversidades, mas nunca, jamais, serão maiores que um coração atleticano.

O fim do esporte na B-2

"Atleticooooooooooooooooooooolaçoooooo"!
Pobres dos jovens que não têm este grito na memória. Este era o momento de êxtase da minha infância/adolescência, quando Lombardi Junior soltava a garganta para anunciar nas ondas da Rádio Clube B-2 que o Furacão havia balançado as redes adversárias. É isso mesmo: ele não gritava gol. Gritava Atlético. Era de arrepiar.
Claro, ele também gritava "Coxa" e "Boca" nos gols dos rivais locais da época, o Coritiba e o extinto Colorado (o popular Boca-Negra). Mas eu só sintonizava a Clube para ouvir aos jogos do Rubro-Negro.
A B-2 foi uma das primeiras rádios de Curitiba a montar uma superequipe esportiva, muito graças a Carneiro Neto, que além de atuar na área também assumiu funções administrativas em 1977. Aos poucos, tornou-se uma potência radiofônica, e vivia inovando.
Foi, por exemplo, a primeira estação paranaense a lançar um disco para homenagear o campeão estadual. Foi em 1982. De um lado, o bolachão traz a narração da grande final, Atlético 4 x 1 Colorado; de outro, o Hino Oficial do Atlético e um mini-programa sobre "A história dos gols". Na época, o time da B-2 era este: Lombardi, Capitão Hidalgo, Carneiro Neto, Durval Leal, Lourival Barão, Sicupira, Romeu César, Pereirinha, Josias Lacour, Sidney Campos, Oldemar Kramer, Carlos Kleina e Alceu Valério. Tenho este disco guardado até hoje, como uma relíquia. Assim como o compacto lançado em 1985 pela emissora. No lado "A", a final entre Atlético x Londrina. No lado "B", melhores momentos dos dois Atletibas do campeonato e de Atlético x Apucarana. Este disco traz, também, mensagens do "feiticeiro" Hélio Alves, supervisor; Julio Cesar Salomão, diretor; e do técnico Otacílio Gonçalves. Uma preciosidade. Neste ano, a equipe da rádio já tinha os reforços de Raul Mazza, Mário Henrique e Eduvaldo Brasil, entre outros.
Depois, Carneiro Neto saiu da Clube e passei a acompanhá-lo pelas emissoras que passou (para mim, depois de Lombardi ele foi, e ainda é, o melhor narrador do estado). Mas ainda mantinha um vínculo sagrado com a Clube, ao ouvir o programa noturno "A turma do bate-papo", das 23 hs à meia-noite, comandado diariamente por Carlos Kleina e sua sóbria voz.
A coluna do Augusto Mafuz de hoje, na Tribuna do Paraná, traz a triste informação que a Rádio Clube B-2 encerrou no domingo, na partida netre Atlético-PR e Atlético-MG, sua programação esportiva. Lamenta Mafuz: "Uma tristeza para nós, que temos o rádio como um valor de vida. A B2, em especial. Sempre foi o veículo de associação e aproximação de sentimentos. O rádio esportivo no Paraná entrou em um que a ideologia política e religiosa não irá preencher. Já estava decepcionado. Airton Cordeiro, que pregava o rádio sério, hoje faz dupla com o ET. É o exemplo do estado que o rádio alcançou."
É verdade. A Clube se foi. Carneiro Neto não narra mais. As equipes esportivas de Curitiba, via de regra, são de uma mediocridade avassaladora. Não causam sensações, não emocionam. Ou são frias demais, ou forram a cobertura de piadinhas inúteis. Há por aí narrador com voz fininha, com voz desafinada, sem a mínima verve para o negócio. Das que estão por aí, ainda sou mais a Banda B. Foi a opção que restou.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Sim, é possível

No primeiro turno, um Goiás desacreditado e beirando a zona de rebaixamento venceu o Atlético em plena Baixada por massacrantes 3 a 0. Agora, a situação é totalmente inversa. O Furacão é quem vai como azarão, e o favoritismo é todo do time esmeraldino. E, da mesma forma, podemos dar o troco em pleno Serra Dourada.
O Goiás jogou em casa ontem contra o Figueirense. Venceu, mas no sufoco, e saiu vaiado pela torcida. A vitória deve ser creditada a um jogador: Paulo Baier, que decidiu a partida em dois lances de bola parada - numa das faltas, cruzou na cabeça do atacante Cristiano; noutra, a bola bateu na trave, nas costas do goleiro do Figueira e entrou. Aliás, ele é "o cara" do Goiás, e acabou com o jogo aqui na Arena também. Merece marcação especial.
A missão é dura, mas não é impossível. Segundo as fiéis estatísticas da Furacao.com, foram 12 confrontos entre as equipes em Goiânia, e o Furacão venceu apenas uma, em 1998. Confesso que não me recordo deste duelo... mas o fato é que já ganhamos lá.
E podemos, porque não, repetir a dose.

