segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Culpa de Lopes?

Coluna de Augusto Mafuz, hoje, na Tribuna:
Longe demais
Um passo.
Não sei qual a distância de um passo. Pode ser longa, mas pode ser curta. De acordo com a ilusão, pode ser o espaço de milímetros, mas pode ser a distância de quilômetros.
Qual a distância que separa o Atlético da zona dos rebaixados? Pode ser longa pelo tempo que ainda se tem para jogar, mas é curta pelo que se joga.
Em Recife, o Atlético jogava para ganhar, e ganhava por 2x0. Mas aí, o técnico Antônio Lopes interveio e o resultado foi natural: Sport 3x2. Não existia motivo para mudar, porque a vitória era questão apenas de administrar um jogo que estava com uma surpreendente solução. Mas Lopes fez uma arruaça no time. Mudou o esquema para jogar com três zagueiros, mudou o meio para tirar Dinei, que se esfolava na marcação. Foi tirando e colocando, como se fosse um primário.
O resultado foi uma virada, na qual ficou a imagem de Geninho.
Com Lopes, o Atlético está ficando pior do que estava com Vadão. Vadão tocava com quem tinha.
Lopes toca com o produto que lhe oferecem. Veja só que a próxima atração é Marcelo Tamandaré. Nunca foi um jogador que prestasse. Lesionado, não joga há um ano. Encostado em São Januário, território de Lopes, recupera-se sem saber se sabe ainda jogar. Já tinham vindo Clayton, que não jogava há dois meses no medíocre time do Flamengo, Ramon e Antonio Carlos que não jogam há três meses, e um tal de Alessandro que jogava na Austrália.
Antes que o passo para a salvação fique longe demais, Petraglia
que vá atrás de Abel Braga.

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