terça-feira, 31 de julho de 2007

Qualquer semelhança...

"Passei agora ali e tinha uma meia dúzia gritando 'fora, fora', fora'. Algum de vocês diga a eles que a eleição foi em outubro e o mandato é de quatro anos. As pessoas acham que podem gritar 'fora, fora', 'não gostei' ou 'li que o presidente não vai sair mais, vai ficar dentro do gabinete' (por causa das vaias). Quem acha que pode me vencer na rua, pode tirar o cavalo da chuva. Só acho que o presidente não pode fazer campanha os quatro anos (...) E querem que eu resolva em quatro anos o que não resolveram em 100?"
A frase acima foi dita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hoje à tarde, durante lançamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em Campo Grande (MS).
Qualquer semelhança com o momento vivido pelo presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, Mário Celso Petraglia, é mera coincidência. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, é claro. Mas garanto que tem muita gente que votou no Lula e considera exageradas, antidemocráticas e até ofensivas as manifestações que sugerem o afastamento do presidente, mas que por outro lado defendem igualmente o afastamento ou a renúncia de Petraglia do cargo para o qual foi eleito de acordo com as normas do clube.
Considero a segunda gestão do Lula no Planalto um fiasco completo. Nem por isso defendo um golpe ou o seu afastamento. Críticas podem e devem ser feitas. Mas querer que ele deixe o cargoou de lá "seja tirado", só porque eu tenho esta opinião, seria muita ignorância. Creio que o mesmo pensamento sirva para o nosso Atlético.

Contra o Corinthians, complicado é pouco

Atlético e Corinthians têm um histórico de confrontos acirrados. Segundo as estatísticas da Furacao.com, foram 27 partidas entre as duas equipes, com 11 vitórias para os paulistas e 9 para os paranaenses. Cada um marcou exatos 40 gols contra o rival.
Mas, apesar do aparente equilíbrio, sabemos bem que as partidas contra o "Timão" são complicadíssimas, principalmente quando, como agora, os corinthianos estão à beira da crise. São nestas ocasiões que eles crescem e, já passamos por isso várias vezes, se recuperam justamente contra o Furacão.
Sem falar que o técnico Antônio Lopes não poderá contar com Evandro, Alex Mineiro, Alan Bahia, Claiton, Edno, Jancarlos e Michel.
Por isso, todo o cuidado é pouco na partida de amanhã. O Rubro-Negro vai precisar de todo o apoio da torcida. Vamos lá, galera. Esqueça as rusgas. Deixe a rabugice em casa. Vá ao jogo, mas vá para apoiar.
Vamos resgatar o velho estigma da Baixada.

É preciso agir

"É necessário que a área estratégica atue sobre a área operacional do futebol profissional, dotando seu quadro de gestores, comissão técnica e jogadores, de profissionais muito mais competentes, compondo-a com pessoas que tenham mais capacidade para garantir um presente compatível com o futuro almejado. É preciso providências urgentes, é preciso mudar hoje para poder continuar comandando o projeto de futuro, mudar qualitativamente hoje para não lamentar amanhã. Sinais estão sendo dados. Se darão certo, não se sabe. Mas, que é preciso agir, não há dúvida."
José Henrique de Faria, ex-reitor da UFPR e ex-presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, em sua coluna na Furacao.com.

Nova enquete

Qual deve ser a nova dupla de ataque do Furacão na ausência de Alex Mineiro? Vote ao lado.

Alex fora por 90 dias

Em matéria em sua edição de hoje, a Gazeta do Povo comenta a situação dos atletas contundidos na "Batalha do Olímpico":
A situação de Alex Mineiro foi reavaliada ontem. “Além do nariz, ele sofreu fraturas na maxila (abaixo do olho direito) e no osso etmóide, entre as órbitas”, explicou o chefe do departamento médico Paulo Brofman. Os ossos quebraram em vários fragmentos aumentando o inchaço e os edemas na área. Amanhã ou quinta, o atacante será submetido a uma cirurgia para reconstrução óssea. “O prazo de recuperação é de 90 dias”, prevê o médico.Já o caso de Evandro é menos grave. Ele perdeu um dente e sofreu deslocamento em três, e não fratura, como anunciou-se após o confronto. Em dez dias ele pode estar liberado.
O jornal publicou também um infográfico mostrando como foram as lesões nos atletas (veja acima).

