segunda-feira, 30 de julho de 2007

Na bordoada

Coluna de Augusto Mafuz, hoje, na Tribuna do Paraná:

Batalha

Como se tivessem saídos de conto de Jorge Luis Borges, os jogadores do Grêmio foram jogar com o Atlético como se fosse um duelo a faca. Mas na dúvida, sacaram de revólveres pesados e se prepararam para eventual surpresa.

O franzino Tcheco, que por essas bandas onde nasceu nunca foi macho, de repente surpreendeu pela inusitada coragem: vindo por trás, o que não é da cultura gaúcha, deu um chute no rosto de Alex Mineiro, quebrou-lhe o nariz e tirou-o da batalha. Logo depois, Gavilán, parecendo ser de alguma tribo das margens do Paraguai, querendo afiar a faca, levantou Evandro, quebrou-lhe os dentes e enquanto limpava a lâmina, viu o menino atleticano sair de campo para não voltar.
O empate no Olímpico foi decidido assim, pelo Grêmio: na bordoada. A entrada de Tcheco contra Alex foi logo aos 6 minutos: ilegal dentro da área, foi pênalti que o árbitro catarinense não marcou; violenta, excluiu de campo Alex, que seria a referência de um jogo consciente que o Atlético anunciava fazer. Quando o Atlético buscava o equilíbrio sem o seu jogador de referência, Gavilán mandou Evandro para o hospital.

A vitória parcial gaúcha no intervalo (1 a 0), era então natural.

Lopes interviu e mudou o Atlético no 2.º tempo. Claiton, por muito menos do que Gavilán e Tcheco fizeram, foi expulso. Mas Lopes compensou, quando foi o alguém que teve a coragem de tirar Alan Bahia. O Atlético, como não acontecia há muito tempo, fluiu. Empatou com Marcelo, e com dez fez um jogo igual até o final: 1 a 1.

Um comentário:

Mi Toardik disse...

Coincidência?
"Mas Lopes compensou, quando foi o alguém que teve a coragem de tirar Alan Bahia. O Atlético, como não acontecia há muito tempo, fluiu."