quinta-feira, 16 de agosto de 2007

A face da derrota

O time do Atlético é péssimo? Não. É apenas regular, modesto tecnicamente, como a maioria dos demais da primeira divisão. O problema não é a falta de qualidade - ou não é "apenas" a falta de qualidade. A verdade é uma só: esse time tem a face da derrota. São jogadores que não dão a mínima perspectiva de alegrias para a torcida. Do goleiro ao centro-avante. É um elenco formado por atletas que já se acostumaram com o fracasso, para quem jornadas lamentáveis como a de ontem, contra o Vasco (2 x 4), já viraram rotina. E não há forças para reagir.
Gostaria de saber se existe um só atleticano que confia no colombiano Viáfara defendendo nossa meta.
Nossa zaga... é medonha, não impõe o mínimo respeito aos adversários, perde jogadas por baixo, por cima, pelos lados.
E o ataque, simplesmente inexiste. Num ou outro rompante, Marcelo ou Dinei até podem marcar um golzinho. E só. Ontem, contra o Vasco, não vi Marcelo em campo. Aliás, quando notei que ele tocou finalmente na bola, já no segundo tempo, ele errou o passe de forma medonha.
Mas as minhas maiores decepções estão, mesmo, nos "carecas" que foram contratados para solucionar o crônico vácuo existente nas laterais do Atlético há anos. Edno e Nei, que pareciam ser boas contratações, mostram-se mais enfadonhos a cada partida. Não marcam e não apóiam. Não sabem o que fazem. A "maldição dos laterais" parece que vai continuar assombrando a Nação Atleticana por algum tempo ainda...
E, quando a torcida aposta suas esperanças no "ídolo" colombiano Ferreira, cai na realidade ao ver um jogador esforçado, valente, mas que não resolve, que perde gols na cara go arqueiro adversário, que não decide as partidas. Ferreirinha, bom camarada, mas longe de ser um craque, não pode ser de maneira alguma o cabeça-pensante do time, ainda mais jogando ao lado de jogadores apenas esforçados (quando o são).
Se há algo de bom para se falar, é que o volante Valencia é excelente - e jogou muito ontem, para mim foi o melhor atleticano em campo disparado - e que Ramon, quando entrou, deu uma outra cara ao time. Uma cara de vencedor.
As esperanças, cada vez menores, ficam agora por conta da entrada de Ramon ao lado de Ferreira, de um meio-campo mais consistente com Alan Bahia e Valencia, e de que Pedro Oldoni tenha as mesmas chances que os demais atacantes (ele nunca teve a oportunidade de ser titular por duas partidas seguidas, quem dirá por meia dúzia como o Dinei ou Marcelo, que demonstram um aproveitamento ridículo).
Fora isso, muita oração. O melhor reforço para o momento talvez fosse Hélio Alves, o "Feiticeiro do Futebol. Só com muita mandinga esse time se salva.

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