Delegado ataca a arbitragem

Deu hoje na Tribuna do Paraná:
Na bronca


No final da tarde de ontem, o técnico Antônio Lopes concedeu uma entrevista coletiva na qual afirmou que o Atlético está sendo prejudicado sistematicamente pela arbitragem. Pelas reclamações, no jogo contra o Grêmio, o árbitro catarinense não marcou um pênalti cometido em Alex Mineiro e não soube como coibir a violência gaúcha, punindo os atletas. No entanto, expulsou Claiton numa falta normal de jogo. “O árbitro é o culpado pelo jogo violento que o Grêmio fez”, alfinetou.
Além do Grêmio, Lopes enumerou os clubes que foram privilegiados pela arbitragem em detrimento do Atlético. Contra o Cruzeiro teve irregularidade na cobrança de lateral que resultou no gol de empate e, diante do Vasco, um gol legítimo do Marcelo foi anulado. “A diretoria sabe que tem de ver os problemas com a arbitragem, pois estamos sendo prejudicados e com erros que influíram no resultado dos jogos. Essas ‘coincidências’ de erros estão sendo fatais para nossa equipe”, analisou.
Punição

Sobre eventuais punições aos jogadores gremistas, o técnico atleticano disse que o fato tem de ser tratado pela CBF. “Se o juiz não botou na súmula e não expulsou ninguém, tem os videoteipes, né. O próprio Tribunal (Justiça Desportiva) vê isso. O Edmundo não foi expulso, mas o tribunal viu (irregularidade e puniu). O Tribunal vai analisar e ver se cabe punição a algum jogador do Grêmio”, finalizou o Delegado.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

A frase

"Não se sabe ainda (o tempo de recuperação do Alex Mineiro). A estimativa é precária, preliminar, porque daqui a dois ou três dias será efetuada a cirurgia. Há um edema muito grande, haverá uma cirurgia reparadora de sua face, com colocação de placas de metais. Demoliu o rosto do Alex Mineiro. Há fraturas de palato, de nariz. Será que o bonzinho deu um pontapé na cara de seu colega por querer? Isso eu não sei, só ele vai poder dizer. Mas se ele usou uma atitude com imperícia e levantou o pé a nível de massacrar o seu colega, há punição do mesmo jeito. Não podemos nos conformar com o pseudo-jogo da raça, um jogo dividido. Futebol é um esporte que tem de ser jogado com lealdade. E essa palavra não houve no jogo de sábado."
Mário Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do CAP, em entrevista à rádio Banda B.

Petraglia fala à Banda B

O presidente Mário Celso Petraglia está neste momento dando uma entrevista à rádio Banda B. Questionado sobre as possibilidades do time chegar a um título nacional, o dirigente disse que a exigência, pela estrutura que o time tem, é de sempre estar na Libertadores da América. "Infelizmente, este ano, numa partida na Arena, fomos eliminados pelo Fluminense da Copa do Brasil, senão poderíamos ter chegado lá".
Petraglia lembra que o investimento do clube, no momento, está voltado para a infra-estrutura. "Sabemos que o futebol só tem uma máxima: a vitória. E nós sacrificamos o futebol nesses 12 anos, sem dúvida. Mas foi com a venda de jogadores que conseguimos consolidar este patrimônio que ninguém tem no Brasil. Estamos aí para terminar a Arena, com condições para sediar a Copa. Então é claro que o futebol será afetado, porque a cabeça das pessoas no clube está voltada para terminar a Arena. No momento em que estivermos com toda a estrutura pronta, estaremos totalmente voltados à bola. Agora, nós somos obrigados a fazer o que não foi feito antes. Gostaríamos de fazer tudo isso e ainda ganhar todos os títulos que disputamos. Mas nem tudo é possível".
Maiores detalhes sobre a entrevista estão na Furacao.com.