Mais que atletas, clube forma cidadãos

A revista IstoÉ desta semana traz uma reportagem destacando os clubes de futebol que oferecem algum tipo de formação escolar a seus atletas das categorias de base. Apenas três clubes foram citados: Cruzeiro, Vasco da Gama e o Atlético.

Leia o trecho que fala sobre o trabalho do Furacão:

No elenco atual do Atlético Paranaense, 13 jogadores fizeram o ensino fundamental ou médio patrocinados pelo clube, que tem uma parceria com a escola estadual Flávio Ferreira da Luz, localizada ao lado do centro de treinamento. Dentro de suas dependências, a agremiação conta com uma biblioteca com 2.400 volumes e uma lan house com sete computadores. O goleiro reserva do time, Vinícius Vieira, 22 anos, concluiu a faculdade de educação física este ano, depois de terminar o ensino médio na escola parceira do Atlético. “Passei no vestibular na primeira chamada. E o clube bancou as mensalidades.”

Três meses atrás, o Atlético pagou passagens aéreas e reuniu 30 pais de atletas em suas dependências. Ceridalva de Araújo Costa, 43 anos, veio de Salvador para conferir o aprendizado do filho Bruno, 17 anos, capitão do time juvenil e aluno do terceiro ano do ensino médio. No evento, ela fez questão de registrar, com microfone em punho, a sua felicidade pelo novo horizonte que se abriu para o filho: “Quero agradecer porque, se meu filho não der certo no futebol, sei que o clube o formou como cidadão.”

Ney me ouviu ?

Logo que o técnico Ney Franco foi contratado, eu já havia sugerido, mesmo antes da partida contra o Inter, que o Furacão adotasse o esquema 3-5-2 para tentar fechar a peneira que era o nosso sistema defensivo. Minha sugestão era que escalasse o seguinte time: Viáfara; Danilo, Rhodolfo e Antônio Carlos; Jancarlos, Alan Bahia, Valencia, Ramon e Netinho; Ferreira e Pedro Oldoni.
Bem, Ney Franco não deve ter lido este post do dia 23 de agosto, mas mostrou que entende de bola e alterou a formação do time contra o Galo mineiro. O resultado foi imediato: o Furacão não passava uma partida sem tomar gols desde 8 de agosto, contra o Flamengo.
O time sugerido por mim difere do time escalado por Ney em apenas duas posições: a lateral-esquerda e o segundo volante. No último caso, ficou comprovado que a escolha do treinador foi acertada. Claiton rendeu muito mais do que o Alan Bahia neste novo esquema. Já na esquerda, ainda acho que a entrada de Netinho como ala pode ser uma grande sacada, pois o lento Edno não tem rendido o esperado. Netinho tem maior capacidade de criação, podendo auxiliar o Ramon neste quesito, deixando o Ferreira caindo pelas pontas e o Pedro Oldoni mais fixo na área.
Não acredito que Ney sacará Edno do time titular. Mas a entrada de Netinho nesta posição pode ser uma boa opção no decorrer das partidas.

A frase

“Mais do que nunca precisávamos dessa vitória. Foi uma vitória com cara do Atlético. Não levamos gol, e temos que parabenizar essa torcida, quando todos puxam essa energia ficamos forte. Temos que ter união com todos, parar com essas brigas. Agora, é união, a torcida mostrou que está no nosso lado”
Danilo, zagueiro e capitão rubro-negro

Missa e Bolinha impulsionaram vitória

Matéria publicada hoje pela Gazeta do Povo Esportiva:
Apelo à torcida, vídeos motivacionais e a celebração de uma missa. O Atlético utilizou todos esses recursos para motivar os jogadores diante do Galo. E, para a alegria do torcedor rubro-negro, a receita surtiu efeito. O Furacão quebrou o jejum de quatro jogos sem vitória e deixou a incômoda zona de rebaixamento.
“Tínhamos que conquistar essa vitória de qualquer jeito”, afirmou Alberto Maculan, que assumiu há duas semanas o departamento profissional do clube no lugar de Oscar Yamato. “Quando assumi, o clima estava triste, pesado. E procuro ser amigo de todo mundo, convivendo todo o tempo com os jogadores e com isso, o jogador se sente protegido”, emendou.
Aflito nas últimas posições, o Furacão encomendou uma missa para melhorar o ambiente. “Já estávamos unidos, mas isso une ainda mais”, revelou.
Outra presença percebida na partida foi a do massagista Bolinha, símbolo do Atlético nos últimos anos. O profissional que havia sido preterido por fisioterapeutas nas partidas, voltou à velha casa. E em grande estilo. “Vamos ganhar hoje [ontem]”, profetizou Bolinha, que segundo a diretoria tinha sido afastado das atividades por problema médico. Onze quilos mais magro, Bolinha teve o nome entoado durante e após o jogo em coro uníssono pela galera na Arena.
Para o técnico Ney Franco, tudo contribuiu para a vitória atleticana, mas principalmente o espírito do time. “Melhoramos nossa consistência defensiva, o que faltou nos jogos do Internacional e Santos, quando tivemos apenas um dos períodos bem nesse aspecto”, disse Ney Franco, que fez seu primeiro jogo na Arena.