Desejamos a Alan uma boa recuperação... e cabeça no lugar

De todo o elenco atleticano, considero Alan Bahia como o que melhor representa a raça rubro-negra. Ultimamente, tem sido perseguido por parte da torcida e da mídia - principalmente pelo douto colunista Augusto Mafuz, da Tribuna do Paraná, que é "useiro e vezeiro" em acusar que o jogador só é mantido no time titular a mando de Mário Celso Petraglia. Considero tal acusação injusta, até porque não vejo nenhum volante melhor do que Alan no elenco rubro-negro.
Voltando ao tema do post... Como todos sabem, Alan sofreu um acidente de carro. Ele estava ao volante e, pelo estrago do veículo, em alta velocidade. Um colega que estava no banco de trás, morreu no acidente. Alan bateu a cabeça e foi internado, mas passa bem.
Desejamos a Alan uma boa recuperação física mas, principalmente, que ele seja mais responsável após este episódio. Que volte logo aos gramados e que se concentre somente em jogar futebol. Ele vai precisar de apoio do clube para curar as sequelas - não físicas, mas emocionais. E o Atlético também precisa dele, inteiro e com a cabeça no lugar.

Nosso nome todo mundo sabe

Brilhante a coluna de Sérgio Tavares Filho na Furacao.com:
Meu nome é Enéas
De repente um sujeto franzino entrou no Congresso Nacional. Poucos cabelos mas com um olhar bem conhecido. Era Enéas Carneiro, também sem a barba que o fez um dos principais personagens da política nacional nos últimos 20 anos. Enéas não foi para a frente do espelho passar a lâmina na face. Ele estava doente. Com leucemia, perdeu a principal característica que o fez um dos deputados mais votados da história de São Paulo.
Já faz três meses que Enéas morreu. Além do bordão "Meu nome é Enéas" a lembrança que ficou foi do fenótipo extravagante que nos alegrava por 15, 20 segundos nos horários políticos.

Nas duas últimas semanas a discussão virtual entre amigos vem sido a mudança de nome do Atlético para C.A. Paranaense. Nostálgicos relembram dos momentos marcantes da nossa torcida com o atual nome. Afirmam que ninguém vai gritar "Paranaense" nas cadeiras da Kyocera Arena e que tudo não passa de mais um erro da cúpula vermelha e preta. Modernistas garantem que a jogada da diretoria é acertada e que Atlético está cheio pelo país e pelo mundo.

A mesma discussão eu assisti há oito anos. Quando Petraglia afirmou que o nosso estádio iria se chamar Arena da Baixada, revolta foi o que não faltou. "Arena é para gladiadores". "Vão transformar o estádio em partido político". "Arena não existe. É Joaquim Américo para sempre".

Prestes a ser sede da Copa do Mundo de 2014, o que vimos/lemos/escutamos por aí? "Gaúchos querem Arena parecida com a do Atlético". "Catarinenses fazem festa para a Arena Joinville". "Arena da Floresta, mirada em exemplo atleticano, é destaque no Acre". "Arena do Rio". "Arena de São Paulo". "Arena da Bahia". Ou todo mundo gostou do nosso maior patrimônio ou a Aliança Renovadora Nacional voltou.

Chamem do que quiser: Joaquim Américo, Arena da Baixada, Kyocera Arena, Caldeirão. Todo mundo sabe o que é e como é.

C.A Paranaense ou Atlético? Uma marca vai matar a outra? Duvido. Ninguém vai deixar de ser mais ou menos atleticano por causa disso. Ninguém vai cantar "Paranaense, Paranaense conhecemos o seu valor e a camisa rubro-negra só se veste por amor". Tudo vai continuar como antes. O que mudará é a possibilidade do nosso clube fazer sucesso no exterior. E eu não vejo nenhum mal com isso.

Chamem do que quiser: Atlético, Atlético Paranaense, CAP, C.A. Paranaense. Ninguém vai para a frente do espelho, passar a lâmina na face e tirar a barba. Não estamos doentes como outrora Enéas estava. E o nosso nome todo mundo sabe. Até sem bordão.

Na bordoada

Coluna de Augusto Mafuz, hoje, na Tribuna do Paraná:

Batalha

Como se tivessem saídos de conto de Jorge Luis Borges, os jogadores do Grêmio foram jogar com o Atlético como se fosse um duelo a faca. Mas na dúvida, sacaram de revólveres pesados e se prepararam para eventual surpresa.

O franzino Tcheco, que por essas bandas onde nasceu nunca foi macho, de repente surpreendeu pela inusitada coragem: vindo por trás, o que não é da cultura gaúcha, deu um chute no rosto de Alex Mineiro, quebrou-lhe o nariz e tirou-o da batalha. Logo depois, Gavilán, parecendo ser de alguma tribo das margens do Paraguai, querendo afiar a faca, levantou Evandro, quebrou-lhe os dentes e enquanto limpava a lâmina, viu o menino atleticano sair de campo para não voltar.
O empate no Olímpico foi decidido assim, pelo Grêmio: na bordoada. A entrada de Tcheco contra Alex foi logo aos 6 minutos: ilegal dentro da área, foi pênalti que o árbitro catarinense não marcou; violenta, excluiu de campo Alex, que seria a referência de um jogo consciente que o Atlético anunciava fazer. Quando o Atlético buscava o equilíbrio sem o seu jogador de referência, Gavilán mandou Evandro para o hospital.

A vitória parcial gaúcha no intervalo (1 a 0), era então natural.

Lopes interviu e mudou o Atlético no 2.º tempo. Claiton, por muito menos do que Gavilán e Tcheco fizeram, foi expulso. Mas Lopes compensou, quando foi o alguém que teve a coragem de tirar Alan Bahia. O Atlético, como não acontecia há muito tempo, fluiu. Empatou com Marcelo, e com dez fez um jogo igual até o final: 1 a 1.

Vergonha e revolta


Tcheco e Gavilán. Cidadãos como estes não podem nunca mais ser chamados de atletas. O que aconteceu sábado no estádio Olímpico foi um episódio negro para o futebol brasileiro. E a punição a estes dois precisa ser exemplar.
Vão argumentar os gremistas que Tcheco "não teve intenção" de causar tamanho dano ao Alex Mineiro. Balela. O gremista, como sempre, entrou na dividida com a sola da chuteira levantada, mesmo tendo noção de que não chegaria na bola. Em qualquer parte do corpo de Alex que ele acertasse, iria machucá-lo gravemente. Acertou a cabeça. Quebrou o nariz e o maxilar do artilheiro rubro-negro.

Minutos depois, Gavilán acertou uma cotovelada na boca do meia Evandro, que teve um dente arrancado e outros três quebrados, além do corte no lábio. Será inacreditável se estes dois não forem punidos severamente. A punição mínima que se espera é que fiquem afastados dos gramados pelo mesmo tempo do que os atletas que agrediram. Mas deveriam mesmo era serem banidos do futebol.
Não bastasse a atitude antidesportiva destes dois falsos atletas, a participação nefasta do árbitro da partida, Paulo Henrique de Godoy Bezerra foi ainda mais revoltante. Sequer marcou falta em nenhum dos dois lances. Deve ser igualmente punido e banido do futebol.
A torcida atleticana já começa a se mobilizar para protestar contra a vergonha que ocorreu no estádio Olímpico e para que este lamentável episódio não termine em pizza.
Estamos todos envergonhados pelo que estes gremistas fizeram, e revoltados por terem disputado a partida até o seu final sem ao menos terem sido advertidos pelo árbitro. Revolta que pode aumentar ainda mais se não forem punidos pelos tribunais.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

A volta do que nem veio (!!!)

Ramon "iô-iô": do jeito que vai, volta...

Por essa ninguém esperava. O Atlético anunciou ontem a contratação do meia Ramon. Sim, exatamente o mesmo que havia sido contratado no início da temporada e depois abandonou o barco por não aceitar a moradia oferecida pelo clube.
Depois dessa, é bom que o veterano esteja jogando muita bola mesmo. Patetices à parte, pode ser a solução para o setor de criação do time.
Junto com ele, a diretoria confirmou ontem também a contratação do zagueiro Antônio Carlos, ex-Fluminense.
A torcida agora reza para que chegue ao menos um bom lateral.

A frase

"Às vezes fico chateado por não ter as oportunidades, pois sendo formado na casa, acaba ficando muito difícil, já que não consigo ter um ritmo e dar uma seqüência. Mesmo fazendo um jogo bom, acabo não tendo a oportunidade na partida seguinte e isso prejudica."
Pedro Oldoni, atacante, após o empate em casa contra o Cruzeiro na noite de quarta-feira. Oldoni marcou o segundo gol do Furacão, mas o árbitro anotou na súmula que o tento foi marcado pelo volante Alan Bahia. Nesta temporada, o atacante participou de nove partidas oficiais (em muitas delas participou menos de 45 minutos) e anotou 7 gols (seriam 8 com o de quarta) - marca que ajudou o atleta a conquistar a preferência da torcida, como mostra enquete aí ao lado. Mesmo assim, o técnico Antônio Lopes ainda não confia que ele pode ser o titular ao lado de Alex Mineiro.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

A frase

"Temos que parabenizar a torcida pelo comportamento. A torcida hoje de novo ajudou a vencer. Nos momentos ruins do primeiro tempo ela apoiou e os jogadores também sentiram isso. Podemos até errar na parte técnica, mas se tiver empenho e correndo a torcida vai ajudar".
Do técnico Antônio Lopes, o "Delegado", após a goleada de ontem sobre o Juventude.

O preferido ficou no banco

O preferido dos leitores deste blog para formar a dupla de ataque com Alex Mineiro, Pedro Oldoni, ficou no banco de reservas mais uma vez na partida de ontem contra o Juventude. Enquete aqui ao lado mostra que 8 dos 10 torcedores que votaram preferem o jovem paranaense como titular ao lado do camisa 9. Ontem, Oldoni entrou na partida apenas aos 35 minutos do segundo tempo, no lugar do próprio Alex.
Como Marcelo, titular na partida de ontem, somente agora pôde ser observado melhor pela torcida, resolvemos prorrogar a enquete até sexta-feira, véspera da partida contra o América em Natal.
Quais jogadores você prefere no ataque do Furacão? Participe!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Com Alex, Furacão goleia o Juventude

Terminou a partida na Baixada: 4 a 0 para o Atlético, com gols de Alex Mineiro (de pênalti), Jancarlos, Dinei e Evandro (os dois últimos na foto ao lado).
Com o resultado, o Furacão foi a 16 pontos e subiu provisoriamente para a 12.ª colocação no Campeonato Brasileiro, passando o rival local Paraná Clube (também com 16 pontos mas com saldo de gols inferior e uma partida a menos, que será realizada amanhã, contra o Flamengo).

Público decepcionante na Baixada

Exatos 5.242 atleticanos foram à Baixada para assistir CAP x Juventude (4 a 0 para o Furacão até agora). Renda de R$ 92.820,00.

Pra cima do Juve

Começou a partida entre CAP x Juventude na Arena. Esperanças rubro-negras depositadas nos pés da dupla Ferreira e Alex Mineiro (foto acima). Vamo que vamo, Furacão.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Começar de novo

No dia 12 de maio, um furacão arrasou Floripa. Na estréia do Atlético no Brasileirão, nem o mais otimista torcedor esperava uma goleada tão expressiva (6 a 3) sobre o Figueirense - e com o time jogando tão bem.

Dois meses depois, o Furacão vem de uma seqüência de maus resultados e está numa posição preocupante na tabela (décima-quinta colocação, a dois pontos da zona de rebaixamento).

É hora de recomeçar. É incrível como um time que jogou tão bem contra o Figueira, o Atlético-MG e o Palmeiras tenha tido atuações tão desastrosas.

E, para este recomeço, nada como resgatar a formação que deu certo, não acham? Contra o Figueira, o Furacão jogou com Guilherme; Jancarlos, Marcão, Danilo e Nei; Alan Bahia (Roberto), Erandir, Ferreira (Netinho) e Evandro; Alex Mineiro e Pedro Oldoni (Dayro Moreno). Dos titulares, apenas Marcão não está mais no time. O lance é resgatar esta base, com o J. Leonardo ou Alex na zaga e quem sabe botando o Edno na lateral, sacando do time o Jancarlos, ou no meio-campo, no lugar do Evandro.

Mas, pelo que leio do noticiário atleticano nos jornais e sites, o "delegado" Antônio Lopes deve manter a formação com três zagueiros, pode improvisar o jovem Chico na lateral-esquerda, e pende a colocar Dinei ou Marcelo como dupla de ataque com Alex Mineiro, deixando o artilheiro Pedro Oldoni novamente de fora.

Aí, fica bem mais difícil... E sofrido.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

A frase

"Está mais do que na hora de parar com esta visão xenofóbica (somos os únicos que têm direito a ser "Atlético, somos os autênticos) e egocêntrica (somos o centro do mundo) e fixar nossa verdadeira marca: Clube Atlético Paranaense. Afinal, somos, de fato e definitivamente, o Clube Atlético Paranaense, desde março de 1924. Temos data de nascimento, nome e sobrenome. Temos uma estrutura de CT que é incomparável em toda a América Latina. Temos um Estádio, a Kyocera Arena, construída com recursos próprios, que será, quando pronta, ainda mais moderna que o "engenhão" do Pan, construído com recursos públicos. É como Clube Atlético Paranaense e não como Atlético que somos verdadeira e insofismavelmente, os únicos."
Professor José Henrique de Faria, economista, ex-reitor da UFPR e ex-presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, em sua coluna na Furacao.com. Clique aqui para ler o texto na íntegra.

Baixinho, só o nosso

Romário nem apareceu para treinar e está fora da partida desta noite entre Vasco x Atlético, em São Januário.
O "baixinho" que estará em campo será o colombiano Ferreira, que volta ao Rubro-Negro depois de disputar a Copa América pela Seleção de seu país.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Corra que o Baixinho vem aí

Deu no Globoesporte.com:

Romário deve voltar contra o Atlético-PR

Romário está perto de voltar a vestir a camisa 11 do Vasco. O atacante faz tratamento intensivo e está praticamente recuperado da lesão no tornozelo direito que sofreu durante um treino há dez dias. A expectativa é que o Baixinho volte a treinar com bola nesta segunda-feira e, com isso, comece a preparação para a partida contra o Atlético-PR, nesta quinta-feira, às 20h30min, em São Januário.

O retorno de Romário vai depender de sua condição física. A última partida oficial com a camisa do Vasco foi no dia 14 de junho no clássico contra o Botafogo. O Baixinho ficou fora dos jogos contra São Paulo, Cruzeiro, Santos e Juventude. Neste Brasileiro, o atacante de 41 anos tem três gols - um contra o Sport e dois em cima do Grêmio.

A volta de Romário significa a mudança do esquema tático de Celso Roth. Com isso, Leandro Amaral não ficaria mais sozinho no ataque com acontece no atual esquema 3-6-1.

Se Romário volta, o mesmo não se pode dizer de Morais. O meia ainda se recupera de uma lesão no púbis e ainda deve desfalcar o Vasco nos próximos jogos do Brasileirão.


Ha 10 anos, futebol brasileiro presenciava a maior mobilização já feita por uma torcida

A publicação deste post está um pouco atrasada, sabemos disso, mas não poderíamos deixar de passar em branco a data. Há 10 anos, em junho de 1997, o futebol paranaense viveu a maior mobilização de sua história: a "cruzada" da torcida atleticana para reverter o afastamento do clube de suas atividades por 1 ano, punição injustamente aplicada pelo STJD, no que ficou conhecido como "Caso Ives Mendes".

Resumindo o caso, para quem não lembra: Mendes, na época presidente do Comitê de Arbitragem da CBF, queria ser candidato nas eleições de 1998 e começou pedir "colaborações financeiras" a dirigentes dos clubes de futebol. Uma conversa dele com o então presidente do Atlético Mário Celso Petraglia foi gravada e a gravação foi parar no Jornal Nacional. Nela, Mendes pressionava Petraglia e exigia dinheiro. A edição foi caprichada para tentar inverter a situação, colocando Petraglia como corruptor. O circo estava armado e formava-se o cenário ideal para Fluminense e Bahia, rebaixados no campeonato anterior, tentarem garantir sua manutenção na primeira divisão. Com o Atlético punido, ao menos uma vaga na elite seria aberta.

O STJD apressou-se em julgar o caso de decretou a eliminação de Petraglia do futebol e o afsatamento do Atlético, por um ano, de todas as atividades desportivas. Mal sabiam que estavam cutucando um leão com vara curta.

Detalhe interessante é que a reportagem do JN mostrou também uma conversa de Mendes com o então presidente do Corinthians, Alberto Dualib, também pedindo dinheiro, mas o clube paulista não sofreu qualquer punição.

União e revolta

A revolta rubro-negra foi um acontecimento jamais visto no futebol brasileiro. Envolveu do mais humilde torcedor a personalidades como senadores, governadores e ex-governadores, ministros, ex-ministros, políticos de toda a monta, enfim.

Na linha de frente, a massa atleticana. Os torcedores entupiram o fax da CFB (e-mail ainda era artigo de luxo na época) e congestionaram as linhas telefônicas da entidade com mensagens de repúdio. Cartas de repúdio eram enviadas aos montes também à Rede Globo e às redações dos principais jornais do país. Uma manifestação promovida pela torcida Os Fanáticos levou quase 10 mil pessoas à Praça Afonso Botelho - protesto que ganhou as telas das TVs e foi mostrada para todo o país por diversos telejornais.

Noutro front, uma articulação política como jamais houve no estado. O grande "maestro" desta orquestração foi o ex-governador e ex-ministro NeyBraga, já falecido. Ney conseguiu apoios importantes, como do então ministro da Justiça, Iris Rezende. Até o maior cacique político da época, o senador baiano Antônio Carlos Magalhães, indignado com a injustiça e convidado pelo senador Osmar Dias a participar do movimento, telefonou para o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Sessões da Assembléia Legislativa e da Câmara de Curitiba foram dedicadas ao assunto, repudiando a arbitrária decisão do STJD. Teixeira, aliás, viveu um período pra lá de turbulento. De um lado, sofria uma grande pressão dos cariocas para que o Fluminense tomasse o lugar do Atlético na primeira divisão. De outro, recebeu inúmeras manifestações de autoridades políticas e desportivas do Paraná, repudiando a punição ao clube e exigindo que o Atlético pudesse participar dos campeonatos normalmente.

Graças a essa mobilização, o destino do Atlético começou a ser mudado. Oficialmente, Teixeira não quis arcar com o ônus de tomar uma decisão e jogou novamente o caso para o STJD. Mas, nos bastidores, o presidente da CBF já tinha exigido que o tribunal resolvesse o problema criado. Em novo julgamento, os auditores decidem abrandar a punição ao clube, fazendo com que "apenas" perdesse o mando de campo no Brasileirão e que, ao final da competição, o Furacão tivesse descontado cinco pontos na tabela de classificação.

Embora a nova pena ainda continuasse injusta, o Atlético não estava mais proibido de participar de competições, graças à pressão da Nação Atleticana. A torcida voltou a invadir as ruas para comemorar a maior vitória política que um clube de futebol fora do eixo Rio-SP já conseguiu neste país.

O grande feitor

Coluna de Augusto Mafuz, hoje, na Tribuna do Paraná:

O site oficial do Atlético destaca a notícia do jornal Lance: mesmo em um cenário ruim, em que as receitas dos clubes brasileiros caíram, “o Furacão foi o clube mais rentável do Brasil, com um lucro de 15,5 milhões”.

Seria um fato extraordinário, se o Clube Atlético Paranaense, na execução de seu objeto social perseguisse o lucro em dinheiro. Mas esse Atlético, que ainda teimosamente se supõe, tem um único objeto social a ser alcançado: atender a sua grandiosa clientela. É o seu povo apaixonado, que todo o ano renova cadastro para fazer um único empréstimo, que é vencer no campo, ou se conformar em perder com a simples esperança futura de vencer.

A divulgação do fato pelo site oficial é uma exploração do torcedor como ser humano.

É tratá-lo como ingênuo.

É ignorar os seus sentimentos.

Mostra-se ostensivamente um lucro líquido de R$ 15,5 milhões, mas o presidente Fleury vem a público e diz: “Enquanto não tiver sócio, não haverá time”. Se não for falta de respeito, então é falta de vergonha.

Ao divulgar o fato em site oficial, o comando deu um tiro no próprio pé: mostrou o quanto é incompetente para gerir o futebol do Atlético.

A incompetência como explicação é um conforto para os dois dirigentes, para evitar que a interpretação ganhe outro caminho. A má administração do dinheiro de um clube por incompetência é gravíssima, por se tratar de dinheiro público, pois todas as suas fontes, embora privadas, são criadas a partir do Atlético como instituição de interesse popular.

O raciocínio é bem simples, embora colocado em forma de pergunta: como justificar que um clube, cujo único objetivo é a prática do futebol profissional, mantendo um lucro anual de R$ 15,5 milhões não vence há anos, nem mesmo um torneio de botão.

A divulgação do extraordinário lucro de R$ 15,5 milhões coincidiu com mais uma derrota do Atlético. Seria uma derrota absolutamente normal essa para o Botafogo, em Brasília (2x0), se esse estado de penúria técnica e individual fosse reflexo de sacrifícios financeiros, que implicasse em falta de dinheiro.

E nem se cogite que é caixa para a construção da Arena, porque além de incompetentes, esses dirigentes estariam faltando com a verdade. Foram várias as promessas de que o dinheiro para investir no patrimônio teria outra fonte, e esse lucro seria do futebol.

Então, aqui, ocorre um fenômeno empresarial: quanto mais dinheiro o Atlético, associação de prática de futebol, arrecada e guarda no caixa, mais derrotas acumula no campo.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Nova campanha: seja um sócio-sofredor

O Atlético está lançando uma nova campanha para angariar sócios. Para tanto, criou uma nova modalidade, a de "sócio-sofredor".
Se você anda feliz demais, contente, cheio de energia, não se preocupe: o time lhe garante dois meses de tristeza e melancolia na Arena da Baixada. Ou seu dinheiro de volta.

terça-feira, 3 de julho de 2007

A vez de Pedro Oldoni

Com a saída de Dênis Marques do Atlético, quem formará a dupla de ataque com Alex Mineiro? As opções do técnico Antônio Lopes são Pedro Oldoni (foto), Dinei, Marcelo e Tiago. Meu voto é no Pedro. Chegou a vez do jovem atacante ter uma oportunidade como titular - e, é claro, provar que tem condição de manter-se no time de cima. Ele já provou que sabe fazer gols. Na última vez que começou uma partida ao lado de Alex, o Furacão marcou seis gols (dois de cada), contra o Figueirense, na estréia do Brasileirão.
Por isso, fica aqui o apelo: - Bota o Pedro, delegado!